FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 26 de agosto de 2014

A menina dos olhos de Deus ( Familia )


Este é um tema que nos incita a pensar se, nos tempos atuais e diante das exigências da vida moderna, ainda é possível falar. Família: Ideia de Deus. Como essa verdade é consoladora e esperançosa e como precisamos acreditar nela, embora saibamos que, muitas vezes, a questionamos: Se Família é Ideia de Deus, por que eu não dou certo com a minha? Se Deus criou a família, por que Ele não intervém na minha? E são muitos questionamentos que fazemos a nós mesmos, a Deus e aos outros. A verdade é que toda família é um mistério. Se pararmos para pensar, veremos que, ao mesmo tempo, ela tem tudo para dar certo e tudo para dar errado. Como pessoas tão diferentes, criadas em contextos diversos, podem se unir e formar uma nova família? Se olharmos ao redor não teremos muitos exemplos que nos sirvam de modelos, nem as famílias da Bíblia conseguiram êxitos favoráveis em seus relacionamentos, pelo contrário, os padrões de funcionamentos eram disfuncionais. Mas o cuidado de Deus para com cada família do passado nos dá esperança de que Ele também cuida e irá cuidar das nossas famílias. Desde o princípio, Deus estabeleceu princípios eternos para a funcionalidade da família. O que aconteceu é que, com o pecado, o homem passou a seguir seus próprios desejos, rejeitando os ensinamentos divinos, conduzindo assim sua vida e sua família. A família é a célula mater da sociedade. Sabemos disso. O que não sabemos, talvez, é que, por conta disso, nós cristãos, temos uma responsabilidade muito grande de cuidar de nossa própria família a fim de que elas se tornem mananciais em meio ao deserto; faróis em meio à escuridão e alcancem outras famílias que estão sedentas e sem direção - “Vós sois a luz do mundo” (Mt. 5: 14). O Projeto de Deus para as famílias começa a ser revelado a nós no livro de Gênesis. Gosto de imaginar a criação e todo ato criativo do Eterno se revelando em cada momento. Diante do vazio (do inexistente) Deus traz o novo. Diante de uma terra disforme, Deus dá uma forma, trazendo para dentro de um contexto de inexistência a possibilidade, ou melhor, a própria existência. A “Tecnologia Divina” tomou conta da terra. Ao criar esse cenário real, Deus incluiu também a criação da família e delegou a ela o direito e as condições de viver a sua e na sua criação. Neste projeto, estava incluso o padrão Divino para todo o seu funcionamento. A terra daria seu alimento, o homem iria cultivá-la e todos os animais estariam sujeitos ao domínio do homem. Deus estabeleceu Padrões Divinos e Eternos para a Família. Padrões estes imutáveis, permanentes e que apesar de todas as mudanças que vão sendo geradas no seio familiar pelas pressões modernas, eles permanecem, não mudam, mas continuam prevalecendo, atendendo assim as palavras de Jesus que disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mt. 24: 35). Neste sistema, todos os membros interagem entre si e cada um tem a sua participação e responsabilidade. Para que esta família alcance seus objetivos, todos precisam cooperar, tornando-se responsáveis em cumprir suas funções especificas, são elas: O casal cuidando do seu casamento, os pais sendo pais dos filhos e os filhos respeitando a liderança dos pais e se submetendo ao seu papel de filho. O salmista, no Salmo 128, descreve de forma poética essa relação familiar, mas, deixa em evidência a necessidade que toda a família tem de temer ao Senhor e andar em seus caminhos para que ela consiga ter bons êxitos e ser feliz. Essa verdade, ninguém pode mudar: Deus é o Autor da família, nós somos seus personagens e temos um roteiro, escrito por Ele, a ser seguido e obedecido. Nosso desafio enquanto Família Cristã é frutificar em meio à crise, fecundar em meio à inexistência. Em meio ao caos das relações familiares semear as sementes de Deus a fim de que gerem as verdades Divinas para as famílias desta Nação. Paz e bem

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A Cruz e o sacrifício ...


Não se pode falar do sacrifício da cruz sem antes comentar a respeito do significado da cruz para Deus e para os homens. E se alguém procura falar diligentemente sobre sacrifício da cruz, deve-se entrar no cerne da sua eficácia, ou seja, experimentá-lo todos os dias de sua vida.

Quanto ao seu significado, tanto para Deus e para os homens, pode-se colocar de forma bem simples, mas nem por isso o assunto perde a importância. Para Deus é a forma perfeita de se reaproximar intimamente com os homens, restaurando a comunhão perdida no Éden. Para os homens é substituição da pena que todos mereciam por carregar a herança do pecado. O homem foi substituído na cruz por Jesus, e essa substituição foi planejada pela trindade na eternidade de Deus, mas para que o sacrifício da cruz tenha seu real efeito sobre todos que aceitam e reconhecem a necessidade de tal holocausto, é necessário se incluir cotidianamente nesta crucificação juntamente com Cristo. Isto é o que a bíblia chama de negar a si mesmo.
(Lucas 9:23) ...Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.(A.A) 

O aspecto substitutivo do sacrifício da cruz foi realizado de uma vez por todas, e este foi concretizado por Jesus. Não cabem emendas ou retificações que possa melhorá-lo ou até mesmo completá-lo. Já o aspecto inclusivo é um exercício diário executado na vida de quem deseja ser íntimo de Deus. Esta parte cabe ao homem que por sua vez precisa estar disposto a se considerar morto para o pecado e vivo para Deus.

(Romanos 6:11) Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor.(A.A)

Engana-se o homem que pensa em apenas se manter morto para o pecado, sem se esforçar para estar vivo para Deus. Estar morto, somente morto é algo incompleto, improdutivo. Sendo assim, quem se declara estar morto para o pecado, tem de produzir frutos de quem tem uma nova vida com Cristo. É algo automático. Morre-se ali e vive-se aqui. 

Assim como Cristo ressuscitou dos mortos, sendo impossível a morte o segurar por que não lhe havia pecado, assim também é com o homem que morre juntamente com Cristo, o pecado não tem domínio sobre ele e a morte perde o efeito por que o recompensa do pecado é a morte. 

(Romanos 6:4-7 e 9) De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Sabendo que, tendo sido Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele. 

Não tendo corpo para o pecado, não há como gerar dívidas. Logo a vida se faz presente, por que a onde não há morte a vida floresce por todo lado. O sacrifício da cruz é o meio pelo qual Deus gera vida através da morte do corpo do pecado. 

A cruz tem sua simplicidade quando o homem reconhece seu estado de miserabilidade e aceita à substituição de Jesus em seu favor. A mesma cruz é complexa quando, pela soberba deste mesmo homem, que tem seus olhos cegos pelo príncipe deste século, se torna loucura, uma ideia recusável e indigna de aceitação. Pois os homens que perecem sem se dar conta do seu fim eminente, não conseguem entender a Glória que há na Cruz de Cristo, em considerar diariamente seu corpo como morto para o pecado e vivo para Deus. 

(Romanos 8:11) E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

Esta glória não estar na morte do corpo e sim na nova vida em Jesus e por Jesus. É uma vida que expressa à vontade do Pai assim como Jesus tinha prazer em fazer a vontade do Pai, e os que são transformados em Cristo e vivem por Cristo, isto é, ressuscitado em Cristo, tem seu prazer em fazer a vontade do pai que está no céu. Sendo assim a morte do corpo não pode subjugar a vida que há em Cristo Jesus. 
O sacrifício da cruz tem como o objetivo a vida não a morte. A morte não mais reina nos corpos mortais de quem tem a nova vida em Cristo.

(Romanos 6:12) Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências.

Vivamos para Ele, pois já estamos mortos para o pecado e temos vida no Filho de Deus...

Paz e bem

Conversando com Deus....




Algumas vezes pensamos em Deus como alguém de outro planeta, alguém que não está acessível, ou que é grande e poderoso demais para se importar com alguém tão pequeno. Mas a cada dia que passa me impressiono ao perceber Deus tão perto, tão acessível, tão amigo. Aquele que é grande demais, se fez pequeno quando se fez homem através de seu filho Jesus.

Aquele que é poderoso demais, mostra o quanto Ele é simples ao estar acessível a nós.
Deus é Deus de relacionamento. Ele ama, Ele se ira, Ele traz justiça, Ele ensina, Ele capacita, Ele festeja, Ele chora, Ele corrige, Ele abraça, Ele consola, Ele se importa. E a todo instante demonstra amor.

E nós, quando nos aproximamos dEle e nos abrimos para nos relacionar com Ele, começamos a perceber o quanto Ele é lindo e maravilhoso. E quando nos relacionamos com Ele, o Espírito Santo começa a nos moldar de tal forma, que temos nosso caráter transformado e passamos a expressar Deus através de nossas vidas, mesmo que seja involuntário, mesmo que seja sem perceber, as pessoas a nossa volta irão notar. Porque simplesmente se torna inevitável se relacionar com Deus e não querer o agradar a todo momento.

Então você se pergunta: Mas como me relacionar com Deus? A resposta é simples. Basta conhece-lo através de sua palavra e meditar no que ela diz e colocar em prática o que Deus nos ensina através dela. Ore, converse com Deus, conte a Ele seus segredos. Ele vai gostar de ouvir você.

Paz e bem

Ai de mim se não evangelizar...




“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” - Mc16:15-16 Marcos registra esta ordem, que Jesus dá aos seus discípulos: “IDE E PREGAI O EVANGELHO”. A responsabilidade é dos discípulos. Pregar as boas novas da salvação pela fé. “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Os discípulos de Jesus entenderam a mensagem, obedeceram à ordem e pregaram o evangelho. Em consequência, conforme o Livro de Atos dos Apóstolos registra, houve crescimento da igreja. Atos 2.1-36 reproduz um sermão evangelístico pregado pelo apóstolo Pedro e em seguida mostra os resultados promissores que ocorreram, com a conversão de muitas pessoas que entenderam a necessidade de mudança de seus conceitos e aderiram ao ensino proposto por Jesus, como registra At 2.37-38 “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” Aconteceu o crer em Jesus conforme At 2.41 “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.” A ordem de pregar o evangelho continua atual. O mesmo Jesus que enviou os discípulos daquela época, dizendo IDE E PREGAI, ordena que façamos o mesmo – ir e pregar. A salvação do homem depende desse alerta do evangelista, de o ouvinte crer e arrepender-se dos pecados. Os pregadores atuais enfrentam alguns problemas para cumprirem essa ordem. Primeiro, os discípulos são poucos. Além disso, muitos deles pregam a sua experiência, e não a palavra de Jesus. Outros não conseguem pregar em razão de diversos empecilhos, tais como: condomínios fechados, diversidade de entretenimentos que recebem toda preferência, rejeição à Bíblia e tantos outros. Segundo, a igreja proclamadora da verdade que conduz à salvação, que prega a doutrina dos apóstolos provinda de Cristo, tem sido desconsiderada, porque muitos ouvintes têm optado pelas facilidades e pela frouxidão da lei divina. A pregação do evangelho de acordo com a Palavra Bíblica tem sido considerada conservadora, retrógrada, tradicional e muitos outros adjetivos vilipendiam os sinceros pregadores do evangelho. E daí? Esses motivos desanimam os pregadores do Evangelho? De modo nenhum. A ordem de Jesus é IDE E PREGAI. Os resultados serão objeto das considerações dEle, que é o dono da Igreja e concede a entrada no céu aos que obedecem ao seu ensino. Conforme ensina a Bíblia, dois lugares distintos esperam os mortais: um deles é bom, mas o outro não. Jesus oferece a solução àqueles que quiserem o bom lugar: “quem crer em Jesus e for batizado será salvo”. Sendo assim: IDE E PREGAI. Paz e bem

Muitos querem vidas de facilidades...


Vivemos tempos estranhos. Há de um lado um irracionalismo transvestido de fé verdadeira, do outro, um liberalismo transvestindo a fé cristã de filosofia humanista. O primeiro movimento surge da pobreza de reflexão de líderes e liderados. O segundo movimento, surge dos germes do iluminismo e do humanismo exacerbado que na reflexão do evangelho tira Deus do centro e coloca o bem estar do homem em seu lugar. Para mim ambas as perspectivas apontam para pontas de um mesmo espectro, trata-se da falta de reverência no proceder- ou não proceder- da reflexão escriturística. Cada vez mais, os ignorantes arrotam pseudo-santidade e os sábios em seu conhecimento tornam-se menos que néscios- afinal, os loucos também encontrarão o reino dos céus. Enquanto uns tornam-se bruxos do evangelho e enraízam-se na lei da aniquilação do outro, da religião do outro, da sexualidade do outro, professando que assim são fiéis aos desígnios de Deus. Não vendo, por exemplo, seu próprio sincretismo e excessos- heresias para mim, para outros só excesso mesmo- presente na nomenclatura dos demônios, no resgate das indulgências e misticismo exacerbado. Os segundos correm para o outro lado. Negam, em nome da conhecimento acadêmico, as verdades bíblicas, criticam as palavras inspiradas pelo Espírito Santo, rebaixam o sagrado e imutável à categoria de cultural e discutível. Afrouxam doutrinas em nome de inclusão, de quantidade; tornam evangelho livro de autoajuda e manual falho de princípios ético- filosóficos. Os primeiros blasfemam na ignorância, os liberais blasfemam em sua inteligência. O erro é o mesmo: a falta de graça e compromisso com a palavra. Burrice é porta de entrada para atrocidades temíveis e não para o paraíso; inteligência não é segurança de ser um salvo, pode ser inclusive passaporte para o inferno. Como bem fala Franklin Ferreira, precisamos resgatar os princípios. Atitude sensata esta. Atitude inteligente. Trocar o ensino e a práxis de uma graça barata – que de graça não tem nada- e começarmos a lembrarmos que a graça é preciosa. Como afirma Dietrich Bonhoeffer, citado pelo Ferreira, "A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, [...]é o evangelho que há de se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater [...]Essa graça é sobretudo preciosa por tê-lo sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – ‘fostes comprados por preço’ – e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus." Nem ignorantes, nem fariseus- ou seja, doutores da lei, hipócritas. Sejamos sempre discípulos da graça preciosa de Deus. Refletindo-a, pensando-a por ela mesma, a partir dela e em sua defesa. Embebecidos pela doutrina do Espírito Santo, sigamos o caminho da inteligência do cordeiro, aquela que nos diz que não somos nada, que não temos nada; mas que mesmo assim, Deus nos amou e por este amor nos elegeu e nos chamou para a missão de com este amor plantar com autoridade a ortodoxa palavra do amor. Aquela que atesta Jesus como nosso salvador. Paz bem

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A cruz....


A Cruz com um quê de Eros, de Philia e de Ágape A Cruz com um quê de Eros, de Philia e de Ágape ‘’O evangelho aponta para uma única, clara e simples direção, ao qual se assenta no viver de uns aos outros; agora, deveríamos fazer a pergunta: - Queremos?’’ O amor de muitos se esfriariam e de todos os dons, somente, restará o amor. Ouso me valer dessas duas narrativas de conhecimento dos cristãos, para uma reflexão sobre essa palavra, envolta e enredada por tantas posições e definições. Muitos o interpretam como uma questão metafísica ou abstrata, como um estado de carência e o reduzem a dimensão do subjetivo. Em contrapartida, há um enfoque de o amor se voltar para atos e práticas de altruísmo, de caridade, de piedade, de filantropia e, em suma, de linha de ação humanista. Não posso deixar de pontuar, os apologistas do amor, através de uma conexão plena com o transcendente, o divino, ao qual tem seu sentido. Agora, sejamos sinceros, sem rodeios, diante de uma geração absorta por uma mentalidade consumista, por uma repulsa a qualquer normatividade suprema e absoluta, como encontrar coerência para falar sobre o amor apregoado na Cruz? Afinal de contas, cada vez mais, prevalece o hedonismo, o prazer, o endeusamento da imagem e do viver o momento, do cada um por si e não tem sido assim? Sem sombra de dúvida, debruçar – se em questões correlacionadas ao ser, ao compromisso com a vida e o próximo perde vez, quando nos defrontamos com uma cultura, uma ética e uma ideologia ancorada as regras da lei da oferta e da procura. Então, será o amor um belo conto, algo restrito ao campo afetivo – emotivo? Acredito, piamente, a partir do texto de I Coríntios 13.13, adentramos num chamado para reconsiderarmos e redefinirmos o amor, como um fator preponderante para a dinâmica e a atualização da vida, em todas as dimensões (espirituais, estéticas, afetivas, cognitivas). Devo dizer, durante muito tempo, com relação a minha experiência cristã, ouvia de tudo, nos denominados templos, mas, escasseadamente, sobre o amor consolidado na trajetória até a Cruz e no efeito do valor da Graça, em favor da vida. Para piorar o cenário, aprendi e quantos ainda incorrem na mesma convicção de o amor, conforme enfocado na vida cristã, diminuído a projeção de Ágape e exorcizamos as vertentes de Eros e de philia. Vou adiante, o amor personificado em Cristo representa o motivo de toda a saga do carpinteiro – rabino, alderedor de gente curiosa, com as mais variadas expectativas, fantasias, delírios, esperanças e por ai vai. Por tal modo, não podemos limitar o amor, porque Ele não o fez, muito menos as fronteiras do afetivo – emotivo ou de uma sistema ética supremo. Então, chego a conclusão de o amor apregoado na Graça Jesus traz o compromisso e se compromete com a reconciliação de todo o estado de indiferença e nos chama para participarmos da vida e tal proposta nos coloca diante do próximo. Não podemos nos esquecer, qual o sentido da Graça se não houver a participação na vida, em a atualizar com fé, com esperança e com justiça? Por enquanto, cabe a cada um de nós procedermos com a devida honestidade, principalmente, quando um culto ao subjetivismo permeia, plasma e se polariza, em diversos arraiais evangélicos. Retomo ao fio da meada e assinalo não efetuarmos uma caça as bruxas ao denominado termo Eros, porque, em hipótese alguma, pode ser visto como uma matéria circunscrita a dimensão da libido, do prazer sexual, da satisfação do corpo e só. Arrisco dizer, um dos efeitos do amor acarretado, mediante o sacrifício da Cruz, perpassa, sim e sim, por Eros, ou seja, pela face do amor voltado a reconciliar os vínculos, os relacionamentos e romper com uma versão puramente hedonista. De certo, longe de forçar a barra, a Cruz possui um toque de Eros, de uma decisão por consolidar a reconciliação, por reunir o que se encontrava separado, em dissenção, oposto e rompido. Por consequência, o amor personificado no carpinteiro – rabino trilha por philia, pelo amor fraterno, por essa irmandade solidária, por essa amizade e por esse companheirismo recíproco, pelo partilhar da vida, tanto no eu quanto como no nós. Neste ponto, a amor fraterno se estriba na vida kahal, vida em comunhão de serviço, de discipulado e de confissão, na familiaridade de pertencer ao mesmo corpo e não fazer disso nenhuma espécie de gueto legalista corporativista. E, por fim, não poderíamos deixar ágape de lado, com renúncia e aceitação, tem sua razão de ser, no bem ao próximo; grosso modo, o amor ágape tem olhar voltado para a realidade concreta, para o trabalho e para o bem do próximo, para nos levar a vida e não como um quebra – galho. Isto implica o amor com plenitude, com profundidade e que não terá respostas para todos os nossos problemas, que não nos isentará de nossas angustias e dúvidas. Mesmo assim, não nega a vida, o bem ao próximo, o restabelecer dos vínculos e de que não somos figuras errantes. Paz e bem

Você será na velhice o que é hoje.......


Uma segunda carreira ou segunda ocupação nasce de uma motivação diferente, porém social e busca um fim, fixa-se numa missão que leva o indivíduo a se organizar, a ser fiel, a manter uma prioridade frente os prazeres egoístas. Tudo isso se fará por amor aos homens e não por dever, porque já não se trata de atividade profissional. É uma maneira de estar no mundo e não de se evadir dele. Proponho, então, a oposição entre a segunda ocupação e uma reação típica da velhice: a de se desinteressar do mundo, de retirar-se para dentro de si mesmo, o que, muitas vezes, recebe o nome de serenidade. Todos nós sabemos que há dois tipos de serenidade: a boa e a má. A primeira é fruto de uma grande maturidade pessoal, de uma vitória sobre a ambição, de um desligar-se de si próprio e das impaciências egoístas da juventude. Neste caso o homem se abre a um grande amor, à benevolência, a um interesse profundo por compreender o próximo, por ajudar de um modo desinteressado e não autoritário. A serenidade ruim, ou melhor, aquilo que se toma por serenidade, sem muito critério, é, na verdade, uma indiferença profunda. Geralmente, a pessoa é na velhice como sempre foi antes, só que com traços mais acentuados. O generoso aumenta a sua generosidade, o autoritário torna-se tirano e o passivo o é ainda mais. Simone de Beauvoir afirma com agudeza: “Os que desde sempre elegeram a mediocridade não terão dificuldade para as compor, para as minimizar”. Eu conheci um ancião totalmente adaptado à sua idade: meu avô paterno. Egoísta, superficial; entre as atividades ocas de sua maturidade e a inatividade de seus últimos anos não havia muita distância. Jamais se sobressaltava, não havia inquietude que o afetasse de verdade; sua saúde era excelente. Pouco a pouco seus passeios encurtaram; frequentemente dormia sobre o seu jornal, Le Courrier du Centre [O correio do centro]. Até a sua morte teve aquilo que se costuma chamar de “uma bela velhice”. Sem dúvida, Simone de Beauvoir tem razão em sua ironia. A expressão “uma bela velhice” não representa o quadro que ela nos pinta, mas que esta tem de ser uma época fértil, aberta ao mundo e aos homens, um tempo ardente, mas sereno, com capacidade para ainda lutar, e lutar apaixonadamente. Essa luta será diferente da luta da juventude, mas no final das contas será uma luta, porque toda a vida é luta. Muitas vezes chamamos de sabedoria a uma atitude de indiferença e de abandono, para não dizer de despeito. Com frequência os prazeres solitários podem implicar esta situação: “Não querem saber de nada comigo? Tudo bem; vou pescar”. E a pesca já não é espairecimento, mas amargo ruminar. Fala-se geralmente na velhice como uma idade isenta de paixão. Mas a ausência de paixão é a morte antecipada. Se não há raiva, não há sorrisos; se não há indignação, não há perdão; se não há angústia, não há esperança. Desgraçadamente isto pode vir a ocorrer nos anos finais, quando já não há problemas futuros, mas, antes de ser uma vitória da sabedoria, é caduquice. Então o indivíduo é só um doente a quem o médico poupa sofrimento e prolonga a vida, porque não sabe o que ocorre em seu interior, por detrás da aparência. O verdadeiro problema se coloca muito antes, quando o aposentado, são e forte ainda, têm de enfrentar a sua retirada da vida ativa. As forças diminuem e podem aparecer doenças, mas o coração, a capacidade de amar e a necessidade de dar sentido à própria vida estão intactos. Poderá preencher o seu tempo com intermináveis entretenimentos? Afundará no despeito? Evitará aposentar-se, prolongando enquanto possa a sua carreira profissional? Retirado de É Preciso Saber Envelhecer, lançamento da Editora Ultimato.