FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA
ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM
AGRADECIMENTO
AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM
quinta-feira, 9 de junho de 2011
PRECISAMOS DE SANTOS
| Escrito por João Paulo II |
| Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade. Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade. Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo. Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais. Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man. Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte. Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos". Texto atribuído a João Paulo II |
PAI E PAI......
Havia um homem muito rico, possuía muitos bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço.
Tinha um único filho, um único herdeiro, que, ao contrário do pai, não gostava de trabalho nem de compromissos. O que ele mais gostava era fazer festas e estar com os amigos e de ser bajulado por eles. Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois o abandonariam.
Os insistentes conselhos do pai lhe retiniam os ouvidos, mas logo se ausentava sem dar o mínimo de atenção.
Um dia o velho pai, já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e, dentro dele, ele mesmo fez uma forca, e junto a ela uma placa com os dizeres: “Para você nunca mais desprezar as palavras de seu pai".
Mais tarde chamou o filho e o levou até o celeiro e disse:
- Meu filho, eu já estou velho, e quando eu partir, você tomará conta de tudo que é meu, e sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo dinheiro com seus amigos, irá vender os animais e os bens, e quando não tiver mais dinheiro, seus amigos vão se afastar de você. E quando você não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvidos. É por isso que construí esta forca, sim, ela é para você, quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.
O jovem riu, achou um absurdo, mas, para não contrariar o pai, prometeu. Pensou que jamais isso pudesse ocorrer.
O tempo passou, o pai morreu e seu filho tomou conta de tudo, mas assim como se havia previsto, o jovem gastou tudo, vendeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade. Desesperado e aflito, começou a refletir sobre a sua vida e viu que havia sido um tolo, lembrou-se do pai e começou a chorar e dizer:
- Ah, meu pai, se eu tivesse ouvido os teus conselhos, mas agora é tarde, tarde demais!
Pesaroso, o jovem levantou os olhos e avistou o pequeno celeiro, era a única coisa que lhe restava, a passos lentos se dirigiu até lá e, entrando, viu a forca e a placa empoeirada e disse:
- Eu nunca segui as palavras do meu pai, não pude alegrá-lo quando estava vivo, mas pelo menos desta vez vou fazer a vontade dele, vou cumprir minha promessa, não me resta mais nada.
Então subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço, e disse: - Ah, se eu tivesse uma nova chance! - Então pulou, sentiu por um instante a corda apertar a sua garganta. Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente, o rapaz caiu no chão, e sobre eles caíram jóias, esmeraldas, pérolas e diamantes, a forca estava cheia de pedras preciosas e um bilhete, que dizia:
"Essa é a sua nova chance, eu te amo muito. Seu Pai."
terça-feira, 7 de junho de 2011
REALIDADES ESPIRITUAIS
[1 Co. 2: 12] "Quanto a nós, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que vem de Deus, para conhecermos os dons da graça de Deus".
Toda desordem seja em que sentindo for, tanto no amor da família como na paz entre os amigos e irmão, ou nos negócios é proveniente da falta de atenção [ou conhecimento] do que Deus preparou para nós.
O Espírito nos revela, mas o homem que só confia em sua própria capacidade não consegue atingir a compreensão, de que Deus trouxe para cada um de nós, um bom senso: o perdão para os atribulados; a doçura da palavra para os desolados; a riqueza da benção divina para os pobres necessitados; o gozo e a proteção para os órfãs necessitados de adoção e a fraternidades para os que têm parentesco com o povo de Deus no mundo inteiro. Tudo para evitar o conflito entre os sentimentos de vingança, ódio, egoísmo (...), que traz derrota diante do benefício da anistia entre os homens. Esta compreensão é obra do Espírito para os que se aprofundaram na fé [v.2: 9-16].
Entenda uma coisa, você é um homem levantado pelo Senhor e esse sustento custou o sangue do seu Filho Jesus e que sua principal missão é a restauração da paz e adoração a Deus e com isso, testemunhar para o livramento de nações inteira da opressão do Satanás.
Aquele que é capacitado pelos Dons Espirituais, tem o dever de participar dos momentos críticos do seu povo e da sua Igreja. Em caso de opressão, entretanto, a sua função é de ser instrumento usado por Deus no livramento de muitos.
"Se não se pode perdoar, não vale a pena vencer" (Victor Hugo).
Toda desordem seja em que sentindo for, tanto no amor da família como na paz entre os amigos e irmão, ou nos negócios é proveniente da falta de atenção [ou conhecimento] do que Deus preparou para nós.
O Espírito nos revela, mas o homem que só confia em sua própria capacidade não consegue atingir a compreensão, de que Deus trouxe para cada um de nós, um bom senso: o perdão para os atribulados; a doçura da palavra para os desolados; a riqueza da benção divina para os pobres necessitados; o gozo e a proteção para os órfãs necessitados de adoção e a fraternidades para os que têm parentesco com o povo de Deus no mundo inteiro. Tudo para evitar o conflito entre os sentimentos de vingança, ódio, egoísmo (...), que traz derrota diante do benefício da anistia entre os homens. Esta compreensão é obra do Espírito para os que se aprofundaram na fé [v.2: 9-16].
Entenda uma coisa, você é um homem levantado pelo Senhor e esse sustento custou o sangue do seu Filho Jesus e que sua principal missão é a restauração da paz e adoração a Deus e com isso, testemunhar para o livramento de nações inteira da opressão do Satanás.
Aquele que é capacitado pelos Dons Espirituais, tem o dever de participar dos momentos críticos do seu povo e da sua Igreja. Em caso de opressão, entretanto, a sua função é de ser instrumento usado por Deus no livramento de muitos.
"Se não se pode perdoar, não vale a pena vencer" (Victor Hugo).
SER LUZ OU ESCURIDÃO ?
O pecado (semente maligna) destrói o ser humano e o pecador destrói a sociedade. A graça de Deus liberta o ser humano e o salvo liberta a sociedade.
Embora as duas afirmações acima pareçam pragmáticas, o processo de destruição ou libertação da sociedade acontece gradativamente. Certo é afirmar que o ser humano é o agente na sociedade tanto para destruí-la como para salvá-la e libertá-la do mal que a tem destruído.
Nós, seres humanos, refletimos para a sociedade (por meio de pensamento, escolhas e atos) "aquilo" que somos no íntimo. A semente que carregamos dentro de nós é quem dita a natureza do que expomos como fruto para a sociedade.
Jesus Cristo disse que se conhece uma árvore pelo fruto que ela produz. Quando Jesus estava restaurando a visão a um cego, em primeiro momento, ao ser perguntado por Jesus sobre o que estava enxergando, o cego disse estar vendo os seres humanos como árvores. Depois que ele lavou os olhos pela segunda vez, a visão ficou mais nítida fisicamente. Mas a primeira visão do ex-cego foi corretíssima quanto a “equação” da vida humana – o ser humano é aquilo que ele externa; o ser humano externa aquilo que está em sua alma.
Temos que ter em mente que tudo (eu disse tudo) que nós externamos é fruto que produzimos e semente que disseminamos. Nossos pensamentos, nossas escolhas e nossos atos, bons ou maus, terão repercussão no meio do qual fazemos parte.
Por isso, pensar bem antes de externar uma opinião, buscar fazer escolhas acertadas de acordo com valores e princípios morais e éticos elevados e agir de forma que façamos com os outros e com a sociedade o que desejamos que façam conosco, deve ser levado em alta consideração e cuidado, porque, conscientes ou não, somos agentes de destruição ou de libertação da sociedade.
Na sociedade nós somos luz ou somos trevas. Luz salva e liberta, trevas destrói e mata. Luz é o conhecimento que produz vida, trevas é o conhecimento que produz morte. Por isso ninguém apenas passa pela vida. Cada um de nós passa pela vida carregando consigo a responsabilidade por todos os atos cometidos. Não vale o ditado antigo “comamos e bebamos que amanhã morreremos” como se tivéssemos esta regalia de fazer o que quisermos e, no final, sairmos ilesos. Todos prestaremos contas de todo pensamento que expomos, por todas as escolhas que fizemos e por todos os atos que cometemos, sejam bons ou maus.
Portanto, cada um veja como vive, pois o que semearmos será o que haveremos de colher. Sendo assim devemos atentar bem para qual semente temos guardado em nossos corações – a semente do pecado (maligna e destruidora) ou a semente da graça (a qual provém de Deus, por meio de Jesus Cristo, e é libertadora e salvadora).
SER CRISTÃO, " SER IGREJA "
"Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo." 1 Pedro 2:5
Constitui sutil engano de pensar que a igreja é o edifício de tijolos construído pelos homens. Este engano produz um recorrente equívoco: Confunde-se igreja com templo. Devemos perceber que a igreja é o edifício de Deus, construído com pedras vivas (I Pedro 2:5). Assim, a igreja é um grupo de pessoas regeneradas que se reúnem em nome do Senhor Jesus (Mateus 18:20).
Outro engano que se comete é pensar que a "vida espiritual" somente acontece quando a igreja está reunida no templo. Pensamos assim, pois a cultura moderna da cristandade nos faz acreditar que as celebrações, as reuniões de oração e de ensino da Palavra somente acontecem no templo. A Bíblia menciona que a igreja se reunia nas casas. O que significa isso? Significa que a “vida espiritual” também acontecia nas casas. No entanto, quando se “pratica” a vida espiritual somente nas reuniões da igreja no templo as famílias sutilmente são conduzidas a “não viverem a espiritualidade” no ambiente do lar. O Senhor tenha misericórdia de nós! Que nos faça despertar deste perigoso sono.
Olhemos para as nossas casas. A vida espiritual está acontecendo lá? Provavelmente não! Oh! Lamentável realidade. Por quê? ... Um dos fatores é que, para nós, a vida espiritual somente acontece no templo. Quando é que viveremos a realidade de Romanos 16:5: "...saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles."? No templo somos “espirituais”: ministramos aos irmãos, oramos, dedicamos textos bíblicos, abraçamos, aconselhamos, confortamos. Oh! Quanta coisa fazemos no templo! No entanto, algumas perguntas devem ser enfrentadas por nós: Temos consciência de que em nossa casa há uma igreja (nossa família) que se reúne todos os dias? A vida espiritual tem acontecido nesta igreja familiar? Qual é o nosso dever para com esta igreja? Não nos esqueçamos de uma coisa: A nossa casa é a igreja!
Como seria bom, se em nossos lares a oração fluísse espontâneamente! O pai orando pelo filho, a esposa pelo esposo, o filho pela mãe, etc! Maravilhoso, não!?! Seria tão bom, se em nossos lares ocorresse ministração espontânea, perdão voluntário, consolo mútuo, temperança, e tantas outros aspectos práticos da vida cristã! Seria bom se o nosso lar, na prática, fosse o que na verdade deve ser: igreja!
Como tratamos nossos familiares? Como lidamos com os problemas em nosso lar? Temos esquecido que em nossos lares existem, não somente, o pai, a mãe e os filhos, mas irmãos em Cristo. Como trataríamos uns aos outros em nosso lar, se estivesse firme, em nós, a convicção de que somos irmãos em Cristo? O Senhor nos chamou para que a nossa casa se torne uma igreja. Esta é a visão da igreja que o Senhor deseja gerar dentro de nós. Com um propósito firme, pensemos e busquemos estas coisas até que possamos dizer: “Há uma igreja que se reúne em minha casa”!
Em Cristo.
Constitui sutil engano de pensar que a igreja é o edifício de tijolos construído pelos homens. Este engano produz um recorrente equívoco: Confunde-se igreja com templo. Devemos perceber que a igreja é o edifício de Deus, construído com pedras vivas (I Pedro 2:5). Assim, a igreja é um grupo de pessoas regeneradas que se reúnem em nome do Senhor Jesus (Mateus 18:20).
Outro engano que se comete é pensar que a "vida espiritual" somente acontece quando a igreja está reunida no templo. Pensamos assim, pois a cultura moderna da cristandade nos faz acreditar que as celebrações, as reuniões de oração e de ensino da Palavra somente acontecem no templo. A Bíblia menciona que a igreja se reunia nas casas. O que significa isso? Significa que a “vida espiritual” também acontecia nas casas. No entanto, quando se “pratica” a vida espiritual somente nas reuniões da igreja no templo as famílias sutilmente são conduzidas a “não viverem a espiritualidade” no ambiente do lar. O Senhor tenha misericórdia de nós! Que nos faça despertar deste perigoso sono.
Olhemos para as nossas casas. A vida espiritual está acontecendo lá? Provavelmente não! Oh! Lamentável realidade. Por quê? ... Um dos fatores é que, para nós, a vida espiritual somente acontece no templo. Quando é que viveremos a realidade de Romanos 16:5: "...saudai igualmente a igreja que se reúne na casa deles."? No templo somos “espirituais”: ministramos aos irmãos, oramos, dedicamos textos bíblicos, abraçamos, aconselhamos, confortamos. Oh! Quanta coisa fazemos no templo! No entanto, algumas perguntas devem ser enfrentadas por nós: Temos consciência de que em nossa casa há uma igreja (nossa família) que se reúne todos os dias? A vida espiritual tem acontecido nesta igreja familiar? Qual é o nosso dever para com esta igreja? Não nos esqueçamos de uma coisa: A nossa casa é a igreja!
Como seria bom, se em nossos lares a oração fluísse espontâneamente! O pai orando pelo filho, a esposa pelo esposo, o filho pela mãe, etc! Maravilhoso, não!?! Seria tão bom, se em nossos lares ocorresse ministração espontânea, perdão voluntário, consolo mútuo, temperança, e tantas outros aspectos práticos da vida cristã! Seria bom se o nosso lar, na prática, fosse o que na verdade deve ser: igreja!
Como tratamos nossos familiares? Como lidamos com os problemas em nosso lar? Temos esquecido que em nossos lares existem, não somente, o pai, a mãe e os filhos, mas irmãos em Cristo. Como trataríamos uns aos outros em nosso lar, se estivesse firme, em nós, a convicção de que somos irmãos em Cristo? O Senhor nos chamou para que a nossa casa se torne uma igreja. Esta é a visão da igreja que o Senhor deseja gerar dentro de nós. Com um propósito firme, pensemos e busquemos estas coisas até que possamos dizer: “Há uma igreja que se reúne em minha casa”!
Em Cristo.
A ESPIRITUALIDADE ECUMÊNICA NO BRASIL ( Ter, 07 de Junho de 2011 09:30 / Atualizado - Ter, 07 de Junho de 2011 09:34 por: cnbb E-mail )
Nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos/2010, nós cristãos somos convidados a vivermos “unidos nos ensinamentos dos Apóstolos...” (At 2,42). Isso impele à reflexão sobre os elementos desse ensino que sustenta a comunhão dos discípulos e discípulas de Cristo. Esses elementos encontram-se de formas diferentes nas diversas tradições eclesiais. Eles nos conduzem à busca comunhão pela vivência de uma espiritualidade ecumênica.
A espiritualidade ecumênica caracteriza-se pelo intento de comunhão das diferentes modalidades de experiência da fé cristã, que acontecem no interior das diferentes igrejas. E configura-se pelo encontro, a escuta e a valorização recíproca das experiências de oração e de vida no interior de cada tradição eclesial, buscando individualizar as efetivas possibilidades da unidade cristã através da mística do diálogo.
A sua explicitação é privilegiada na oração que emerge dos encontros de natureza ecumênica promovidos seja pelas igrejas, seja organismos ecumênicos ou pelos cristãos, os quais em suas comunidades formam grupos ecumênicos espontâneos, alimentando o espírito de convivência e diálogo. Mas é, sobretudo, no interior do coração e da consciência de cada fiel que se forma a espiritualidade ecumênica. Ali o Espírito atua e suscita o diálogo com Deus e com os outros. Assim, a espiritualidade ecumênica não é exclusiva das organizações eclesiásticas e/ou ecumênicas, ainda se está legitimamente ancorada nessas instâncias. Ela tem seu lugar na disponibilidade do cristão em deixar-se guiar pelo Espírito que forma o seu modo de ser, de compreender e de conviver com o outro, construindo uma atitude de vida pautada pela capacidade de convivência, de diálogo e de comunhão.
2 - Uma base comum
Constatam-se três principais elementos que formam a base da espiritualidade ecumênica no Brasil: 1) a fé em Jesus Cristo ao qual todos os cristãos se referem como razão e centro da própria existência. Isso possibilita aos cristãos e suas igrejas abertura para o mútuo reconhecimento de suas tradições, compreendendo que as diferenças na forma de expressar a fé cristã nem sempre significam divergências quanto ao seu conteúdo. Assim, as diferentes concepções da fé cristã e a diversidade de formulações e expressões da espiritualidade, não impossibilitam a busca de caminhos que favoreçam a oração comum entre cristãos de diferentes igrejas.
2) A solidariedade no contexto em que se vive. No Brasil, e na América Latina como um todo, a espiritualidade tem um profundo enraizamento no contexto social das comunidades. Esse contexto é marcado por situações de empobrecimento, miserabilidade, exclusão. Essa situação é comum a cristãos de diferentes igrejas, fato esse que faz do contexto social um chão ecumênico. Consequentemente, a espiritualidade ecumênica que alimenta as práticas de convivência e diálogo dos cristãos nesse contexto, assume ares de profecia. A oração que sobe aos céus é proferida junto com o grito de dor e de sofrimento causados pela injustiça social.
3) O crescimento do movimento ecumênico no Brasil no período pós-conciliar, constatado por três principais fatores: a) o incremento dos organismos ecumênicos tanto a nível nacional quanto a nível local e regional. Destacam-se aqui a Coordenadoria Ecumênica de Serviços – CESE (1973), o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC (1982), e os inúmeros grupos ecumênicos que surgem nas diferentes comunidades, paróquias e dioceses. No interior da Igreja Católica Romana, destacam-se a Dimensão V da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e as Comissões Regionais e Diocesanas para o Ecumenismo; b) o fortalecimento das iniciativas em âmbito nacional, como as Semanas de Oração pela Unidade dos Cristãos e a Campanha da Fraternidade Ecumênica no ano 2000 (haverá outra Campanha da Fraternidade Ecumênica em 2005); c) a emergência de ambientes que vão aos poucos se tornando referência na experiência de uma espiritualidade ecumênica: Casa da Reconciliação, em São Paulo; Mosteiro da Anunciação, em Goiás; os Focolarinos, em várias regiões do Brasil; a comunidade de Taizé, na Bahía.
Esses três elementos são fundamentais para se entender o crescimento das iniciativas que promovem a oração comum entre cristãos de diferentes igrejas. Uma oração realizada em diferentes lugares e situações, mas que acontece motivada pelo mesmo Espírito que promove a unidade. A oração que emerge das práticas ecumênicas vai formando nos cristãos um modo de ser, atitudes e comportamentos ecumênicos que estão na base da espiritualidade ecumênica no Brasil.
3 - A natureza da espiritualidade ecumênica
As iniciativas ecumênicas que se concentram na espiritualidade não se propõe tratar das questões técnicas do ecumenismo, nem fazer análises ou discussões ecumênicas. Visam, sobretudo, partilhar uma comum experiência da fé, buscando alargar as possibilidades de comunhão que tenham na oração a sua fonte e o seu alimento. São iniciativas ainda pouco exploradas, mas certamente as mais profundas e mais promissoras das experiências ecumênicas realizadas, por possibilitarem mais do que outras uma real comunhão de sentimentos, de projetos, de vida. Elas criam um «lugar interior» comum, onde cada fiel encontra-se com o outro e com Deus, de modo que as experiências ecumênicas que configuram a espiritualidade dos que delas participam são os principais estímulos à busca da unidade.
Isso faz com que seja a espiritualidade ecumênica o elemento que permite compreender que as divisões atingem mais os aspectos acidentais e estruturais na Igreja, no que se refere à sua manifestação visível, estruturas de organização e estruturas doutrinárias. Mas em sua essência a Igreja continua una. Por isso o movimento ecumênico é um processo espiritual que possibilita ver que a Igreja em sua realidade mais profunda mantém a unidade e unicidade que Cristo lhe deu. O ecumenismo é um processo espiritual no sentido de estar aberto à inspiração do Espírito Santo que reconcilia e reúne todos os cristãos no Corpo de Cristo. Nesse processo, a espiritualidade é um elemento essencial, mais do que um horizonte ou dimensão.
Enfim, dentre as características principais da espiritualidade ecumenica temos: trinitária – a fonte da espiritualidade é a Trindade, cujo amor do Pai permite ao Filho que nos dê o seu Espírito da unidade. É Cristo quem atua, pelo seu Espírito, no seio da Igreja para levá-la à comunhão com o Pai; ato de fé – a espiritualidade é uma atitude de confiança no projeto unificador que Deus tem para a Igreja e para a humanidade como um todo. O fiel crê que Deus possibilitará a unidade; ato de conversão – não há unidade sem conversão interior, arrependimento comum e mudança do comportamento que dificultam a comunhão. A espiritualidade ecumênica exige a kênonis, a capacidade de esvaziar-se da discórdia, dos rancores e demais motivos de divisão; ato de sacrifício – o desejo de unidade é um projeto, um dom mas também uma tarefa, que exige dedicação, compromisso, sacrifício; ato de profecia – a espiritualidade ecumênica possibilita discernir entre os sinais que conduzem à comunhão e aqueles que a obstaculizam. Ela apresenta o agir ecumênico como um agir profético, proclamando com convicção que a comunhão é o plano de Deus para a sua Igreja.
4 - Interrogações
Muitas interrogações aparecem quando se trata de refletir sobre a espiritualidade ecumênica. Primeiramente, as experiências ecumênicas e as práticas de oração existentes parecem insuficientes para expressar uma verdadeira espiritualidade ecumênica. À oração realizada em conjunto parece faltar uma espiritualidade vivida, e as demais práticas ecumênicas também tendem a permanecer num nível superficial e formal. Há que se agregar valores vitais, um modo de ser ecumênico para se construir uma espiritualidade ecumênica. Segundo, nos últimos tempos, as igrejas parecem estar se distanciando mutuamente, e a fragilidade das relações entre elas incide diretamente na espiritualidade ecumênica. Terceiro, em muitos meios, sobretudo eclesiásticos, não há encorajamento na busca de uma espiritualidade ecumênica. Poucos são os líderes eclesiáticos que se integram nas iniciativas de diálogo e cooperação entre as igrejas.
Essas iterrogações serão respondidas na medida em que as iniciativas que indicam a identidade de uma espiritualidade ecumênica for acompanhada de uma reflexão capaz de individuar equívocos e obstáculos, junto aos resultados consoladores que surgem pela ação do Espírito que atua no interior de cada cristão e de cada Igreja. A todos Ele permite que a voz do Evangelho seja ouvida «na própria língua» (At 2,6). Por isso mesmo, as dificuldades encontradas são em si mesmas um forte convite à oração. Há que se valorizar as iniciativas ecumênicas que acontecem seja motivadas pelas igrejas, seja motivadas pelos organismos ecumênicos ou pelas comunidades dos fiéis. Todos buscam, de algum modo e ao seu modo, experienciar a autenticidade, o significado, as características peculiares da espiritualidade ecumênica. Se Cristo é um, se a Igreja é uma – apesar das diferentes e, inclusive, divergentes concepções – se a oração vai pelo mesmo caminho, se nasce do coração do fiel e se aos poucos vai assumindo uma identidade de expressão, se é possível invocar juntos a Deus em determinadas situações, então comprovada está a possibilidade de uma espiritualidade ecumênica que dê ao mesmo tempo sustento e significado às iniciativas ecumênicas realizadas pelos cristãos comprometidos com a busca da unidade da Igreja.
5 - Conclusão
A regularidade da oração entre cristãos de diferentes igrejas esternaliza uma espiritualidade que vai se configurando sempre mais como ecumênica. Essa espiritualidade assume um significado fundamental não apenas para o movimento ecumênico, mas, e sobretudo, para as igrejas nele integradas. Sob o impulso dessa espiritualidade é que se desenvolve o ecumenismo, oferecendo aos cristãos e suas igrejas a possibilidade de diálogo e comunhão. Não pode haver diálogo verdadeiro onde não existe uma consciente experiência da fé e uma viva espiritualidade que toca essa própria fé. Unindo-se em oração, os cristãos realizam ao mesmo tempo um profundo ato de fé e uma significativa e transcendente comunhão entre suas igrejas. Todos, sem perderem a identidade da sua tradição, condividem um raro momento de fraternidade que supera as barreiras impostas pelos fatores de divisão. Desse modo, a espiritualidade, enquanto emanação da transcendência divina, permanece, junto com a oração, um recurso inesgotável de esperança ecumênica.
Pode-se concluir que tanto para a Igreja Católica Romana quanto para as demais igrejas que se propõe a percorrer os caminhos do ecumenismo no Brasil, é extremamente positiva e frutuosa a espiritualidade ecumênica que vem sendo configurada pelas práticas de diálogo e cooperação entre cristãos de diferentes tradições eclesiais. Ao menos em linha de princípio, existe em todos uma considerável abertura para a espiritualidade ecumênica. Particularmente nas igrejas membros do CONIC, há um notório esforço para que a espiritualidade cultivada não se afirme em oposição às outras igrejas, o que agravaria a situação de divisão entre os cristãos. Assim, no campo da espiritualidade o ecumenismo no Brasil encontra favoráveis condições de crescimento. E isso só pode ser considerado «fruto do Espírito Santo» (UR 4), pois somente Ele possibilita a oração como «a alma do movimento ecumênico» (UR 8).
Pe. Elias WolffA
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