FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O PECADO NA ERA PÓS-CRISTÃ

Num desses dias, alguém me perguntou como se deve proceder quando em pecado. Respondi o óbvio: arrepender-se. A pessoa contestou dizendo que o pecador também é vítima e precisa ser entendido como tal.

Essa me parece ser a discussão dos dias correntes: pecador ou vítima?

A Bíblia reconhece que qualquer pessoa pode ser vítima do pecado de alguém ou mesmo da conjuntura social, ou da estrutura politico-econômico-social, porém, não entende que isso possa justificar qualquer ato pecaminoso. Para a Bíblia todo ser humano é sujeito da e na história, principalmente, de sua história. Todos são pessoalmente responsáveis, ainda que possa haver atenuantes ou agravantes.

Para a Escritura Sagrada o que se pede do pecador é que se arrependa, isto é, que assuma o seu erro e a sua responsabilidade. Arrepender-se é aceitar a punição da lei. Um pecador arrependido é aquele que admite merecer a punição que a Lei de Deus prescreve para ele. Que, em última instância, é a morte: “A alma que pecar, morrerá” (Ez 18.4).

O Novo Testamento, entretanto, nos ensina que todo o pecador que se arrepender, isto é, todo o que admitir e confessar o seu pecado será por Deus perdoado, como ensina o apóstolo João (1 Jo 1.9). E, por ser perdoado por Deus, deve ser perdoado pelo ser humano a quem ofendeu. Entretanto, o pecador não tem como exigir o ser perdoado. O pecador pede perdão, mas, não o exige; pelo simples fato de que perdão não é um direito do pecador, é uma benesse do ofendido. Porque perdão é graça.

É verdade que o cristão não tem como não perdoar (Mt 6.12). Contudo, essa é uma questão entre a vítima e Deus. Além disso, o pecador não tem o direito de reclamar do sofrimento de que foi acometido como consequência de seus atos - no relacionamento ofensor e ofendido (isso não justifica o ofendido, caso sua reação seja pecaminosa). É a lei da semeadura: “Semeia-se vento, colhe-se tempestade” (Os 8.7). E é preciso que se diga que, por pior que seja o sofrimento que o pecado venha a provocar sobre o pecador, ainda é menor do que o Inferno ao qual ele fez jus.

Todo o que confessa o seu pecado será perdoado e restaurado por Deus (1 Jo 1.9). Porém, confessar é assumir a responsabilidade e admitir a justiça da punição pelo que fez. Ainda que a punição não virá pelo fato de já ter sido sofrida por Cristo.

Nesta época tal reflexão está se tornando impensável: porque vivemos numa era de vítimas. Hoje, não importa o erro que a pessoa cometa, ela é sempre vítima: seja da sociedade, seja da história, seja da economia, seja da política, seja das instituições, seja da família. Ninguém é culpado. Logo, como alguém disse: é uma época em que ninguém assume a responsabilidade, nem adia prazeres e nem se presta a sacrifícios.

Essa época é pós-cristã não porque não se fale mais de Deus (pelo contrário, provavelmente, poucas vezes na história se falou tanto de Deus), mas, porque não se fala e nem mais se admite a realidade do pecado. Esta é uma era onde não há mais pecadores, só há enfermos. É o auge do humanismo: o pressuposto de que o ser humano é intrinsecamente bom venceu; e, ora, gente intrinsecamente boa não peca, adoece. E doentes são vítimas.

O que ainda não se percebeu nesta presente época é que doentes não podem ser perdoados. Só pecadores podem ser perdoados. Logo, só pecadores podem ser restaurados; só pecadores podem ser tornados puros de toda a injustiça que cometeram. O que será dos que estão prontos para assumir que estão enfermos, mas, jamais que são pecadores? A probabilidade maior é a de continuar pecando cada vez mais e pior, contraindo, aí sim, uma doença para a qual não há cura: a voracidade de ser aceito de qualquer jeito, por julgar ter o direito de ser de jeito qualquer. Essa enfermidade coloca a pessoa a deriva dos mais grotescos apetites, tornando-a escrava dos instintos, que se tornarão cada vez mais irresistíveis. É a escravidão do pecado (Jo 8.34). E disso só se escapa quando, finalmente, a todos os pulmões o pecador confessa: “Minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa”.


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Ariovaldo Ramos


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

ADORAR COM COMPROMISSO.

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, Que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo, Em que vós grandemente vos alegrais, ainda que agora importa, sendo necessário, que estejais por um pouco contristados com várias tentações, Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo. (I Pedro 1:3-7)

A palavra "compromisso", significa: comprometer-se, ajuda mútua, estar aliançado. A aliança vai além do anel, além da palavra. Alguém aliançado é fiel independente de papel. É uma fidelidade de coração para coração.

Para sermos adoradores, precisamos estar aliançados com Deus. Quem tem compromisso com Deus, tem compromisso com Sua obra.

Na vida de louvor, não existe espaço para murmuração. Quem vive uma vida de louvor, não empresta sua boca ao diabo. Sempre tenha algo bom para dizer de alguém. Devemos falar de acordo com a Palavra de Deus

Louvar a Deus quando tudo vai bem, é muito fácil. Mas, louvar a Deus na hora da provação, é fé. Quando a provação vem, a expressão que vem do seu coração e sai pela sua boca, é onde está localizada a sua fé.

O maior nível de pressão que uma pessoa pode passa, é ser caluniado, difamado. Porque situações passam, mas palavras ficam vivas dentro de nós.

Aquilo que você decide ser, o diabo vai querer roubar. Tudo o que você decidir, vai provocar uma reação nos dois mundos.

Quando o povo começa a adorar a Deus, a coisa muda. A primeira coisa que vem, é chuva sobre a terra. Não passe o tempo admirando o que você já conquistou, porque Deus tem muito mais para você.

Um adorador é altamente comprometido com Deus. A santidade de Deus dá o nível mais alto do seu caráter. A santidade de Deus guarda a Sua integridade, e a Sua integridade protege a Sua Palavra. A adoração é uma porta de acesso de tudo que Deus tem para te dar.

Se você é comprometido com Deus, certamente amas a Sua obra. Se ninguém for fiel, seja fiel. Se ninguém tiver compromisso, seja comprometido. Quem é comprometido, não deixa nada o separar do amor de Deus. Paz e bem 

Fonte: Luiz.C.Gomes
 

APRENDENDO COM JONAS

O capítulo primeiro do livro de Jonas nos conta que ele foi chamado por Deus para ir a Nínive apresentar a condenação divina contra aquela cidade. Nos conta ainda sobre sua decisão de desobedecer à ordem do Senhor e a idéia de fugir de Sua presença.
As consequências dessas decisões são bem conhecidas por todos que já leram o livro de Jonas. Deus manipulou a natureza para constrangê-lo e para resgatá-lo.
Mas porque Jonas não quis ir à Nínive? O último capítulo do livro nos dá algumas pistas sobre isso. Ele acusa Deus de ser clemente e misericordioso, mostrando que não desejara cumprir a missão por temer que Deus não realizasse o castigo prometido.
Alguns acreditam que isso se deve ao fato de que ficaria desacreditado em sua carreira profética. Outros crêem que desejava que Nínive, inimiga de seu povo, fosse realmente destruída.
Seja qual for sua motivação, percebe-se que Jonas não teve misericórdia em sua atitude para com os ninivitas. Parecia não se importar com as vidas daquelas pessoas e acreditar que o problema que enfrentariam seria apenas a consequência de seus pecados.
1. Muitas vezes pensamos que os problemas dos outros são apenas deles, não tendo nenhuma relação conosco. Isto pode acontecer por diversos motivos, mas é sempre um erro. Deus nos criou como seres interdependentes, nos deu a missão de cuidarmos uns dos outros.
Quando vemos alguém com problemas devemos nos lembrar de nossa missão profética de auxiliar as pessoas que necessitam. Acreditar que podemos não fazer parte da solução dos problemas que vemos nos outros é o mesmo que recusar o chamado divino e querer fugir da presença de Deus. Quando fizermos isso, somos alcançados não pelo problema do outro, mas pela cuidadosa mão de Deus que deseja nos fazer voltar a Seu plano original. O problema de Nínive não era apenas de seus habitantes, era de toda a humanidade e Jonas fazia parte da sua solução.
2. Outra lição que aprendemos com Jonas sobre problemas é que quando fugimos da vontade de Deus trazemos problemas não apenas sobre nossas vidas, mas também sobre a vida das pessoas que convivem conosco. Os marinheiros que trabalhavam no barco em que Jonas viajava para Tarsis se viram no meio da tempestade causada pela fuga do profeta. Tiveram suas vidas colocadas em risco pela atitude covarde de Jonas. Sempre que nos omitimos ou nos rebelamos em relação a uma ordem de Deus colocamos em risco a vida das pessoas que estão à nossa volta. Querendo fugir do problema dos outros que estão distante, levamos problemas para os que estão perto.
3. Mas há ainda uma terceira lição sobre problemas que vejo nesse texto: é que os problemas são oportunidades de encontrar a Deus, nos submetermos a Ele, e de aprendermos mais sobre Ele.
Os marinheiros tiveram suas vidas colocadas em risco, mas ao fim conheceram o único Deus. Isto aconteceu porque tiveram a atitude de procurar ajudar que estava com problemas, só aceitando atirar Jonas fora do barco quando não havia alternativa. Jonas teve a oportunidade de rever sua atitude e decidir voltar a cumprir a vontade de Deus, e saiu desse acontecimento conhecendo mais e melhor aquele a quem servia.
Meu desejo é que você não tenha problemas. Mas lembre-se: se vir alguém enfrentando-os, auxilie, pois isso faz parte do que Deus espera de nós. Se estiver enfrentando problemas, não se feche, aceite ajuda, pois Deus pode usar seu problema para fazer com que outros cresçam. Paz e bem

Fonte: Luiz C Gomes

CONSEQUÊNCIAS DA MENTIRA

A quem pense que a mentira não tem tanto “mau resultado” como parece. Ela pode até iludir temporariamente, mas amanhã, com certeza, terá suas conseqüências.
Quantas mulheres estão ansiosas por encontrar o homem da sua vida... Ele enfim aparece, e ela se entrega por inteiro, deixando que essa entrega vá muito mais além do seus princípios morais lhe alertam. Para não o perder, para ser a melhor opção para ele, ela não tem capacidade de dizer “não” aos seus impulsos, e cai na armadilha de seus sentimentos.
 
Em nossa sociedade, não é anormal ter relações sexuais antes do casamento, mas em algumas culturas e meios sociais, ainda é atípico ficar grávida e não estar casada.
Engraçado, não é? Como a própria sociedade cai no rol da mentira. Querem enganar a quem? Querem ter a liberdade de ter relações sexuais, mas não aceitam o risco de uma gravidez. Já que a sociedade apóia tanto as relações íntimas, por que não esperam o fruto disso?
Muitos vão “levando a vida” lado a lado com a mentira, mas dizem que odeiam falar a mentira, e acabam praticando a mentira.
É como a menina solteira que se apaixona, se entrega e logo em seguida está grávida. Agora vem a dor por sentir que perdeu a sua liberdade, vem a dor da rejeição e até mesmo é abandonada. O tal namorado que a seduziu, agora a deixou. Sente-se traída e usada! Mas, eu pergunto: Ele assumiu algum compromisso com ela? Ela esperou o momento certo para que ele provasse que a amava, fazendo uma proposta de casamento? Não foi isso que ela semeou na relação entre ambos, se entregando antes do tempo?
A verdade é que ela espera receber o amor de alguém, que se comprometa, mas ela age sem compromisso.
Outro caso: Muitos vivem de festas, baladas, bailes funk e etc... Há uma alegria, diversão, e toda sorte de liberdade nesses ambientes. Por lá, tudo pode! Não há nada que seja proibido. O prazer anda solto! A bebida, o vício, a dança, as amizades e etc...
Mas quando chegam em casa, caem em tristeza, no vazio e na inquietação. Na semana seguinte, voltam a mesma prática, às mesmas coisas. E vivem mostrando por aí que a vida é para se curtir! E realmente até curtem uma alegria temporária, mas que nunca permanece!
Vivem de ilusão. Mostram aos demais que isso é que é desfrutar a vida! Agem na emoção, aos poucos sendo destruídos internamente, sem que ninguém veja o quão infelizes em realidade são.
E seus familiares vivem constantemente em pânico, devido aos vícios que este adquiriu, desde que embarcou nesta aventura do livre acesso, da vida solta. E o mau comportamento? Sem comentários. Não têm a mínima responsabilidade! Não têm nada estruturado. E aos poucos, vão ferindo a quem mais os ama.
Vivem uma mentira! Vivem se iludindo! Se enganam e são enganados também!
----Não seja um deles!----
Se você está vivenciando uma mentira ou uma ilusão, não quero que se sinta mal, quero que reflita, porque você é a única pessoa que pode parar este sofrimento, quando você muda de direção, indo para o caminho que lhe vai trazer a verdadeira paz que tanto almeja. E por isso, eu digo:
Não fale apenas a verdade, mas seja verdadeiro. Seja realista com tudo, pois quem está disposto a isso, não vive de ilusão, nem se baseia nas emoções. Controle seus impulsos.
E não se preocupe pelo que já passou, mas aprenda dos seus erros, e não cometa-os novamente, para o seu próprio bem!
Há quem diga que errar é “humano”: Mas mentir é errar conscientemente.
Fonte: LUIZ.C.GOMES

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

MÊS DAS VOCAÇÕES

Para alguns, agosto é um mês de que se cuidar, pois ele seria nefasto... Mas para os participantes assíduos da comunidade católica, agosto, além de ser um mês abençoado como todos os demais, é desde 1981 o mês vocacional.

Por que tamanha importância dada ao tema vocação? Porque a vocação é o início de tudo. Quando ouvimos ou usamos a palavra vocação, logo a entendemos num sentido bastante vago e geral, como sendo uma inclinação, um talento, uma qualidade que determina uma pessoa para uma determinada profissão, por exemplo, vocação de pedreiro, de mãe, de médico.


E nessa compreensão também a vocação de sacerdote, de esposos, de leigos cristãos. Essa compreensão, porém, não ajuda muito no bom entendimento do que seja vocação quando nós, na Igreja, usamos essa palavra.

Vocação, em sentido mais preciso, é um chamamento, uma convocação vinda direta-mente sobre mim, endereçada à minha pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (cf. Mc 2,14). Vocação, portanto, significa que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem seguimos com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: "Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus." (Rom 1, 1)

Vocação é chamado e resposta. É uma semente divina ligada a um sim humano. Nem a percepção do chamado, nem a resposta a ele são tão fáceis e tão "naturais". Exigem afinação ao divino e elaboração de si mesmo, sem as quais não há vocação verdadeira e real.

Essa escolha pessoal, de amor, é concretizada de uma forma bem objetiva no Sacramento do Batismo, que por isso se torna fundamento e fonte de todas as vocações. É neste chão fértil, carregado de húmus divino, regado pelo sangue de Jesus, que brotam as vocações específicas, aquelas que cabem diferentemente a cada um. Algumas delas são mais usuais e comuns, como a de casal cristão, de leigo cristão, de catequista, de animador da caridade na comunidade.

Outras são definidas pela Igreja como vocações de "singular consagração a Deus", por serem menos usuais, mas igualmente exigentes e mais radicais no processo de seguimento de Jesus: são as vocações de sacerdote, de diácono, de religioso, de religiosa.

As vocações mais usuais são cultivadas em nossas comunidades eclesiais. As de "singular consagração a Deus" são cultivadas em comunidades eclesiais especiais, como nossos seminários.

O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz. Que a celebração do mês vocacional nos traga as bênçãos do Pai para vivermos a nossa vocação sacerdotal, diaconal, religiosa ou leiga. Todas elas são importantes e indispensáveis. Todas elas levam à perfeição da caridade, que é a essência da vocação universal à santidade.

E no domingo de agosto, quando refletimos sobre a vocação leiga, somos convidados a homenagear nossos catequistas, aquelas pessoas que, num testemunho de fé e generosidade, dedicam-se ao sublime ministério de transmitir as verdades divinas a nossas crianças, adolescentes e jovens.

EUCARISTIA UM PRESENTE DE AMOR

A Eucaristia é o presente de amor que Jesus nos deixou, o sacramento do seu corpo e sangue dados a nós como alimento. Foi na "hora de passar deste mundo para o Pai" que Jesus instituiu a Eucaristia como sinal da sua presença entre nós. Presença real e verdadeira e não apenas simbólica, conforme a fé católica: "Isto é o meu corpo que será entregue por vós... Este cálice é a aliança no meu sangue que será derramado por vós." Eis a realidade do seu sacrifício redentor na cruz: corpo entregue, sangue derramado por toda a humanidade.

No sinal do pão, este santo sacramento torna viva e permanente a presença do Amor nos sacrários de nossas Igrejas e dá por cumprida a promessa que fez aos Apóstolos: "Não vos deixarei órfãos". E mais concretamente: "Eu estarei sempre convosco até o fim dos tempos".


Também realiza a nossa mais íntima comunhão de vida com Aquele que nos amou até o fim: "Quem come a minha carne e bebe meu sangue vive em mim e eu nele."

O Concilio Vaticano 2° vê na Eucaristia a fonte e o ápice da vida cristã. Enquanto fonte, a Eucaristia faz a Igreja, segundo a bela expressão do apóstolo Paulo: "Todos que comemos do mesmo Pão formamos um só Corpo... Somos muitos mas formamos um só Corpo", que é a Igreja. Enquanto ápice, aí temos a Igreja que faz a Eucaristia no cumprimento do mandamento do Senhor: "Fazei isto em memória de mim". Ponto alto da vida cristã: a celebração da Eucaristia que nos faz participantes da vida de Cristo, sobretudo no momento em que entrega sua vida na cruz pela vida do mundo.

A nossa fé diz mais ainda: tudo na Igreja caminha na direção da Eucaristia, centro para o qual convergem todos os sacramentos. Somos batizados para podermos nos inserir na comunidade que celebra a Ceia Pascal da nova aliança; crismados somos para testemunhar que a Ceia Pascal da nova aliança realiza o sacrifício da nossa salvação; buscamos a re conciliação com Deus na Confissão para podermos receber o "Pão da Vida" que é partilhado na Ceia Pascal; o sacramento da Ordem tem por finalidade fazer a Ceia Pascal na comunidade dos discípulos do Senhor, em sua memória; o Matrimônio multiplica os filhos de Deus para que não faltem participantes na Ceia Pascal e a Unção dos Enfermos fortalece com o "Pão dos Anjos" os;'que se aproximam do fim da viagem.

Mas a Eucaristia também exige nosso compromisso de fraternidade. A Eucaristia não é apenas expressão de comunhão na vida da Igreja; ela também é projeto de solidariedade. O cristão que participa da Eucaristia aprende dela a fazer-se promotor de comunhão, de paz, de solidariedade.

Que a comunhão recebida seja para todos ocasião preciosa para uma renovada consciência do tesouro incomparável que Cristo confiou à sua Igreja. Recebendo o Corpo e o Sangue do Senhor, vivendo seus ensinamentos, aprofundemo-nos nesse sagrado mistério e possamos dizer como o apóstolo Paulo "Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim."

REINO DOS POBRES E SIMPLES

Francisco de Assis quem intuiu no mundo a desproporção do projeto de Deus e a resposta do homem. O projeto de Deus foi criar o mundo em plenitude, pois foi por amor criado. Queria que a pedagogia do amor fosse implantada em todos os seres e que em tudo transparecesse a força do amor. Assim foi o projeto de Deus em Jesus Cristo, que assumiu nossa natureza humana.

O reino de Deus seria a obra de Jesus, que só seria realizada mediante uma nova forma de vida da qual o ser humano seria o principal agente e mediador. Tudo inspirado num amor que brotara do coração de Deus, manifestado em Jesus Cristo.


Jesus assumiu um humanismo novo e pleno, carregado de amor, pronto como um largo manancial a ser derramado no meio do mundo. Começou bem cedo sua obra restauradora. Já no seio materno envolve seu corpo na ternura de uma Mãe simples e pobre, assume o jeito dos homens.

No seu nascimento se manifesta aos pastores simples e pobres, como os primeiros privilegiados do seu carinho e de sua atenção. Começa uma vida pública buscando sempre e de maneira persistente a periferia da sociedade, onde se acham os marginalizados, os pobres, os pecadores e os considerados malditos pêlos grandes. São eles leprosos, prostitutas, pecadores públicos. Desencadeia uma nova dinâmica de um amor ainda não experimentado no meio dos homens. Um amor gratuito e sempre cheio de misericórdia.

Seu discurso é forte e contundente, sempre carregado pela transparência da verdade e as atitudes livres de qualquer preconceito. Há sempre uma profunda empatia entre o amor de Jesus e o vazio dos homens, por isso veio salvar o que estava perdido. Tudo ficou bem firmado nas parábolas do Filho Pródigo e do Bom Samaritano. Há em Jesus uma paixão dominante que só aconteceu porque um homem assim só podia ser Deus.

Em meio a tudo isso, acontece o estranho, o inominável, o trágico da sua vida que é a sua morte, e morte de cruz. Só é possível entender porque ele mesmo dissera: "Não existe maior amor do que dar a vida pêlos seus amigos" (Jo.15,13).

Diante de tão misterioso projeto, ficamos a pensar qual é a importância de cada um de nós. Todos passamos no pensamento de Deus e Ele nos amou, e por amor deu a sua vida. A nossa resposta de vida, por mais generosa que seja, será sempre desproporcional em relação ao amor de Deus.

O grito de Francisco de Assis retraía bem a angústia de quem queria com gratidão responder, ainda que de forma limitada, ao amor de Jesus Cristo: "O Amor não é amado". Celebrar o amor de Deus será a resposta nossa. Resposta que será proporcional ao nosso entendimento, nossa generosidade, nossa capacidade de nos doar.

Respondemos ao amor divino quando assumimos o projeto de Jesus Cristo, que veio para que todos tenham vida, e a tenham em plenitude. Projeto que contempla como prioridade os pobres, os injustiçados, os excluídos da sociedade. Assumimos esse projeto na medida em que nos comprometemos com a construção de uma nova sociedade, mais justa, fraterna e igualitária.

Deste modo estaremos impregnando o mundo dos valores evangélicos, colaborando de maneira decisiva para que se implante o reino de Deus, reino de verdade e santidade, de paz e de justiça, de amor e de perdão. Reino dos pobres, dos simples, dos humildes, como foi Jesus. E assim poderemos rezar com mais convicção: Pai nosso, venha a nós o vosso reino.