“pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos”. 2ª Coríntios 8:9
Todos nós, independente de qualquer coisa e sem exceção, estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Nossa mente entenebrecida seguia a vaidade de nossos sentidos. Estávamos sem Deus, separados e destituídos de sua glória e, por natureza éramos filhos da ira (Efésios 2:1-3, 11-12; Romanos 3:23). Em tal condição, o que nos aguardava eram a condenação e a perdição eterna (João 3:18-20). E para piorar, não poderíamos fazer nada para mudar nossa condição; absolutamente nada... Até mesmo o nosso melhor, como por exemplo, a nossa justiça, era uma afronta diante da santidade, justiça e glória de Deus (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:10-18; Isaías 64:6).
Contudo, antes do tempo, antes da criação de todas as coisas e do homem, antes mesmo da queda do mesmo e de sua transgressão, Deus em sua presciência nos conheceu e nos predestinou para a filiação em seu Filho Jesus Cristo (1ª Pedro 1:2; Efésios 1: 4-5). Então no tempo, mais precisamente na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho para morrer a nossa morte e para que pudéssemos viver a sua vida (Gálatas 4:4-5).
Em 2ª Coríntios 8:9 diz “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que por sua pobreza fôsseis enriquecidos”. Ou seja, o filho sendo imensuravelmente rico em sua essência divina, se fez pobre, assumindo a forma humana e como homem tornou-se servo obediente até a morte e morte de cruz. Com esse tipo de morte o Filho cumpriu as exigências da justiça de Deus em relação a nossa redenção. E por meio de seu ato de justiça, justificou-nos para sempre (Filipenses 2:5-11; Romanos 5:17-19). Com sua morte, Jesus Cristo, a semente Divina, semeou-se para dentro de nós, nos enriquecendo e nos tornando coparticipantes da natureza Divina (João 12:23-24, 31-33; 2ª Pedro 1:3-4). Agora, Deus habita em nós por meio do Espírito. Nossa vida humana não é mais uma vida medíocre, mas uma vida notável. A vida ressurreta e elevada está em nós (1ª Coríntios 3:16).
Portanto, não devemos dar ouvidos ao acusador; não devemos olhar para as nossas fraquezas e nem para as dificuldades dessa vida, mas para Jesus Cristo, o Nosso Salvador (Romanos 8:31-39). É hora de levantarmos nossa cabeça; não andarmos amedrontados e nem acuados por nada neste mundo, mas olhar com os olhos espirituais para a bondade e a benignidade de Deus. Por meio da contemplação da beleza de Cristo, exultamos e nos regozijamos por tudo que Ele é e fez por nós! É hora irmãos! Vamos tornar a levantar nossas mãos cansadas e nossos joelhos trôpegos (Hebreus 12:12-13) ... Sigamos em direção ao alvo, amém! Paz e bem
FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
domingo, 3 de março de 2013
Enriquecidos Nele.
“pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos”. 2ª Coríntios 8:9
Todos nós, independente de qualquer coisa e sem exceção, estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Nossa mente entenebrecida seguia a vaidade de nossos sentidos. Estávamos sem Deus, separados e destituídos de sua glória e, por natureza éramos filhos da ira (Efésios 2:1-3, 11-12; Romanos 3:23). Em tal condição, o que nos aguardava eram a condenação e a perdição eterna (João 3:18-20). E para piorar, não poderíamos fazer nada para mudar nossa condição; absolutamente nada... Até mesmo o nosso melhor, como por exemplo, a nossa justiça, era uma afronta diante da santidade, justiça e glória de Deus (Eclesiastes 7:20; Romanos 3:10-18; Isaías 64:6).
Contudo, antes do tempo, antes da criação de todas as coisas e do homem, antes mesmo da queda do mesmo e de sua transgressão, Deus em sua presciência nos conheceu e nos predestinou para a filiação em seu Filho Jesus Cristo (1ª Pedro 1:2; Efésios 1: 4-5). Então no tempo, mais precisamente na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho para morrer a nossa morte e para que pudéssemos viver a sua vida (Gálatas 4:4-5).
Em 2ª Coríntios 8:9 diz “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que por sua pobreza fôsseis enriquecidos”. Ou seja, o filho sendo imensuravelmente rico em sua essência divina, se fez pobre, assumindo a forma humana e como homem tornou-se servo obediente até a morte e morte de cruz. Com esse tipo de morte o Filho cumpriu as exigências da justiça de Deus em relação a nossa redenção. E por meio de seu ato de justiça, justificou-nos para sempre (Filipenses 2:5-11; Romanos 5:17-19). Com sua morte, Jesus Cristo, a semente Divina, semeou-se para dentro de nós, nos enriquecendo e nos tornando coparticipantes da natureza Divina (João 12:23-24, 31-33; 2ª Pedro 1:3-4). Agora, Deus habita em nós por meio do Espírito. Nossa vida humana não é mais uma vida medíocre, mas uma vida notável. A vida ressurreta e elevada está em nós (1ª Coríntios 3:16).
Portanto, não devemos dar ouvidos ao acusador; não devemos olhar para as nossas fraquezas e nem para as dificuldades dessa vida, mas para Jesus Cristo, o Nosso Salvador (Romanos 8:31-39). É hora de levantarmos nossa cabeça; não andarmos amedrontados e nem acuados por nada neste mundo, mas olhar com os olhos espirituais para a bondade e a benignidade de Deus. Por meio da contemplação da beleza de Cristo, exultamos e nos regozijamos por tudo que Ele é e fez por nós! É hora irmãos! Vamos tornar a levantar nossas mãos cansadas e nossos joelhos trôpegos (Hebreus 12:12-13) ... Sigamos em direção ao alvo, amém! Paz e bem
Como lidar com as criticas.

Qual Cristo esta em nosso coração ?
’a manjedoura estava no mundo, a cruz estava no mundo, a crucificação no mundo, a ressurreição teve sua consumação no mundo e a condição de cada ser humano se reconciliar com seu destino, sua origem e sentido idem. ’’
Ultimamente, teve observado o quanto pintamos e contemplamos os quadros de um Cristo ideal. Diga – se de passagem, para todos os apetites e apreciações.
Sem hesitar, deparo – me com o Cristo atrelado as discussões sociais e políticas, mais compromissado a ser visto como um revolucionário e defensor de uma isonomia entre todos.
Não paro por aqui, os conhecidos e vetustos livros de autoajuda oferecem a pletora de um Cristo para todas as intenções. Eis, então, o Cristo como maior conhecedor da alma humana, como maior vendedor de sonhos, como maior empresário que perpassou por essas bandas, como maior propagador de ideias, como publicitário e por ai vai.
De uma maneira ou de outra, o Cristo ideal se amolda as nossas fantasias e interpretações equivocadas do sagrado, ao qual o concebemos como um quebra – galho, um aparato diante de nossas decisões e respostas destituídas de coerência, como uma linha para costurar os arremedos de nossa ganância, de nossa porfiosa postura por ser o eixo da história, de nossa tendência por fazer do próximo algo a ser sobrepujado, lançado fora, tratado como o monturo de nossas mazelas emocionais e existenciais.
Vou adiante, encontro – me com o Cristo envolto por uma cultura hedonista, por um espiritualismo meio – boca, por um místico balaio de gato (que engloba as mais variadas vertentes sobrenaturais), por uma relação com o sagrado desvencilhado do próximo, por uma visão de altruísta e filantrópica da fé.
Nada mais e nada menos!
É bem verdade, o Cristo ideal tem a capacidade de me levar a pontuar as anomalias, sempre, obviamente, no próximo; apresenta uma cruz exposta nas prateleiras da fé mercantilista e utilitária.
De notar, o Cristo ideal faz uma incisiva apologia as ufanias teocráticas, aos guetos dos escolhidos (numa ampla aversão ao mundo alderedor), aos predestinados para impactar outros (verdadeiros ícones divinizados). Em tudo isso, o Cristo real trilha pela realidade de gente, acredito, piamente, caso não esteja errado, como eu e você.
Aliás, gente sujeito as contingências do cotidiano, que se irrita no trânsito, que disparar um sonoro e altissonante impropério ou palavrão (porque aquele indivíduo o fechou abruptamente), que fica indignado com as injustiças, que questiona o por qual motivo aconteceu isso e aquilo, que quer desistir, que enfrenta as aflições, as dores, as angústias, as dúvidas, as incertezas, os não (s), que se divorcia, que se decepciona, que é traído e toda uma extensão de situações com as quais nos confrontamos.
Deveras, o Cristo real mais ouviu e poupou as indumentárias das argumentações teológicas para explicar quem pecou, porque está assim, talvez tenha sido – ‘’o seu pai ou sua mãe o deve ser uma maldição hereditária ou um ataque inexorável de satanás’’.
Simplesmente, o Cristo real andou pelas ruas de gente do dia – a – dia, derramou o seu sangue dentro de uma palpitante realidade de paixões, de afetos, de lágrimas, de conquistas, de rachaduras nos corações, de labirintos espirituais, de sequidão espiritual, de humanidades amargas e obscuras.
A grosso modo, de gente estigmatizada pela indigência, como o cego Bartmeu; de gente submetida aos fardos iníquos e injustos dos preconceitos, como a mulher samaritana; de gente colocada como protagonista do servir, ao invés da copiosa busca pelo sucesso pelo reconhecimento, como a parábola do bom samaritano; de gente que não acertou sempre, mas se tornou em meio para o fluir, o confluir e influir do viver de Cristo, como os apóstolos; de gente que teve a coragem de parar e respirar para, então, prosseguir, caso de Abraão, de Davi, de Moisés e outros.
Ora, o Cristo real nos chama para o silêncio e não para a solidão mórbida; para sermos ouvidos, sem o receio da réplica da culpa e da condenação; para sermos livres e responsáveis em pigmento da vida que nasce, se parte, partilha, participa, abraça, anela.
O Cristo real rejeita as barganhas entre o poder clericalesco e secular, não faz da cruz uma espécie de nepotismo, não aceita torna a casa de Deus num governo hereditário (de pai para filho), não se alinha a essa paranoia de títulos e nomenclaturas (apóstolos, bispos e perdi a conta).
Por fim, o Cristo real nem sempre será a conformidade de suas expectativas, em função de que caberá a Graça formá – Lo no próximo.
Ademais, em tempos de imensuráveis mazelas e contradições evangelicais, possamos ir para o coração – útero da Graça, o próprio Cristo e redescobrir o quanto as boas – novas não nos afastam do próximo de carne e osso, de espírito e alma, de pensamentos e vontades. Paz e bem
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Uma igreja para a metrópole.
No artigo abaixo, Neuber Lourenço discute a relevância das comunidades cristãs em grandes centros urbanos. O texto foi publicado na revista Ultimato 336. Resgatando o senso de comunidade da missão para a cidade Nos últimos 70 anos, temos vivido em uma cultura narcisista. Tudo nela gira em torno do eu. A estratégia de marketing das empresas sacralizou a autonomia do indivíduo e podemos verificar isto em slogans do tipo: “Fazemos tudo isto por você”; “faça do seu jeito”; “você tem que pensar no que é melhor para você”. Isto nos levou a um beco sem saída. Vivemos em um tempo em que muitos “eus” se chocam e não compõem um todo. Antes, vivem em um permanente estado de estranhamento. Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, no livro “Amor Líquido”, que aborda a fragilidade dos laços humanos na pós-modernidade, observa que o fato de sermos estranhos uns aos outros no contexto das cidades não é algo inédito; o ineditismo está em nos mantermos estranhos por um longo tempo e até mesmo perpetuamente. Isto tem nos conduzido a um sentimento de solidão sem precedentes em nossa história. Perdemos o senso de comunidade, mesmo vivendo em cidades com tantas pessoas ao nosso redor. O contexto urbano, apesar da super população, é espaço de solidão. A perda do senso de comunidade tem contribuído, entre outros fatores, para o despertamento espiritual no Brasil. Um país que dormiu rural e acordou urbano experimenta profundos sentimentos de nostalgia e desorientação. Ainda assim, o dilema está posto. Por um lado, precisamos dos outros como do ar que respiramos, por outro, temos medo de desenvolver relacionamentos mais profundos, que nos imobilizem em um mundo em permanente movimento.¹ A Igreja de Cristo tem um papel singular a desempenhar no ambiente cultural da super modernidade, especialmente nos contextos urbanos. Podemos ajudar as pessoas desvinculadas e desorientadas a ser comunidade. E isso pode ser feito ao sermos comunidade do reino para elas e com elas. Quando multiplicou os pães e os peixes (Lc 9.11-17), Jesus nos deixou algumas pistas para isto. Não tanto pela realização do milagre em si, mas por causa da ordem que deu aos discípulos: “Dai-lhes vós de comer”. Vejamos algumas dessas pistas: Sair da zona de conforto No Brasil, segundo dados do senso de 2010, 84% da população vive nas cidades. Isto faz com que o contexto urbano se constitua, predominantemente, no ambiente da missão para nós, com todos os seus riscos e oportunidades. Trata-se de um ambiente cultural que não reconhece fronteiras, o que nos obriga a discernir e assumir a dinâmica e as demandas do nosso tempo. Parte da nossa missão é fazer uma hermenêutica das nossas cidades. Diante disso, “dai-lhes vós de comer” significa pensar as demandas da missão de Deus a partir da lógica e da disponibilidade do Senhor Jesus. Isto implica para nós aprender a abrir mão da zona de conforto para assumir as demandas das pessoas em um ambiente que está em constante mudança. A Igreja do Senhor Jesus é a única organização no mundo que existe, prioritariamente, para quem está do lado de fora. Ser um lugar de refúgio Se quisermos continuar relevantes, precisamos ver as multidões das cidades como um rebanho sem pastor. Precisamos reaprender a molhar os nossos olhos, movidos por compaixão. As cidades venderam o sonho da ampla realização e se tornaram um ambiente da privação. Não basta uma palavra contra a fome, é preciso também multiplicar o pão. A ordem é: “Dai-lhes vós de comer”. Além da fome de pão, há outras fomes em nossas cidades. Há fome de segurança, identidade, sentido, cooperação e ética. Assim, “dai-lhes vós de comer” significa ser comunidade de fé, que está em permanente diálogo com o nosso tempo; comunidade de vida, na qual o compromisso em preservar, restaurar e proclamar a vida, em todos os contextos e em nome do Senhor Jesus, é sua obsessão; comunidade de serviço, na qual as necessidades, as dores e as perplexidades são acolhidas. Ser um agente de humanização Na modernidade, mecanicidade. Na pós-modernidade, virtualidade. Na comunidade do reino, humanidade. Nossas cidades estão cheias de pessoas que perderam o rosto. Quem consegue se inserir no mercado de consumo ganha certa visibilidade. Porém, quem fica à margem se torna massa amorfa. Jesus nos ensina o valor intrínseco do ser humano ao reconhecer o pão como um direito. Se há fome, seja do que for, nossa ação visa não apenas saciar um desejo, um capricho, mas atender um direito. Quando estendemos a mão para saciar a fome de uma criança, não o fazemos por benemerência, mas como comunidade do reino, que reconhece o direito que o ser humano tem ao pão. “Dai-lhes vós de comer” significa ser comunidade do reino -- um lugar para recuperar o significado de se ser humano e se realizar como humano: de dar e receber, crescer e construir humanidade à semelhança de Cristo. O corpo de Cristo é uma das metáforas encontradas nas Escrituras Sagradas para se referir à Igreja. Há tempos a igreja evangélica brasileira está com as mãos e os pés amputados, e tem sido apenas boca. Acredito na igreja como uma comunidade chamada não apenas para falar, mas para compartilhar, amar, ajudar, construir e lidar com questões como pobreza, violência, analfabetismo, abandono, doenças, violência, vazio espiritual. Estas mazelas estão engolindo a vida de muitas pessoas. Precisamos ser uma comunidade de muitos “eus” interdependentes, que são boca, mas também, mãos, pés, ouvidos, olhos e, principalmente, um coração que pulsa no ritmo da graça de Deus.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O amor pregado por Cristo não é uma Utopia
“E o meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei.” João 15:12
É fascinante perceber que Jesus quando ensinava as multidões, acerca da vontade de Deus, o fazia por meio de uma didática simples e acessível; fazia uso do ambiente e das coisas familiares às pessoas, para apresentá-las o Seu evangelho (Mc 4:1-2). Ele representava a própria verdade e realidade daquilo que ensinava. O Senhor ensinava com a autoridade dos céus, pois estava em plena harmonia com o Pai (Mt 7:28-29; Jo 7:45-46). Além de ensinar com singeleza, Ele não tocava em assuntos de complexidades ou questões inatingíveis aos seus ouvintes. Sua linguagem não era catedrática e voltada para os catedráticos, mas para todos (Mc 16:15). O modo como Jesus ensinava não é nada comparável ao que vemos em nossos dias, ou mesmo nas ultimas décadas. Os expositores atuais do evangelho, em sua grande parte o fazem com vaidade, aguardando os aplausos; o fazem com proselitismo, para aumentar o contingente de seus grupos; O fazem confiados em seu intelecto e em suas enciclopédias teológicas. Todos os recursos humanos são recrutados na ausência do Espírito e da dependência a Deus. Apela-se para a boa oratória, a comoção, a psicologia, o humor, e outras coisas mais que não convém nomear... O resultado daquilo que chamamos de pregação do evangelho, é lastimável. O que vemos é a reprodução nos ouvintes daquilo que os expositores são: Uma casa sem fundamentos (2ª Co 4:1 2,5; Cl 2:4, 8; 1ªCo 2:4-6; Fp 1:15-17; Rm 2:21-24; 2ª Co 11:3-4) .
Nesse ambiente sequioso, devemos pedir ao Senhor que nos supra por meio do seu autêntico ministério da palavra, que trilha os mesmos passos de nosso amado Mestre que, sem firulas e pirotecnias instruía com simplicidade as sãs palavras.
Tudo que Jesus falava tinha sua procedência no Pai, de modo que todas as coisas ditas eram ditas como resultado da comunhão inesgotável na Divindade (Jo 8:28-30). Deus em sua essência é amor. Em amor o Pai enviou o seu Filho, que em sua missão salvífica aqui na terra, nos permeou com seu amor através de sua vida e palavras, e o fez até o ultimo suspiro, quando enfim, consumou sua obra redentora a nosso favor (1ª Jo 4:7-8). O amor Divino não é como o amor humano, que é corrompido, mesquinho e limitado. O amor de Deus é sublime; não há como medi-lo ou esquadrilhá-lo. Daí, percebemos que todo o conteúdo dos ensinamentos de Jesus e das escrituras como um todo, tem como essência intrínseca o amor. Por isso Jesus definiu a vontade do Pai em: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos (Mt 22:34-40). Tudo o que diz respeito à vontade de Deus depende dessa compreensão e, vai além das palavras, é uma questão de vida. Esta vida nós foi concedida na ocasião em que foi derramado em nossos corações o amor de Deus, por seu Espírito que nos foi dado (Rm 5:5). Agora, precisamos por meio do exercício constante de nosso espírito (Na comunhão com Deus, por meio da palavra, da oração e da convivência fraterna) aperfeiçoar o amor de Deus que já temos, para que se expanda e desenvolva, desarticulando todo o efeito da queda em nosso ser. Por meio do fluir constante do amor de Deus em nós, o nosso amor humano será elevado e poderemos, progressivamente, expressá-lo com graciosidade em todos os seguimentos de nossas relações (1ª Jo 4:9-19).
Em certa ocasião, o Filho de Deus disse que no final dos tempos o amor se esfriaria de quase todos, por conta do multiplicar da iniquidade que viria. Será que já percebemos que esses dias estão à nossa frente? Olhando para a condição da comunidade cristã, não vemos claramente um esfriamento acontecendo? Devemos levar mais a sério o nosso relacionamento com Deus e com os nossos irmãos. É hora de compromisso, de empenho e de abnegação. Portanto, quando Jesus disse “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”, Ele nos deu um mandamento praticável, que nos faria conhecidos pelo mundo como seus seguidores (Jo 13:34-35; Jo 17:20-23; 1ª Jo 3:11, 16-18; 2ª Jo 1:4-6). Em nosso tempo, é também um antídoto contra o esfriamento e a apostasia tão ameaçadores, na noite sombria que se aproxima. Maranata! Ora vem Senhor Jesus! Paz e bem
Qual estrada que sigo ?
Os meios de comunicação estão sempre distorcendo valores, vemos isso através de filmes, novelas, opiniões formadas de alguns apresentadores entre outros, expressarem seus argumentos com voracidade. Jorram em nossa mente a todo instante: “Jamais perdoem o próximo, deem o troco, não se esqueçam da mágoa ou ofensa sofrida. Vinguem-se, planejem sua vingança, deixe aquele mal que lhe causaram crescer e ficar forte dentro de você, e então um dia execute seu intento. Sim, temos o ‘direito’ de vingança”.
Mudou-se a estratégia, as formas de se expressar foram repaginadas, o ‘mocinho’ trocou de lugar com o vilão, mas isso foi aos poucos, pra não chocar tanto e espantar os expectadores.
Através de uma dramaturgia distorcem tudo, narram a mais linda história de infidelidade, inofensiva e inocente, alguns casos são até engraçados, pra que aceitemos que isso não é errado dependendo da circunstância, defendem que existem exceções e que trair o esposo ou a esposa foi um momento irresistível, foi só um momento e nada mais.
Criam um casal tradicional, unidos há anos, mas ignorantes, ruins, incompreensíveis, extremamente rígidos com os filhos, e até violentos. A esposa é amargurada e conformada com o casamento fracassado, o esposo é egoísta e infiel, mas continua o matrimônio pra manter as aparências.
Com sua linguagem sedutora somos envolvidos, e se não concordamos ou realizamos o que nos é estimulado, somos omissos, e inconscientemente mesmo que não façamos, nós podemos pensar: “não tem problema, não é tão grave assim, já vi casos de infidelidade e não aconteceu nada, trair faz parte dos tempos modernos, é pra gente que tem um relacionamento aberto e maduro. A elite faz isso, grandes pensadores, personalidades famosas, eles devem estar certos, são pessoas que evoluíram, são intelectuais, vamos seguir o exemplo deles, temos mais é que viver o momento, pois a vida é curta”.
Não deposito os conflitos familiares e demais problemas sociais nos meios de comunicação, mas creio que exista sim uma parcela de influência negativa. Vejam o que Isaías 5.20 nos diz: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal, que fazem da escuridade luz, e da luz escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!”.
Distante de ser uma moralista hipócrita sei também de minhas fraquezas e inclinações ao erro, não estou dizendo pra não assistirem mais nada, mas se conseguirem assistir algo deste gênero e reter algo de bom, então boa sorte, mas vamos ter cuidado com o que está diante de nossos olhos (SALMOS 101.3).
Quem nunca ouviu ou leu a frase que se escuta frequentemente e até com orgulho: "Quando sou boa, sou ótima. Quando sou má, sou melhor ainda!" do filme Santa Não Sou de 1933. Puxa, que maravilhosa sabedoria, uma pessoa é bem melhor quando é má, não deveria ser ao contrário?
Não deveríamos perdoar as ofensas cometidas contra nós como Jesus nos aconselhou? “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós;” (MATEUS 6.14).
Ou somos tão perfeitos que não cometemos deslizes? Até Benjamin Franklin afirmou que "O esquecimento mata as injúrias. A vingança multiplica-as. Causar um dano coloca você abaixo do inimigo, vingar-se faz com que você se iguale a ele, perdoá-lo coloca você acima dele".
Não seria muita presunção acharmos que nós sendo tão falhos somos mais justos do que Deus? Se Ele é perfeito e nos perdoa, esquecendo-se do que fizemos, porque eu não perdoaria? (SALMOS 130.4; ISAÍAS 44.22; EFÉSIOS 4.32; HEBREUS 8.12).
Não posso deixar de falar sobre a influência do poderoso dinheiro, ele é muito bem vindo em nossas vidas, precisamos dele para sobreviver, e quem não o quer? Ele nos traz tantos benefícios, nos concede a oportunidade de possuirmos bens, desfrutar o que desejamos, ele é necessário.
Mas sejamos cautelosos, “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 TIMÓTEO 6.10). No dia da morte que proveito terá o dinheiro, ele poderá nos salvar? (SALMOS 19.14; PROVÉRBIOS 1.4; ECLESIASTES 9.10; 1 TIMÓTEO 6.17-19).
Sejamos influenciados por Cristo, eu prefiro não seguir os conselhos distorcidos, doentes e equivocados, eu escolho ficar aos pés de Cristo, aprendendo com Ele ainda mais, prefiro ouvir e cumprir os conselhos do Deus Altíssimo que não muda, não é instável, pois Nele não há “[...] mudança nem sombra de variação” (TIAGO 1.17), e a sua Palavra verdadeira subsiste eternamente (ISAÍAS 40:8).
Prefiro não me conformar com este mundo (ROMANOS 12.2), (1 PEDRO 2.15), prefiro temer o Senhor, pois me ensinará o caminho que devo escolher (SALMOS 25.12), prefiro seguir o exemplo de Daniel que mesmo saindo o edito real proibindo orações ao Deus eterno, sob ameaça de ser lançado aos leões, foi ousado e preferiu permanecer buscando a face do Deus vivo, triplicando seus períodos de oração (DANIEL 6.7-10). E que escolha maravilhosa foi a de Daniel, e o que você escolhe? Paz e bem
No princípio era ouvir.
“Ouça, Ó Israel: O Senhor nosso Deus é o único Senhor (...) que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.” (Dt 6.4 ss).
Para Deus no princípio era a Palavra, o comando, a ordem dada. Para o homem, no entanto, o princípio era a escuta, o ouvir atentamente a Palavra de Deus. Assim como Deus criou tudo o que existe pelo simples comando de sua Palavra, assim também no homem a vida espiritual é criada pelo acolhimento da mesma Palavra de poder que criou o universo.
Avivamento e santidade na Igreja são duas realidades que não podem ser, de maneira alguma, produzidas pelo homem. Não há como delegarmos poderes a uma comissão que organize e execute um tempo de avivamento e santidade. Estas coisas se pedem a Deus com fervorosa oração, com tempos de jejum, quebrantamento, confissão e abandono de pecados, busca de santificação, e claro, ouvindo e praticando a Palavra de Deus.
Escutar a palavra de Deus é o mesmo que obedecê-la: “Quando tirei do Egito seus antepassados, nada lhes falei, nem lhes ordenei quanto a holocaustos e sacrifícios. Dei-lhes, entretanto, esta ordem: obedeçam-me e eu serei o seu Deus e vocês serão o meu povo.” (Jr 7.22-23) e ainda: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça a sua palavra? A obediência é melhor que o sacrifício.” (1 Sm 15.22). Sem esta atitude de escuta e obediência não há como a vida espiritual se realizar e desenvolver em nossa caminhada espiritual, tanto pessoal quanto em comunidade.
Para que haja este dinamismo do Espírito animando e santificando a Igreja, não podemos deixar de escutar a Palavra de Deus. Escutá-la na assembleia litúrgica, escutá-la na oração individual e no estudo diligente, escutá-la por meio dos hinos e ainda ressoando nas orações alçadas aos céus. O próprio Senhor Jesus era um homem que dava toda a primazia à Palavra de Deus: “Vocês não o conhecem, mas eu o conheço... mas eu o conheço [ o Pai ] e obedeço à sua palavra” (Jo 8.55). E em outro lugar: “...e digo ao mundo o que dele [ o Pai ] ouvi” (Jo 8.26), “tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido.” (Jo 15.15). Ora, se o próprio Senhor Jesus guardava e obedecia a Palavra de Deus e dela derivava sua autoridade e seu poder para ensinar e também enfrentar e vencer Satanás (Mt 4. 1-11), o que mais seria requerido de cada discípulo?
Estas são as instruções de Paulo ao jovem pastor Timóteo: “Aplique-se na leitura, na exortação e no ensino” (1Tm 4.13 CNBB), ou seja, é a assiduidade na leitura e no estudo, na meditação e na escuta atenta da Palavra de Deus que permite ao Espírito Santo falar à Igreja e aplicar em cada coração as bênçãos e as graças de Deus que dá a vida e santifica o seu povo.
Comecemos este tempo novo dando primazia à audição da Palavra de Deus. Sejamos afeitos, zelosos, diligentes, interessados, pelo estudo das Escrituras na comunidade e em casa. Convençamo-nos de que: “a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a Palavra de Cristo” (Rm 10.17). Oremos fervorosamente a Deus pedindo a bênção de vermos uma nova primavera de santidade em nossas igrejas:
- Santidade nas famílias e nos lares como verdadeiros santuários e escolas de virtudes;
- Santidade nos oficiais da igreja, para que sejam como ícones viventes do Cristo servidor do Pai e dos irmãos;
- Santidade na vida e no ministério do pastor para que pregue e ensine com a autoridade de que crê e vive o que ensina.
Oremos sem cessar para que nossas crianças cresçam amando a santidade de Deus e que nossos jovens e adolescentes se enfeitem com esta mesma santidade para não se deixar corromper pelo mundo. Oremos para que nosso culto tenha uma atmosfera espiritual que nos faça sentir a misteriosa e poderosa presença de Deus quando no reunimos para a adoração pública. Busquemos a Deus com sofreguidão, com ânsias de amor, com deleite na alma e vejamos assim serem realizados os desejos de nossos corações, desejos de paz, de mais vidas salvas e transformadas.
Contudo, não haverá zelo pela santidade de Deus, da Igreja ou nossa; não haverá a iniciativa da oração fervorosa e nossos corações não arderão de amor; não teremos paixão pelos perdidos, se, no princípio de tudo, não estiver a escuta e a obediência à Palavra de Deus. Ouçamos o apóstolo Tiago: “Sejam praticantes da Palavra, e não simples ouvintes, enganando-se a si mesmos.” (Tg 1.22).
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Rev. Luiz Fernando dos Santos já foi monge cisterciense e padre católico. Hoje é pastor-mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP).
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