FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Tempo de descansar.....
Julho, férias, descanso, certo? Nem sempre. Não são poucas as pessoas que “desaprenderam” a descansar. Não basta não precisar ir ao trabalho. É necessário ter compreensão do valor do descanso verdadeiro; daquele que renova forças e alivia as cargas. Deus pode nos ajudar a descansar.
Aproveitamos a data e o tema para compartilhar um trecho do livro Trabalho, Descanso e Dinheiro, de Timóteo Carriker. O livro, de 80 páginas, é um simples, mas precioso guia para vivermos uma espiritualidade sadia, equilibrada e coerente com a vontade de Deus. E, por falar nisso, afinal, o que a Bíblia fala sobre descanso? Confira a seguir.
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“E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito”. (Gn 2.2)
Parte da nossa vocação consiste em descansar. O próprio Deus descansou depois de haver criado o mundo. Aliás, no Decálogo, a proibição de trabalhar no sábado tem o mesmo peso que a proibição de matar ou de roubar. Enquanto Israel estava no deserto e, depois, no exílio, Deus lhe prometeu descanso na terra (Dt 3.20; Jr 46.27). A nação toda seguia o ritmo de uma vida de trabalho e descanso. Cada sétimo dia, cada sétimo ano e cada sétimo de sete anos era um sábado para as pessoas, os animais e até para a própria terra.
Esse ciclo de trabalho e descanso estava intimamente ligado à sua dependência fiel de Deus. Pois, para descansar no sétimo ano, Israel precisava confiar em Deus que a terra produziria o suficiente para passar o ano sabático (Lv 25.18-24). No quinquagésimo ano, a sua fé era provada mais ainda, porque Israel precisava passar dois anos sem trabalhar com as mãos, dependendo de doações de Deus (Lv 25.8-12).
De modo semelhante, no Novo Testamento, a nossa suprema dependência de Deus, a salvação, é descrita em termos de entrar no descanso do Senhor (Hb 3-4). Não se deve confundir este descanso com a inatividade física ou mental. Para justificar sua atividade no sábado, isto é, o seu descanso, Jesus disse: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). Portanto, o descanso cristão não é a falta de esforço físico ou mental, como no conceito popular. Em Hebreus 4.11, muito longe de pressupor inatividade, o repouso cristão exige empenho, requer esforço (cf. Hb 12.2, 3). Trata-se de um esforço para permanecer na dependência de Deus.
No conceito bíblico, o descanso se define como nossa dependência de Deus e a sua resposta em Jesus à maldição da dor no trabalho (Mt 11.28-30). São os desobedientes, ou independentes de Deus, que não conseguem entrar no descanso do Senhor (Hb 4.11). Ora, não foi a primeira desobediência humana - a vontade de ser independente de Deus - que causou, como castigo divino, a dor do trabalho (Gn 3.14-19)? Se o castigo, a dor e o sofrimento do trabalho, e não o trabalho em si, foram resultados de um desejo de independência de Deus — uma vontade outras vezes descrita como desobediência ou infidelidade —, a reversão desse castigo se dá pela obediência e fidelidade ao Deus Supremo, em Cristo, e é descrita como o antônimo do trabalho doloroso, isto é, o descanso. O apelo para entrar no descanso de Deus, então, é um convite para entregar todas as nossas ansiedades, todas as nossas preocupações e toda a nossa autossuficiência a Jesus. Expressa-se mais nítida e profundamente no convite de Jesus: “Vinde a mim todos os que estais cansados” (Mt 11.28). O verdadeiro repouso está em Jesus. Não é a invulnerabilidade e a inércia dos estoicos, mas a paz, o contentamento, a segurança e a completa dependência de Deus, revelados em Jesus.
Dito dessa forma, vejamos quais são as implicações da visão bíblica do descanso para nós. Quero destacar três princípios:
1. O descanso é mais que recuperação do serviço ou preparo para ele. Não é simplesmente o produto de fatores externos, o resultado inevitável de tempo sobrando, um feriado ou um fim de semana. É uma condição, e até atitude, de toda nossa vida. Aliás, o descanso e o trabalho podem envolver atividades semelhantes, porém realizadas com perspectivas, atitudes e motivações diferentes. Por exemplo, a leitura faz parte tanto do meu trabalho como do meu descanso. E o meu descanso inclui tanto uma longa caminhada, como o trabalho duro na horta e o esforço físico de um dia inteiro surfando na praia.
2. O descanso está ligado à fé. Esta é a razão por que a maioria de nós evita o verdadeiro descanso e a razão por que o cristianismo medieval o entendeu como uma atividade mais elevada. A Bíblia relaciona a falta do descanso à desobediência e incredulidade (Sl 95.8-11; Hb 3.7-4.10). Quando descansamos estamos reconhecendo que todo esforço da nossa vontade, por si só, nada adianta. O descanso genuíno pressupõe o reconhecimento de que os nossos irmãos na fé sobrevivem sem a nossa intervenção. Esse descanso requer o reconhecimento da nossa própria insuficiência e uma entrega de responsabilidade. É uma trégua real aos caminhos de Deus. E é um momento de celebração quando reconhecemos que a bênção vem somente de Deus. É por isso que o descanso exige fé. É também por essa razão que a salvação pode ser descrita em termos de descanso. Quando descansamos, aceitamos a graça de Deus: não procuramos ganhar, recebemos; não justificamos, somos justificados.
3. O descanso não se destina ao consumo. Nossa sociedade está cada vez mais distante do descanso. Seus feriados fabricados se transformam cada vez mais em veículos de consumo. Nos países onde o expediente do dia útil diminuiu, o resultado que Karl Marx esperava acontecer acabou não acontecendo. Em vez de provocar, nos povos, o desenvolvimento da dedicação ao trabalho e do senso crítico, bem como o florescimento da cultura, produziram-se nações de consumidores. O descanso genuíno deve fluir de uma fé viva no Salvador, que assume o nosso fardo.
Nota: trecho retirado do livro Trabalho, Descanso e Dinheiro (páginas 55-59), de Timóteo Carriker. Paz e bem
terça-feira, 2 de junho de 2015
A quem clamo eu por socorro.....
“Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro”. (Sl 121 ACF)
Introdução
A paz de Cristo. É mister dizer que todo ser humano em algum momento da sua trajetória já clamou por socorro. É uma verdade axiomática, ou seja, uma verdade evidente por si mesma. O socorro em sua definição primária é ajuda, auxílio, amparo. Quem pode dizer que jamais pediu socorro, ajuda, a quem quer que seja?
Quando estamos enfermos, buscamos socorro na pessoa do médico.
Quando estamos com problemas de natureza financeira, comumente recorremos ao banco.
Quando estamos com problemas escolares, recorremos ao professor.
Assim agimos naturalmente conforme as nossas necessidades.
Mas quando a questão é espiritual, algo que está além do entendimento das nossas faculdades mentais, o que fazemos? Buscamos a Deus?
Desenvolvimento
O salmista faz uso da retórica e diz: “Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra”. (Sl 121. 1-2)
Apenas Deus ocupa o seu coração em meio à aflição e angústias da vida. Ele sabe em que tem crido e do seu grandioso amor e poder.
Quando o salmista diz “para os montes”, precisamos entender que Jerusalém está localizada em uma região montanhosa da Judéia. O próprio Monte Sião foi edificado sobre uma colina.
A declaração do salmista é intrépida, “o meu socorro vem do SENHOR”. É uma afirmação de quem sabe do que está falando, de alguém que tem a certeza de que, Deus socorre os aflitos.
O Salmo 18, verso 6 diz: “Na minha aflição clamei ao SENHOR; gritei por socorro ao meu Deus.
Do seu templo ele ouviu a minha voz; meu grito chegou à sua presença, aos seus ouvidos”.
Por que devemos buscar socorro, ajuda, auxílio em Deus?
Primeiro pelos seus atributos naturais.
Onipotência – Deus tem poder para realizar tudo aquilo que estiver de acordo com a sua soberana vontade. O salmo 19 diz: “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”.
Onisciência – Deus conhece todas as coisas passadas, presentes e futuras. O salmo 33, verso 14 diz: “Do lugar da sua habitação contempla todos os moradores da terra”.
Onipresença – Deus está presente em toda parte. “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?” (Sl 139.7)
Depois pelos atributos morais.
Amor – Deus é amor. O SENHOR por nos amar sobremaneira, não deixará de nos prestar socorro sempre que clamarmos. (1 Jo 4.8b)
Misericórdia – Deus é misericordioso. “Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem”.
Fidelidade – Deus é fiel. Isso significa que o SENHOR é digno de confiança. “Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu”. (Hb 10.23)
Conclusão
Pode ser que você esteja enfrentando uma situação onde dá vontade de sair pelas ruas aos gritos a fim de que o desespero seja amenizado. A sua alma está aflita, pedindo socorro e você está dizendo em seu coração: - De onde me virá ajuda? O que vou fazer? SOCORRO!”
Creia, na pessoa de Cristo Jesus, o seu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra.
Seja um Eliézer no dia de hoje. Eliézer significa: “Deus é o meu socorro”.
Creia, “o SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma. O SENHOR guardará a tua entrada e a tua saída, desde agora e para sempre”. (Sl 121.7-8)
Grite por socorro ao único Deus verdadeiro. Ele te ouvirá.
Paz e bem
No seu Grid diário onde você posiciona Deus........?
Todos os dias de nossas vidas é um Grande Premio. Uma corrida por uma vitória, por uma satisfação pessoal, profissional, um degrau que nosso filho subiu, uma conquista. Isso é todos dias. Se pararmos para refletir, a largada é logo pela manhã, assim que acordamos, damos uma olhada na “carenagem”, verificamos o combustível, analisamos a “estratégia” para hoje e sempre confiante para mais um dia (mais uma prova). Nesse grid de largada, onde você posiciona Deus? Será que no seu grid de largada, Deus é o “Pole-Position”? No seu grid de largada, Deus larga em primeiro lugar?
O profeta Ageu (Ageu 1:2 e o 9) “Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.” - alerta aos moradores de Jerusalém que ainda não começaram a construir a casa do Senhor dos Exércitos, Nosso Deus, o templo do Senhor Deus, mas imediatamente iniciaram a erguer as suas próprias moradas e até almejavam inclusive, riquezas de detalhes finos e reformas (Ageu 1:4). Esses moradores de Jerusalém vinham da libertação depois do exílio na Babilônia e retornaram a Jerusalém para a reconstrução da cidade, mas ao invés de erguerem primeiro “ a casa do Senhor”, eles pensaram em si mesmos e iniciaram a construção de suas próprias casas, deixando a casa de Deus, para depois, quando houvesse tempo. Os versículos 7 e 9 dizem: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.”Ageu 1:7 - “Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o Senhor dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa.” Ageu 1:9 - Quantas vezes, damos a largada no nosso dia a dia, sem se preocupar com que ou em que posição Deus larga na nossa vida. Se Ele largou na nossa frente, sendo o nosso pole-position ou se no decorrer do dia, Ele será um “retardatário” no seu dia? Será que você coloca Deus como seu pole-position, sempre em primeiro lugar? Ou você é daquelas pessoas que podem e esquecem de Deus logo no inicio da corrida achando que pode enfrentar tudo, acabando por deixar Deus como “retardatário”? – por isso que o próprio versículo diz: “...esperastes o muito, mas ei que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro....” – porque? Porque trabalhas tanto e não há recompensa? Porque vives tanto debaixo do sol, todo dia, esforçando e suando, e o que trazes para tua casa, desaparece como fumaça? – lhe pergunto: Deixasse Deus te ultrapassar na curva da vida para com que Ele fique na tua frente e lute por você? Já parou pra pensar nisso? O que será que há de errado em sua vida? Os Versículos 10 e 11, afirmam o mesmo sentido. Por isso que o versículo 5 e 7 falam “...considerai os vossos caminhos...”, repense no seu caminho, na sua caminhada, como esta a sua vida, o teu caminhar?será que o teu caminhar é agradável a Deus?
Quando colocamos nosso Deus na frente, nosso dia é sempre disposto à libertação e aprendizado. Para tudo, devemos colocar Deus na nossa frente, em tudo colocar o Senhor dos Exércitos, em primeiro lugar, até mesmo, se preciso for, passar noites ao sereno para “erguer a morada do Deus Altíssimo, o templo do Senhor” como mencionado no livro do profeta Ageu. Quando decidimos que Deus, é o nosso pole-position, que sempre larga na sua frente, uma largada de bênçãos segue sobre a nossa vida, constantemente. Por isso, no versículo 8, Ageu exclama, “Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.” – mesmo com a nossa desobediência, soberba e egoísmo, Deus nos pede para “reconstruir” o templo, rever nossos caminhos e mesmo assim, Ele ainda se agradará da sua nova casa, não importando que estado ela seja, seja de alvenaria, madeira de cedro ou taipa. Seguido esse conselho, é como se Ele, o próprio Deus, lhe pedisse que lembre-se Dele e venha como estais, não importa a tua situação ou posição nas corridas da vida. Ele te pede todos os dias para vir ao seu encontro e levantar a sua morada e Ele se alegrará com você. Coloque o Senhor Jesus em primeiro lugar nas suas largadas do dia a dia e receberas bênçãos sem fim.
Paz e bem
Porque devemos orar por nossas crianças....
Todas as crianças estão em risco hoje em dia. Milhões sofrem com a pobreza e outros milhões sofrem com os efeitos da prosperidade. Estas têm tudo para viver, mas nada pelo que viver. Em um mundo globalizado, digital, todas as crianças estão expostas e vulneráveis a violência, abuso, negligência, prostituição e pornografia. Em sistemas escolares burocráticos a maioria das crianças suportam sistemas educacionais deficientes e com conteúdo anti-Deus. Outras ameaças incontáveis abundam.
E há mais do que ameaças externas, materiais, seculares. Li um artigo recente que me relembrou que a nossa luta não é contra a carne e o sangue. Jonathan Parnell,1 escreve que “existe uma guerra pelas crianças, e nós todos estamos, de um jeito ou de outro, exercendo um papel nesta guerra. Toda vez que avançamos como pais fiéis (ou cuidamos de crianças em algum aspecto, incluindo a defesa de direitos daqueles que ainda nem nasceram, ou nos voluntariando para o berçário aos domingos), estamos lutando contra demônios”.
Não há nada que Satanás e seus demônios odeiam mais do que crianças. Ele sempre usou pessoas más e sem Deus para roubá-las, matá-las e destruí-las. Nós vemos seus esquemas e atrocidades em toda a Palavra. Algumas passagens que lemos na Bíblia se parecem com as manchetes dos nossos dias:
- A criança de colo é arrancada do seio de sua mãe; o recém-nascido do pobre é tomado e vendido (Jó 24.9).
- Meninos são trocados por prostitutas! “Lançaram sortes sobre o meu povo e deram meninos em troca de prostitutas; venderam meninas por vinho, para se embriagarem” (Jl3.3).
- Crianças sacrificadas por seus próprios pais! (Jr 32.35).
Minha canção de Natal favorita, “Oh, cidadezinha de Belém”, tem os bonitos versos “Tão quieta te encontramos, sobre teu sono profundo e sem sonho as estrelas silentes passam”. No entanto, a cidadezinha de Belém quando Jesus nasceu não estava quieta e profundamente adormecida, como a doce canção sugere. Longe disso, era um lugar de violência terrível e morte chocante, lamento e sofrimento. Aquelas primeiras crianças de Belém morreram porque Satanás odiava o bebê Jesus. Em certo sentido, elas morreram no lugar do menino Jesus. Elas foram as precursoras de milhares, ou até milhões de crianças que vieram a ser mártires por causa do Unigênito e por causa das boas novas que o Filho trouxe ao mundo.
No livro Adopted for Life,2 Russell Moore afirma que “seja através de maquinações políticas como as de Faraó e de Herodes, seja através de conquistas militares nas quais exércitos sanguinários arrancam bebês dos ventres das grávidas (Am 1.13), ou através de ações aparentemente mais “rotineiras” de desintegração da família e de instalação do caos familiar, as crianças sempre são feridas. A história da humanidade está repleta com seus cadáveres (p. 63). As potestades demoníacas odeiam bebês porque odeiam a Jesus. Quando destroem ‘o menor deles’ (Mt 25.40, 45), a criança mais vulnerável entre nós, o Maligno destrói a imagem de Jesus” (pp. 63-64).
O Antigo Testamento termina com uma verdade profunda e séria. A não ser que os corações dos pais se voltem para os filhos, “Eu castigarei a terra com maldição”. Passaram-se quatrocentos anos de silêncio, até o nascimento daquela criança de Belém. Podemos olhar ao nosso redor e ver que a terra está castigada com uma maldição. À medida que vemos o abuso, a exploração e a negligência das crianças, sabemos que não era dessa forma que Deus queria que elas vivessem. A terra está amaldiçoada. Maldição não se remove com comida, remédios, nem com livros ou educação. Maldição não se remove com mais recursos, programas ou intervenções. Maldição é algo espiritual e deve ser removida com uma intervenção espiritual.
Então, sim: Como cristãos, usaremos todas as ferramentas e ideias disponíveis para proteger e sustentar as crianças preciosas que nos foram confiadas. No entanto, nossas armas incluirão algo muito mais poderoso e definitivo do que as intervenções seculares costumeiras. Nós vamos orar. Nós vamos orar sem cessar. Nós vamos encharcar tudo que fazemos e imaginamos em oração e intercessão.
Agiremos conforme o escritor de Lamentações nos exorta:
“Levante-se, grite no meio da noite, quando começam as vigílias noturnas; derrame o seu coração como água na presença do Senhor. Levante para ele as mãos em favor da vida de seus filhos, que desmaiam de fome nas esquinas de todas as ruas” (Lm 2.19).
• Dan Brewster é diretor de programas acadêmicos da Compassion International. Tem como principal responsabilidade servir como conselheiro e consultor para seminários e instituições cristãs sobre programas para o desenvolvimento integral da criança. Participou do planejamento e monitoramento de projetos de ajuda humanitária e voltados para o desenvolvimento infantil e familiar em mais de cinquenta países. Dan é doutor em missiologia pelo Fuller Theological Seminary. Ele e a esposa, Alice, vivem em Penang, na Malásia, e têm três filhos adultos. Dan é o autor do nosso lançamento de junho A Criança, a Igreja e a Missão. Paz e bem
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Porque fui chamado ? Para que fui chamado ?...
Chamado, o que essa palavra significa? E para quem sou chamado? Será que as pessoas que possuem chamado são só aquelas que tem um chamado onde Deus especifica um lugar? Segundo o dicionário de Português essa palavra significa: Convidado, escolhido, designado. Somos chamados por Deus para Ele, para anunciar o seu Reino aqueles que ainda não ouviram. Fomos escolhidos e chamados para cumprir a missão que Jesus nos designou, a missão de levar a Palavra aqueles que não tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: "Como são belos os pés dos que anunciam boas novas!" Romanos 10:14-15
O Apóstolo Paulo na carta aos Romanos como acima citado, faz uma pergunta. Como ouviram se não há quem pregue? A cada dia que passa, posso observar crentes em Cristo acomodados em suas igrejas, por falta de conhecimento da Palavra de Deus, estão acostumados a ter comida pronta e acham que só quem tem a missão de pregar e de ser boca de Deus as nações são os pastores e missionários aqueles que estão trabalhando nos campos missionários, onde na verdade o ide de Jesus não foi para alguns, mais foi para todos, a ordem é para todos aqueles que um dia creram e aceitaram Jesus como único e suficiente Salvador de suas vidas.
Mas qual será o meu chamado? Como saber se estou obedecendo a ele? Somos chamados para Deus, depois que Ele nos chama Ele especifica um local, determina uma área geográfica, onde pode ser Samaria, Judéia, a minha rua, a África as nações, os confins da terra, um local onde eu possa ser pescador de homens. “E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no.” Mateus 4:19-20.
Uma das características que pode levar você, a saber, que está cumprindo seu chamado é o prazer que você sente ao ouvir a voz de Deus e você obedece. Somos chamados para ser voz de Deus as nações, posso observar nos dias atuais, muitas pessoas até sacerdotes acomodados em suas igrejas, tendo uma estabilidade de vida muito boa, levando seu ministério como ato até de carreira, ser sacerdote ser missionário não é uma profissão é um chamado de Deus e a minha resposta a este chamado é voz de Deus as nações. Precisamos estar dispostos a ir onde Ele mandar, e isto requer renúncias, requer sair da nossa zona de conforto, requer assumir responsabilidades. Precisamos olhar o outro com o olhar de Jesus, assim como ele olha para nós, pois Deus nos amou quando ainda éramos pecadores nos amou do jeito que éramos. Se tivermos essa mentalidade, ou melhor esse olhar muitas ovelhas perdidas encontrarão o aprisco. Há uma dificuldade por parte de vários missionários em ir aos que estão perdidos, dificuldade esta que dou o nome de renúncia, renunciar as próprias vontades, como já disse, uma das primeiras coisas que Deus faz quando nos chama é nos tirar de nossa zona de conforto, Abrão precisou sair da sua terra, para uma terra que ele não conhecia. Eu lhe pergunto qual tem sido a sua zona de conforto que tem lhe impedido de ser voz de Deus as nações? As nações estão esperando por ouvir a palavra que traz a vida, para ouvir sobre aquele que salva, cura liberta faz ressuscitar, aquele que tem o poder para lhes tirar do fundo poço. Enquanto os nossos bancos de igreja estão cheios de pessoas louvando e pensando que está tudo bem, com o pensamento de que já foram salvas, eu fico pensando nas pessoas que estão morrendo em Portugal por causa da crise, pessoas que tinham suas vidas estabilizadas e que agora se vêem sem saídas, muitas estão tirando suas vidas por não conhecerem a solução para seus problemas, ou melhor por não conhecerem Aquele que pode dar sentido a suas vidas. Fico me perguntando será que Deus não cobrará de nós aquilo que deixamos de fazer? O evangelho que deixamos de pregar? Muitos estão morrendo sem conhecer Jesus, em Portugal, na África, na índia e em tantos outros países, na minha cidade e na minha rua também. Pois como a própria bíblia diz como crerão naqueles de quem nada ouviram? Ser chamado por Deus é um privilégio, O chamado de Deus é irresistível, meu chamado é voz de Deus as nações, seja aqui no Brasil, seja na África, Portugal, ou em outro qualquer lugar.
Paz e bem
Musica um desafio de vida....
Escolhemos a música, ou ela nos escolhe? Até que ponto o dom natural nos conduz inevitavelmente para uma vida musical? Questionamentos e figuras de linguagem à parte, quem ama música de verdade e quer tê-la presente em sua vida não apenas no fone de ouvido, mas também nas cordas, teclas, peles e outras texturas sonoras, sabe que o envolvimento tem que ser profundo. A união perfeita se faz com talento natural e muita dedicação.
Quando eu tinha sete anos de idade, um primo me enviou uma carta que foi decisiva para o meu futuro. Ele dizia: “Faça sempre o que você gosta; se der dinheiro, melhor. Se não der, você se realizará mesmo assim”. O primo em questão tinha deixado um promissor curso de Engenharia Elétrica para ir morar em Paris, buscando o sonho de se realizar na fotografia. E se tornou um ótimo profissional.
Outro momento-chave foi quando eu tinha 17 anos e me preparava para definir uma carreira profissional. Bem no início daquele que seria o ano de “tomar o rumo na vida”, participei de um acampamento da Mocidade para Cristo (MPC), em Belo Horizonte, MG. E o coração bateu forte com um desafio para alguma área de missões. Chegando a minha cidade, fui direto procurar o pastor da minha igreja. Era o caso de fazer seminário, instituto bíblico? Ele me disse: “Se Deus quiser você num seminário, fique tranquilo que você vai parar lá. Mas saiba que ele pode te usar em qualquer profissão, inclusive com a música que você já faz tão bem”.
Foi sábio. O pastorado não era mesmo o meu caminho. Fui por outra trilha, unindo jornalismo e música. E me achei por completo. Em muitos momentos pensei em dedicar um pouco mais a um ou outro, mas o casamento das duas atividades foi perfeito. Está tudo no campo da comunicação, mas a música tem um desafio diferente: a chama da arte, a sensibilidade, a criação.
Viver de música até uns tempos atrás causava certa apreensão. Até Paulinho da Viola descreveu isso num samba: “Tinha eu 14 anos de idade quando meu pai me chamou / perguntou-me se eu queria estudar filosofia, medicina ou engenharia / tinha eu que ser doutor / mas a minha aspiração era ter um violão para me tornar sambista / ele, então, me aconselhou: sambista não tem valor nessa terra de doutor / e, seu doutor, o meu pai tinha razão”.
Mas, se algum dia isso me preocupou, hoje nem tanto. E poucos estão por aí, esperando que o sucesso artístico bata à porta e fique “tudo azul”, como num passe de mágica. A maioria descobriu que dá pra ser feliz vivendo de música de uma forma profissional, ou semi-profissional, como no meu caso, sem ter necessariamente que ser um “astro do showbiz”.
Há músicos que se dedicam a áreas específicas, como a erudita – com participação em orquestras, corais, grupos especializados em casamentos ou outras solenidades, etc – e à área educacional, podendo dar aulas particulares, em escolas de música ou mesmo na educação formal, já que muitas escolas têm incluído essa manifestação artística na grade curricular. Na verdade, uma lei sancionada em agosto de 2008 obriga as escolas públicas e privadas a oferecer aulas de música na educação infantil e fundamental, mas sem a necessidade de conteúdo exclusivo, ou seja, pode estar dentro das aulas de arte. O que importa é que existe um campo de trabalho imenso e um desafio para a “inclusão musical” país adentro.
E, é claro, temos um grande espaço para atuação nas comunidades cristãs que têm na música um dos pontos centrais de seu culto. Há casos de igrejas que mantêm ministros de música contratados, tornando-se, portanto, uma atividade profissional. E a responsabilidade é grande. Estamos falando dos rumos que a música cristã pode tomar, dependendo da visão do líder de cada comunidade. Isso significa que podemos ter um louvor rico, com conteúdo bem embasado nos aspectos bíblico, literário e musical, ou uma música que não acrescenta, não toca ninguém, não cumpre seu papel. De que lado você está?
Fazer música é uma missão maravilhosa. Principalmente quando nasce de forma tão espontânea – um verdadeiro presente de Deus para a humanidade. Mas, a Bíblia também é clara quanto ao compromisso que temos de desenvolver o talento, lapidar o diamante. O Salmo 33.3 diz: “Tangei com arte e com júbilo”. Isso significa que música é alma, espírito, coração, mas é também transpiração, dedicação. Arte envolve estudo, pesquisa, aquisição de novos conhecimentos. “Quem fica parado é poste”, já dizia José Simão, colunista da Folha de S. Paulo.
É muito comum vermos nas equipes de música das igrejas pessoas com muito talento, mas que se contentam com isso. Não buscam aprimoramento. Ficam limitadas a ouvir gravações ou assistir apresentações dos grupos que admiram e, assim, não vão além. Uma pena! Existe uma diversidade musical tão impressionante e bela que só pode mesmo vir de Deus. Despertar pessoas para essa realidade é também um desafio para quem acredita que a música o está convidando para um namoro firme. E aí, vai encarar?
• Reny Cruvinel é jornalista e integrante do grupo “Expresso Luz”.
Aprendendo com a Pascoa....
Talvez, por sua dramaticidade, a Páscoa seja o momento mais visível da ação reconciliadora de Deus. Sim, naqueles dias de paixão e morte, é possível perceber que “Deus estava, em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo” (2Co 5.19).
Entretanto, quando penso na Páscoa, não consigo evitar a ideia de que naquelas conversas no monte da transfiguração, no Cenáculo ou nos acontecimentos do Getsêmani, Jesus estava sendo aperfeiçoado.
“Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles” (Hb 2.10).
Ousando um paralelismo de linguagem, eu diria que Deus estava, em Cristo, aprendendo sobre o sofrimento humano (Hb 5.7-10). “Embora sendo Filho, “aprendeu” a obediência pelas coisas que sofreu” (v. 8).
Imagino o desconforto que acabo de causar. Deus aprendendo?! -- dirá você.
Esse mesmo incômodo devem ter sentido os primeiros cristãos, ao lerem o trecho da Carta aos Hebreus citado acima. Jesus sendo aperfeiçoado?! -- devem ter pensado. -- Jesus aprendendo sobre obediência? Isso é possível? E essa ressalva: “Embora sendo Filho”, o que quer dizer?
Meu pensamento é que Deus, em Cristo, estava amando o mundo de uma maneira plena e difícil de compreender (Jo 3.16). Não “apenas” um amor imenso; nem mesmo “apenas” um amor que vê o necessitado, se compadece dele e toma providências sacrificiais (esse é o significado da palavra “caridade”). Mais que isso, meu coração discerne, na Páscoa, um Deus que deseja ser amigo, que quer estar tão próximo que se oferece ao aperfeiçoamento e à aprendizagem que provêm da convivência conosco, em nosso dia a dia. Oferece-se a uma aliança do tipo “tudo o que é meu é teu”.
Ele já não se contenta em ser “apenas” o Altíssimo; quer mais, quer ser pai amoroso, “abba”; quer ser o primogênito entre muitos irmãos; quer ser o servo da casa e também fiel sumo sacerdote, quando tiver aprendido, por meio de sofrimentos, a compadecer-se das nossas dores e mazelas. Agora, “pelas coisas que sofreu” entre nós, por nós e à nossa semelhança, se tornaria capaz de uma intercessão plena, misericordiosa e perfeita.
Deus estava, em Cristo -- penso --, aprendendo sobre nossas dores, do mesmo modo que um pediatra doutor em obstetrícia aspiraria conhecer a maternidade: engravidando. Impossível, se for um homem; há um limite para esse conhecimento, pois não lhe é dada a parte mais rica desse conhecimento: a experiência. Entretanto, se ele fosse Deus, escolheria, como trabalho de campo para sua tese de doutorado, fazer-se mulher e ter um filho. Então ele saberia.
A Páscoa nos diz que o projeto de habitar entre nós não foi cancelado quando as dificuldades surgiram. A exemplo daquela véspera de angústia, os cálices preparados pelo Pai não deveriam ser evitados.
O exemplo ficou. Ao contemplarmos a sua glória, quisemos fazer-nos suas testemunhas. À sua semelhança, permitiríamos que o Pai transformasse nossas dores em aperfeiçoamento. Aprenderíamos a lavar pés e a andar a segunda milha com alegria. E os eventos tristes de nossas vidas nunca mais seriam desnecessários e sem sentido. Doravante, aprenderíamos com eles sobre a misericórdia, em nossa personalíssima formação sacerdotal.
Paz e bem
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