FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO ESCOLAR EM TEMPOS DE BIG BROTHER

Neste breve texto buscamos relacionar alguns aspectos presentes no programa televisivo da Rede Globo “Big Brother”, que já está na décima edição, com a sociedade atual. No final, apresentamos uma sucinta proposta de formação humanística como viés de uma paulatina conscientização.

     No programa televisivo, o grande objetivo de cada participante é ganhar o jogo e com isso um bom dinheiro, uma proposta para posar nu e ficar famoso. Analisando o programa e a sociedade atual, parece que estamos convivendo com uma geração big brother. Na grande maioria as pessoas querem mesmo é vida boa, sucesso e dinheiro sem esforço e sem trabalho. Esquecem por completo a bela frase de Einstein “O único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”.

     Os mesmos critérios que a emissora de televisão utiliza para selecionar seus participantes, o indivíduo na sociedade se utiliza. Por exemplo: não há interesse para a emissora colocar um participante que não atinja um determinado índice de audiência. O brother do dia a dia elimina de seu círculo de convivência todas as pessoas que não satisfaz seus interesses imediatos, isso inclui a eliminação de valores como religião e família se acaso uma destas instituições vier atrapalhar seu sonho de brother.

     O brother de nossa sociedade vive constantemente em busca do prazer. O prazer está acima de tudo e de todos. Para se viver bem, deve-se evitar o sofrimento. Aliás, o brother atual não pode se deixar levar por sentimentalismos alheios. O que importa é o seu sucesso, não o bem estar do outro. Com isso, muitas pessoas, hoje, são marcadas por uma significativa frieza e insensibilidade. É mais fácil se comover com uma cena de novela, de um filme de ficção a ver todos os dias pessoas implorando por comida, pessoas mutiladas pela guerra. Chora-se diante da ficção em detrimento da realidade.

     No intuito de atingirem seus objetivos os brothers que convivem entre si, acabam tornando-se um obstáculo um para o outro. No programa televisivo, todo participante é um adversário, só ganhará o participante que conseguir permanecer na casa, aquele que conseguir eliminar todos os seus conviventes. Na sociedade, lamentavelmente não é diferente. Para conseguir uma ascensão profissional é preciso deixar colegas de trabalho para trás, ou seja, eliminá-los. O jovem para entrar em uma universidade precisa eliminar seus colegas no vestibular. A máxima de Paul Sartre, filósofo existencialista do século passado, está mais do que presente: “O outro é um verdadeiro inferno para mim”. Realmente, a presença do outro, aniquila, reduz, coisifica. Por isso, é preciso eliminá-lo.

     Diante desta realidade, urge uma conscientização, precisa-se urgentemente investir e fazer significativas mudanças no campo educacional, ou seja, ir além da mera formação superespecializada, fragmentada, que acaba formando indivíduos que sabem tudo de quase nada e que pensam apenas em seu bem-estar. Faz-se necessário uma formação mais humanística. Os educadores deveriam lembrar com mais frequência o grande objetivo da educação brasileira que é preparar os educandos para o exercício da cidadania e qualificar para o trabalho (Art. 205 da constituição brasileira). A cada ano que passa, a impressão que se tem, é que a educação está mais preocupada em formar para o trabalho, para o sucesso individualizado deixando para segundo plano a formação cidadã.
Portanto, a escola deveria ser capaz de formar pessoas competentes para as mais diversas áreas de trabalho, mas ao mesmo tempo formar cidadãos: éticos, justos, pessoas mais sensíveis ao mundo, críticas e solidárias. Para tanto, volto a insistir na ideia: precisamos nos humanizar, na sociedade atual precisamos ser mais irmãos e “menos brothers”.

Eleandro Carlos Rossatto,
Filósofo e Educador de Ciências Humanas no ProJovem Urbano de São Leopoldo.
Endereço eletrônico: elerossatto@hotmail.com

EDUCANDO PARA A PAZ

Educar para paz é um dos grandes desafios de nossa sociedade, pois vivemos em uma cultura bélica, individualista e consumista. Neste contexto, valores como solidariedade, tolerância, respeito às diferenças, generosidade e humildade estão cada vez mais distantes do mundo dos jovens e das famílias.

     “Pensar em uma cultura de paz exige a necessidade de transformações (...) indispensáveis para que a paz seja o princípio governante de todas as relações humanas e sociais que vão desde a dimensão de valores, atitudes e estilos de vida, até a estrutura econômica e jurídica e a participação cidadã.” (Feizi Milani, 2003, p. 31)

     As famílias acabam tendo dificuldades de exercer o papel de educadores diante da influência crescente da mídia e do grupo de pares, enfraquecendo a autoridade parental e fragilizando os laços familiares. A inserção no mercado de trabalho de ambos os pais faz com que os momentos de lazer em muitas das famílias se tornem cada vez menos frequentes e, não raro, o diálogo e o afeto são substituídos por bens materiais.

A paz é ensinável

     A construção e o fortalecimento dos laços familiares demandam ações como a afirmação da identidade pessoal e cultural, vivência, reflexão e respeito aos valores éticos universais, educação ambiental, sensibilização quanto a questões étnicas e de gênero, mobilização e promoção do bem-estar coletivo, bem como aprendizado para que os conflitos sejam resolvidos de forma pacífica e não de forma violenta.

     Estabelecer a convivência em harmonia na família significa possibilitar condições de vida, educação, moradia, saúde, direito de expressão, liberdade de ir, vir, permanecer, trabalho, dentre outros, considerando os jovens como sujeitos de direitos e não meros consumidores.

     A construção da paz constitui-se numa tarefa primordial e interativa de cada ser humano, pois somos todos sujeitos da vocação da paz. Ao mesmo tempo em que a violência é aprendida, a paz é ensinável. É nesta perspectiva que as famílias podem trabalhar com seus filhos, buscando formas de inculcar mensagens e atitudes positivas, centradas nas potencialidades e não nas fragilidades do sujeito.

     Valorizar pequenos gestos de amizade, companheirismo, ouvir com atenção, respeitar opiniões diversas, visando ao equilíbrio nas relações e preservando o espaço e a autonomia do jovem. Favorecer o protagonismo juvenil implica reconhecer o jovem como sujeito do seu próprio processo de desenvolvimento, o que exige o acompanhamento pela família, que assume novas formas na contemporaneidade.

Sempre o diálogo

     O grande desafio para as famílias é fazer com que o diálogo e o afeto façam parte do cotidiano. Esta abertura para com os filhos exige compreensão das diferenças, flexibilidade para aceitar o novo, reciprocidade e respeito, valores que, constantemente semeados, possibilitam uma relação de confiança e enriquecedora para todos os membros.

     “Em um diálogo não há a tentativa de fazer prevalecer um ponto de vista particular, mas a de ampliar a compreensão de todos os envolvidos” (David Bohm).

Patrícia Krieger Grossi,
doutora em Serviço Social, professora na Faculdade de Serviço Social da PUCRS e
coordenadora do Grupo de Estudos da Paz (Gepaz).
Endereço eletrônico: pkgrossi@pucrs.br
e
Heloísa Arrussul Braga,

assistente social, integrante do Gepaz e do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Violências, Ética e Direitos Humanos.
Endereço eletrônico: heloisa.a.social@gmail.com

ABENÇOADA SEJA A PAIXÃO DE ENSINAR

   "Conte-me e eu vou esquecer. Mostrou-me e eu vou te lembrar. Envolva-me e eu vou entender". (Confúcio)

     Vivemos tempos em que é permitido pisotear flores, ignorar pérolas, subjugar pessoas e a mãe natureza. Mas, em especial, também é um tempo em que é permitido menosprezar aquelas e aqueles que, heroicamente, tecem histórias suas, e de outros, construindo o mundo da vida e da sabedoria. Estes são tempos em que aqueles que cuidam, não são cuidados. Aqueles que educam, não são valorizados. Aqueles que amam, sofrem com o deboche e o desprezo daqueles que não acreditam mais no amor.

     A vida daqueles que denominamos mestres, educadores, professores, infelizmente, também é triste e desmotivada. Sim, logo aqueles e aquelas dos quais a sociedade ainda espera muito (saber, sabor e sabedoria). Pouco valorizados e feridos em sua dignidade, estes resistem bravamente. Os educadores e educadoras, como os demais humanos, são movidos por suas utopias e paixões. Mas a realidade cotidiana é sempre dura, reveladora e cheia de contradições. A escola tornou-se um lugar de onde se espera muitas soluções; muitas delas estão muito além das demandas de ensino-aprendizagem e das competências a partir das quais a mesma se organiza.

     Os professores não deveriam, mas já se acostumaram. Acostumaram a ganhar baixos salários. Acostumaram a ter de trabalhar 60 horas semanais para garantir mais dignidade à sua família. Acostumaram a aceitar todo o tipo de pressão que a sociedade e os governos exercem sobre seu ofício e sobre a escola. E agora, pasmem, alguns já estão se acostumando com a desesperança, que pode ser lida na expressão de seus rostos e de seus olhares. Uma constatação triste, pois sempre foram e são vistos pelos adolescentes e jovens como um alento da esperança.

     Nossos professores e nossas professoras estão doentes e estressados. Cuidaram, encaminharam e salvaram vidas alheias, mas não dedicaram o devido tempo para cuidar de sua própria vida. Como contemporiza a escritora Marina Colasanti, “eu sei que a gente se acostuma, mas não devia. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. A gente se acostuma para poupar a vida, que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma”.

     Apesar de já terem se acostumado com tantas coisas, a maioria mantém firme sua missão de semear esperanças. Converse com algum deles e você verá como resistem para não virarem números ou meras figuras decorativas. Muitos deles já pensaram em desistir, mas não conseguiram. “Desistir... eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério; é que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos, do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça” (Geraldo Estáquio de Souza). Ainda que tomados por uma imensa paixão de ensinar e por uma coragem que nem sempre sabem de onde vem, desejam compreensão e apoio para dar conta de grande missão de educar para a vida, para a cidadania, para o conhecimento. Abençoados sejam!

Nei Alberto Pies,
professor e ativista de direitos humanos.
Endereço eletrônico: pies.neialberto@gmail.com

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DESFRUTE DA LIBERDADE NÃO SE DEIXE APRISIONAR

João 8:36 "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres".

Ela ficou ali parada, me olhando assustada, podia sentir seu medo, uma respiração ofegante mostrava que ela estava cansada de lutar, de tentar escapar. Não sei de onde veio ou como entrou. Talvez nem ela mesma soubesse, quem sabe estava pensando: "como vim parar aqui?", "por que não tomei cuidado?". Mais um vôo, mais uma tentativa e, nada! Parecia não haver saída. Fiquei ali sentado, olhando para ela e pensando: "eu poderia ajudá-la, mas como? Ela tem medo de mim!".


Pondo-me no lugar dela, acredito que também teria medo. Aquela pequena andorinha estava presa dentro do templo há muito tempo. Na verdade eram duas. A primeira que vi, assim que abri a janela, partiu sem hesitação, voou rumo à liberdade, não teve medo de mim, parecia até saber que eu estava ali para ajudá-la. Mas, a outra estava muito assustada, acredito que estava presa há mais tempo, percebia-se por seu cansaço. Foram muitas decepções, muitas tentativas frustradas, talvez agora estivesse com medo da própria liberdade, medo de correr riscos, afinal, por diversas vezes havia se lançado contra o vidro da janela. Ela podia ver o lado de fora, sabia o que queria, mas aquela barreira invisível a prendia do lado de dentro. Agora, com a janela aberta, só seu medo a aprisionava, o medo de tentar novamente. "Será mesmo que ele quer me ajudar?".


Isso me fez refletir na vida, pois às vezes me sinto aprisionado por paredes invisíveis que me impedem de voar rumo à liberdade, sei o que quero, vejo para aonde quero chegar, mas, muitas vezes tenho medo de voar. Já se sentiu assim? Preso por paredes invisíveis? Elas nos dizem o tempo todo: "o que vão dizer os outros?", "está fora da moda", "todo mundo faz assim", "e se não der certo?", "o que vão pensar de mim?"...


Decepção com um relacionamento, a separação ou o divórcio, uma traição, a perda de um emprego, de alguém que se ama. O fracasso, os erros, o sofrimento, a solidão, podem se tornar paradigmas, barreiras invisíveis que nos impedem de tentarmos novamente, de sermos diferentes, inovadores, correr riscos, confiar nas pessoas, confiar no que Deus está nos dizendo, seguir os sonhos... Na verdade um sonho não tem muito sentido, parece estar além de nosso alcance. Por isso que para muitos são apenas sonhos. Mas, aqueles mais corajosos, que realmente acreditaram e partiram em busca de seus sonhos, descobriram que as barreiras podem ser transpostas.


A barreira do medo, da vergonha, da baixa autoestima, dos preconceitos, do pensamento alheio, da preocupação, da incompreensão... Fazem muitas pessoas desistirem do que querem, do que acreditam, alguns desistem até de Deus.


A Bíblia nos dá uma maravilhosa definição do que é fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem” (Hb 11:1). Somente pela fé conseguiremos transpor essas barreiras que foram criadas em nossas vidas, Deus te convida a segui-lo por um novo e vivo caminho (Hb 10:20). Ele está abrindo a janela para que você possa voar, sem medo do novo, “olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” (Hb 12:2).

Desfrute desta liberdade no Espírito e siga em frente, Deus te conduzirá!

“Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade”. (2Co 3:17).  Paz e bem

Para minha Esposa querida: Fatima Moreira

Fonte: Luiz C Gomes



A UNIDADE NOS FAZ CRISTÃOS AUTÊNTICOS

A palavra comunidade deriva da fusão de duas palavras: comum + unidade = comunidade. Desde os primórdios do cristianismo a comunidade foi o local da manifestação de Jesus Ressuscitado. Ele sempre se apresentou quando a comunidade estava reunida. Por isso que é de fundamental importância que nos reunamos em comunidade. Uma unidade comum que forma o corpo de Cristo a Igreja.

O profeta Ezequiel (Ez 33,7-9) chama a nossa atenção para a responsabilidade que temos para com nossos irmãos e irmãs de comunidade. Muitas vezes vemos nossos irmãos trilharem caminhos contrários aos propostos por Deus. Sabemos que a Dona Maria deixou de participar da comunidade cristã por motivos fúteis e não vamos até ela perguntar o que está acontecendo. Nos tempos modernos nos quais vivemos corremos o risco de alimentarmos uma fé individualista e não comunitária. As escrituras cristãs nos ensinam o contrário.


A fé cristã é vivida em comunidade. Uma comunidade que se une no amor do Ressuscitado. Uma pessoa que deixa de participar da comunidade cristã faz falta ao corpo eclesial que é a Igreja. Hoje cultiva-se a mentalidade da espiritualidade individualista. Nesta perspectiva a pessoa faz suas orações em casa. Muitos adoram e louvam o Senhor pela tela da televisão ou do computador! A vida comunitária não admite relações virtuais. Esta fé é descompromissada da comunidade eclesial. Não assume vínculos comunitários. Vive-se de maneira isolada e solitária. A unidade comum é quebrada.

Ezequiel abre nosso olhar para além do individualismo. Somos responsáveis pela construção da comunidade eclesial através do amor sincero e das palavras que edificam.

Paulo escrevendo à comunidade de Romanos (Rm 13,8-10) apresenta o vínculo que une as pessoas: o amor. Nada devemos ficar devendo aos nossos irmãos e irmãs, a não ser o amor mútuo. O amor mútuo é aquele que une todos na presença do ressuscitado. É o amor que cria laços de fraternidade, justiça e solidariedade. Todos os mandamentos da Lei de Deus se resumem em apenas um: “Amarás o seu próximo como a ti mesmo”.


Amar o próximo é reconhecer em primeiro lugar que ele é filho de Deus, e que todos somos irmãos, visto que formamos uma só família. A comunidade reunida recorda a cada membro esta verdade: todos somos irmãos e irmãs, formamos uma única família, juntos no mesmo Senhor. Quando deixamos de participar da vida em comunidade quebramos este vínculo que une a todos. Fé individualista é contra sinal da unidade. A proposta é que vivamos em sintonia de fé e esperança, acreditando que um mundo novo começa a ser construído quando nos unimos na fé pascal e nos damos a mão para construir o Reino de Deus.


Paulo ainda nos lembra de que o amor não faz nenhum mal contra o próximo. Onde existe amor não existe violência. O mesmo processo acontece na comunidade cristã que vivencia o amor de forma integral! Uma comunidade amorosa aceita o diferente e aprende com ele, não faz exclusão de pessoas, acolhe a cada e sente-se membro de uma única família. Fato é que o amor é o pleno cumprimento da Lei.


Quando nos reunimos Cristo está no meio de nós. Sua presença invisível se faz visível nos sinais visíveis: comunidade reunida, pão e vinho, na liturgia, na Palavra proclamada... Mateus (Mt 18,15-20) recorda esta graça da presença do Senhor à sua comunidade: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles”. Interessante notarmos que o critério para que a comunidade seja comunidade, tenha a necessidade de mais de uma pessoa. Comunidade individual não existe. Comunidade sempre supõe a presença de mais de uma pessoa. As palavras de Jesus são extremamente claras quanto a isso.


Parafraseio as sábias palavras de Igor Miguel, teólogo reformado... “Muita gente anda decepcionada com a Igreja, com a comunidade local. Alguns com motivos consistentes, outros apenas por capricho infantil. Muitos querem uma Igreja, uma comunidade ideal e esquecem-se de amar a Igreja, a comunidade real. A Igreja tem pecadores iguais lá fora dela. Com uma única diferença: na Igreja você encontrará pecadores arrependidos e que se voltaram para Cristo."


Resumindo a ópera: eu amo viver na Igreja, na comunidade. Enquanto muitos querem viver “O Cristo em Casa”, eu quero viver Cristo com os outros! Cristo deve ser o centro da nossa vida comunitária. “Se Cristo não for o centro da vida comunitária, pode esquecer, é clube, e não Igreja.”


Que a cada dia possamos ter consciência que a vida comunitária é um desafio, mas que as alegrias são bem maiores que os problemas que sempre existiram e continuarão existindo.


Somente quando a consciência da comum unidade tomar nosso coração por inteiro descobriremos a alegria de sermos irmãos e irmãs na presença do Ressuscitado. Paz e bem



Fonte: Luiz C Gomes

PERDOAR OU SER PERDOADO ?

Dizem que perdão foi feito para pedir. Revirando os "guardados" da minha mente fiquei pensando e me perguntando: O que é mais difícil? Pedir perdão ou perdoar? A dúvida insiste em machucar a minha mente nesta tarde quente de setembro.

Muita gente diz: "eu perdôo, mas não esqueço". Isto não é perdão! O que não for completo e definitivo não merece esse nome sagrado. Afinal, este assunto não aceita meio termo. Que dúvida! Que labirinto de ideias, indecisões, lutas e reflexões!


Jesus, o Mestre por excelência, certa vez ensinou que devemos perdoar até setenta vezes sete. (Mateus 18, 15 a 22). Isto dá quase 500 vezes! É preciso ser muito especial, eu diria genial, para conseguir tal proeza. Mas é perdoando que se é perdoado. E de novo ficamos sem entender, pois muitos querem ser perdoados, mas não querem perdoar. O que fazer? Talvez seja melhor esquecer e pensar em outra coisa, digamos, mais amena.


A pergunta insiste em martelar a minha mente: O que é mais dificil? Pedir perdão ou perdoar? Muitos, certamente dirão que perdoar é mais difcil. Será? Talvez seja mais dificil pedir perdão, pois quem pede perdão tem que se humilhar, se rebaixar e reconhecer o erro. Quem perdoa faz um gesto que muitos podem considerar digno, nobre e relevante. Por outro lado, quem pede perdão aparentemente se humilha ao extremo. Seja como for, ambas as posições são dignas e devem ser praticadas.


Enquanto seres humanos, certamente muitas vezes fomos perdoados. Se não o fomos pelos homens, com certeza o fomos por Deus, o nosso Criador e Pai. Negar perdão a alguém, por maior que tenha sido a falta, é negar a nossa filiação, a nossa origem. Jesus certa vez orou: "Pai, perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores..." Quer seja pedindo perdão ou perdoando, sempre devemos nos espelhar naquele que nos perdoou e nos perdoa a cada dia, toda vez que lhe pedimos perdão.O perdão é tão importante que só Deus pode nos conceder a capacidade de perdoar. E a vida nos ensina o quão é importsnte e necessário exercitarmos estas duas facetas e fazermos delas um aprendizado diário e constante. Paz e bem 



Fonte: Luiz C Gomes

SER A ÁRVORE OU SER ZAQUEU ?

Ser Zaqueu... Ou ser aquela árvore... Eis a questão!

Todos os cristãos querem ser o Zaqueu. Aquele que teve o privilégio de ser encontrado por Jesus que logo lhe anunciou que entraria em sua casa...


Aquele que sentiu o privilégio de ter o próprio Messias adentrando em sua humilde casa...

Aquele que recebeu algo diferente em seu coração, algo tão bom, tão envolvente, que logo fez tudo mudar...


Aquele que usurpava, defraudava na cobrança dos Impostos em função de sua ambição mas, que de repente sentiu algo novo...


Não havia mais o desejo de enriquecimento injusto e desonesto, mas em lugar deste velho sentimento sentia agora um enorme desejo de consertar os seus erros dos quais agora não havia nenhum outro sentimento, senão o de repulsa, nojo e desprezo...


Aquele que confessou a Jesus os pecados recebeu o perdão e restauração...


Aquele que recebeu a eterna salvação, a qual ninguém mais poderia lhe arrancar,

pois a mesma estava predestinada para ele...

Como é bom ser Zaqueu... Como é bom receber a atenção de Jesus... Como é bom ser resgatado... Como é bom ser perdoado...


Mas...


A árvore que ficou lá fora, quem deseja ser?


Quem deseja ser aquele meio o qual serviu de suporte a Zaqueu para poder enxergar a Jesus que certamente passaria por ali? Quem deseja ser a árvore que serviu de escada, de alavanca, de lugar de observação privilegiada para Zaqueu? Quem deseja ser instrumento de Deus para alcançar os perdidos?...


Precisamos ser a árvore, o meio, o instrumento nas mãos de Deus! Ele quer contar conosco!


Mas precisamos nos comportar como aquela árvore... Servindo, intermediando, facilitando, possibilitando... Mas saindo de cena quando o personagem principal da história chega.


Jesus é o personagem principal, quando Ele chega, tudo fica iluminado!

Os "figurantes" saem de cena, e deixam que Ele atue!


Ele se responsabiliza pelo desenrolar da história!


A árvore não precisa e nem deve reclamar atenções para si...


A árvore apenas se satisfaz em ter sido útil, ter sido bênção na vida de Zaqueu...


Precisamos direcionar a atenção toda para o Senhor, sem querer nada para nós mesmos.


Fizemos a nossa parte? Pregamos? Agora é com Ele.


Devemos acompanhar sempre os nossos "Zaqueus", porém, não podemos jamais esquecer que a obra interior quem opera é o Espírito Santo...


O agir dele vai muito além, vai ao fundo da alma, e é isto que importa!


De que adianta eles subirem na árvore, e logo em seguida despencarem lá de cima sem chegar a lugar nenhum?


É isto que acontece quando queremos fazer o que não compete a nós- meras "árvores", mas a Deus! Quando tentamos forçar a conversão de alguém, entramos numa área restrita ao Autor da salvação e esta atitude precipitada faz com que as pessoas fiquem com a visão embaçada porque a árvore é muito frondosa e impede que olhem para Cristo. Devemos pregar com convicção daquilo que pregamos, mas sem pensarmos que somos "os tampas"... Ou, quando pessoas se converterem por meio da nossa pregação, rejeitarmos o "ficar inchados" de orgulho. Claro, a sensação do dever cumprido e de vir os frutos deste trabalho é muito boa, mas devemos senti-la sem dar lugar à soberba, pois Deus é o Agricultor, é Ele quem faz a semente germinar, brotar, crescer e prosperar...


Há apenas uma preocupação que deve nos incomodar: É a de estarmos sendo fiéis despenseiros de Deus, fiéis arautos do Grande Rei, fiéis embaixadores, para que as pessoas possam receber o leite puro, sem adulteração, e assim, se tornarem crentes saudáveis e frutíferos para a glória de Deus Pai.


Será que temos buscado trabalhar para o Senhor com humildade?


Será que temos sido aquela singela árvore que apenas cumpriu a sua Missão, a sua função?


Um dia já estivemos lá em cima da árvore... Um dia fomos Zaqueu...Mas agora estamos prontos para dar frutos...


Agora é chegado o momento de sermos como "árvores": Queiramos ser aquela árvore que ajudou a Zaqueu...

Queiramos ser o instrumento por meio do qual, muitos "Zaqueus" virão até Jesus!


Isto deve nos bastar!


Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas! A Ele, pois a Glória para todo o sempre. Amém


Fonte: Luiz C Gomes