FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
segunda-feira, 30 de abril de 2012
A promessa do Pai.
Antes de sua morte Jesus disse aos seus discípulos umas palavras misteriosas: “No entanto, eu vos digo a verdade: é de vosso interesse que eu parta, pois, se eu não for, o Paráclito não virá a vós. Mas se eu for, vo-lo enviá-lo-ei a vós”. (Jo 16,7). Quando ressuscitou, Jesus apareceu aos seus discípulos falando-lhes de coisas referentes ao Reino de Deus, deu-lhes a ordem de não se afastarem de Jerusalém, mas esperarem a Promessa do Pai, da qual tanto lhes havia falado durante seu ministério. (Lc 24,49; Atos 1,5).
Quando Jesus falava da vinda do Espírito Santo chamava-a “A Promessa do Pai”. Tratava-se, portanto, de um compromisso de Deus com os homens através de Jesus. Jesus tinha vindo trazer uma vida nova, mas ela não poderia ser vivida sem o Espírito Santo e um Coração Novo, se Deus não cumprisse antes a Promessa feita através dos profetas Ezequiel e Jeremias ( Ez 11,19-20; Jr 31,33). O coração do homem só pode ser mudado por Deus. É preciso, pois, a renovação interior do homem pelo Espírito de Deus que o transformará.
A novidade do Evangelho não é Jesus dando uma nova lei, mas dando-nos seu Espírito para que Ele, Jesus, possa viver em nós. Dá-nos seu Espírito não só para que o conheçamos, mas para que possamos viver sua vida, tendo um procedimento, não segundo a carne, mas segundo o Espírito. Não é uma lei nova, mas um Espírito Novo que Jesus glorificado envia aos seus para que possam viver a vida de filhos de Deus. Jesus não só nos deu o direito de sermos filhos de Deus, mas nos capacitou com seu Espírito, Espírito de filiação divina, para que vivêssemos como tais (Rm 8,15; Gl 5,6).
A obra da Salvação não consiste somente em sermos perdoados de nossos pecados, mas na transformação de nosso coração pecador em um coração como o de Jesus. Para quem vive no Espírito, a única lei é a lei da fé que dá a vida. Ele não evita as coisas más porque estão proibidas por uma lei, mas porque são más em si. Não age coagido ou pressionado por uma lei exterior; mas acima de tudo, por um princípio de vida nova que o leva a evitar o mal porque é mal, e a fazer o bem porque é bem.
O Espírito vem transformar o coração do homem. Assim, aquele que atua animado pelo Espírito o faz em virtude da própria exigência do amor que habita nele e não pela força de uma imposição exterior. A ação do Espírito no homem o faz modificar todos os seus apetites, critérios e valores. Já não segue os desejos da carne. O homem espiritual, habitado pelo Espírito, transformado pelo Espírito, deseja, quer e faz as obras do Espírito. Se vivemos segundo o Espírito não daremos satisfações às obras da carne. (Gl 5,17-18).
A diferença entre o que vive segundo a carne e o que vive segundo o Espírito é que o primeiro é escravo das obras da carne e manifesta frutos de fornicação, impureza, libertinagem, orgia e coisas semelhantes. Ao contrário, o que é guiado pelo Espírito manifesta os frutos do Espírito: amor, alegria, paz, aceitação do sofrimento, compreensão, bondade, fidelidade, mansidão e equilíbrio (Gl 5,19-23).
A pessoa que vive animada pelo Espírito de Cristo tem os mesmos sentimentos, critérios e valores de Cristo porque tem o mesmo Espírito de Cristo: o Espírito Santo. É uma renovação tão profunda e total da pessoa que São Paulo não encontrou outra forma de expressar esta belíssima realidade senão dizendo que somos “criaturas novas” (Gal 6,15).
Esta é a obra central do Espírito Santo: fazer-nos criaturas totalmente novas. O Espírito Santo vem para mudar o homem, fazendo-o à imagem e semelhança do próprio Jesus. Portanto, sua ação não é acidental ou opcional, É absolutamente necessária. Sem o Espírito Santo de Jesus, não podemos pertencer a Ele.
Vinde, Espírito Santo!
Por Tácito Coutinho ( Tatá )
domingo, 29 de abril de 2012
Porque Saudade
Como definir o que é saudade? Será sentir falta de alguém ou sentir a presença de alguém que está ausente? Será sentir a ausência que se confunde com a presença de quem não está presente? É possível sentir saudade de alguém que está fisicamente presente? Como se vê, é dificil definir o que é saudade, pois ela, caprichosamente, não aceita definição.
Certa vez escrevi: "Saudade é a ausência do seu sorriso nas tardes sem sorriso e sem graça. Saudade é o vento que passa e leva as folhas da praça, mas deixa sempre sinais. Saudade é a vontade de jamais dizer adeus e nunca dizer jamais". Isto não é exatamente uma definição de saudade. É uma tentativa de explicar, mas não define o que é saudade.
Quando sinto saudade de alguém, eu não sinto a ausência desta pessoa, mas sinto a sua presença, embora ela esteja ausente. É uma troca de lugar e de sentimentos que muitas vezes intriga as pessoas. É tão intrigante que não sabemos se é bom ou se é ruim. É um sentimento de vazio que é, ao mesmo tempo, preenchido pela ausência-presença desse alguém. E então sentimos uma presença agradável que evoca esta pessoa.
Mas, como definir o que é saudade? "É um sentimento", muitos vão dizer. Mas que tipo de sentimento? Será um sentimento de alegria, tristeza, ódio, rancor, amor ou desamor? É um sentimento forte, capaz de arrancar muitas lágrimas e deixar o nosso coração em frangalhos. Chegamos até a sentir esta pessoa nos tocando, pois a sua presença é quase real para nós. Mas quando "acordamos" e não a vemos então entendemos que ela está longe.
Talvez não seja tão importante definir, entender ou conhecer o que é saudade. Talvez seja melhor sentir e curtir este sentimento. Se alguém me perguntar o que é saudade, eu vou dizer o que já escrevi: "Saudade é a ausência do seu jeito de apertar-me contra o peito e dizer entre sorrisos: "te amo mais do que tudo". Saudade é falar e ficar mudo, é sorrir e reclamar de tudo, ás vezes sem nada entender. Saudade é poema que dilui, é doce poesia que flui, é amar intensamente e perder". Paz e bem
sábado, 28 de abril de 2012
Cumpra-se a promessa
Passados alguns dias de Sua ressurreição, Jesus cheio do Espírito Santo, cumpriu sua promessa: enviou do céu a torrente do Espírito sobre seus discípulos que estavam em oração com sua mãe Maria. Conta o livro dos Atos dos Apóstolos capítulo 2, versículos 1 a 4.
Se o batismo na água marcou o princípio da missão evangelizadora de Cristo, a inauguração da era messiânica, propriamente dita, da manifestação do "Filho de Deus" aos "filhos de Deus", o batismo no Espírito Santo, em Pentecostes, marcou a instauração do reino de Deus sobre a terra, pelo seu Espírito. É o estabelecimento de uma nova vida espiritual, vida da graça, princípio e penhor, já neste mundo, da vida da glória, na eternidade. Era chegada a hora da adoração que o Pai quer, a verdadeira adoração, "em espírito e em verdade" (Jo 4,23).
É a consumação e a coroação do grande mistério da Páscoa, a sua plenitude, no dizer de Santo Agostinho (Sermão 43). Assim, Pentecostes não é somente a festa do Espírito Santo, mas de Cristo, fechando um capítulo da História da Salvação, e abrindo outro, pelo Seu Espírito. Podemos dizer também que é a grande "festa de aniversário da Igreja", o natal do Espírito Santo.
Pentecostes não foi apenas um acontecimento da Igreja nascente, Pentecostes continua e é ainda hoje: "e rogarei ao Pai e ele vos dará um outro Paráclito para que convosco permaneça para sempre" (Jo 14,16). Fundada a Igreja de Cristo, espalhou-se por toda a terra, governada pelo Espírito Santo, juntamente com o Pai e o Filho.
Pentecostes continua incessantemente pela ação interior do Espírito. Permanecem a graça e a virtude de um Pentecostes perene, embora o Pentecostes histórico tenha passado. A ação universal do Espírito não deixa por isso de ser sempre fecunda. Quando celebramos a festa de Pentecostes, não recordamos um mistério passado, um acontecimento longínquo, mas a presença continuada do Espírito Santo na sua Igreja, como celebra a liturgia do dia: "... por meio de Cristo Senhor nosso, que tendo subido aos céus, derrama hoje o Espírito Santo que havia prometido" (Prefácio da Missa de Pentecostes). Está na nossa mão o pedir e o receber.
Pentecostes não foi outra coisa senão Cristo glorificado, cheio do Espírito Santo, que abriu seu coração para derramar seu Espírito sobre os seus e assim transformá-los em novas criaturas. Tão generosa e abundante, porém, foi a doação do Espírito que o próprio Jesus havia chamado de “batismo no Espírito Santo”. Batizar significa submergir, estar totalmente inundado, cheio. O batismo no Espírito Santo em Pentecostes foi uma plenitude do Espírito Santo que inundou os Apóstolos de tal forma que os encheu completamente.
A expressão “batismo no Espírito Santo” possui dois sentidos e distingue de maneira precisa dois momentos na vida do fiel. O primeiro é propriamente teológico e neste sentido todo cristão é batizado no Espírito Santo pelo fato de ter recebido os Sacramentos da iniciação cristã. O segundo é o sentido experiencial e se refere ao momento em que a presença do Espírito Santo recebida pela fé se torna experiência vivida desta mesma presença, ou seja, se torna sensível à consciência pessoal. Quando, na RCC se fala no batismo no Espírito Santo, se refere a essa experiência sensível e consciente que é o sentido experiencial.
No livro dos Atos, quando do aparecimento de Jesus ressuscitado aos seus Apóstolos diz a eles que serão batizados no Espírito (Atos 1,5). Promessa realizada plenamente em Pentecostes.
Pentecostes inaugura um novo regime para a vida do homem em relação a Deus e aos irmãos: saímos do regime da lei e entramos no regime do Espírito. A experiência de Pentecostes constitui, de uma certa forma, o parâmetro para a experiência que chamamos na Renovação Carismática de batismo no Espírito Santo. Experiência narrada também em outros textos dos Atos dos Apóstolos e sempre acompanhada de manifestações de ordem carismáticas, como louvor, línguas, profecias (Atos 2,4; 10,46; 19,6).
O batismo no Espírito Santo é uma experiência definida (“como podem ver e ouvir” – Atos 2,33) que introduz à vida no Espírito, e que realiza em nós uma mudança permitindo que experimentemos Sua presença e operação em nós.
O que é, então, ser batizado no Espírito? Talvez a descrição mais clara seja dizer que no batismo no Espírito, o Espírito vem de um modo que a pessoa batizada o sabe. Como resultado desta vinda, ela experimenta um novo contato com Deus. Não só o Espírito vem à pessoa de um modo novo, mas opera nela uma mudança. A sua vida se torna diferente, porque o seu relacionamento com Deus se modificou. Deus está nela de uma maneira que não estava antes. Deus fez nela a sua morada de um modo novo: o Espírito guia-a, fala-lhe, ensina-lhe, fá-la conhecer a Deus e saber que Deus a ama.
O batismo no Espírito é uma introdução, um princípio para a vida no Espírito. O que torna possível a vida no Espírito numa pessoa é a presença do Espírito Santo nela. Portanto, a única maneira de experimentar a vida no Espírito é o Espírito Santo estar nela de um modo novo.
Esta experiência é um princípio. É preciso continuar viver a vida no Espírito, crescer. Esta “vida nova” deve ser partilhada, portanto, exigindo a comunidade fraterna que envolve-nos em um novo relacionamento, um mútuo dar e receber do dom do Espírito, que está em todos.
O batismo no Espírito é uma introdução à vida do Espírito, e também uma introdução na comunidade cristã. Necessitamos de uma comunidade que viva no Espírito para vivermos também no Espírito. O batismo no Espírito não é somente um modo de entrar numa vida nova com o Espírito, mas deveria significar também a entrada numa comunidade. (Cor 12-13)
Vinde, Espírito Santo!
Por: Tácito Coutinho ( TATA )
terça-feira, 24 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Meu eu egoista
Há coisas que não se explicam nem se justificam á luz da verdade que é quase sempre pungente e real.
Sonhar e desejar com todas as forças e lutar sem tréguas no afã de alcançar o seu objetivo são nuances próprias do ser humano muitas vezes incompreendido em seu meio.
Parece um mistério, algo obscuro e inatingível; flor teimosa que sobrevive, não obstante estar exposta ao calor do sol e ao látego do vento inclemente.
Eis o ser humano na sua forma mais fiel, vivendo o seu contexto em busca de um ponto de apoio, clamando por um referencial.
É fácil comentar e criticar, gesticular e julgar baseado na aparência nem sempre real e fiel. Todos somos inclinados a tirar conclusões precipitadas e a atirar pedras a esmo, sem refletir e sem "se olhar no espelho" como donos da verdade, senhores do poder que julgamos ser e ter.
E avançamos freneticamente sobre a presa como animais sanguis sedentos. Mas há coisas que não se explicam nem se justificam, e para as tais só o tempo tem a explicação e o desfecho. Devemos nos ater ao momento presente e aguardar o desenrolar dos fatos de uma forma submissa e resignada.
Quanto julgamento precipitado se faz! Quanto arrependimento depois, por falhas grotescas que cometemos comumente! É próprio do ser humano buscar explicações nas desculpas quando deveria assumir o seu erro, a sua dose de culpa e se penitenciar.
Muitas vezes usamos a "outra pessoa" como pretexto para justificar o nosso mau exemplo e dizemos com veemência: "Ele me atrapalhou. Se não fosse ele eu teria conseguido". É uma fraqueza inerente ao ser humano que vem desde os tempos de nosso pai Adão. Uma espécie de covardia inata que não combina com a verdade, a força e a coragem - predicados estes dignos e indispensáveis a quem sonha em ser um vencedor.
Diante destas palavras reflexivas que podem soar como mera filosofia, fica uma reflexão e uma pergunta como uma temática para os dias de hoje: - considerando o que foi exposto acima, de que forma estou contribuindo e qual a minha postura em relação ás pessoas que convivem comigo? É só pensar e cada um responder para si, sinceramente. Paz e bem
terça-feira, 10 de abril de 2012
Em quem colocamos nosso caminhar
Qual de nós nunca passou por momentos de dúvidas, desespero, angústia, aflição e conflitos diversos dos quais jamais pensaríamos sair?
Em meio às crises humanas, frequentemente, se esconde uma oportunidade divina. Sabemos que a tragédia e a tristeza são dolorosas... Muitas vezes é com muito custo que conseguimos sair delas, mas se prestarmos atenção, elas podem nos levar a encontros divinos que tem o poder de transformar o nosso futuro. Creio que é isso que Deus deseja, que prestemos mais atenção... Que aprendamos a ler nas entrelinhas.
Nosso problema é que queremos encontrar Deus no “Caminho Fácil”, mas Ele NUNCA estará lá, porque as pessoas que andam neste caminho acreditam que não precisam d’Ele. Na verdade, a maioria de nós encontra-se com Deus quando as coisas estão fugindo ao nosso controle. “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu os ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” (II Crônicas 07:14)
O arrependimento é a verdadeira chave para a cura e o avivamento, sendo assim, é necessário escolher posicionar-se como cristão em atitude de quebrantamento perante Senhor, o Deus de toda Terra, porque, neste caso, quando acaba a força natural, geralmente, a espiritual torna-se mais forte.“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei.” (Mateus 11:18)
Não esqueçamos que, embora, alguns dos nossos recursos possam vir de algumas pessoas, estas, são apenas fontes usadas por Deus. Mas... Somente DEUS é a nossa fonte inesgotável.
Precisamos entender que Deus só se revela quando temos consciência da sua soberania, enquanto acreditarmos que a solução dos nossos problemas podem ser deixadas nas mãos de seres humanos, falhos como nós, estaremos no caminho errado... Porque não estamos nas mãos das pessoas que Deus usa, mas nas mãos do Deus que usa pessoas para o nosso bem. Ele mesmo diz: “EU SOU O SENHOR; este é meu nome; a minha glória, pois, não darei a ninguém...” (Isaías 42:08)
Aquele que age com sabedoria nos tempos de dificuldade, será honrado quando os bons tempos estiverem de volta.
“Humilha-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus para que a seu tempo (tempo de Deus), vos exalte.” (I Pedro 05:06)
Concluindo...
Assim diz o Senhor para nós: “A minha graça te é suficiente, pois o meu poder se aperfeiçoa na sua fraqueza.” (II Coríntios 12:09)
Este texto foi baseado e adaptado do livro de Tommy Tenny “Vitória na tragédia: Encontrando Deus nos momentos de crise”
Recomendo a leitura deste livro.
Lenilsen Nascimento
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Eu prostituto
Durante algum tempo venho observando como o sistema atual vem dopando nossos jovens com conceitos recheados de egoísmos, mentiras e alienação, gerando uma civilização doente e incapaz de olhar para dentro de si e descobrir qual seria seu papel no mundo e como cooperar para viver saudável em comunidade.
Nesse texto, abordarei o individuo e algo, que talvez, possa ser um dos maiores conflitos em nosso século, com respeito a gerar jovens que não vivam no efeito de antidepressivos e entorpecentes para superar o medo do fracasso em seu dia a dia, já que vendemos a perfeição e o sucesso a nossos jovens.
Chamo-lhe a atenção para algo que li um tempo atrás, com o objetivo de melhorar a compreensão do assunto abordado no artigo. Enquanto uma senhora bem preocupada em sua sala com alguns papeis em mãos para ler, ouve sua funcionária cantando baixinho em sua cozinha e diz: Por favor, dá pra parar de cantar enquanto trabalha? A mulher com toda simplicidade responde: Mas, senhora eu não estou trabalhando, e sim lavando louça. Qual a diferença? ... Tudo! Ela fazia seu serviço por amor e não por dinheiro. Educamos nossos jovens a serem futuros estressados, aumentando a fila em terapias e remédio para aliviar o stress, preparamos nossos jovens para passar em um vestibular, concursos, entrar em faculdades e ter sucesso. Mas e a vida? Quem esse jovem é de verdade? Qual seu papel no mundo? Por que não ensinamos os jovens a viverem melhor gradativamente e a valorizar as coisas relevantes em sua vida?
Um jovem que vende sua energia, trabalho, tempo e dedicação em prol de dinheiro é um prostituto, ou seja, vende sua identidade, sonhos, satisfação por algo tão banal: dinheiro. Será que vale a pena trocar o que você realmente gosta de fazer por causa de estabilidade financeira? Se você amigo ama ensinar, o que tem de errado em dedicar sua vida a preparar outras pessoas para o viver em sociedade exercendo sua vocação? Certo jovem declarou: “toda vez que acordo reflito, mais uma vez estou indo me prostituir, não com um homem ou uma mulher, mas para o banco. Amo geografia, gosto de ensinar, mas tenho trocado meu tempo, energia e dedicação por dinheiro todos os dias no banco no qual trabalho.”
Estou convencido que todo ser humano tem o dever de se autoconhecer e desfrutar de seu melhor naquilo que ama realizar. Precisamos preparar nossos jovens pra a vida e não para um mercado de trabalho falho, onde seus princípios estão corrompidos e programados para gerar frustação, dor e insatisfação pessoal.
Faça algo que você goste e se identifica. Você sabia que grande parte do seu tempo de vida irá passar em seu trabalho? Imagine agora, você viver em um lugar onde a única coisa que importa é o salario no final do mês, não seria diferente de uma garota de programa que entrega seu corpo por pequenos papeis que nós seres humanos damos tanto valor?
Pense bem sobre o que você quer fazer da sua vida, reflita, procure se conhecer, converse com seus pais, procure saber sua vocação e só assim saberá tomar a escolha certa. Torço por Você.
Abraço. Paz e bem
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