FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
domingo, 23 de novembro de 2014
Ser fiel difícil, mas não impossível....
A fidelidade de Deus é incomensurável, inesgotável. Ela se mostra eterna na promessa universal da salvação daqueles que creem (João 3:10). Um Deus que embasa seu relacionamento com o homem a partir de alianças não poderia requerer do homem outra coisa se não também fidelidade, mesmo sabendo que o homem nunca poderá alcançar sozinho o padrão ideal deste seu desejo (Gênesis 9:9; 17:2; 17:11).
Contudo, Deus convida o homem a traçar uma estrada de intimidade que é baseada na verdade de um amor capaz do ato de arrependimento, este convite, quando respondido de maneira afirmativa, permite ao homem em sua fidelidade imperfeita tornar-se a carta do convite de Deus, pois ele aplica ao seu coração o entendimento de sua lei ( Hebreus 9:15; 10:16).
Elias no capítulo 18 de 1 Reis é um exemplo do convite de Deus à fidelidade através de nosso relacionamento com Ele. A passagem descreve uma Israel distante de Deus, sua política era corrupta, seu povo apostatava da fé genuína e a terra mantinha-se seca em desgraça, eram tempos difíceis; contudo, como profeta, Elias mantinha um relacionamento de intimidade genuína com Deus e a partir desta intimidade, Deus fez da fidelidade dele um convite ao povo de Israel para voltar a viver um relacionamento fidedigno com Ele.
Diante das circunstâncias políticas de Israel, Elias foi chamado de perturbador por Acabe (1 Reis 18:17), mas diante da declaração não desvaneceu, ao contrário, mostrou o adultério espiritual dos governantes e se colocou como diferente daqueles que feriam à Deus. A fidelidade do profeta, mesmo imperfeita para com Deus - afinal, ele era humano, mostrou-se como um princípio de diferença em meio a devassidão da sociedade israelita.
Em outro trecho do capítulo, ao desafiar os profetas de Baal na oferta de um sacrifício(1 Reis 19: 22-38), Elias continuou demonstrando sua convicção e intimidade com Deus. Com a falha dos profetas de Baal, sua fidelidade, manifesta na sua fé e nos seus atos, é usada novamente por Deus, agora para aquecer o coração de Israel ao ponto de que a nação abandone as moletas espirituais e se volte ao único capaz de sustê-los.
Por fim, em meio ao problema de seca que assolava todo o território, a fé e a fidelidade de Elias foram usadas por Deus como farol de esperança para o povo e para terra. A fidelidade imperfeita e sua intimidade com Deus, foram respondidas com milagre e perfeição, as maravilhas do Senhor tocaram todos os personagens desta história, revelando o poder redentor de Deus.
Podemos não ter a capacidade de nos mantermos sem pecar, entretanto, isso não deve ser barreira para uma vida de fidelidade, aquele que nos ama também é o que nos sustém e assim como ele agiu com Elias, pode agir conosco. A grande questão é se estamos fazendo tudo aquilo que podemos diante de Deus ou se estamos retendo parte do nosso coração e vivendo assim a infidelidade de uma intimidade falsa. Deus nos chama para sermos representantes da ação de sua fidelidade, sermos diferença, sermos convite à fé e farol de esperança, contudo, para isso, ele nos pede disposição de permanecermos fiéis, mesmo que imperfeitamente, e isso só é possível em verdade, intimidade, amor e generosidade. Oremos para que Deus aplique em nosso coração a sua vontade. Paz e bem
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Ser discípulo é sempre um ato de doação e confiança: Seja um bom mestre...
O conceito de discipulado, segundo o Dicionário Aurélio (2010, p.340) é um estado de aprendizado temporário de pessoas que recebem instrução de outrem, na visão do Rev. John Stott (2010, p.11), o discípulo de Cristo é todo seguidor leal aos ensinamentos de Cristo, neste caso o termo discípulo de Cristo é mais profundo do que o termo “cristão”, utilizado normalmente.
O primeiro, inevitavelmente envolve a relação entre professor e o aluno, ou seja, intrinsecamente, exige relacionamento, enquanto o segundo, expressa diretamente a vida prática do discípulo, que infelizmente nem sempre condiz com os ensinamentos recebidos do mestre.
Discípulo de Cristo é todo aquele que de maneira consciente e responsável submete-se a sua disciplina, focando somente na Cruz de seu salvador. Este indivíduo deixa de lado todos os seus princípios e os aprimora a partir dos aplicativos eternos do Criador.
Hoje muitos falam sobre Cristo mas são poucos os que realmente estão dispostos a viver a proposta de Jesus através do seu discipulado pessoal.
Todo o fervor emocional, existente na maioria dos cristãos atuais, não pode ser considerado como a real expressão de submissão a Deus, nem tão pouco se tornar exemplo de vida totalmente entregue ao senhorio do Crucificado. A evidência de um verdadeiro Discípulo de Cristo é abalizada diariamente nas pequenas ações do indivíduo, marcadas pelo santo sangue do Cordeiro e não apenas nos momentos vividos na santa comunhão da igreja.
Aquele que deseja viver o projeto de ensino de Cristo, primeiro deve se dispor a abandonar sua existência, deixando de viver sua vida, para que o Crucificado viva nele e usufrua de sua existência para apresentar-se á humanidade . A vida que recebemos não é uma existência qualquer, mas é a própria vida do Deus encarnado em nós.
“... logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim ...” (Ap. Paulo aos Gálatas)
Caro leitor, se o seu desejo é evidenciar Cristo em nossa geração então deve aprender a discipular como Ele, ensinar como Ele e viver como Ele vive, qualquer coisa fora desta prática é uma deturpação piegas do maravilhoso Evangelho da graça. O caminho do discipulado é um caminho maior do que nossas existência, é um caminho de vida, nossas vidas por outras assim como o nosso Redentor.
Enquanto estava no mundo, Jesus não viveu atrás de um diário, blog, de um perfil perfeito para exibir a seus amigos e nem tampouco gastou tempo criando algum monumento para ser gloriado por isso. Sua única herança foram os discípulos, os discípulos que aprenderam com ele e sobre ele, o modo considerado valioso em sua vida foi o de formar um pequeno grupo de discípulos e dedicar sua vida na tarefa de aproximá-los do amor de Deus. (OAK, 2006, p. 83).
O ensino cristão é simples devemos entregar as nossas vidas por outras assim como Cristo fez, enquanto não compreendermos este simples princípio, não estaremos aptos para desfrutar da majestosa grandeza do Evangelho de Jesus. Pense nisso, seja aperfeiçoado pelos aplicativos eternos do Criador, se deixe levar na rede de amor iniciada na Cruz de Cristo e vá e faça discípulos como o Mestre ordenou.
Nos Laços de Amor do Crucificado. Paz e bem
É tempo de voltar.....
Quando as circunstâncias enfraquecem minha fé, a graça não me parece suficiente e tanto amor não alegra meu coração...
Quando sou grande aos meus próprios olhos, as coisas me importam mais que as pessoas e meus pés guiam-se por conta própria...
Quando coloco uma máscara, minhas palavras contradizem as ações e as decisões são passageiras...
É preciso parar.
Silenciar.
Inclinar os ouvidos e prestar atenção aos sussurros do coração...
Tempo de questionar e de buscar respostas.
Por onde andei? O que fiz? Por que me afastei?
Tempo de lágrimas, arrependimento, humilhação e súplicas.
Tempo de ouvir Sua voz suave, permitir ser abraçado, sentir Seu perdão e aconchegar-me com Seu terno e eterno amor.
Tempo de receber Sua paz, ouvi-lo me chamar de amigo e ter a certeza que nada poderá nos separar.
Em tempo, voltar à casa do Pai. Paz e bem
Vaidade ou amor eu prefiro o amor
‘’O amor nos aponta para o amanhã, agora, diante de uma geração sem a batida da esperança, como crer na sua manifestação?’’
As palavras de Salomão, conforme podemos encontrar em Eclesiastes, enfatiza a questão da vaidade, dessa agradável ilusão, ao qual nos bastamos. Por mais que muitos a consideram um malefício, algo responsável por deformar o ser humano, sem sombra de dúvida, vivemos ou não século permeado e plasmado por ela?
Evidentemente, em nossos tempos regidos pelos discursos motivacionais, substituindo por outros nomes, tais como auto – estima, pela auto – confiança, pela auto – segurança, pela – certeza. Não baixe a guarda, avance, progrida, participe de todo o progresso e crescimento exponencial, as oportunidades são para todos.
Cada vez mais, deparamo – nos com uma enxurrada de gurus da auto – ajuda, de discursos de superação, de uma fé mais assemelhada a levar o ser humano uma energia, dentro de si mesmo.
Nessa caminhada pelo sucesso do agora, do imediato, do já, do presente sem passado e sem futuro, as regras, os princípios, os parâmetros, os freios são submetidos a interpretações subjetivistas, sem conteúdos éticos e sem uma espiritualidade arraigada a um concreto fundamento criativo.
Por consequência, Deus não passa de uma ideia voltada a tornar as pessoas boas; a Cruz de Cristo um aceno para um processo de solidariedade e fraternidade; as boas novas servem como plataforma para a inspiração de sistemas políticos e humanistas a serem adaptados.
Nada de um enfoque a efeito de ir a direção do amanhã, de não anular os acertos, de cerrar a madre do diálogo. Eis a situação drástica de uma realidade cravada pela vaidade, pela troca de pessoas, uma vez que não aceitamos encarar os espelhos quebrados, e partirmos para outras aquisições, ou seja, tudo se resume a uma ótica de coisas e descartar.
Parto desse porto e aponto para o contexto da igreja submergida num oceano de águas obscuras de um culto a vaidade, a ilusão de ser a dona da verdade, de não levar as pessoas aos encontros e reencontros.
Quão triste perpassa ouvirmos dos púlpitos o sim como sinal impositivo de fortes e uma repulsa a chorar com os que choram, a abraçar os deserdados, a agasalhar com emoções e atos de vida a mulher abandonada, a adolescente vitimada pelas mais diversas agressões, ao homem cansado de lutar, ao idoso esquecido pela família, ao jovem contaminado pela desesperança do presente século, a família dilacerada, a uma sociedade acuada e escondida nos esconderijos das salas virtuais.
Não há degraus para serem revistos, não há lágrimas para serem enxugadas, não há afagos para serem concedidos, não há uma carta de lembrança a ser escrita, não há gente com quem compartilhar, não há Graça do Cristo Ressurrecto, do fundamento criativo, do amor que nos dimensiona um amanhã de não esconder a vida, por causa de um irreal sucesso.
Vou adiante, nunca tivemos tantas distrações e, lá no fundo, chegamos a redundante conclusão de que as boas novas nos chamada para o amor da descoberta, da reciprocidade, do ir e vir, da remoção de todas as maquiagens sentimentalizadas ou de idealismos abstratos.
Faz – se observar, enfrentamos um messias mais atrelado a essa pestilência denominada de vaidade, compromissado com o imediatismo, com a troca de vínculos e de vidas, como se, tão somente, bastássemos.
Quiçá, não seja o momento de revermos o chamado para reconhecer a salvação do ser, em Cristo Jesus, nada mais e nada menos, algo não atentado pelo jovem rico, na parábola do Carpinteiro portador de uma revolução radical e inspiradora?
Paz e bem
domingo, 28 de setembro de 2014
Só o Senhor é Deus ........
2ª Leitura - Fl 2,1-11 Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,1-11 Irmãos: 1Se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, 2tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. 3Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, 4e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro. 5Tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame : 'Jesus Cristo é o Senhor' - para a glória de Deus Pai. Palavra do Senhor. Na missa de ontem 27/09, as 18:00hs, celebrada na Capela de Santa Efigênia e presidida por Padre Eudes, não foi dificil compreender apos sua homilia o quanto somos mesquinhos e pequeninos, quem estava presente pode participar de uma das mais belas pregações que participei nestes trinta e dois anos de serviço ao meu senhor. Acima esta o texto da Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses 2,1-11 a qual foi usada com mais enfase por nosso sábio sacerdote, para mim foi um abraço de Deus dado por suas sabias palavras e um encorajamento para as horas em que temos a vontade de chutar o balde por atitudes mesquinhas e tirânicas de alguns irmãos que acham que ao ser chamado para trabalhar na vinha do Senhor se acham acima do bem e do mal e tentam com isto ser donos da vinha. Gostaria que todos nós fizéssemos uma reflexão nesta leitura e voltássemos a casa do Pai, não como Senhores mas como servos humildes e obedientes. Quando as circunstâncias enfraquecem minha fé, a graça não me parece suficiente e tanto amor não alegra meu coração... Quando sou grande aos meus próprios olhos, as coisas me importam mais que as pessoas e meus pés guiam-se por conta própria... Quando coloco uma máscara, minhas palavras contradizem as ações e as decisões são passageiras... É preciso parar. Silenciar. Inclinar os ouvidos e prestar atenção aos sussurros do coração... Tempo de questionar e de buscar respostas. Por onde andei? O que fiz? Por que me afastei? Tempo de lágrimas, arrependimento, humilhação e súplicas. Tempo de ouvir Sua voz suave, permitir ser abraçado, sentir Seu perdão e aconchegar-me com Seu terno e eterno amor. Tempo de receber Sua paz, ouvi-lo me chamar de amigo e ter a certeza que nada poderá nos separar. Em tempo, voltar à casa do Pai.
Paz e bem
Porque devemos ser igreja e estar na igreja......
Igreja não é um templo feito por mãos humanas, que será o “local da benção de Deus”. Porque somos bombardeados de informações erradas que procuram “vincular” a presença de Deus a lugares “santos”. Tentando resgatar o conceito vetero-testamentário do templo como habitação de Deus. Mas nós somos o templo do Espírito Santo (cf. Ef. 6:19) e Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (cf. At 7:48).
Esse conceito tem afastado muitas pessoas do amor de Deus. Criando apenas um vínculo religioso, uma obrigação religiosa e não uma verdadeira caminhada como cristão. Resgatando o sacerdócio nos moldes do Antigo Testamento e anulando a graça de Cristo.
No entanto, isso não significa que devemos abdicar de nossa presença na Igreja, como instituição. Pelo contrário, é apenas estabelecer nossa fé da maneira correta. Porque um indivíduo, sozinho, ao contrário do que muitos têm pregado, não é igreja. Todos somos parte da Igreja. Somos parte do Corpo.
“Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.” 1º Coríntios 12:12
“Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros, De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular." 1º Coríntios 12:25-27
Mas, é fundamental ressaltar que o Corpo de Cristo, a Igreja, são as pessoas e não os templos. O templo é apenas o local da nossa reunião, de nos unirmos com o objetivo de sermos oração. O templo em si não é santo, nós é que devemos ser.
A analogia de Paulo referindo-se a Igreja como um corpo, não somente me agrada como me parece a melhor definição que temos. Os membros do corpo precisam e dependem uns dos outros. Eles não podem viver separados, precisam estar ligados.
Há ainda em Efésios outra definição que nos dá a dimensão do que isso significa.
“E qual a sobre excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus, Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; E sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.” Efésios 1:19-23
Ele, Cristo, é o cabeça da Igreja. A Igreja é o seu corpo, sua plenitude. E o que isso significa? Plenitude é o estado do que se acha completo, inteiro, cheio. Superabundância, grandeza. Logo, concluímos que é na Igreja que se manifesta a grandeza e o cuidado de Deus na vida de seus filhos. Ela é a Sua plenitude. Nela se completa a manifestação do Senhor, o seu amor e o seu cuidado. E todos nós precisamos do amor e do cuidado do Senhor. Nós precisamos da Sua Igreja.
Por isso, eu preciso da Igreja. Eu não sou igreja sozinho, sou parte de um todo, sou parte de um corpo. O Corpo de Cristo. Nós precisamos da Igreja de Cristo, nós precisamos uns dos outros. O problema de meu irmão tem que ser meu também, da mesma forma o meu problema deve ser dele. Temos que aprender, a cada dia, o significado de "levar as cargas uns dos outros" (cf. Gal. 6:2) e assim caminharmos em unidade e amor.
Paz e bem
Tire o celular, pois a terra é santa.....
Por Calebe Ribeiro
Se Moisés tivesse um IPhone na época da sarça provavelmente ele passaria por ela sem perceber o evento, ou talvez, começaria a filmar e depois lançaria no Instagram com a tag: “#SemFiltro”.
O celular nos priva muitas vezes de perceber “sarças que se queimam” por aí. O que quero mostrar é que o celular também é um forte concorrente disputando o monopólio da nossa atenção.
Não me venha com esse papo de que é possível mexer em um aplicativo enquanto se conversa com alguém e ainda assim manter a atenção concentrada nas duas coisas. Bobagem! Deixou de ser atenção concentrada e tornou-se atenção fragmentada.
Nos filmes mais antigos, depois de uma boa noite de sexo, cada um virava para o seu lado da cama e acendia um cigarro, cena clássica essa. Hoje, um casal moderno e tecnológico depois do sexo vira cada um para o seu lado e vai mexer no celular, dar uma última olhada no Facebook e no Instagram.
Acordamos com o celular na nossa mão, pois ele é o nosso despertador. Tomamos café com ele, pois ficamos mandando mensagem ou lendo as notícias. Vamos para o trabalho com ele nos nossos ouvidos, pois transformou-se no nosso Ipod. Ficamos no trabalho com ele em cima da mesa e qualquer notificação já olhamos para a tela, não respeitamos nem as reuniões, nem as aulas, olhamos mesmo. Quando vamos ao banheiro não existe melhor companheiro do que um celular, só na hora do banho que fica difícil, mas agora já inventaram um que não molha. Enfim, o celular passa mais tempo com a gente do que nossas esposas, maridos, filhos, amigos.
Estou para completar um ano de casado e percebi que toda vez que minha esposa e eu levamos o celular para a cama nos privamos de conversar um com o outro. Ficamos em silêncio olhando para a tela do celular e algumas vezes comentamos alguma coisa. Depois de desligados os celulares (de forma forçada, pois a bateria já chega nos 5%) falamos boa noite um para o outro e dormimos.
Comecei a perceber que os últimos trinta minutos do meu dia, dos quais poderia passar conversando com minha esposa, passei na verdade de olho na telinha. Engraçado que quando compartilhei essa realidade com alguns amigos eles riram e falaram passar pela mesma situação.
Propus um acordo com minha mulher, o de não levar tecnologia para a cama. Estamos nos adaptando a essa nova realidade, ficar sem o celular é como se sentir nu, somos viciados àquela zapiada rapidinha que, na verdade, leva uns 15 minutos.
Na tentativa de não passar desapercebido por nenhuma “sarça ardente”, adaptamos a ordem de Deus e nos exortamos mutuamente dizendo: “Tire o celular, pois a nossa cama também é solo sagrado”.
– Calebe Ribeiro é um dos pastores de jovens da Igreja Presbiteriana do Recreio, no Rio de Janeiro (RJ). É também missionário da Missão Jovens da Verda
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