FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Ai de mim se não evangelizar...




“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” - Mc16:15-16 Marcos registra esta ordem, que Jesus dá aos seus discípulos: “IDE E PREGAI O EVANGELHO”. A responsabilidade é dos discípulos. Pregar as boas novas da salvação pela fé. “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Os discípulos de Jesus entenderam a mensagem, obedeceram à ordem e pregaram o evangelho. Em consequência, conforme o Livro de Atos dos Apóstolos registra, houve crescimento da igreja. Atos 2.1-36 reproduz um sermão evangelístico pregado pelo apóstolo Pedro e em seguida mostra os resultados promissores que ocorreram, com a conversão de muitas pessoas que entenderam a necessidade de mudança de seus conceitos e aderiram ao ensino proposto por Jesus, como registra At 2.37-38 “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” Aconteceu o crer em Jesus conforme At 2.41 “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.” A ordem de pregar o evangelho continua atual. O mesmo Jesus que enviou os discípulos daquela época, dizendo IDE E PREGAI, ordena que façamos o mesmo – ir e pregar. A salvação do homem depende desse alerta do evangelista, de o ouvinte crer e arrepender-se dos pecados. Os pregadores atuais enfrentam alguns problemas para cumprirem essa ordem. Primeiro, os discípulos são poucos. Além disso, muitos deles pregam a sua experiência, e não a palavra de Jesus. Outros não conseguem pregar em razão de diversos empecilhos, tais como: condomínios fechados, diversidade de entretenimentos que recebem toda preferência, rejeição à Bíblia e tantos outros. Segundo, a igreja proclamadora da verdade que conduz à salvação, que prega a doutrina dos apóstolos provinda de Cristo, tem sido desconsiderada, porque muitos ouvintes têm optado pelas facilidades e pela frouxidão da lei divina. A pregação do evangelho de acordo com a Palavra Bíblica tem sido considerada conservadora, retrógrada, tradicional e muitos outros adjetivos vilipendiam os sinceros pregadores do evangelho. E daí? Esses motivos desanimam os pregadores do Evangelho? De modo nenhum. A ordem de Jesus é IDE E PREGAI. Os resultados serão objeto das considerações dEle, que é o dono da Igreja e concede a entrada no céu aos que obedecem ao seu ensino. Conforme ensina a Bíblia, dois lugares distintos esperam os mortais: um deles é bom, mas o outro não. Jesus oferece a solução àqueles que quiserem o bom lugar: “quem crer em Jesus e for batizado será salvo”. Sendo assim: IDE E PREGAI. Paz e bem

Muitos querem vidas de facilidades...


Vivemos tempos estranhos. Há de um lado um irracionalismo transvestido de fé verdadeira, do outro, um liberalismo transvestindo a fé cristã de filosofia humanista. O primeiro movimento surge da pobreza de reflexão de líderes e liderados. O segundo movimento, surge dos germes do iluminismo e do humanismo exacerbado que na reflexão do evangelho tira Deus do centro e coloca o bem estar do homem em seu lugar. Para mim ambas as perspectivas apontam para pontas de um mesmo espectro, trata-se da falta de reverência no proceder- ou não proceder- da reflexão escriturística. Cada vez mais, os ignorantes arrotam pseudo-santidade e os sábios em seu conhecimento tornam-se menos que néscios- afinal, os loucos também encontrarão o reino dos céus. Enquanto uns tornam-se bruxos do evangelho e enraízam-se na lei da aniquilação do outro, da religião do outro, da sexualidade do outro, professando que assim são fiéis aos desígnios de Deus. Não vendo, por exemplo, seu próprio sincretismo e excessos- heresias para mim, para outros só excesso mesmo- presente na nomenclatura dos demônios, no resgate das indulgências e misticismo exacerbado. Os segundos correm para o outro lado. Negam, em nome da conhecimento acadêmico, as verdades bíblicas, criticam as palavras inspiradas pelo Espírito Santo, rebaixam o sagrado e imutável à categoria de cultural e discutível. Afrouxam doutrinas em nome de inclusão, de quantidade; tornam evangelho livro de autoajuda e manual falho de princípios ético- filosóficos. Os primeiros blasfemam na ignorância, os liberais blasfemam em sua inteligência. O erro é o mesmo: a falta de graça e compromisso com a palavra. Burrice é porta de entrada para atrocidades temíveis e não para o paraíso; inteligência não é segurança de ser um salvo, pode ser inclusive passaporte para o inferno. Como bem fala Franklin Ferreira, precisamos resgatar os princípios. Atitude sensata esta. Atitude inteligente. Trocar o ensino e a práxis de uma graça barata – que de graça não tem nada- e começarmos a lembrarmos que a graça é preciosa. Como afirma Dietrich Bonhoeffer, citado pelo Ferreira, "A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, [...]é o evangelho que há de se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater [...]Essa graça é sobretudo preciosa por tê-lo sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho – ‘fostes comprados por preço’ – e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. A graça preciosa é a encarnação de Deus." Nem ignorantes, nem fariseus- ou seja, doutores da lei, hipócritas. Sejamos sempre discípulos da graça preciosa de Deus. Refletindo-a, pensando-a por ela mesma, a partir dela e em sua defesa. Embebecidos pela doutrina do Espírito Santo, sigamos o caminho da inteligência do cordeiro, aquela que nos diz que não somos nada, que não temos nada; mas que mesmo assim, Deus nos amou e por este amor nos elegeu e nos chamou para a missão de com este amor plantar com autoridade a ortodoxa palavra do amor. Aquela que atesta Jesus como nosso salvador. Paz bem

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A cruz....


A Cruz com um quê de Eros, de Philia e de Ágape A Cruz com um quê de Eros, de Philia e de Ágape ‘’O evangelho aponta para uma única, clara e simples direção, ao qual se assenta no viver de uns aos outros; agora, deveríamos fazer a pergunta: - Queremos?’’ O amor de muitos se esfriariam e de todos os dons, somente, restará o amor. Ouso me valer dessas duas narrativas de conhecimento dos cristãos, para uma reflexão sobre essa palavra, envolta e enredada por tantas posições e definições. Muitos o interpretam como uma questão metafísica ou abstrata, como um estado de carência e o reduzem a dimensão do subjetivo. Em contrapartida, há um enfoque de o amor se voltar para atos e práticas de altruísmo, de caridade, de piedade, de filantropia e, em suma, de linha de ação humanista. Não posso deixar de pontuar, os apologistas do amor, através de uma conexão plena com o transcendente, o divino, ao qual tem seu sentido. Agora, sejamos sinceros, sem rodeios, diante de uma geração absorta por uma mentalidade consumista, por uma repulsa a qualquer normatividade suprema e absoluta, como encontrar coerência para falar sobre o amor apregoado na Cruz? Afinal de contas, cada vez mais, prevalece o hedonismo, o prazer, o endeusamento da imagem e do viver o momento, do cada um por si e não tem sido assim? Sem sombra de dúvida, debruçar – se em questões correlacionadas ao ser, ao compromisso com a vida e o próximo perde vez, quando nos defrontamos com uma cultura, uma ética e uma ideologia ancorada as regras da lei da oferta e da procura. Então, será o amor um belo conto, algo restrito ao campo afetivo – emotivo? Acredito, piamente, a partir do texto de I Coríntios 13.13, adentramos num chamado para reconsiderarmos e redefinirmos o amor, como um fator preponderante para a dinâmica e a atualização da vida, em todas as dimensões (espirituais, estéticas, afetivas, cognitivas). Devo dizer, durante muito tempo, com relação a minha experiência cristã, ouvia de tudo, nos denominados templos, mas, escasseadamente, sobre o amor consolidado na trajetória até a Cruz e no efeito do valor da Graça, em favor da vida. Para piorar o cenário, aprendi e quantos ainda incorrem na mesma convicção de o amor, conforme enfocado na vida cristã, diminuído a projeção de Ágape e exorcizamos as vertentes de Eros e de philia. Vou adiante, o amor personificado em Cristo representa o motivo de toda a saga do carpinteiro – rabino, alderedor de gente curiosa, com as mais variadas expectativas, fantasias, delírios, esperanças e por ai vai. Por tal modo, não podemos limitar o amor, porque Ele não o fez, muito menos as fronteiras do afetivo – emotivo ou de uma sistema ética supremo. Então, chego a conclusão de o amor apregoado na Graça Jesus traz o compromisso e se compromete com a reconciliação de todo o estado de indiferença e nos chama para participarmos da vida e tal proposta nos coloca diante do próximo. Não podemos nos esquecer, qual o sentido da Graça se não houver a participação na vida, em a atualizar com fé, com esperança e com justiça? Por enquanto, cabe a cada um de nós procedermos com a devida honestidade, principalmente, quando um culto ao subjetivismo permeia, plasma e se polariza, em diversos arraiais evangélicos. Retomo ao fio da meada e assinalo não efetuarmos uma caça as bruxas ao denominado termo Eros, porque, em hipótese alguma, pode ser visto como uma matéria circunscrita a dimensão da libido, do prazer sexual, da satisfação do corpo e só. Arrisco dizer, um dos efeitos do amor acarretado, mediante o sacrifício da Cruz, perpassa, sim e sim, por Eros, ou seja, pela face do amor voltado a reconciliar os vínculos, os relacionamentos e romper com uma versão puramente hedonista. De certo, longe de forçar a barra, a Cruz possui um toque de Eros, de uma decisão por consolidar a reconciliação, por reunir o que se encontrava separado, em dissenção, oposto e rompido. Por consequência, o amor personificado no carpinteiro – rabino trilha por philia, pelo amor fraterno, por essa irmandade solidária, por essa amizade e por esse companheirismo recíproco, pelo partilhar da vida, tanto no eu quanto como no nós. Neste ponto, a amor fraterno se estriba na vida kahal, vida em comunhão de serviço, de discipulado e de confissão, na familiaridade de pertencer ao mesmo corpo e não fazer disso nenhuma espécie de gueto legalista corporativista. E, por fim, não poderíamos deixar ágape de lado, com renúncia e aceitação, tem sua razão de ser, no bem ao próximo; grosso modo, o amor ágape tem olhar voltado para a realidade concreta, para o trabalho e para o bem do próximo, para nos levar a vida e não como um quebra – galho. Isto implica o amor com plenitude, com profundidade e que não terá respostas para todos os nossos problemas, que não nos isentará de nossas angustias e dúvidas. Mesmo assim, não nega a vida, o bem ao próximo, o restabelecer dos vínculos e de que não somos figuras errantes. Paz e bem

Você será na velhice o que é hoje.......


Uma segunda carreira ou segunda ocupação nasce de uma motivação diferente, porém social e busca um fim, fixa-se numa missão que leva o indivíduo a se organizar, a ser fiel, a manter uma prioridade frente os prazeres egoístas. Tudo isso se fará por amor aos homens e não por dever, porque já não se trata de atividade profissional. É uma maneira de estar no mundo e não de se evadir dele. Proponho, então, a oposição entre a segunda ocupação e uma reação típica da velhice: a de se desinteressar do mundo, de retirar-se para dentro de si mesmo, o que, muitas vezes, recebe o nome de serenidade. Todos nós sabemos que há dois tipos de serenidade: a boa e a má. A primeira é fruto de uma grande maturidade pessoal, de uma vitória sobre a ambição, de um desligar-se de si próprio e das impaciências egoístas da juventude. Neste caso o homem se abre a um grande amor, à benevolência, a um interesse profundo por compreender o próximo, por ajudar de um modo desinteressado e não autoritário. A serenidade ruim, ou melhor, aquilo que se toma por serenidade, sem muito critério, é, na verdade, uma indiferença profunda. Geralmente, a pessoa é na velhice como sempre foi antes, só que com traços mais acentuados. O generoso aumenta a sua generosidade, o autoritário torna-se tirano e o passivo o é ainda mais. Simone de Beauvoir afirma com agudeza: “Os que desde sempre elegeram a mediocridade não terão dificuldade para as compor, para as minimizar”. Eu conheci um ancião totalmente adaptado à sua idade: meu avô paterno. Egoísta, superficial; entre as atividades ocas de sua maturidade e a inatividade de seus últimos anos não havia muita distância. Jamais se sobressaltava, não havia inquietude que o afetasse de verdade; sua saúde era excelente. Pouco a pouco seus passeios encurtaram; frequentemente dormia sobre o seu jornal, Le Courrier du Centre [O correio do centro]. Até a sua morte teve aquilo que se costuma chamar de “uma bela velhice”. Sem dúvida, Simone de Beauvoir tem razão em sua ironia. A expressão “uma bela velhice” não representa o quadro que ela nos pinta, mas que esta tem de ser uma época fértil, aberta ao mundo e aos homens, um tempo ardente, mas sereno, com capacidade para ainda lutar, e lutar apaixonadamente. Essa luta será diferente da luta da juventude, mas no final das contas será uma luta, porque toda a vida é luta. Muitas vezes chamamos de sabedoria a uma atitude de indiferença e de abandono, para não dizer de despeito. Com frequência os prazeres solitários podem implicar esta situação: “Não querem saber de nada comigo? Tudo bem; vou pescar”. E a pesca já não é espairecimento, mas amargo ruminar. Fala-se geralmente na velhice como uma idade isenta de paixão. Mas a ausência de paixão é a morte antecipada. Se não há raiva, não há sorrisos; se não há indignação, não há perdão; se não há angústia, não há esperança. Desgraçadamente isto pode vir a ocorrer nos anos finais, quando já não há problemas futuros, mas, antes de ser uma vitória da sabedoria, é caduquice. Então o indivíduo é só um doente a quem o médico poupa sofrimento e prolonga a vida, porque não sabe o que ocorre em seu interior, por detrás da aparência. O verdadeiro problema se coloca muito antes, quando o aposentado, são e forte ainda, têm de enfrentar a sua retirada da vida ativa. As forças diminuem e podem aparecer doenças, mas o coração, a capacidade de amar e a necessidade de dar sentido à própria vida estão intactos. Poderá preencher o seu tempo com intermináveis entretenimentos? Afundará no despeito? Evitará aposentar-se, prolongando enquanto possa a sua carreira profissional? Retirado de É Preciso Saber Envelhecer, lançamento da Editora Ultimato.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Se crer veras milagres autênticos acontecer .. Pode ser agora..


Antes de tudo, quero deixar claro que eu creio em milagres. Estou convicto de que os milagres bíblicos foram reais, tal como descritos na Palavra de Deus. Também creio na contemporaneidade dos milagres como expressão da graça e da providência divinas. Contudo, é bom frisar que, a imutabilidade divina não significa mesmice. O ser de Deus é imutável, a Sua maneira de agir, não. Hoje, muitos confundem milagres com os “sinais”, mencionados por Jesus em Mc 16.17,18: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem...". No grego neo-testamentário, a palavra usada para “sinais” é "sêmeion", que significa um sinal mediante o qual se reconhece uma pessoa, ou coisa específica, uma “marca” ou “prova” confirmatória, corroborativa e autenticadora. O sinal era algo realizado de maneira sobrenatural por Jesus Cristo e, posteriormente pelos apóstolos, a fim de comprovar a sua comissão divina. Por isso, das 77 vezes que aparece esta palavra no Novo Testamento, 48 vezes acontece nos Evangelhos e 13 vezes em Atos dos Apóstolos – livros que relatam a vida de Jesus e o início da Igreja. A palavra grega mais usada para “milagres” no Novo Testamento é dynamis, que significa “poder”. Assim, biblicamente, milagre é uma demonstração do poder de Deus, salvando, restaurando, curando, etc. Outra palavra usada para “milagres” é teras, que significa “prodígio”. Geralmente esta palavra é usada no plural e em combinação com sêmeion, a fim de diferenciar as duas intervenções. A palavra teras ocorre, na maioria das vezes, em Atos dos Apóstolos. Entendamos, portanto, que: Os sinais ficaram limitados ao período apostólico – com a finalidade da confirmação da pregação tantos de Jesus, quanto à dos apóstolos. Já os milagres, são intervenções sobrenaturais de Deus, alterando a estrutura e a vida humana, bem como o curso da natureza, não com o propósito revelador, uma vez que já temos a Revelação bíblica completa e fechada. Seu propósito é a glória de Deus e não a Sua revelação ou confirmação da Sua presença ou aprovação. Os milagres são intervenções soberanas de Deus e, ainda que Ele use homens para a sua operação, estes nunca podem ser agendados eles. Deus é livre para realizar milagres e também para retê-los. Até podemos cantar “hoje o meu milagre vai chegar, eu vou crer, não vou duvidar”, como uma declaração da nossa esperança em Cristo. Porém, caso o milagre não venha, não devemos deixar de crer e nem nos sentirmos culpados por uma suposta falta de fé. Lembremos sempre: Milagres são intervenções divinas e não humanas. O crente deve estar preparado para receber ou não, o milagre. Não devemos cair no erro de entendermos que palavras do tipo “se creres verás a glória de Deus” (Jo 11.40), estão ligadas diretamente às nossas causas pessoais. É claro que devemos crer que o milagre pode acontecer, mas entendamos que a palavra final é de Deus e não nossa ou de algum “curandeiro da fé”. A boa hermenêutica ensina que textos bíblicos que mostram relatos históricos específicos não devem ser usados para formulação de doutrinas e práticas da Igreja. Hoje em dia, influenciados pelo neopentecostalismo e, no afã de verem seus rebanhos crescerem, muitos pastores de Igrejas históricas tem apelado para os chamados “culto de milagres”, “culto da vitória” e “tarde da bênção”. Outros chegam ao absurdo de divulgar tais reuniões com a presença do “homem de Deus”, do “profeta”, “apóstolo”, e coisas do tipo. O problema não está nas orações clamando a Deus por milagres, mas no apelo ao misticismo e o pragmatismo, além da ilusão de poder “agendar” a ação divina. Tudo isto gera diversos problemas e vícios na Igreja. E o que dizer se o milagre não chegar? Faltou fé? Da parte de quem? Cremos que os milagres são reais e contemporâneos, mas as extravagâncias evangelicais e pseudo-evangelicais têm feito muita gente desacreditar deles. Quando eles supostamente acontecem, as pessoas são convidadas a gritar, a “testemunhar”, a “glorificar de pé” e a contribuir com quantias determinadas para que “a obra conti-nue”. Mas quando eles não acontecem... Nesse meio, a sobrenaturalidade dos milagres perdeu seu peso e característica, afinal de contas, eles são tão corriqueiros e normais. É digno de observação que a maioria dos “milagres” atuais (especialmente os televisivos) são demasiadamente simples para representar o significado do termo: É a dor no dedão que passou; a dor de cabeça que parou; o caroço que sumiu, e por aí vai. Além disso, não descartamos a charlatanice. Creio em milagres como expressão da graça e da soberania de Deus sobre tudo e todos. Creio que Ele age quando, onde, como e em quem quer – independentemente de qualquer coisa ou de qualquer pessoa. Hoje o seu milagre pode chegar. Mas, se porventura não acontecer como queres, lembre-se: Deus sabe exatamente o que de fato precisamos. Por isso, não se desespere. Reveja seus conceitos. Estude muito as Escrituras e continue crendo, mesmo que você tenha que esperar um pouco mais. Paz e bem

Nosso Cristianismo carente de viver o Cristo...




‘’A ausência do Espírito Santo, entre os cristãos, tem nos levado a expressar um evangelho cheio de tendências, de estilos, de posições, de vertentes, mas vazio com relação à renúncia e à aceitação. ’’ As narrativas descritas e gravadas nas escrituras sagradas vêm acompanhadas com uma pletora de eventos estupendos, acontecimentos fantásticos e ao qual sobrepujam uma analise cética. Para muitos, inclusive cristãos, os feitos considerados extraordinários devem ser ponderados e abordados de uma maneira a demonstrar sua veracidade. Em outras palavras, tudo tem uma construção enredada aos meandros de uma interpretação literária imaginária e num período carente dos instrumentos disponibilizados pela ciência. Por enquanto, atenho – me a elucubrar sobre o quanto os milagres, os sinais e os prodígios, independentemente de quem os aceita ou não, não servem de parâmetro e muito menos acarretam o efeito na formação decisiva nas gerações vindouras. Deixo ser mais específico, na ótica da trajetória do povo hebreu, por suas andanças pelo mundo da época bíblica, nem sempre a tese – ‘’filho de peixinho, peixinho é’’ prevaleceu. Afinal de contas, ao atentar para a desintegração do povo de Israel, pós-período da liderança exercida por Josué, ao qual se debruçaram, num piscar de olhos, nas práticas pagãs e abomináveis; do período pós Gideão que seguiram uma estola; do período pós Davídico e por ai encontraremos, em cada folhear, as idas e vindas, os encontros, os desencontros e reencontros entre Deus e o seu povo. Atentemos que no cenário vivenciado por Jesus, tínhamos uma pletora de tendências, de estilos, de posições e vertentes, ou seja, a ala dos fariseus, dos sauduceus, dos essênios, dos zelotes, dos discípulo andarilhos no deserto de João, dos seguidores de outros lideranças personalistas messiânicas que antecederam a Cristo. Em tudo isso, chego a redundante conclusão: - Se não vivermos o cristianismo, com a coragem e a humildade, do discipulado, da confissão e do serviço, a começar no oikos de nossa intimidade, ou seja, com nossos entes queridos, com nossos amigos, com nossos vizinhos, com nossos próximos, fatalmente, a geração vindoura nem sequer verá a relevância de questionar sobre se vale a pena! Presumidamente, as histórias do mar vermelho aberto, das pragas, das intervenções oriundas do céu, quando o povo estava no deserto, dos milagres perpetrados por Jesus e tantas fatos de pessoas curadas não deveriam, então, ser o fiel da balança na perpetuação da fé cristã? Ultimamente, observamos, cada vez mais, o esparramar de uma fé adequada a uma mentalidade de consumo, do aqui e do agora, secularizada, autárquica e do eu me basto. Não por menos, mesmo diante de um discurso messiânico triunfalista e apto a alterar as mais improváveis situações, ainda assim, nota – se um contingente de pessoas aversivas a qualquer vínculo com as boas novas de Cristo. Quantas pessoas, embora tivessem a nascente de suas histórias nos considerados lares cristãos, professam crenças a léguas de distancia do Cristo Ressurrecto. Nessa linha de raciocínio, devemos perguntar: - A mensagem do evangelho os levou a uma decisão séria, sincera e honesta ou a permanecerem num estado de faz de conta, de empurrar com a barriga, até onde não desse mais? Sem hesitar, procuro não enfatizar um caudilho ditatorial e subjugador, ao qual impõe uma corte marcial da fé, ou seja, ou aceita ou aceita e ponto final. Diametralmente oposto, trago a baila a fé com os ouvidos inclinados aos ecos do homem do cotidiano, de suas inquietudes, de suas incertezas, de suas inseguranças, de suas insurreições. Eis aqui um dos sinais mais notórios da irrelevância de fé cristã para os adeptos do pós – cristianismos, no denominado continente europeu, mormente o tenham como peça insubstituível dentro de sua história e cultura. Lamentavelmente, muitos se ocuparam, nos púlpitos, com discussões acadêmicas, ideológicas e a mantença de seus idealismos e se esqueceram da simplicidade do evangelho que permeia o ser humano com o viver, com o chamado a renúncia para não se conceber como a origem e não fazer disso algo de inferioridade, como também da aceitação para participar do Reino de Deus, ser parceiro e partilhar do mesmo. Aliás, vale dizer, não de um Reino maluco beleza, com promessas megalomaníacas, com o quadro de um Deus que vai arremedar os meus galhos quebrados, mas sim o Reino de ir ao próximo e com atos e práticas efetivas demonstrar o efeito do valor do Cristo Ressurrecto, em cada instante de vida, quando erramos, quando acertamos, quando duvidamos, quando avançamos, quando abraçamos, quando subimos e descemos as escadas de cada dia, quando choramos, quando cedemos, quando abrimos mão, sem nenhuma mutilação, para acolher o irmão caído. Paz e bem

Para mudar o mundo é preciso ser pão na ceia do Senhor.....



Recebi um texto pela internet, com o título acima, no qual uma senhora lamenta a degradação de nossa sociedade. Entre outras coisas, ela diz: Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões. Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração. Confiávamos nos adultos; tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror [...]. O que aconteceu conosco? Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos. Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas! [...] Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo que meus netos um dia temerão. Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos. [...] Quero de volta a minha dignidade, a minha paz. Quero de volta a lei e a ordem. Quero a esperança, a alegria; quero voltar a ser gente. Prezada senhora, quero fazer a minha parte. A propósito, quero ser gente ao meu modo: aquela gente solidária a que a senhora se refere. Nesse momento, penso em nossa Santa Ceia, momento em que comemos o pão e bebemos o vinho, “alimentando-nos” do gesto solidário de Jesus e fortalecendo nossa identidade de seguidores seus; de gente que se liga aos outros, que se oferece em sacrifício, que perdoa, que ouve, que se humilha. A Ceia sempre me traz de volta à porta estreita e ao caminho pedregoso do discipulado de Jesus, na busca de ser como ele foi; tentando, com o auxílio do Espírito Santo, viver a aliança que ele nos legou. Ali eu busco discernimento para não me tornar incoerente em relação a esse memorial cristão; para não comer e beber juízo de Deus sobre mim. Isso acontece se minto, ao celebrar o que não sou nem quero ser. Se não me disponho a lutar contra essa podridão que me quer escravo submisso. Sim, senhora, quero ser gente solidária porque fui alvo da solidariedade de Deus; gente da aliança, porque fui objeto de uma aliança sacrifical, que culminou na morte de seu filho. Quero ser gente ética, porque fui surpreendido pela ética que nasce do amor ativo; que busca fazer o bem, que odeia o mal, que aborrece a mentira, o engano, a falsidade, a arrogância, o orgulho e a soberba, conhecidas raízes de comportamento antiético. Quero ser gente de moral, porque fui salvo do engano e da mentira em que vivia, e tive uma consciência lavada, para viver na luz, onde Deus está, buscando comunhão com gente boa, para construirmos um mundo melhor. Há um problema: não sou capaz dessas coisas. Pisco o olho e estrago tudo. Mas se Deus me ajudar a celebrar continuamente sua Ceia, quando tudo parecer perdido, um milagre há de acontecer cá no meu coração: a graça da Ceia. Graça da contrição, que pede perdão; graça do perdão que perdoa; graça da misericórdia, que dá e recebe; graça da humildade que nos iguala ao pior de todos. Graças essas que atestam a presença e o poder do Espírito entre nós. E esse Espírito faz toda a diferença, pois é capaz de mudar meu ser. Se eu não cresse nisso, estaria desanimado, pois seria como tentar me levantar pelos cabelos. Para esse tipo de mudança, não há neurolinguística que funcione nem autoajuda que resolva. Só o poder de Deus. Sim, senhora, também quero voltar a ser feliz; quero atender à sua convocação, ao meu modo. E gostaria de começar a mudar o mundo a partir de mim mesmo, como a senhora sugere. Comendo o pão e bebendo o vinho. Paz e bem