FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 16 de julho de 2013

O homem rico que quase ficou pobre por questões de éticas.


Parece que a história da conversão de Zaqueu, o chefe dos cobradores de impostos de Jericó, uma cidade na descida de Jerusalém para o mar Morto, caiu na rotina, o que é lamentável. Ele fazia parte daquele esquema de corrupção comum nos dias de Jesus. Todo mundo sabia que eles não eram funcionários públicos de “ficha limpa”. Eles tinham permissão para coletar mais do que o governo exigia, embolsando uma quantia excedente. É por essa razão que Zaqueu é descrito como “um homem rico” (Lc 19.1). Os cobradores de impostos e seus publicanos eram eticamente colocados lado a lado com as prostitutas, na avaliação preconceituosa e hipócrita dos religiosos judaicos. Por se aproximar de ambos, Jesus era chamado de “amigo dos cobradores de impostos e de outras pessoas de má fama” (Mt 11.19). Mas Jesus não se sentia aborrecido com isso e devolvia: “Os cobradores de impostos e as prostitutas estão entrando no Reino de Deus antes de vocês” (Mt 21.31). Membro fundador e diretor de um instituto dedicado à formação de líderes, com foco em jovens em idade universitária, o consultor organizacional e palestrante Usiel Carneiro de Souza, também pastor da Igreja Batista da Praia do Canto, em Vila Velha, ES, publicou recentemente uma de suas palestras que discorre exatamente sobre a mudança radical de Zaqueu. Em seu pequeno e precioso opúsculo (32 páginas), Usiel faz algumas afirmações muito pertinentes: “Não é possível lucro verdadeiro com uma fórmula em que princípios, valores e pessoas são desrespeitados. Essa árvore não pode produzir bons frutos” “Devemos pensar seriamente sobre o legado que estamos construindo. Legado é algo maior que inclui muito mais coisas que apenas bens materiais. Mas ele é o efeito que uma pessoa causa no mundo à sua volta. É o seu significado na história, principalmente na história da sua própria família. O legado de nossa vida deve ser inspirador, deve trazer orgulho aos nossos familiares, satisfação a nós mesmos e honra a Deus. São de pessoas que geram legados assim que o mundo mais sente falta” “Devemos ser éticos se queremos ser pessoas de valor. Se apenas queremos ter coisas de valor, corremos o risco de ser mendigos de luxo, pois a pobreza existencial é a verdadeira miséria humana” Por causa da sua conversão, Zaqueu afirmou ao seu hóspede: “Escute, Senhor, eu vou dar aos pobres a metade dos meus bens, e se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais” (Lc 19.8)! Em suas palestras em empresas, Usiel tem dito francamente aos jovens: “É possível ser rico, poderoso e famoso sem ética, mas é impossível ser feliz”. Para tornar a conversão de Zaqueu mais atual, Usiel (usiel@propositun.com) enfeitou a história do cobrador de Jericó, acrescentando que Zaqueu tinha um filho que começou a beber e ter más companhias. Ao chamá-lo para uma conversa, o rapaz disse francamente que o pai não atuava de forma ética e justa e portanto não era o exemplo que ele pensava. Na história de Usiel, este foi o primeiro empurrão em direção à mudança drástica de Zaqueu. Foi depois disse episódio que o cobrador de impostos saiu de casa para ver Jesus de passagem por Jericó. Elben M. Lenz César

Doce revolução.


Todo o esforço é inútil. Toda a desgraçada tentativa de continuar tentando entender a transcendência do “existir” se torna desastrosa. Jesus lhe convida para uma doce revolta espiritual, onde você guerreará consigo mesmo, sem, contudo, entrar em guerra, e pela qual não serão necessários atos abruptos de autoflagelação para alcançar uma vida com sabor de graça e uma graça com sabor de vida. Uma revolução como esta, implica em preenchimento, em paz de dentro para dentro, de forma que o “eu” fique sempre cheio do Espírito, e portanto, vazio de si mesmo. O “aceitar” deste convite nada mais é que uma entrega sem precedentes ao maior revolucionário das eras, que destronou os jugos desnecessários de seus predecessores e trouxe um caminho de verdade e vida para este mundo tenebroso. De fato, entregar-se a Jesus é participar de um descarrego e do único que pode descarregar a carga de dores existenciais que pesa sobre nós. Jesus te condena à graça, a ser escravo da liberdade e ao paradoxo de só se tornar o maior quando você se dispuser a servir. Ao longo deste processo, ele precisará destruí-lo com todas as peculiaridades do antigo homem, morto em suas cavernas escuras de pecado para, enfim, construir um novo ser, criado pela renovação da mente e pela metanóia do Evangelho. Esta era a verdadeira intenção do carpinteiro Jesus, um artesão de vidas: mostrar às pessoas que o reino de Deus não é um remédio para ausência da dor, das contradições e dos fracassos, mas sim um império de analgésicos espirituais e de consolação para todas as manhãs. Não foi por acaso que ele mesmo as convidou para uma dança eterna de contentamento, com a intenção de aliviá-las de seu cansaço de existir, da loucura de ser e da infelicidade de não compreender o sentido de tudo isto. Sinta hoje o prazer doce desta ditadura. Ela é leve e amacia as nossas mazelas. Ela desconsidera as nossas culpas e deixa patente aos nossos olhos uma nova consciência diante do que somos e do porquê de sermos o que somos. Há um propósito informal de Deus para nos libertar de nossa Matrix, isto é, para nos tornar cativos de suas cadeias sem grades. O intuito é nos fazer nascer de novo em um mundo real e espiritual de respostas e soluções para algo que só depois desta revolução iremos conhecer: a vida. ____________________ Marlon Teixeira, 20 anos, é de Ipatinga, MG.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Um Deus que não se corrompe.


"Em tempos remotos, lançaste os fundamentos da terra; e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como uma veste, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim". Salmos 102:25-27 A maioria de nós, cristãos, afirmamos que Deus é imutável. No nosso discurso quando vamos evangelizar, pregar, ou até mesmo para validar nossas afirmações, dizemos que Deus é imutável, fiel em suas promessas. Mas na vida prática, cremos em um Deus imutável? Ser imutável é não estar sujeito à mudança. E a imutabilidade é um atributo de Deus. Grudem define a imutabilidade afirmando que Ele é imutável no seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas promessas. A definição correta dos atributos de Deus nos faz entender melhor as Escrituras e a vontade de Deus para as nossas vidas. Conhecer os atributos de Deus nos torna mais próximos dele e consequentemente nos traz uma maturidade espiritual que aplicamos à nossa vida prática e a tornamos melhor. Entendendo os propósitos de um Deus imutável, conseguimos administrar melhor as coisas mutáveis. Conseguimos entender melhor o contexto em que estamos inseridos e aplicarmos a nossa fé de uma forma que responda às nossas expectativas. Quando nós entendemos que Deus é um ser imutável, que um dos seus atributos é a imutabilidade, nós entendemos também que todos os demais atributos de Deus não sofrem alteração, e aí podemos confiar plenamente nele, no seu amor, na sua bondade, na sua misericórdia, no seu zelo, na sua onipotência, na sua perfeição, na sua beleza, e em todos os demais atributos, plenamente convictos de que nem sequer um deles pode ser transformado. "Deus não se corrompe; se os seus atributos podem ser alterados, Ele passa a sofrer corrupção". Se não entendemos e não cremos na imutabilidade, também não poderemos crer que Ele será imutável em seus atributos. Não conseguiremos crer que Deus é firme em seus propósitos, em suas promessas, em suas palavras. Se Ele diz que nos amou, Ele continuará a nos amar, e não nos deixará de amar por causa das nossas ações; se Ele diz que cuidará de nós, com certeza Ele cuidará, se Ele prometeu, Ele de fato cumprirá. Se Deus não é imutável, Ele se torna corruptível e todos os seus atributos também. E a palavra de Deus em Tiago 1:17 diz: "Em Deus não pode existir variação nem sombra de mudança". Infelizmente, o mundo por não entender corretamente a imutabilidade de Deus tem proposto uma teologia deficiente, onde apresenta-se o Deus Soberano, Criador e Sustentador de todas as coisas, como um Deus sujeito ao tempo e a história, ou seja, um Deus sujeito aos homens e suas vontades. E através desse pensamento propagado, surgem as heresias, os erros doutrinários... erros que muitas vezes tentamos aplicar a nossa vida prática na "ilusão" de que pode dar certo. Se Deus não muda em seu caráter, nos seus propósitos e nas suas promessas, por que sempre tentamos mudar Deus e a sua palavra conforme as mudanças temporais? Por que os valores anteriormente bíblicos, hoje sofrem tantas alterações? Por que sujeitamos Deus ao tempo a a história? A resposta é simples: Deixamos de crer em um Deus imutável. E nessa onda, tudo se inverte: o homem já não exerce mais o seu papel de homem, a mulher quer ocupar o espaço do homem, os filhos querem ser como os pais, os pais se igualam aos filhos e assim por diante. E tudo sofre inversão. Porque se Deus muda, tudo pode ser mudado. E aí, aqueles princípios e valores bíblicos que são inalteráveis sofrem a ação do relativismo. E aí, mata-se a teologia. Se partimos do princípio que Teologia é o estudo acerca das coisas de Deus e O tornamos como um de nós, matamos a teologia. Deus é imutável, e Ele se revela a nós nos mostrando a Sua vontade. Que cada um de nós tenha consciência do nosso papel nessa jornada, como homem, como mulher, como cristão. Tendo convicção de que os mandamentos de Deus são para serem cumpridos hoje, agora e sempre. E com certeza, seremos recompensados por esse Deus maravilhoso que não muda, não mente, e que nos diz que trabalha em nosso favor. Crer na imutabilidade de Deus nos faz confiar em suas promessas, nos faz perseverar em meio às tempestades, nos faz lutar em meio as adversidades da vida. O Deus que curou ontem, continua curando hoje, o Deus que salvou ontem, continua salvando hoje. Ele é o mesmo Deus todo poderoso que pode executar todas as coisas em nosso favor. Portanto, creiamos, mesmo em meio as dificuldades, que Ele está próximo e que, ainda que nos faltem forças, Ele sonda os nossos corações, e a palavra não dita, a dor não expressada, a angustia ou a aflição que limita a nossa voz nunca poderá limitar a ação de um Deus Soberano que não muda. Paz e bem.

A Graça .


''a graça barata não ouve, porque não fala a linguagem da vida, do próximo e do Criador.'' Foi pela Graça, tão somente, através dela e nela, que encontramos sentido no evangelho do Cristo Ressuscitado. Agora, no desdobrar das páginas da história, muitos lançaram e ainda lançam suas cartas com a impetuosa intenção de adulterá-la, de denegri-la, quando não a tornar numa figura esquizofrênica, num gueto para personalidades distantes do seu próximo, da vida e de si mesmo. Eis, em suma, a nominada Graça barata, barateada e banalizada, como moeda de troca, promiscuída com os desatinos e paranoias de megalomaníacos, sempre em busca da mantença de seus desejos egoísticos e cobiçosos. A graça barata se pauta numa interpretação subjetiva da Cruz, faz parte de um compêndio de ideias e ideais adequadas a uma cultura descompromissada e descomprometida com a questão da eternidade, de uma espiritualidade criativa, de um ortopraxis pujante pelo ouvir o próximo e a palavra – revelacional. Vale dizer também, a Graça barata, barateada e banalizada perfaz os itinerários dos conchavos, procura agradar a todos e, para isso, verte um messias para todos os estilos. A graça barata traz uma fagulha das boas-novas, aos domingos, preferencialmente, e durante a semana permanece no ostracismo, em algum de nossa vida cotidiana. A graça barata vai para o mundo, sem o espírito; mas também oferece o espírito, sem o verbo encarnado. Eita graça sucateada e insuflada por líderes personalistas e seus discursos imediatistas, por ícones de púlpitos que visam adornar as fantasias de massas a procura de uma realidade curada, mas sem ir ao antídoto. De notar, a graça movida pelas promessas de uma existência, sem ambiguidades e tensões, sem vicissitudes e sem diversidades. Faz-se pontuar, uma graça por onde a oração se assemelha a um processo de submeter o Criador a uma inquisição para atender as nossas ânsias, as nossas taras, as nossas perversões, as nossas patologias e por ai vai. A graça de gente avessa à marcha por uma cristandade livre e afeiçoada a marchar por um evangelho do aqui e agora. A graça de ecos destoantes, pelo qual ser crente não é ser cristão, ser protestante não é ser evangélico, ser ortodoxo não é ser atuante, ser engajados não é ser transcendente, ser letra não é ser espiritual, ser isso, aquilo e acolá não é ser isso, aquilo e acolá. Vou adiante, a graça barata, barateada e banalizada marginaliza, exclui e deixa marcas profundas na biografia do ser humano. A graça barata transaciona Cristo, em cada esquina, em cada porta, em cada templo órfão da comunhão espiritual e relacional. A graça barata cria uma comunhão pra boi dormir, uma teologia covarde, um clero enclausurado, um evangelho apático aos rogos das Cracolândias, das cidades de Deus, dos entorpecidos pela panaceia de um consumo, a torto e a direita. A graça barata, barateada e banalizada repudia, excomunga qualquer tentativa de a submeter a verdade e para tanto se vale de uma espécie de predestinação ufanista e apologética. A graça barata traz o cardápio de um misticismo, de um curandeirismo, de um simbolismo de crenças e crendices no altar, por onde Deus não passa de um ser alguns degraus acima das falanges demoníacas, do tisonho e sei lá mais o que. A graça barata elege os escândalos causados por ditas autoridades ungidas, como um sinal de perseguição dos anátemas. A graça barata quer os holofotes, os aplausos, os palanques, os autógrafos, ser moda, ditar modismos, ser o sucesso, ser amante do poder. A graça barata, barateada e banalizada não olha para o recomeçar do Cristo Ressuscitado. Paz e bem.

O próximo, o distante e o ignorado


Derval Dasilio Nos dias de Jesus, só se fazia o que permitia a estrutura legal e rejeitava-se o que era proibido por essa estrutura. O legalismo, imposto pela estrutura religiosa, era a norma oficial da moral do povo. Tinha-se chegado, por exemplo, a estabelecer, partindo da lei religiosa, que a lei do culto — leia-se como lei do templo ou da “igreja” –, primava sobre qualquer lei. Este foi o contexto em que nasceu a parábola do bom samaritano: um homem necessitado de ajuda, caído no caminho, mais morto que vivo, sem direitos reconhecidos, violentado em sua dignidade de pessoa, ferido e nu, é abandonado pelos cumpridores da lei (sacerdotes e levitas, servidores da religião) e em troca é socorrido por um “ilegal” samaritano. A bem dizer, alguém que não podia entrar no templo e não tinha boas relações com judeus. Ele é um “distante”, um estranho, mas passa a ser modelo exemplar oferecido ao religioso cristão. Somente Lucas conservou para nós esta parábola no seu Evangelho. Jesus, por sua vez, devolve a pergunta para que o letrado religioso pesquise a lei codificada, sua especialidade. Ele encontrará a resposta no amor. O religioso culto, citando de memória as Escrituras (Dt 6.5 e Lv 19.18), faz uma síntese do conteúdo dos 613 preceitos religiosos (cerca de 430 negativos: não farás…) sobre como “amar a Deus e ao próximo” sob a lei deuteronômica, encontrada também no Thalmud e no Midrash (da palavra “derash”, procurar). Comportamentos de conduta são conhecidos como “halakah”, um conjunto de preceitos gerais. Jesus, porém, responde de acordo com a “Torah”, o pentateuco – os cinco primeiros livros, conforme a versão grega Septuaginta –, como foi perguntado. Jesus aprova a resposta da tradição bíblico-teológica rabínica. O letrado interroga novamente, porque no Levítico o próximo é o israelita – ascendente histórico do judeu –, e no Deuteronômio, este título está reservado unicamente para pessoas do meio cultural e religioso judaico. Jesus, em vez de discutir e entrar em desafios sem saídas, procura não semear novas teorias e interpretações perante a lei antiga, e sua prática. Propõe uma parábola como exemplo vivo de quem é o próximo, e constrói um “midrash”, ou um sermão exemplar sobre os significados do amor. Quando dizemos que a descrição do samaritano é esplêndida, nesta parábola de Jesus — com referências a posses materiais do samaritano bem-posto: azeite, vinho, cavalgadura, dinheiro para ajudar um pobre infortunado que encontra ferido e abandonado no caminho –, nos aproximamos de questões básicas. Bem-postos economicamente, religiosos, desprendimento, solidariedade da parte de quem propõe esforço pessoal no socorro dos enfraquecidos, sob sistemas políticos e econômicos egoístas e injustos, e disponibilidade para assistir despojados e violentados da sociedade humana em todos os tempos e lugares. O samaritano compassivo e solidário é um homem rico. Um homem cheio de amor pelo próximo, seja ele quem for. A história humana é caracterizada por uma interminável sucessão de negações do amor ao próximo, diz Bernhard Haring. Os resultados da intolerância são feridas abertas, exclusão e marginalização, gerando o abandono e morte social dos mais pobres, feridos em sua dignidade (“dignitatis” = direitos fundamentais). Só o amor transforma a justiça codificada, que privilegia quem já é privilegiado, em justiça igualitária, compassiva, situacional, concreta. Especialmente quando nos deparamos com emergências e prioridades. Notadamente quando a vida humana está em perigo de morte. O amor transforma a justiça em verdade ética inquestionável, porque a decisão tomada sob sua influência é, originalmente, gratuidade e a compaixão pelo fraco. “Justiça sem amor é necessariamente injustiça, porque o amor não remove, mas simplesmente estabelece a justiça”, disse Paul Tillich. A justiça sem amor ignora a solidariedade, misericórdia ou compaixão. O próximo jorra da mesma fonte, é resultado da terra; é filho da sociedade humana, e se relaciona com o mundo da mesma maneira que eu. É o próximo, imagem e dádiva de Deus, ao mesmo tempo. Todos os valores relacionais ideais constituem ponto de partida anterior à justiça codificada. Dizem respeito à vida de todos. O próximo nos comunica: “sou um corpo concreto, e tu me conheces na materialidade compartilhada da vida”. Cremos que a concretude da vida é um fato que não deve ser esquecido, para que não caiamos em abstrações e reduções do corpo do próximo. Diria Rubem Alves: o próximo, corporificado, vale mais que todas as verdades que anunciam sua pequenez; o corpo aguarda a consciência de que somos iguais. O corpo é mais sábio do que a cabeça, o cérebro. Emmanuel Lévinas, pensador judeu moderno, diz: “Deus vem ao meu pensamento quando vejo o outro, o próximo”. Na face do outro está o rosto transcendente de Deus (cf. Mt 25.38). Também judeu, Martin Buber dizia: “O outro (o próximo) não é um isto, mas um tu”. Tenho comentado sobre a relação “Eu/Tu, equação amorosa criada por Buber, lembrando: “Eu sou tu quando me olhas, e Tu sou eu quando te olho”. Muitos agnósticos, e até mesmo ateus, deparam-se com a parábola evangélica sobre a solidariedade amorosa apontada em Lucas (10.25-37), e reconhecem que não há futuro para a dignidade humana num mundo tomado pela impiedade, senão pela compaixão e solidariedade. Para os cristãos, o evangelho oferece a oportunidade de compartilhar a experiência de Deus com o mundo do próximo, através da solidariedade, reconhecendo-o como o nosso “Tu”. Esta oportunidade, por si mesma, reflete o amor e a experiência de Deus. Num só momento. A força potente do amor energiza e dá capacidade de lutar, de proteger, socorrer, vestir, alimentar e curar o próximo. Diz a canção de Carlinhos Lyra: “Sabe você o que é o amor? Não sabe? Eu sei./ Sabe gostar? Qual sabe nada, sabe, não./ Você sabe o que é uma flor? Não sabe, eu sei. / Você já chorou de dor? Pois eu chorei. / Já chorei de mal de amor, já chorei de compaixão./ Quanto a você meu camarada, qual o quê, não sabe não./ Você não tem alegria, nunca fez uma canção, / Por isso a minha poesia… você não rouba não.” Agostinho, na antiguidade, confessava: “O meu amor é o meu peso; onde quer que eu vá, ele me conduz e me faz inclinar”. Esse “peso” é citado por Jesus: “Vinde a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu aliviarei vocês. Tomem sobre vocês a minha carga e aprendam, porque sou manso e humilde de coração; e acharão descanso. Porque o meu peso (amor) é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30). Uma metáfora magnífica da compaixão, da ternura, da solidariedade que nos une ao que sofre, na experiência de Deus em Jesus.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Senhor conceda-me a graça de ser perdão.



''Senhor, ajuda-me a trilhar pelo possível e não me martirizar com relação ao impossível.'' ''Possamos ir ao diálogo da comunhão, não com as palavras surdas.'' ''O perdão não se dirige a Cruz de Cristo, mas sim parte Dela e alcança seu sentido na relação mútua de uns com os outros.'' ''A idéia fundamental do evangelho está e é o amor, porque abre possibilidades para a vida.'' ''Não basta, somente, discursos sobre unidade; devemos ir além e desaguá - la em decisões simples e práticas de serviço para que tenha vivacidade.'' Poderia me valer das mais diversas desculpas, mas prefiro ficar com a singela e específica – ‘’me perdoe’’ e me ajude a recomeçar. É bem verdade, muitos irão pontuar a subjetividade efetuada na presente frase; agora, mesmo assim, por que não pararmos um pouco, deixarmos as lágrimas escoarem ladeira abaixo, o sorriso aflorescedor irreverente, os gestos de um abraço, de um aperto de mão, de um silêncio (em meio as rupturas do próximo), de um simplesmente ouvir (diante dos nãos de uma derrocada no casamento, de um filho submerso nas drogas, de uma gestação na adolescência, de uma sequidão da fé, de uma vontade chutar tudo para o alto e sei lá mais o que). A cada dia, corremos tresloucados atrás das coqueluches de uma cultura digital, do imediatismo, do faça e cumpra. Isto sem falar de como somos subjugados por uma felicidade de aparências, de máscaras, de interpretações para sermos aceitos e reconhecidos. Não permita nenhum pulsar de humanidade, de trilhar pelas contingências, pelas contradições, pelas oposições e pelas situações não esperadas, conforme o texto de Eclesiastes 03 tece os mosaicos da vida como ela é, com seus dissabores, com suas colisões, com suas partidas e com suas interrupções. Devo admitir, as palavras soadas podem exprimir um conteúdo melancólico e nostálgico; no entanto, em meio ao progresso exponencial do conhecimento humano, dos avanços estabelecidos pela tecnologia, das alterações na expectativa de vida e longevidade, infelizmente, prosseguimos como miniaturas psicológicas e espirituais, somos implacáveis diante dos erros e equívocos do próximo, não aceitamos lançar as pedras no chão e disparamos impetuosamente e extraímos um êxtase pelo sangue esparramado e compondo poças de intolerância, de desdém, de uma perigosa justiça cega e leviana. Tornamo-nos, então, defensores de uma fé orquestrada pelos ídolos do mercado, de líderes personalistas e apregoadores de uma satisfação imediatista, indiferentes com os convalidados, bem ao nosso lado? Ora, estufamos o peito e declaramos participar de um contexto pós-moderno e, lá no fundo, fugimos do olhar sério e sincero, de reconhecer nossas fragilidade e vulnerabilidades, sem fazer disso nenhum estardalhaço. Para piorar a situação, vomitamos toda e qualquer via de princípios e pontos de orientação; aplaudimos um patético relativismo; de uma ética de que cada um vive como quer; de um dogma hedonista e utilitarista; de conceber os fios da interdependência, como algo abstrato. Não por menos, embora toda a abundância de instrumentos facilitadores de interação, entre as pessoas, a malha do diálogo se desfaz e preferimos a linguagem excessiva, desmedida, confusa e insólita das imagens. Eis o facebook, ao qual não nos deixa enganar! Para que ir aos enredos de um Mario Quintana, ser adoçado com a inocência de uma Cora Coralina, de ser dissecado com as narrativas de Drummond, de compreender que as pessoas são peças fundamentais no exercício da nossa liberdade – participativa. Sem sombra de dúvida, necessitamos não de uma revolução espiritual fundamentalista, ou do soerguer de um sistema democrático evangélico, ou de um esparramar de igrejas, ou de um avivamento pós – moderno, ou de uma adesão a uma ideologia aversiva a Deus ou favor, ou de usar a ciência como justificativa para nossas frustrações pessoais. Em direção oposta, descer do barco das nossas convicções, reduzir a velocidade de fazer e fazer, abrir as portas do ouvir, dizer o amor livre da paranóia de possuir o corpo do outro, de trilhar por uma sexualidade que se desperta no pulsar do olhar, do verbalizar, do materializar e do ponderar, de navegar por uma espiritualidade sensível e aberta a acolher os achatados pelas imposições de messias megalomaníaco, de perceber o quanto brincar com os filhos, levar um bombom para a esposa, de curtir a praia e tantas outras bondades, aqui neste mundo e não o ver como um reduto das falanges demoníacas. Por fim, o Senhor me ajude a praticar e viver o possível de servir o próximo e me auxilie ao impossível de ir aos diferentes e até discordantes. Paz e bem

O projeto anti-cristão da agenda gay.




A inversão de valores propagada pela mídia revela um projeto incisivo de destruição da moral cristã Os noticiários não falam de outra coisa. O liberalismo sexual, no qual se inclui a causa gay, ganhou de vez as manchetes dos principais jornais do país, numa avalanche que parece não ter mais freio. A unanimidade da imprensa em decretar o novo padrão de moralidade é tão eloquente que os mais desavisados sentem-se quase que impelidos a concordar com ele, mesmo que a contragosto. Mas enganam-se aqueles que, ingenuamente, atribuem essas movimentações ao curso natural da história. Trata-se, pelo contrário, de uma agenda compacta, determinada e amplamente financiada, cuja única meta é: minar os fundamentos da sociedade ocidental - o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã - e, em última análise, a natureza humana. Não é mais segredo para ninguém a hostilidade com que inúmeras nações se referem ao cristianismo. Praticamente todos os programas de governos atuais têm por política o combate aos últimos resquícios de fé católica que ainda restam na sociedade. E essa agenda ideológica encontra eco sobretudo nas Organizações das Nações Unidas, logicamente, a mais interessada na chamada "Nova Ordem Mundial". Essa perseguição sistemática à religião cristã e, mais especificamente à Igreja Católica, se explica pelo fato de ela ser única a levantar a bandeira da lei natural, que é a pedra no sapato dos interesses globalistas. Em linhas gerais, o direito natural refere-se ao que está inscrito no próprio ser da pessoa. Isso supõe uma ponte de acesso a uma moral humana já pré-estabelecida, com direitos e deveres naturais, conforme a ordem da criação. Não corresponde a um direito revelado, mas a uma verdade originária do ser humano, que através da razão indica aquilo que é justo ou não. Essa defesa do direito natural foi o grande diferencial do cristianismo em relação às demais religiões no início do primeiro milênio, como assinala o Papa Emérito Bento XVI ao Parlamento Alemão, em um dos discursos mais importantes de seu pontificado: "Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, nunca impôs um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objectiva e subjectiva, mas uma harmonia que pressupõe serem as duas esferas fundadas na Razão criadora de Deus", (Cf. Bento XVI ao Parlamento Federal da Alemanha em 2011). A partir do último meio século, ressalta o Santo Padre, o direito natural passou a ser menosprezado, em grande parte, devido à razão positivista. Passou-se a considerá-lo como "uma doutrina católica bastante singular, sobre a qual não valeria a pena discutir fora do âmbito católico, de tal modo que quase se tem vergonha mesmo só de mencionar o termo". Com efeito, para o teórico positivista Hans Kelsen, a ética deveria ser posta no âmbito do subjetivismo e, por conseguinte, o conceito de justiça. Criou-se, portanto, uma situação perigosa da qual o próprio Kelsen foi vítima posteriormente, quando perseguido pelo regime nazista por ser judeu. A justiça e a ética caíram no relativismo. Cada um julga-se a si mesmo, julga-se o conhecedor do bem e do mal. E "quando a lei natural e as responsabilidades que implica são negadas, - alerta outra vez Bento XVI em uma catequese sobre Santo Tomás de Aquino - abre-se dramaticamente o caminho para o relativismo ético no plano individual e ao totalitarismo de Estado no plano político". Como condenar os regimes nazistas, fascistas e comunistas por suas atrocidades se a justiça é um conceito relativo a cada um? A Igreja condena a perversidade do relativismo justamente por essa falsa sensação de liberdade propagandeada por ele. É a mesma liberdade oferecida pela serpente do Éden à Eva, a falsa beleza que, na verdade, é escravidão. Quando exposta em termos claros e diretos, a lei natural se torna evidente e com ela, todo o arcabouço que a sustenta: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã. A lei natural encontra apelo no ser humano justamente por ser verdade e estar de acordo com a razão criadora, o Creator Spiritus. O Magistério Católico é, neste sentido, um dos únicos baluartes da justiça e da dignidade da pessoa humana, por falar quase que solitário em defesa da lei natural. O trabalho da elite globalista - diga-se ONU, imprensa, ONGs esquerdistas e etc - consiste, neste sentido, única e exclusivamente na destruição desses pilares da lei natural. Assim, sepultam-na numa espiral do silêncio, enquanto reproduzem na mídia uma moral totalmente avessa e contrária à família. Desse modo, abrem espaço para a educação das crianças pelo Estado conforme a cartilha ideológica que defendem. É um programa totalmente voltado para a subversão e o controle comportamental que está sendo colocado em prática, descaradamente, por países como Estados Unidos, França, Suécia, Holanda e até mesmo o Brasil. Neste momento, em que a Igreja vê-se atacada por todos os lados e se joga com a vida humana como se fosse algo qualquer e sem valor, urge o despertar de pessoas santas, imbuídas por uma verdadeira paixão à Verdade. Todas as grandes crises pelas quais a Igreja passou nos últimos séculos foram enfrentadas por santos de grande valor: São Luís Maria Grignion de Montfort, São João Maria Vianney, Santa Catarina de Sena, São Pio X... E essa crise atual requer a mesma fibra, o mesmo destemor e parresia com os quais aqueles santos estavam dispostos a entregar suas vidas, suas fortunas e até mesmo os seus nomes, sem medo da humilhação, firmes na Providência Divina e na certeza de que no alvorecer do novo dia será de Deus a última e definitiva palavra. Por: Equipe Christo Nihil Praeponere