FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Porque expor a graça do encontro ...e a intimidade da confiança. ?
Frequentemente circulam pela internet vídeos de crianças chorando, falando de seus medos e dificuldades. No geral, um adulto, que quase sempre parece ser um dos pais, conversa com a criança lhe fazendo perguntas, induzindo a respostas ou incentivando o prolongamento do seu desabafo. Este momento, ocorrido na intimidade, é visto como potencialmente comovente e promissor de “curtidas”, e assim o adulto retoma o assunto com a criança, o que a faz chorar mais, ou até mesmo acentuar seu discurso queixoso ao perceber que isto tem certo valor para o adulto.
Num destes vídeos, questionada sobre seu medo, a criança dizia chorando “Não quero falar disso”. Mas a mãe, possivelmente desejando obter alguns minutos a mais de vídeo, insiste “Mas você já me contou...”, conseguindo então que a filha repetisse sua história. Com a distância da câmera de um smartphone e milhões de visualizações, a mãe capta o desabafo de sua filha que a deveria ter como confidente. A mãe não aparece no vídeo, não expõe sua própria imagem, apenas a da filha; sua voz aparece em tom suave numa atitude acolhedora perante a fala emocionada da menina.
Não é possível afirmar qual o sentido e o impacto desta experiência para a criança, que até pode ter se percebido acolhida e ouvida, não sei. Mas que risco há no uso deste momento íntimo e precioso? Que noção sobre intimidade é apresentada a essa criança? O que, nós, adultos, temos compreendido sobre intimidade?
Estamos na contramão, tornando público o momento do encontro, e assim criando distâncias ao invés de aproximação, de empatia e de familiaridade. O contato com o outro e o encontro, no lugar mais próximo e afetivo, tornam-se vitrine.
O aparente acolhimento perante o choro da criança pode fazê-la deixar escapar seu sentimento e o sentido por ela vivido, enquanto a mãe distancia-se de sua experiência, ao transformar em algo engraçado para os espectadores. Mas perde-se aí a graça do encontro. O valor da intimidade não é mais graça, é recompensa. Sobre isso o filósofo Martin Buber expõe ao falar sobre a relação Eu-Tu: “O Tu encontra-se comigo por graça; não é através de uma procura que é encontrado”, convocando-nos assim a uma atitude receptiva ao Tu.
Na conexão vivida num encontro íntimo, há o convite para uma relação. O outro me toca, e me comovo em reciprocidade. Na relação íntima, onde a receptividade torna o outro presente, ocorre o encontro por graça, não por domínio.
“Entre ele e ti existe a reciprocidade da doação; tu lhe dizes Tu, e te entregas a ele; ele diz Tu e se entrega a ti.” M. Buber, Eu e Tu, 2004.
O outro não é meio para obter algo, pois só consigo encontrá-lo quando suspendo minhas certezas. Nesta perspectiva, a relação acontece porque há igualdade; face a face somos pessoas, e a intimidade é nascida do amor. No amor sou responsável pelo outro. Não o torno meu trunfo ou triunfo.
Que possa eu receber o outro como pessoa, e ele a mim.
Paz e bem
E ser pai o que é ....?
Coelho Neto escreveu que “ser mãe é padecer no paraíso”. Uma frase poética que mostra dois lados opostos de uma maravilhosa lida: padecimento e satisfação. Mas, e ser pai?
Ser pai é deter-se diante do mistério da vida e ousar participar dele. É experimentar com sua esposa esse processo divino de gerar, de fertilizar, de semear. Depois, regar, cuidar, dar atenção e sonhar. É lançar a semente e colher, nove meses depois, o fruto desse amor, fruto inquietantemente aguardado.
Ser pai é aprender o desapego de si mesmo. É aprender a domar o selvagem egoísmo e o “eucentrismo” que urra dentro de nós. É deixar-se doer de amor por aquela pequenina criatura, parte de você, que fragilmente espera por seu cuidado e por sua atenção. É morrer para seus “purismos” mais impuros, para renascer genitor.
Ser pai é aprender que a cumplicidade mãe e filho é algo inestimável e por isso saber colocar-se, principalmente nos primeiros anos do pequenino bebê, no seu devido lugar. Nesse tempo o pai é especialmente protetor e contemplativo da relação intensa entre os dois: o que esteve dentro, no útero, e a que o acolheu, no útero. O pai, nessa época, é alguém como que de fora. Faz parte da relação, mas não partilha das primeiras revelações íntimas pós-uterinas. À medida que os dias avançam, integra-se de maneira igualmente intensa e amorosa na relação filial. Assim, ser pai é saber cuidar sem ser cuidado, descobrir o ritmo do afastar-se e do aproximar-se, isso tudo sem ferir a si mesmo e ao outro, como que tomado pelo desvanecimento da exclusão e da inferioridade. Ser pai é não exigir para si o protagonismo da história da vida.
Ser pai é ver os filhos crescendo ao redor e tê-los como amigos. Todavia, ao mesmo tempo, ser pai é não negar-lhes a bênção do ensino e da orientação, por meio de conversas, beijos, abraços, “varas” e repreensões. Não repreender com dureza e ternura é o mesmo que deixar o filho à solta, à míngua, sem parâmetros que o nortearão para toda a vida. E o pior, sem essa expressão de amor jamais a criança conhecerá profundamente o Deus que é todo amor e todo justiça. O pai que se omite na criação se omite no amor e no cuidado. O dinheiro pouco pode realizar nessa área do relacionamento.
Ser pai é ver o tempo passar velozmente, testemunhar os meninos se tornando moços tão belos, tão rapidamente e trazer consigo aquele sentimento de incompletude: “eu poderia ter feito mais por eles…” Ser pai é ser assim: totalmente felicidade, totalmente dúvida. Ser pai é indagar-se no paraíso.
Paz e bem
O pecado que vive dentro do meu pecado...
Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. (Gálatas 5.24)
É muito vantajoso para os cristãos estar cientes de suas tendências corruptas decorrentes da sua natureza pecaminosa. Essa atenção os guarda de se tornarem cheios de orgulho por meio da ilusão inútil e ímpia de tentarem se tornar justos pelas obras, como se isso os tornasse aceitáveis para Deus. Inchados por essa ilusão, os monges acreditavam que eram santos por causa das obras escolhidas por eles próprios que vendiam a retidão e a santidade deles aos outros. Em seus próprios corações, contudo, eles estavam convencidos de que eram impuros. Confiar em nossa própria justiça e nos imaginar puros são comportamentos muito prejudiciais.
Mas, se estivermos cientes da pecaminosidade presente em nossos corações, não confiaremos na nossa própria justiça. Essa compreensão nos humilha de tal forma que nos desprendemos do nosso orgulho e paramos de confiar nas nossas próprias obras. Ela nos impulsiona a correr para Cristo, nosso Reconciliador. Ele não tem uma natureza pecaminosa, impura, mas completamente limpa e santa, a qual ele ofereceu pela vida do mundo. Nele, nós encontramos uma justiça fidedigna e completa. Assim, nós permanecemos humildes – não com falsa humildade, mas com verdadeira humildade – por causa das tendências e defeitos corruptos da nossa natureza pecaminosa. Portanto, seríamos culpados de morte eterna se Deus fosse nos julgar severamente. Mas nós não somos orgulhosos aos olhos de Deus. Nós reconhecemos humildemente os nossos pecados e desejamos o perdão com um coração quebrantado. Confiando na obra de Cristo como Mediador, nós entramos na presença de Deus e suplicamos perdão de pecados. Consequentemente, Deus estende seu céu imensurável de bondade sobre nós e, por amor de Cristo, não nos atribui os nossos pecados.
Paz e bem
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Deus para mim.....
Ele não é de plástico. Ele não é visível.
Ele é real!
Ele é cirúrgico e preciso em Suas ações
Ele é tremendo e me inspira temor diante de Sua voz
Ele me ouve e me fala, mesmo assim, Deus sempre me surpreende...
Ele é o meu apoio quando, às vezes, perco o meu chão
Ele é meu suporte para subir as escadas da vida
Ele é o escape diante das coisas que não se esperam, que surgem do nada
Ele é o meu sustento diante das dificuldades
"Ele é o meu socorro presente nas angústias"...
Ele é o "EU SOU"
Ele tem o universo infinito em Suas mãos e o faz girar como engrenagens de minha vida
Ele controla o tempo e marca os segundos para a sua firme e pronta resposta às minhas orações
Ele dá o ritmo para a Terra e a Lua se alinharem, provocando ondas de alentos pontuais para mim, sempre nos momentos certos
Dos céus ele rege a orquestra que toca o meu ser e harmoniza a minha vontade com o Seu querer...
Ele constrói belos caminhos interrompidos
Ele refaz as pontes quebradas e faz voltar tudo ao normal
Ele tem instrumentos celestiais que agita o mar e o acalma em seguida
Ele pode está acima das montanhas e no barulho dos trovões, mas desce como o orvalho das chuvas, que molha e unge o coração aparentemente seco e quebrantado
Ele me disponibiliza Suas maravilhosas bênçãos...
Ele está no melhor das minhas experiências
Ele é grandioso e magnânimo diante dos fatos do meu caminhar
Ele é um Deus de promessas que as cumpre uma por uma
"Ele transforma água em vinho"
Ele é tudo e a razão das minhas conquistas e alegrias, independente das circunstâncias...
Ele é bom – suficiente em tudo
Ele é profundamente completo para o meu todo
Ele é eterno e está além das minhas finitas visões
Ele é a Luz da minha vida e totalmente presente na minha mente e nas minhas escolhas
Ele é Deus, é meu melhor amigo que mora no meu coração – que ótimo!
Paz e bem
A oração no matrimonio, destrói a ferrugem do desamor.....
Não só de amor e sexo viverá o casal, mas também de oração, de muita e sábia oração. É mais necessário aprender a orar do que aprender a dormir com o cônjuge. Marido e mulher precisam aprender a orar juntos e a sós. Alguém acrescentou à passagem de Cântico dos Cânticos de Salomão de que “o amor é forte como a morte” (Ct 8.6) as palavras “mas tem a fragilidade do vidro”. Isso nunca esteve no texto bíblico, porém, todos devemos confessar que expressa alguma verdade.
O amor está em baixa hoje em dia. Não se acredita muito nele. Dizemos uma porção de provérbios que encostam o amor na parede. Um deles é: “Quando a pobreza bate à porta, o amor voa pela janela”. Parece que João Ribeiro valorizava provocadoramente mais a palavra ração do que a palavra razão para justificar a longevidade do casamento. Na mesma linha, diz-se que “o amor faz muito, mas o dinheiro faz tudo”. O ditado mais conhecido e mais irônico é este: “O amor é eterno enquanto dura”. Outro provérbio que desacredita o amor diz que “o amor faz passar o tempo e o tempo faz passar o amor”.
No entanto, há ditados mais otimistas. Aqui está um exemplo: “Onde manda o amor, não há outro senhor”. O mais equilibrado de todos declara que “o amor antigo não enferruja, e, se enferrujar, limpa-se”. É aí que entra a oração — para limpar a ferrugem do amor, para acabar com a ferrugem do matrimônio.
A licença para termos a ousadia de nos dirigir a Deus em oração vem do próprio Deus. É Ele que tomou a iniciativa de abrir esse canal de comunicação entre o totalmente pecador e o totalmente santo, por meio do sacrifício expiatório de Jesus Cristo. Ninguém pode se esquecer da promessa de Deus: “Se você me chamar, eu responderei” (Jr 33.3, BLH). Nem da repetição disso nas palavras de Jesus: “Peçam e receberão, procurem e acharão, batam e a porta se abrirá” (Mt 7.7, BLH). Nem da observação óbvia de Tiago: “[Vocês] não conseguem o que querem porque não pedem a Deus” (Tg 4.2, BLH).
A oração tem de ser precisa, consciente e fervorosa. Tiago cita um exemplo: “Se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e Ele dará porque é generoso e dá com bondade a todos” (Tg 1.5, BLH). No lugar da palavra sabedoria, posso colocar um monte de outras palavras, como, por exemplo: “Se alguém, cujo matrimônio se enferrujou, peça a Deus, e Ele desenferrujará o amor”.
Somos acostumados e incentivados a pedir apenas bênçãos mais simples e com sabor mais materialista, como saúde, melhor condição financeira, acumulação de bens de consumo etc. Mas não oramos, pelo menos com a mesma frequência, para acabar com as mágoas conjugais,com os conflitos conjugais ou com o desânimo conjugal. Não oramos contra a ferrugem e deixamos que ela destrua o casamento.
Seja qual for o problema, em qualquer área, em qualquer circunstância e em qualquer momento, é contra esse problema que precisamos orar, a sós ou juntos. Precisamos ter coragem de orar sobre situações tremendamente complexas, tais como a perda do primeiro amor, fantasias sexuais fora do casamento, dificuldades no relacionamento sexual, ciúmes, monotonia, impaciência, orgulho, mau caráter do cônjuge com o qual se vive, desejos adulterinos e daí por diante.
Se contamos todas essas dificuldades a um psicoterapeuta, por que não podemos contá-las ao próprio inventor do casamento?
O servo de Abraão pediu a Deus que o ajudasse a localizar a esposa de Isaque entre os parentes da Mesopotâmia (Gn 24.12-14). Isaque orou por vinte anos para Deus pôr fim na esterilidade de Rebeca(Gn 25.19-21). Ana orou por sua esterilidade e por seus aparentemente insolúveis problemas domésticos(1 Sm 1.9-18). A todos Deus ouviu na hora certa.
É assim que precisamos orar para destruir os pontos de ferrugem que estão aqui e ali, com precisão, com humildade, com insistência, com fé.
A prática da oração não deixa o vidro quebrar nem a ferrugem tomar conta daquilo que, um dia, foram os nossos mais felizes e emocionantes momentos!
Família um bem inquestionável....
“Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e eles serão uma só carne”. (Gênesis 2:23, 24)
No primeiro ato do drama da criação, logo na introdução, onde somos apresentados ao autor e consumador da história, somos apresentados também à base da humanidade: a família. Sei que é perigoso falarmos isso, especialmente diante do quadro político que estamos vivendo em nosso país. Certas posições foram batizadas por ideologias políticas: defender a liberdade hoje é bandeira da esquerda; defender a família hoje é bandeira da direita.
Em meio à tanta bagunça, nos tornamos reféns da nossa própria época. Contudo, hoje tentarei fazer a defesa de uma ideia eterna. Como costumava dizer Chesterton: não falarei nada de novo, pois muitos já disseram o mesmo antes de mim.
É comum encontrarmos discursos de “desconstrução” nos mais diferentes lugares. Pessoas desconstroem tudo hoje em dia, desde gênero, até sexo, músicas, livros e também a família. Contudo, me parece que o conceito que mais desejam desconstruir é a família. Desejam tornar a família em um conceito meramente afetivo.
Família se tornou tudo aquilo que é construído na base do amor. Mas, o que realmente é a família? Respondendo de forma bem direta: pai, mãe e filhos. Sei que essa afirmação hoje é digna de apedrejamentos, mas pretendo explicar meu pensamento – que não é meu – no decorrer desse texto. Quando terminar, você pode decidir se me odiará ou se concordará comigo, mas até lá, leia até o final.
Antes de qualquer coisa, desejo colocar as cartas na mesa e me apresentar rapidamente para que todos entendam os meus pressupostos: sou cristão, normalmente me defino como discípulo de Paulo, pois me alinho bastante com as suas ideia, contudo, estou mais para um católico reformado no que diz respeito a tradição Cristã. Sou conservador, mas isso não é o que você imagina, pois não defendo as figuras pitorescas comumente referidas como conservadores, não me associe a eles, pois somos muito diferentes. Como conservador, entendo que certos valores devem ser conservados para o melhor desenvolvimento da sociedade, porém, como cristão, entendo que muitos desses valores serão seguidos apenas por aqueles que como eu, são conhecidos historicamente como cristãos.
Defendo pautas que entendo que um cristão deve obrigatoriamente defender, embora compreenda que a sociedade em geral recusará essas máximas – talvez um dia fale sobre isso, mas esse dia não será hoje. Como cristão, é meu dever defender os valores que foram passados pela Igreja Católica (Universal) de Cristo durante toda a história, mas não é meu dever forçar as pessoas a concordarem com esses valores, ainda que eu os entenda como eternos e absolutos.
Bom, as cartas estão na mesa, agora me sinto mais tranquilo para defender o que pretendo defender. Por que entendo que a família, além de ser a base da sociedade é primariamente constituída de homem, mulher e filhos? Pois essa foi a estrutura inicial escolhida por Deus. Dessa forma, penso que devemos conservar aquilo que nos foi entregue.
O que eu não quero dizer com isso? Eu não quero dizer que uma família onde um dos pais morreu ou simplesmente abandonou a família é automaticamente descaracterizada como tal. Mas, pelo menos do meu ponto de vista, é óbvio que essas situações não deveriam existir. Uma pessoa que toma sobre si o dever de outra pessoa, independente do motivo, não conseguirá fazer nem o seu papel e nem o papel do outro plenamente. Situações como essas, embora sejam mais comuns do que muitos admitem, não são situações que todos desejam – embora existam estranhas exceções -, mas são frutos de ações anteriores à constituição dessa família em específico.
Bom, acredito que ficou claro o que penso de famílias “não convencionais”, como famílias de pais ausentes, omissos ou falecidos, famílias que tem parentes que não os pais como “cabeças da casa” ou até mesmo famílias de homossexuais, certo? Acredito que sejam famílias e acredito que exista amor verdadeiro entre elas, mas elas foram baseadas em uma estrutura problemática: uma criança que é privada da mãe ou do pai desde a mais tenra idade pode – e muito provavelmente irá – apresentar algum tipo de problema, psicológico, social ou qualquer outro.
É com a mãe que a criança aprende – ao menos deveria – a diferenciar as individualidades das pessoas. Com o pai, a criança aprende a respeitar autoridades e eventualmente a exercer autoridade. Com os dois, a criança aprende a viver em sociedade, pois lhe é ensinada dentro desse núcleo toda a tradição que vem sendo passada geração após geração.
Por que creio que a família é base da sociedade? Pois é dela que surge aquilo que chamamos de tradição. A tradição é aquilo que mantém uma cultura, pois todos, sem exceção, seguem alguma tradição, e essas tradições, creio eu, nascem dentro das famílias. Somos o que somos pois fomos criados dentro de um núcleo familiar, independente de como ele é formado. É necessário que o ser humano seja criado por uma família, pois é de lá que surge o indivíduo e isso será determinante para como esse indivíduo irá se portar diante da sociedade.
Entendo que muitos vão discordar de mim, mas isso é resultado de expor opiniões. Meu dever, enquanto cristão, é afirmar as verdades eternas que chegaram até mim desde Abraão, Isaque, Jacó, os Profetas, os Apóstolos, os Santos Padres, a Escolástica, a Reforma Protestante, os Doutores da Igreja, a Igreja Confessante, os Movimentos Avivalistas, os meus pais e todos os Santos Mártires que entregaram sua vida por causa da propagação do Evangelho de Cristo. Todos eles tomaram como base de suas vidas as Sagradas Escrituras, e por isso, defendiam a família como a base da sociedade, como podemos ver tanto na Doutrina Social da Igreja, como nas doutrinas Calvinistas e tantas outras que falaram a respeito da sociedade.
Acredito que os cristãos devem ter as bases da sua fé muito bem fixadas e defendê-las, mas também acredito que os cristãos devem ter em mente o fato de que nossa fé não é a mesma fé do mundo inteiro, por isso, devemos lembrar que nem todos vão agir segundo os preceitos bíblicos que a tradição cristã sempre defendeu. Devemos prezar pelas liberdades individuais de todas as pessoas, mas nunca deixar de dizer o que cremos ser verdadeiro, pois como ouvirão se não há quem pregue?
Paz e bem
quarta-feira, 3 de maio de 2017
A riqueza de reciclar o coração em Deus....
O que você faz logo depois que se dá conta de que cometeu um grande erro, um erro tão grande que você que se via como uma pessoa razoavelmente boa, íntegra e madura, percebe que sua autoimagem era uma ilusão?
Na Bíblia, momentos assim são descritos por uma imagem bem perturbadora: nudez. Adão experimentou isto. Pedro, o discípulo de Jesus mais impulsivo e também o que tinha mais liderança, se viu nesta situação. O que ele pensava sobre si mesmo não era de fato a realidade!
Adão desobedeceu a Deus num jardim com pouquíssimas proibições e muita abundância. Pedro negou a Jesus num momento de grande estresse, descobrindo que seu heroísmo e lealdade eram produtos de sua imaginação. Quanto a mim, os episódios em minha vida que me renderam humilhação foram muitos e de natureza variada. Foram também momentos usados por Deus para ajustar o meu ego inflado. Da mesma forma, o seu momento de profunda decepção consigo mesmo também é seu, não vou lhe perguntar!
Adão descobriu que estava nu, sentiu vergonha, se escondeu e em seguida, quando confrontado por Deus, jogou a culpa em Eva. Pedro “saindo dali, chorou amargamente.” (Mt 26.75) Assim como Adão, Pedro continuou afastado, incapaz de fazer o caminho de volta até que o próprio Deus o procurou. Deus procurou Adão na virada do dia. Jesus Cristo procurou a Pedro na praia pela manhã, bem cedinho (Jo 21.3-14). Na maioria das vezes, o Senhor me procurou quando eu finalmente calei a boca, me acalmei e fiquei em silêncio.
Há algo muito bonito e que aquece o coração quando leio o relato do encontro de Jesus e Pedro na praia, algo que eu não encontro no diálogo entre Deus e Adão. Pedro tinha pescado a noite inteira e estava nu! (João 21.7) Apesar de ambos, Adão e Pedro, terem estado nus; apesar de ambos estarem conscientes da gravidade extrema de seus atos, a resposta ao convite de Deus é totalmente diferente. Pedro vê os peixes emergindo da água em grande quantidade, olha para o homem na praia. O déjà é imediato. Assim que ele se dá conta de que o homem na praia é de fato o Jesus Cristo, ressurreto, Deus encarnado, ele se veste com pressa, pula na água, largando seus amigos para lidar com mais de 150 peixes! Ele nada desejando estar em terra para poder correr em direção a Jesus! E o Mestre recebe a Pedro com carinho, trata-o com muita dignidade e o reestabelece para ser o líder poderoso que foi.
A única outra imagem que consigo associar a esta atitude de Pedro, é a imagem de uma criança que percebe ter feito algo errado, e depois de ter se afastado e curtido a solidão da separação de sua mãe, ouve seu nome ser chamado insistentemente. Nesta cena, ela corre em direção aos braços da mãe, chorando aliviada porque é nesta relação de amor que ela se sente de fato segura, é nesta relação que ela se define como pessoa e descobre de fato quem ela é!
Pedro soube acolher e valorizar os movimentos de um Deus Todo-poderoso em sua direção. A diferença entre Adão e Pedro é que Pedro sentiu uma imensa saudade de Jesus! Pedro descobriu que sem Jesus ele não tinha identidade e muito menos um propósito na vida. Vamos aproveitar os nossos escorregões para nos aproximar de Jesus e descobrir nele quem somos. Vamos aproveitar os nossos erros para encorajar as crianças com as quais trabalhamos. Vamos mostrar para as pessoas como encontrar a Jesus quando estão decepcionadas consigo mesmas!
Paz e bem
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