FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Músico o primeiro a chegar e o último a sair.


Arrasta a caixa de som, solda o fio, faz a “gambiarra” para ligar o microfone... Essa é a rotina de milhares de ministros de música antes de qualquer evento. Antes de começar a Missa, o grupo de oração ou a procissão, o ministro de música já chegou. Ele é motorista, roadie, eletricista, instrumentista e cantor, tudo para que a graça de Deus alcance e toque os corações por meio da música, instrumento poderoso, flecha que acerta o alvo levando o mais importante: a Palavra de Deus. Canto final, hora da paz de Cristo para todos que se despedem e vão para suas casas, menos para o ministro de música, pois este tem de limpar o instrumento e guardá-lo, desarmar o som e ainda dar carona para quem mora longe. Diz para mim se não é assim que acontece toda semana? Além de tudo isso, há a música propriamente dita. É preciso ensaio, repertório, oração, esforço e mais ensaio. É daí que sai a eficácia da sua missão. A sua fidelidade, semana a semana, gera algo muito maior do que você pode enxergar. Ser ministro de música é isso, é estar a serviço. Quanto mais você se colocar a serviço, mais Deus lhe dará a eficácia. Não é só estar atrás do microfone e cantar; é preciso ter o que cantar e lutar por isso. Deus, que o chamou para esse serviço, acredita na sua música. Você também acredita nela? Deus abençoe o seu ministério. Ana Lúcia Teixeira Missionária da Canção Nova, integrante do Amor e Adoração e professora de canto licenciada em música.

O que é necessário para entrar no ministério de música?


Certo dia, um amigo que gostava muito de música e frequentava a paróquia e o grupo de oração perguntou-me: “O que é necessário para entrar no ministério de música?”. Apesar da pouca experiência como ministro de música, a resposta me veio logo à boca: “É preciso ter dois ouvidos: um para a música e outro para Deus”. Muitas pessoas admiram o ministério de música por alguns motivos, tais como: o poder que a música tem de envolver os nossos sentimentos e prender a nossa atenção; a beleza dos cânticos e dos sons dos instrumentos; o estar “à frente” diante do grupo de oração; entre outros. E muitas dessas pessoas desejam também fazer parte desse ministério. O primeiro passo a dar é saber se temos o “dom”. As pessoas já nascem com ele e durante sua vida o aperfeiçoam, principalmente no que diz respeito ao cantar. É importante verificar se temos noções de ritmo, melodia, afinação, tanto para cantar quanto para tocar. Nesse caso, chamo essas características de “ter ouvido para a música”. Como é precioso, e até mesmo necessário, entrar numa escola e estudar música, aprender e aperfeiçoar o instrumento, conhecer e aplicar técnicas vocais, etc. Se você tem condições de frequentar essas aulas, não perca tempo, invista nisso. Devemos dar o melhor para Deus. Pratique muito, ensaie, amplie o seu repertório, aprenda novas canções, enfim, invista no dom. O dom de Deus cresce em nós à medida que o praticamos. Até aqui, demos um passo quando descobrimos que somos músicos. No entanto, para ser ministros [de música] precisamos ter ouvido para Deus. Assim como o nosso ouvido precisa estar afinado para a música, como servos de Deus, ele também precisa estar afinado para a voz do Senhor. Servimos ao Rei dos reis e por isso precisamos escutar o que Ele tem para nos dizer, Suas ordens, Seus desígnios e desejos. Como ter um ouvido para Deus e aperfeiçoá-lo? Através da oração. Somente com uma contínua e crescente vida de oração seremos capazes de nos tornar íntimos do Senhor, escutar a Sua voz e permitir que Ele nos use de acordo com Sua vontade. Por isso, da mesma forma que você estuda a música, tenha uma vida de oração. De músicos o nosso mundo está cheio, homens e mulheres de vozes belíssimas que nos encantam com suas canções, que causam nossa admiração ao tocarem instrumentos, mas não preenchem nosso coração, pois essa ação somente Deus pode realizar. A natureza nos deu dois ouvidos, que seja um para a música e outro para Deus. Esse é o ministro de música!Deus os abençoe, Com orações, Emanuel Stênio Comunidade Canção Nova

domingo, 14 de abril de 2013

O caminho da conversão.


Salve Rainha A Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo a todos! Olá pessoal do suporte do blog, Chamo-me Dênis, tenho 26 anos e sou da cidade de São José de Rio Preto/SP. Estou enviando este e-mail para contar sobre a minha conversão. Ainda não sei bem ao certo os motivos que me levaram a querer escrever o testemunho, mas, em parte, sinto muita vontade de agradecer ao Padre Paulo e a toda a equipe por esse belíssimo trabalho de evangelização e esclarecimento dos cristãos. Nasci sob uma educação cristã, meus pais eram da Congregação Cristã no Brasil, mas, com o passar dos anos, a rotina aos cultos da igreja foram diminuindo e mais precisamente quando tinha 12 anos, quando meu pai foi assassinado, sofremos a maior queda de nossas vidas. Desse momento em diante, eu, minha mãe e meu irmão só fomos nos afastando, cada vez mais, da graça e da convivência perto de Deus. Com o passar dos anos, o coração só foi sendo contaminado cada vez mais, com raiva e ódio por ter perdido meu pai de tal maneira. As brigas aumentavam em casa, a desunião tomou conta da família por muitos anos, até que o mínimo de respeito e compreensão começassem a ser restabelecidos novamente. Então, com 18 para 19 anos, fui para São Paulo estudar. Profissionalizei-me, comecei a trabalhar e eis que tudo parecia começar a tomar rumo na minha vida. Bom, ao menos era o rumo que eu queria. Minha vida começou a ser o trabalho, horas exaustivas de trabalho, pois achava que seria isso o que traria um bom fundamento em todas as outras áreas, se fosse alguém bem sucedido e com uma vida financeira estabilizada conseguiria ajeitar todo o resto facilmente. Tinha uma namorada que pensava da mesma forma, e caminhávamos juntos sobre esses preceitos. Mas por todos esses anos, o meu coração sempre estava inquieto, nunca batia na mesma direção que meu raciocínio e minhas condutas estavam me levando. Por mais que minha vida material avançasse e fosse agregando bens a ela, nunca me sentia completo, ainda sim me permanecia um aspecto de morte interior. Quando completei 24 anos, foi aí que caí do cavalo bonito. Descobri que tinha um tumor no intestino e precisei me afastar do trabalho. Morava em São Paulo, mas só tinha condições de me tratar em Rio Preto e nessas condições minhas economias foram se acabando, meu antigo relacionamento foi se dificultando ao ponto de tudo na minha vida zerar. Meu dinheiro tinha se acabado em virtude dos tratamentos e tantas outras despesas, minha vida profissional ficou paralisada, meu antigo relacionamento se acabou. Bom, em vista de todas essas dificuldades, não me vinha outra coisa na cabeça senão buscar a Deus para encontrar forças para suportar essa fase. Então comecei a frequentar novamente a Congregação Cristã no Brasil, pois era a única igreja a qual eu era familiarizado, nunca tinha frequentado nenhuma outra. E foi então que comecei a viver esta experiência através da oração e sentir a consolação Divina, foi então que meu coração já não mais batia em outra direção, mas adorava repousar nas mãos do Pai, foram momentos maravilhosos e breves esses que duraram por alguns dias, aconteceram outros episódios também, mas de maneira tão pessoal que nem sei como poderia explicá-los, mas tenho certeza que vocês me entendem, vocês devem ser todos santos aí, devem trabalhar recitando o rosário...em LATIM! Mas, enfim, a história não acaba aí: comecei então a querer me batizar, pois como vocês sabem os evangélicos não batizam crianças e quando eu tinha idade para o fazer, já me encontrava bem afastado. Comecei então a rezar pedindo a Deus que me desse a graça de me levar às águas do batismo quando fosse do agrado d'Ele, pois interiormente me sentia confuso com certos preceitos da Congregação Cristã no Brasil e, sinceramente, nunca consegui ver sentido nas pessoas que saem pulando de uma religião para outra, de um batismo para outro, como se o Deus que ela tivesse encontrado fosse falso, mesmo a maioria das igrejas protestantes sendo o batismo pela Santíssima Trindade, isso nunca entrou na minha cabeça! E sempre pedi a Deus que queria conhecê-lo verdadeiramente, para que não me deixasse ser enganado por falsas doutrinas ou doutrinas incompletas. Então grandes dúvidas começaram a assaltar meu coração, dúvidas de toda alma, do pecado original. Porque eu ouvia testemunhos de evangélicos que se tornavam católicos em vista de milagres e vice-versa, então eu pensava: "oras, isso tudo é uma maçaroca só, Deus age em todos, basta buscar sinceramente!" Foram dúvidas que me traziam a dificuldade para crer em Deus, porque pensava: "ora, se Deus é perfeição e não erra em seus julgamentos, nunca teria deixado mais de uma igreja verdadeira e se os milagres são de certa forma, Deus falando mais grosso para dar uma direção pra gente aqui na terra, bom, então, haveria de se dar créditos visto que se tem testemunhos de milagres extraordinários em igrejas protestantes. Ao menos eu os escutava na Congregação Cristã no Brasil". Bom, em vista disso ao menos eu não deixava de perseverar nas orações e na busca do entendimento das Sagradas Escrituras. E no meu coração eu começa a me sentir sugestionado a estudar...e foi o que fiz. Comecei a estudar primeiramente a história da Congregação Cristã no Brasil, pois eu frequentava a igreja e nem ao menos sabia da história dela. Tamanha ignorância! Logo em seguida comecei a estudar a Santa Igreja Católica e a Reforma Protestante e comecei a entender a desfragmentação da coisa e a distorção que foram acarretando o surgimento de tantas denominações. Nessa época já acompanhava seu blog, e obtinha muitas respostas através de seus programas, mesmo frequentando igreja evangélica na época, não ia atrás nem tinha o desejo de ofender outros credos, acusando-os de idólatras e outras coisas, mas simplesmente queria respostas e entender a fundo o porquê das coisas! E devo dizer, Padre Paulo, que todo programa quando ouvia o senhor dizendo: "Pois bem, meu amiguinho protestante"... Eu, então, fazia de tudo para que os protestantes entendessem o pensamento da Santa Igreja, devo dizer que sempre caía na risada, porque eu era um amiguinho protestante na época. Em certo tempo recebi um convite de um amigo que era católico e que hoje é meu padrinho. Um convite para irmos a um retiro espiritual num Carmelo em Minas Gerais, no qual Deus veio me dar a graça de conhecer os frades, e lá poder esclarecer minhas dúvidas, poder entender as riquezas da Santa Igreja também. Foi quando comecei a ter um contato mais próximo com o Santíssimo Sacramento enquanto fazíamos a Liturgia das Horas. Quando voltei já estava bem saturado de tudo, tinha estudo a história, tinha lido vários livros de Santos, alguns me marcaram bastante como Santa Edith Stein, "Ciência da Cruz", Santa Faustina, Padre Pio, Santa Teresa de Jesus, Madre Teresa Calcutá etc... E já se havia passado um ano dessa busca lendo refletindo e principalmente pedindo a Deus em oração a graça do Batismo, então eu cessei, tinha me cansado de buscar e ler tantas coisas e não chegar num parecer sobre qual religião eu seguiria e me batizaria. Parei totalmente, já não lia nem via mais nada ligado à religião, pois já se tinha passado um ano pedindo o Batismo a Deus e nada acontecia, ao invés disso, as minhocas só pareciam crescer na minha cabeça. Então, dias depois, quando estava em oração, quando eu insistia em pedir o Batismo a Deus, comecei a sentir uma alegria no coração, eu simplesmente sabia que era em relação ao Batismo, mas não sabia a maneira que se daria. Então eu dizia a Deus: "Mas Senhor, eu não vejo luz, estou confuso mais do que nunca e não vejo como poderia se dar o Batismo em certa altura! E em sua doçura e amor, Deus me dava esse sentimento de alegria acerca do Batismo que estava chegando, era tudo que sentia, nem sei explicar, eu sabia que se daria, mas não sabia quando, nem como, nem onde! Dias depois de estar mergulhado nessa sensação, era por volta de 15h, senti um desejo incontrolável de ir à Capela do Santíssimo, um desejo tão forte de me ajoelhar em frente ao Santíssimo e apenas ficar ali, adorando o Senhor! Bem, o desejo foi tanto, que larguei o trabalho e corri para a paróquia, isso era uma tarde de quinta-feira. Depois de uma breve adoração, me dirigi à secretaria e disse que gostaria de fazer as aulas de Catecismo para me Batizar, e então, pela Divina Providência, talvez para não me restarem dúvidas a secretária me disse: "Olha você buscou na hora certa, porque vamos começar uma turma na segunda-feira, essa será a última turma do ano". Então, irmãos, no dia 10/11/2012 recebi com grande alegria o sacramento do batismo e logo no dia seguinte Crisma e 1a. Comunhão! Bom, Padre Paulo e todos os que lerem isto, não consigo nem descrever a alegria que tenho em meu coração de ser Católico, a certeza que tive no coração com tudo isso é de que só existe plenitude da vida cristã dentro da Igreja Santa Católica e praticando seus sacramentos. Eu acredito que não seja o único que já tenha lhe escrito pra te contar isso e muito menos que serei o último. Mas escrevo para agradecer, pois me lembro bem que disse certa vez que orava todas as noites pela conversão dos evangélicos, bem estou te agradecendo pois uma dessas orações me atingiu rsss.... e também para dar testemunho na esperança que lhe sirva como combustível para continuar na luta! Um grande abraço, que Deus o abençoe e guarde todos vocês! E, Padre, se algum dia for vir pra Rio Preto, espero que Deus me dê a graça de conhecê-lo. Paz e Bem! Por: Padre Paulo Ricardo.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Orar,Orar, Orar sempre, nunca deixar de Orar.


É comum nos depararmos com situações conflituosas. Uma delas é a espera de respostas que poderão ser positivas ou negativas. Todavia, o diferencial estará na maneira como as enfrentaremos cotidianamente. O desenvolvimento deste artigo terá dois textos como referência, aparentemente antagônicos, mas com pontos convergentes ao tema proposto. O primeiro está no evangelho de Lucas 2 : 25-35 e na segunda epístola de Paulo aos Coríntios 12 : 7-9. O primeiro texto discorre a narrativa sobre Simeão, “homem justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito santo habitava sobre ele/ E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor” (v.25,26). O Espírito Santo é quem move a vida daqueles que andam em retidão diante de Deus. De fato, isto conteceu com Simeão quando este foi levado pelo Espírito ao templo, exatamente no dia em que o menino Jesus foi apresentado ao Senhor, ao qual foi concedido a oportunidade de proceder conforme os costumes da Lei, tomando-O em seus braços. Literalmente, a bênção caiu no colo de Simeão, conforme os versículos 29 e 30 nos enfatizam. Eis um exemplo eficaz de uma oração respondida de acordo com aquilo que se realmente espera: “Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra/pois já os meus olhos viram a tua salvação.” O segundo texto mostra-nos a situação conflituosa de Paulo em relação ao espinho que lhe foi colocado na carne para que não se exaltasse devido as excelências das revelações dadas a ele, orando três vezes ao Senhor para que este incômodo lhe fosse retirado, ao que lhe foi dado “não” como resposta. O que aprendemos com essa porção bíblica é que podemos conviver com alguns incômodos. Contudo, jamais, poderemos viver sem a Graça de Deus! O que Ele nos outorga é sempre suficiente para vivermos nossa vida diária, para trabalharmos por Ele e para suportarmos nossos sofrimentos e espinhos na carne. A analogia entre Simeão e Paulo nessas narrativas é que os dois estavam orando: a Simeão a oração foi-lhe respondida de forma concreta, direta de acordo com aquilo que almejava; a Paulo a oração foi-lhe respondida em parte, quando Deus o conforta dizendo-lhe que somente a Sua Graça lhe bastava. A praticidade dessas verdades bíblicas para nossa vida espiritual é que ainda que não compreendamos o agir de Deus até mesmo diante do Seu silêncio ou negativas, que saibamos e confiemos que Ele sempre estará nos reservando o melhor, pois verdadeiramente os Seus pensamentos não são os nossos pensamentos nem os Seus caminhos, os nossos (Is 55:8). É certo que na vida teremos desconfortos. Porém, que nós tenhamos a confiança de Simeão que soube esperar e obteve a vitória daquilo que almejava. Que aprendamos com Paulo que reconheceu a Soberania de Deus aceitando a resposta que lhe foi dada. Deus fará por nós não somente mais do que pedimos e desejamos em oração, como também mais do que nossa imaginação possa alcançar. Sejamos incessantes na oração, pois ela nos aproxima do Altíssimo e nos aumenta a comunhão com Ele. Até podemos ser ousados em nossos pedidos diante do Todo Poderoso. Todavia, melhor nos será esperar pacientemente por Suas respostas. Amém! Paz e bem.

Será que conseguiremos recuperar a Beleza ?


Nada traz mais males a alma humana do que a beleza perdida de um momento que se eterniza em nossa memória, mas que nunca conseguimos traduzir em palavras. Beleza perdida traduzida no sentimento de impotência diante da perda daquilo que nos é mais querido e do qual somos incapazes impedir sua saída. Beleza perdida de um pai ante a sala de parto e privado de ver o nascimento de seu filho querido. Beleza perdida da mãe que chora a partida do filho que se foi e que talvez nunca volte. Beleza perdida de um enlace matrimonial rompido ante a incompreensão de um amor que se perdeu no cotidiano da vida. Beleza perdida de uma existência sucumbida ante a violência de nossas ruas onde uma bala perdida nos tira a alegria da vida. Beleza perdida do amor que se foi deixando no corpo as marcas dessa dor. Beleza perdida de um grito que ecoa pelo vento clamando contra fome do filho que chora um pedaço de pão. Beleza perdida pela dor daquele que sofre ante uma doença terminal que corrói seu corpo, mas que causa menos dor do que o preconceito sofrido. Beleza perdida ante a cegueira da alma incapaz de reconhecer a beleza do simples gesto que se perde na ganância daqueles que atropelam tudo e todos para satisfação de seus caprichos. Beleza perdida pelo coração egoísta incapaz de agradecer um favor não merecido. Beleza perdida por não compreender o verdadeiro sentido da existência humana que não se traduz por palavras ou pequenas regras de conveniência, mas que se expressa num gesto altruísta de quem se entrega pelo seu semelhante sem nada esperar em troca. Beleza perdida de algo natural como uma pétala de rosa que cai de sua flor, uma águia que voa entre os penhascos a procura de alimento para seus filhotes, uma formiga que corta sua folha e acumula alimento para a longa invernada, um peixe apanhado pela rede do homem que alimenta seu bolso mais que seu estomago. A criação é o reflexo de uma beleza que se apresenta sublime, mas que acaba perdida pela escuridão do coração humano que ao buscar razões para existência, se entrega a volúpia da insensatez que nega a beleza da sua criação perdendo seu sentido humano dando vazão a sua animalidade, perdendo a razão, perdendo a beleza de uma existência. Paz e bem

O melhor e maior tesouro do universo.


Era uma terça-feira pela manhã, e eu estava na capela do Seminário Presbiteriano em Recife (PE) para ouvir a mensagem do Rev. Tim Sulivan, um dos líderes da agência missionária Pioneers, que atualmente reside na Tailândia. Pensei que seria uma espécie de sermão-relatório de suas atividades, mas ao contrário do que eu esperava, a palavra anunciada foi impactante e, a medida que ele desenvolvia as explicações do texto bíblico, muitas implicações me vieram a mente. O Espírito de Deus me fez perceber realidades que ainda precisavam ser experimentadas com intensidade por mim e pela igreja. O texto usado está no capítulo 13 de Mateus, onde Jesus proferiu parábolas que ilustram aspectos do reino de Deus. Em particular, vamos nos ater à parábola do tesouro e à parábola da pérola (em Mateus 13.44-46), que enfatizam e focam as mesmas ênfases e os mesmos conceitos. 1. Um imenso tesouro foi achado O propósito do Senhor Jesus na parábola não é esclarecer o processo de salvação. Ele já parte do fato de que a pessoa que encontrou o tesouro – no caso a vida no reino de Deus (Mt 13.44) – reconhece ser ele de imenso valor. Sabemos que a Bíblia ensina que o encontrar esse tesouro não é o resultado de uma iniciativa humana, e sim divina (Jo 15.16), embora reconheçamos que Deus colocou no ser humano o desejo da eternidade (Ec 3.11). Pertencer ao reino de Deus é o tesouro de seres humanos pecadores transformados em filhos de Deus (Jo 1.14), os quais tiveram o perdão dos pecados e receberão a vida eterna através da obra salvadora de Jesus na Cruz (Jo 3.16 e 5.24). A parábola registra que o fato de encontrar o reino de Deus (tesouro e pérola) gera muita alegria (Mt 13.44). Note que quem o encontra não se lamenta ou fica saudoso das coisas que se desfez para ter o tesouro. Quem acha lugar na família de Deus achou o que existe de mais precioso em todo universo criado, e a ilustração de Jesus reflete a ação de uma pessoa, que descobrindo que foi salva pela graça de Cristo, reconhece e age adequadamente diante da imensidão e incalculável valor do que foi achado. Convido você a pensar comigo no que temos demonstrado e se, de fato, temos celebrado com muita alegria a realidade de pertencemos à família de Deus. 2. Uma completa troca de valores aconteceu As duas comparações da parábola deixam claro que para desfrutar da posse do tesouro ou da pérola foi necessária uma troca completa de posses. No texto, aquele que reconheceu ter achado uma grande preciosidade, vai e vende tudo o que tem para assim desfrutar da posse do tesouro ou da pérola (Mt 13.44,46). Essas ilustrações são fortíssimas lições para a vida do nosso tempo, onde ter e ostentar coisas e bens é marca de sucesso. Jesus mostrou que uma pessoa que faz parte do reino de Deus fez uma troca completa de valores: Deus e o Seu reino tem o primeiro lugar! Na prática, significa que a vida mudou de propósito, pois após vender tudo o que tinha (desfazer-se de tudo), investe tudo no reino de Deus. Como estamos longe deste modo de vida! Como somos egoístas! Na prática, desejamos desfrutar do tesouro do reino dos céus sem nos desfazer do apego a coisas e bens terrenos. Aplicar esse ensino na vida cristã não significa fazer voto de pobreza, mas obedecer ao que as Escrituras dizem: “Vocês foram ressuscitados com Cristo. Portanto, ponham o seu interesse nas coisas que são do céu, onde Cristo está sentado ao lado direito de Deus. Pensem nas coisas lá do alto e não nas que são aqui da terra.” (Cl 3.1-2). Cidadãos do reino de Deus valorizam muito mais as coisas espirituais que as materiais. 3. O reino de Deus passou a ser a prioridade de vida Chamou-me muito atenção o fato de que depois da mudança completa de valores, a pessoa que efetuou a troca agora só possui o tesouro, ou a pérola de grande valor e nada mais. É fácil perceber que nessa situação a vida dessa pessoa passou a girar em torno do seu tesouro. Em outras palavras, a ilustração do Senhor Jesus mostra que o tesouro passou a possuir e determinar as prioridades de quem o possuía. É exatamente isto que acontece no reino de Deus. Somos propriedades de Cristo, quando o achamos como nosso Senhor e Salvador (I Co 6.19-20 e I Pe 2.9). Quem de nós tem as prioridades da vida definidas por Cristo? Quantos de nós consultamos a Deus antes de fazer algo (Tg 4.13-15)? Quantos pedem permissão a Jesus para se aproximar amorosamente de uma pessoa visando o casamento? Será que realmente encontramos a pérola de grande valor? Vivemos como quem tem apenas um tesouro? Verifique o que hoje tem sido prioridade na sua vida e com sinceridade analise quem determinou tais prioridades. Servos do Rei devem lembrar e praticar o que disse Jesus: “Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas.” (Mt 6.33). Você acredita realmente que pertencer a Cristo é o maior tesouro? Uma palavra de alerta missionária precisa ser destacada. O fato de o tesouro ter sido achado por uma pessoa e ele passar a lhe pertencer não significa que a parábola permite a interpretação de exclusividade. Quero dizer que a oportunidade de achar o precioso tesouro, de ser parte do reino de Deus, não deve ser escondida ou desfrutada no particular, sem compartilhar. Deus deseja que Ele venha a ser achado por qualquer ser humano. Foi isto que o apóstolo Paulo revelou: “Ele [Deus] quer que todos sejam salvos e venham a conhecer a verdade” (1 Tm 2.5). A chegada do reino de Deus faz parte do anúncio do evangelho; logo todos devem ouvir acerca desse grande tesouro. Relembro que o Senhor Deus ordenou ao profeta Jeremias dizer ao povo: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor” (Jr 29.13-14). Algumas pessoas, mesmo declarando-se cristãs, se aventuram em experimentar viver colocando o foco principal nos valores terrenos, como se esta opção fosse melhor do que se submeter ao controle de Deus. Centenas de vezes a Bíblia ensina que Deus é bom, que tudo que Ele faz é perfeito e bom (Gn 1; Rm 12.2), e todo bom presente vem dele (Tg 1.17). Gosto muito de resumir esta verdade bíblica dizendo que não existe nada melhor do que o bom Deus. Assim, achar que um ser humano será mais feliz fora do reino de Deus é ilusão e desfrutar prazeres temporários, os quais frequentemente são enganosos. Investir a vida no reino dos céus é receber nesta vida cem vezes mais, e no mundo por vir a vida eterna (Mc 10.29-30). Quem achou isto, encontrou o melhor e mais precioso tesouro do universo. _______________ Sérgio Paulo Ribeiro

O que vem depois da graça ?


Cresci ouvindo amigos de formação dispensacionalista afirmando que o tempo da lei passou e que agora vivemos o tempo da graça. Eles diziam que o Antigo Testamento, com suas leis e mandamentos, dera lugar ao Novo Testamento, em que tudo se resume no amor de Deus, um amor sem exigências, que nos aceita como somos; que o Deus justo e temível da antiga dispensação dera lugar ao Jesus manso e misericordioso da nova dispensação. Um tipo de evolucionismo divino. O dispensacionalismo foi muito criticado e combatido. No entanto, o que vemos hoje é o seu reconhecimento, não apenas pelos que creem nas diferentes dispensações na história da salvação, mas, sobretudo, pelos cristãos pós-modernos, que rejeitam mandamentos, leis ou qualquer chamado à obediência. O que importa é o amor. É preciso sentir-se amado para então amar. É preciso sentir-se aceito para então obedecer. O problema é que nunca se sentem suficientemente amados ou aceitos. No livro “Uma Força Medonha”, C. S. Lewis descreve um diálogo entre Ranson e Jane sobre casamento. Ela achava difícil confiar no marido porque sentia que já não o amava mais. Ranson então lhe diz: “A senhora não deixou de obedecer por falta de amor, mas perdeu o amor porque nunca tentou obedecer”. A relação entre o amor e a obediência é intensa e vital. Jesus também afirmou: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama” (Jo 14.21). A ruptura que muitos cristãos fazem entre o Antigo e o Novo Testamento, entre lei e graça, entre mandamento e amor, compromete tragicamente a formação do caráter cristão. O processo que envolve o crescimento e o amadurecimento cristão requer obediência consciente e diligente. Uma passagem bíblica que expressa bem isto está em 2 Pedro 1.4-7: “[...] ele nos deu as suas grandes e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo [...]. Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude, à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio [...]”. As promessas foram cumpridas em Cristo. O propósito de Deus para o ser humano foi revelado. O caminho do crescimento espiritual foi escancarado com a vida, morte e ressurreição de Cristo. Maturidade cristã é tornar-se participante da natureza divina, revelada em Cristo. É por causa disso que devemos abandonar a corrupção que existe no mundo e nos entregar, deliberadamente, às virtudes, ao domínio próprio, à perseverança e a tudo o que nos leva a ser semelhantes a Cristo. É possível fazer isto sozinho? Não. Jesus afirmou: “[...] sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Somente a graça de Deus pode realizar isto em nós. Porém, se eu nada fizer, nada será feito. É aqui que a obediência e o amor se encontram na experiência da fé. Os mandamentos de Deus não são uma negação de sua graça e amor, são sua afirmação. É a obediência aos mandamentos que nos leva a experimentar o amor divino. Pedro afirma que precisamos nos empenhar para acrescentar à nossa fé a virtude, o domínio próprio, a perseverança, a piedade, a fraternidade e o amor. Sou eu que tenho de me empenhar. A responsabilidade é minha. Ninguém fará isto por mim. Consigo fazer isto por conta própria? Não. Preciso da graça de Deus. Contudo, se eu não me esforçar para fazer, nada será feito. A formação do caráter cristão requer uma experiência intensa e poderosa com a graça de Deus. Deus, em Cristo, nos revelou seu amor, cumprindo por meio dele todas as promessas. Fomos salvos, regenerados e transportados do império das trevas para o seu reino de amor, justiça e paz. O caminho foi trilhado por ele, ele é o primogênito da nova criação. Sua vida consistiu em fazer a vontade do Pai e realizar a sua obra. A formação do caráter cristão requer a mesma obediência aos mandamentos de Deus. Um cristão passivo e apático jamais experimentará o real significado da graça divina e, mais cedo do que imagina, perceberá a fragilidade de seu amor por Deus. Não deixamos de obedecer a Deus por falta de amor, deixamos de amá-lo por não obedecer-lhe. Ricardo Barbosa De Sousa