FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 30 de março de 2011

O GRANDE ( MENDIGO DE DEUS ) Parte 1

A Irmã M. Angela Erdt, de Augsburg, assistiu a uma das suas pregações e nos conta uma história comovente:
Foi em 1956 ou 1957. Eu estava na nossa casa em Nördling, quando foi anunciada a visita do “Padre Toucinho”. A igreja católica de São Salvador se encheu até ao último lugar.
O Padre Werenfried falou de forma tão fascinante que as pessoas pareciam ser só olhos e ouvidos. Até eu estava de tal forma “envolvida” que as pessoas podiam reparar no meu ar perplexo, como depois algumas irmãs confirmaram. Contava-se, entre outros episódios, como ele depois da guerra mendigou pelas vítimas de bombardeios e pelos refugiados alemães numa localidade da Flandres. Precisamente este local tinha suportado o pior durante a guerra: os civis (idosos e adolescentes) que estavam ao alcance foram mortos a tiro por militares alemães. O Padre Werenfried tinha conhecimento deste crime. No entanto, ele se atreveu a pedir às pessoas deste local donativos para os alemães que passavam necessidades. Ele conseguiu com a sua própria força persuasiva levar as pessoas à reconciliação e à misericórdia, pois muitas mulheres do local vieram - mesmo que ao final do dia - trazer em aventais as suas doações.
Naturalmente você levava em conta que algumas pessoas desprevenidas, quero dizer, não abastecidas com dinheiro suficiente para o seu faminto chapéu de mendigo, aparecessem nas suas pregações ou subestimassem as suas palavras. Mas até para este problema você encontrou uma solução. Maria Vink, de Düsseldorf, nos conta:
Ainda me lembro muito bem de uma das suas pregações enérgicas e arrebatadoras na nossa paróquia. Me lembro de um dia em que havia muitos fiéis para a sua pregação. A igreja estava mais do que cheia. Na sua pregação, tudo acabaria com o seu pedido crucial de o apoiarmos, de sacrificarmos uma quantia de dinheiro com um valor não pequeno. Como ele sabia por experiência que algumas pessoas não vinham prevenidas, sabia muito bem chamar a atenção para o fato de oferecer a todos a chance de irem para casa depois da pregação, para se “reabastecerem”. Ele teria todo o gosto em esperar pelo nosso regresso. O seu carisma e as necessidades da Igreja do Leste retratadas com tanta força persuasiva abriram subitamente os corações e as mãos. Porque ninguém queria e nem podia ficar indiferente.
A nossa família vivia muito perto da igreja, e logo todos nos encontramos outra vez. Quando o meu pai entrou em casa, riu para nós e disse: “O padre pregava bem! Eu não tenho alternativa, tenho mesmo que ir buscar dinheiro e voltar. O que tinha comigo era muito pouco!”
Em frente à igreja, o Padre Werenfried ficou ainda muito tempo durante a noite, aguardando com o seu chapéu os benfeitores animados. E seguramente a sua perseverança valia a pena. Entretanto tenho 80 anos e não consigo me lembrar de ter testemunhado alguma vez um pedinte tão magnífico para as causas da Igreja.

terça-feira, 29 de março de 2011

NOSSO CORPO FOI CRIADO PARA PUREZA


As novelas, a propaganda, e a própria liberação sexual que estamos vivendo diferente dos padrões de Deus.
Você encontra na escola, em grupos de amigos, na vizinhança, afirmações como: – Ter relação sexual antes do casamento é normal!
- Virgindade é coisa ultrapassada!
E aí surge a famosa pergunta, fazendo pressão constante na mente:
- Por que não fazer o mesmo?
O fato de você ter impulsos sexuais não é errado. O problema está em como lidar com eles.
Muitos, para satisfazer os impulsos sexuais utilizam-se da masturbação, também chamada de auto-estimulação.
MASTURBAÇÃO É PECADO?
Na Bíblia você não encontra especificamente a palavra “masturbação”, mas princípios relacionados ao assunto, os quais Deus deseja que levemos em consideração.
“… Qualquer um que até mesmo olhar para uma mulher com cobiça nos olhos, em seu coração já cometeu adultério com ela” (Mt 5.28 – Bíblia Viva).
“Não cobice a mulher do próximo” (Ex 20.17 – Bíblia Viva).
Ao se masturbar, o que vem à sua mente? Não é exatamente nesse ponto que começam os pensamentos e fantasias sexuais? Você acha que Deus aprovaria tal atitude? Ele mesmo diz que a intenção impura já nos faz pecar.
Em 1 Corintios 6.19 e 20 lemoS’ .Será que vocês não aprenderam ainda que seu corpo é a morada do Espírito Santo que Deus Ihes deu, e que Ele vive dentro de vocês? Seu próprio corpo não Ihes pertence. Porque Deus comprou vocês por preço elevado. Portanto, usem todas as partes do seu corpo para render glória a Deus, porque o corpo Lhe pertence”.
Com base neste texto, responda:
- Masturbando-se você estaria glorificando a Deus em seu corpo?
- Sua consciência não o acusa?
À luz dessa passagem, alguém pode achar que masturbação é algo que agrada a Deus?
Caso ainda reste alguma dúvida observe Romanos 14.22 e 23. Viu? Tudo que nos deixa em dúvida e não provém de fé, é pecado. Então…
COMO CONTROLAR OS IMPULSOS SEXUAIS?
Em Mateus 26.41, Jesus nos exorta: “Fiquem atentos e orem. De outro modo a tentação vencerá vocês”.
A primeira atitude é vigiar. Portanto, você deve estar atento, como um sentinela na guerra. Ao perceber que determinada situação poderá levá-lo a pecar, não tente enfrentá-la, mas fuja!
“Tenha fé e’ amor, e sinta prazer na companhia daqueles que amam o Senhor’ e têm o coração puro” (2 Tm 2.22 – BV).
Ser tentado não é pecado. O pecado está em aceitar a tentação. Tiago 1.15 mostra os passos existentes entre o ser tentado e o pecar. Portanto, existe a possibilidade de, ao sermos tentados, não pecarmos.
A segunda atitude é orar. Reconheça seu pecado (Lc 18.13 e 14), confesse-o a Jesus e receba seu perdão, com base na promessa de 1 João 1.9 (“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar oS pecados e nos purificar de toda injustiça”).
Aprenda a se controlar. Quando seus pensamentos começarem a voar para as áreas de fantasias sexuais, faça como Paulo aconselha em Filipenses 4.8: fimem seus pensamentos naquilo que é verdadeiro, bom e direito. Pensem em coisas que sejam puras e agradáveis e detenham-se nas coisas boas e belas que há em outras pessoas. Pensem em todas as coisas pelas quais vocês possam louvar a Deus e alegrar-se com elas”.

Caso seu impulso sexual esteja “à flor da pele”, não fique sozinho por longos períodos. Satanás pode facilmente trazer maus pensamentos à sua mente. Lembre-se do ditado: “Mente vazia, oficina do diabo”.
- Procure ter como exemplo rapazes e moças que permaneceram na vontade de Deus em sua adolescência e foram recompensados por Ele. Compartilhe suas dificuldades com essas pessoas e aprenderá muito com as experiências que passaram, e das quais saíram vitoriosos
por cristo,com cristo e em cristo sempre!Amém.

VISITA AO SANTISSIMO

“Quereis que o Senhor vos dê muitas graças?
Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças?
Visitai-o poucas vezes. Quereis que o demônio vos assalte?
Visitai raramente a Jesus Sacramentado.
Quereis que o demônio fuja de vós?
Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer o demônio?
Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos?
Deixai de visitar a Jesus Meu caros, a visita é um meio muito necessário para vencer o demônio.
Portanto, ide freqüentemente visitar Jesus, e o demônio não terá vitória contra vós.”
Dom Bosco

Oração para Adoração ao Santíssimo: Adoro-Te, devote!

Composta por São Tomas de Aquino, a pedido do papa Urbano IV. 1263

1. Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida, que verdadeiramente Se oculta sob estas aparências, aVós, meu coração submete-se todo inteiro, porque, vos contemplando, tudo desfalece.
2. A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós mas, somente em vos ouvir em tudo creio. Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus, nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.
3. Na Cruz, estava oculta somente a vossa Divindade, mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade. Eu, contudo, crendo e professando ambas, peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.
4. Não vejo, como Tomé, as vossas chagas, entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus. Faça que eu sempre creia mais em Vós, em vós esperar e vos amar.
5. Ó memorial da morte do Senhor, Pão vivo que dá vida aos homens, faça que minha alma viva de Vós, e que à ela seja sempre doce este saber.
6.Senhor Jesus, bondoso pelicano, lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue, pois que uma única gota faz salvar todo o mundo e apagar todo pecado.
7. Ó Jesus, que velado agora vejo, peço que se realize aquilo que tanto desejo: Que eu veja claramente vossa face revelada; que eu seja feliz contemplando a vossa glória. Amem

segunda-feira, 28 de março de 2011

VEM, SEGUE-ME E VENCERÁS.

"De longe se me deixou ver o Senhor: Amei-te com amor eterno. Por isso me és tão desejada!" (Jer 31,3)

Há já algum tempo que me pediram para partilhar o meu testemunho. Por isso, aqui me encontro, dando graças ao Senhor pelas maravilhas que Ele operou e tem operado em mim.

Tudo começou no ano de 1997, tinha apenas dezasseis anos, havia deixado os estudos e encontrava-me a trabalhar. Um belo dia, um dos meus colegas de trabalho falou-me do Renovamento Carismático Católico trazendo-me dias depois algumas revistas "Pneuma", as quais li com certa atenção. Como se aproximava a Assembleia de Novembro esse meu colega convidou-me a participar, contudo, apesar de algumas dificuldades para que tal fosse possível, o facto é que fui (afinal eram três dias fora de casa - pensava eu).

Lembro-me de que, na sexta-feira, quando entrei no centro Paulo VI notei que as pessoas eram diferentes: havia sempre um sorriso nos lábios. E isso tocou-me. Contudo, o levantarem as mãos, baterem palmas, e orarem em línguas, fez-me confusão, apesar das explicações que me haviam dado. A realidade que eu vivia era bem diferente desta vivência de Igreja. No Sábado, dei-me conta que tinha levantado os braços e estava atenta aos ensinamentos do Pe. Alírio Pedrini, o que não era habitual, pois durante as Eucaristias a minha atenção estava sempre bem longe. No dia seguinte, quando regressei a casa, os meus pais acharam-me diferente e perguntaram-me se tinha acontecido algo comigo.

Desde essa minha primeira experiência no Renovamento, tudo passou a ser diferente. Comecei por participar assiduamente na Eucaristia, não por obrigação dos meus pais, mas porque a experiência de Jesus Cristo naqueles dias, impelia-me a procurá-Lo, a sede d'Ele era imensa...Tal como digo frequentemente, Deus trabalhou em mim rapidamente, pois no ano seguinte pela primeira vez realizaram-se dois retiros de orientação carismática no seminário de Fraião, nos quais tive a oportunidade de participar.

No primeiro retiro, quando me impuseram as mãos, entreguei-me totalmente ao Senhor e senti como que uma voz que me dizia: "Vem, segue-Me e vencerás!". Estas palavras marcaram-me profundamente. Naquele momento, percebi que Jesus me pedia para segui-Lo na vida religiosa. Era algo impensável na minha vida, que vinha quebrar com todos os meus planos para o futuro.

O retiro terminou, mas essa frase não saía do meu pensamento e o tempo ia passando, até que resolvi colocar-me na disponibilidade: se realmente era essa a minha vocação, o Senhor teria que colocar no meu caminho pessoas que me ajudassem nesse sentido.

De facto, foi o que aconteceu na Assembleia de Novembro de 1998. Por graça de Deus, no Domingo, a Irmã Inês de Jesus esteve presente dando o seu testemunho de vida. Foi esta Irmã que dias depois conheci em Braga e que muito me ajudou não só na minha caminhada de discernimento da vocação, mas também no Renovamento.

No dia 19 de Março de 1999 iniciámos o grupo de oração de S.José na minha Paróquia. Éramos um grupo pequeno que aos poucos foi crescendo. Apercebemo-nos que a distribuição da revista "Pneuma" seria o meio mais eficaz de dar a conhecer o Renovamento de forma límpida e sem qualquer deturpação. Além disso, partilhávamos os livros que íamos adquirindo de modo a podermos crescer nesta vida nova do Espírito.

No ano 2000, diante de Nossa Senhora, em Fátima, fiz o meu compromisso como "Amiga de Jesus". Foi um momento que me marcou fortemente, pois passei a sentir uma maior responsabilidade, não guardando somente para mim tudo quanto me estava sendo dado por parte do Senhor, mas, impelindo-me a partilhá-lo com os irmãos: "Recebestes de graça, dai de graça" (Mt 10,8).

Neste sentido, o Espírito Santo continuava a manifestar-se nas pessoas que colocava no meu caminho. Através de um sacerdote Paulista, natural da minha aldeia, tomei conhecimento das Irmãs Discípulas do Divino Mestre, com as quais fui fazendo caminhada de discernimento durante três anos aproximadamente. A minha família não aceitou a minha decisão. Contudo, no dia 8 de Setembro de 2001 entrei na Congregação. É uma caminhada que se prolonga há já dois anos.

Neste momento encontro-me como Postulante. Dei este passo no dia 29 de Junho deste ano (2003). Sinto-me muito feliz por fazer parte desta Congregação da Família Paulista, (cujo fundador Pe. Tiago Alberione foi este ano proclamado Beato pelo Santo Padre), além de ter como missão viver e dar ao mundo Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, através do Apostolado Eucarístico, Sacerdotal e Litúrgico.

O que mais me atraiu e atrai é o facto de estarmos diariamente diante de Jesus Eucaristia representando toda a Humanidade com as suas dificuldades, sofrimentos, anseios...Entregando, suplicando, intercedendo a Sua Misericórdia, mas também louvando e agradecendo pelas Suas maravilhas de amor.

Sem dúvida, a minha vocação nasceu no Renovamento, no qual fiz uma verdadeira experiência do Amor de Deus. E, quando se experimenta esse amor, nunca mais voltamos a ser os mesmos, porque onde o Espírito Santo passa, deixa marcas profundas da Sua presença. Perante o Amor de Deus derramado no meu coração, na totalidade do meu ser, sentia-me impulsionada a transmiti-lo tal como os Apóstolos depois de Pentecostes.

Dentro da espiritualidade Paulista tenho essa possibilidade de, a exemplo de S.Paulo, viver essa vida nova do Espírito e transmiti-la dentro do carisma a que fomos chamados. Acredito profundamente que se a humanidade experimentasse esta vida nova no Espírito, o Jesus Vivo e Ressuscitado, tudo estaria bem diferente.

Cabe a cada um de nós, que experimentamos as maravilhas do Espírito de Deus, dá-Lo a conhecer. Fazendo-nos ao largo, como nos convida o Santo Padre, de modo a que os nossos irmãos vejam em nós a alegria que brota de corações repletos do Espírito Santo e desejem experimentar desta "água pura" que nos torna criaturas novas.

Peço-vos que continueis a interceder por mim diante do Senhor, para que me deixe guiar sempre pelo Seu Espírito de modo a que Lhe seja fiel. Pela minha parte, terei sempre o Renovamento no coração e continuarei a rezar por todos vós.
A vossa "Amiga de Jesus",
Postulante Maria Natália

O AMOR DE DEUS

Que palavras escolher para transmitir toda esta vivência que tenho tido durante este seminário?
Estou a saborear tudo isto porque, mais do que por palavras, esta vivência saboreia-se. E este saborear, este sentir o Amor de Deus, torna-nos felizes. Começa a surgir uma felicidade tal que não se consegue compreender como acontece, onde começa e onde acaba porque está envolta numa corrente tão forte que se torna impossível tentar querer explicá-la ou racionalizá-la, mas apenas senti-la e vivê-la. Esta felicidade interminável é o Amor de Deus; o Amor que Deus tem por cada um de nós em particular. E é uma fonte inesgotável, infinita. Na minha pequenez, senti esta fonte de Amor tão grande que me ultrapassou a mim mesma; como se o contágio deste Amor gerasse uma harmonia tão grande que chegava a mim e voltava para a sua fonte primitiva e assim sucessivamente, porque sozinha não era capaz de suportar tanto Amor. Transbordou todo o meu ser e ultrapassou qualquer outro sentimento que tenha alguma vez experimentado.

Estas semanas de caminhada têm sido para mim, um reforço da minha fé, ou seja, a minha relação com Deus ganhou outra vivacidade, tornou-se mais plena. Consegui descobrir um gozo maior na oração, um prazer profundo em estar com o Senhor de tal forma que todos os medos, as preocupações, as ansiedades, as dúvidas, as inquietações, as incertezas quanto ao futuro, os porquês do passado tornaram-se tão insignificantes, tão pequenos que me desapareceram do pensamento. O Espírito Santo, pela infinita bondade e misericórdia de Deus, esvaziou em mim tudo isso e encheu-me apenas de Amor. Todo este sentir começou a acontecer, aos poucos, desde que comecei a participar assiduamente na assembleia Pneumavita, há mais de um ano. Cada vez que a minha intimidade com Deus ia aumentando, fui-me rendendo ao seu Amor e tudo começava a ganhar outro gosto. A própria oração do terço ganhou outro sentido: a oração ganhou vida porque as palavras revestiram-se de conteúdo e passaram a ser sentidas mais com o coração. E, assim, o que tenho vindo a notar é uma transformação interior gradual.

Este seminário veio consolidar toda esta caminhada: veio mostrar-me que tal como o meu corpo necessita de alimento para viver, ainda mais o meu espírito anseia ardentemente pela oração pois apenas desta forma é possível chegar a Deus. E se não orar não posso ser feliz. Assim que se experimenta, não é mais possível encontrar uma resposta tão plena à nossa necessidade de Amor de Deus.

No fim-de-semana de retiro, que culminou com a "efusão do Espírito Santo", adquiri uma consciência ainda mais clara desta necessidade que temos, necessidade vital de Deus. Foi fortalecer a convicção de que só Deus é e pode ser o meu Senhor, o meu único e verdadeiro Senhor, pois como Ele mais ninguém me ama. A minha vida só pode ser Dele; fui criada por Ele e, por isso, tenho de ser um meio Dele, um canal ao seu serviço para, desse modo, caminhar e chegar até Ele. E esta certeza, que fervilhava dentro do meu coração, enchia-me a alma. A toda a hora, soava na minha mente, como um sino a bater forte, tão forte que parecia ouvir-se a léguas de distância: entrega-te a Deus sem reservas; entrega-te à Sua vontade; só ele é o teu Senhor. Todo o ambiente cheio de amor que se viveu durante todo o fim-de-semana convidava ao "sim", ao abandono.

E, neste grito do meu coração, estava Nossa Senhora com o seu exemplo, a sua presença tão forte e, ao mesmo tempo, tão meiga. Nossa Senhora, com toda a sua ternura, intercedeu para que o meu coração se abrisse a Jesus ainda mais. A nossa querida mãezinha quis-me fazer ver que, apesar de ser uma criatura tão frágil, tão pequenina, tão cheia de imperfeições, sou tão importante para Deus. Caminhando ao meu lado, fez-me abrir o coração ao Amor de Deus e senti que me dizia para pronunciar o "sim", entregar-me tal como fez no seu "Magnificat". Nossa Senhora foi e será sempre a minha inspiração no caminho que nos faz chegar a Jesus. É através do seu exemplo, da sua dedicação a Deus que poderei tornar-me capaz de crescer para o Senhor. Na simplicidade, na humildade, na entrega estão as respostas a todas as perguntas que a nossa mente pecadora, cega muitas vezes faz, criando problemas onde não existem.

O Espírito Santo desceu sobre mim, revelando-me um Amor inigualável para o qual não tenho palavras, mostrando-me um bocadinho do que é a perfeita harmonia do beijo entre o Pai e o Filho e nessa graça, Nossa Senhora intercedendo por mim, levou-me até ao seu Filho, ajudando-me e encaminhando-me para que visse, com os olhos da alma, que se chega aí, a Jesus, através da oração, da persistência na oração. A oração não é mais do que a resposta ao Amor de Deus. É um acto de amor para com Deus.
Ana Virginia Pereira

RECONCILIAÇÃO

A Reconciliação é um dos 7 Sacramentos da Igreja. É um Sacramento de cura. Quantas vezes pecamos contra Deus e contra os irmãos? É, pois, através da reconciliação que ficamos limpos do pecado.

Quando vamos ter com um sacerdote, profundamente arrependidos de termos pecado, é como se fossemos ter com o próprio Deus, que está sempre a derramar a sua misericórdia sobre nós. E que bem que nos sentimos quando recebemos a absolvição! Sentimo-nos novamente livres para caminhar em santidade.

Devemo-nos reconciliar as vezes que acharmos necessárias e não estritamente uma vez por ano, por altura da Páscoa, até porque para comungarmos precisamos estar em perfeito estado de purificação, pois somos sacrário de Deus. É algo muito sério!

Possamos, nesta Quaresma, fazer um propósito de nos reconciliarmos verdadeiramente com Deus e com os irmãos. Amén!

QUARESMA ( REFLEXÃO )

Quaresma é tempo de reflexão sobre a nossa vida: como estamos, como gostaríamos de estar e essencialmente como o Senhor gostaria que estivéssemos.

O texto que se segue é um daqueles que me chegou às mãos via e-mail e que eu guardei. Não sei quem é o autor, mas gostaria que ele te ajudasse na reflexão que cada um de nós deve fazer neste tempo.
O dia em que Jesus guardou silêncio
Ainda não percebi bem como aconteceu, se realmente aconteceu, ou se foi um sonho.
Apenas me lembro que já era tarde e que estava sentado no meu cadeirão preferido, com um bom livro na mão.

O cansaço começava a vencer-me e senti-me cabecear…
Num qualquer lugar entre a semi-inconsciência e os sonhos, encontrei-me num salão imenso, não tinha nada de especial senão uma imensa parede cheia de estantes, como as grandes bibliotecas. As estantes iam do chão ao tecto e a parede parecia interminável para qualquer dos lados. Tinham diferentes rótulos. Ao aproximar-me chamou-me a atenção uma prateleira com o título: "Mulheres de quem gostei". Abri-o descuidadamente e comecei a passar os ficheiros. Detive-me impressionado, tinha reconhecido o nome de cada uma delas: e tratava-se das mulheres de quem EU tinha gostado!

Sem que nada me dissesse comecei a suspeitar onde me encontrava. Este imenso salão com os seus intermináveis arquivos, era um catálogo desapiedado de toda a minha existência. Estavam escritos os atos de cada momento da minha vida, pequenos e grandes detalhes, momentos que a minha memória tinha já tinha apagado.

Um sentimento de expectativa e curiosidade, acompanhado de surpresa, começou a percorrer-me enquanto abria os ficheiros ao acaso, para explorar o seu conteúdo. Alguns trouxeram-me alegria e doces momentos; outros, pelo contrário, um sentimento de vergonha e culpa tão intensos que tive de me voltar para me certificar que ninguém me observava.

O ficheiro "Amigos" estava ao lado de "Amigos que traí" e "Amigos que abandonei quando mais precisavam". Os títulos iam do mundano ao ridículo. "Livros que li", "Mentiras que disse", "Consolação que dei", "Anedotas que contei", outros títulos eram: "Assuntos pelos quais me zanguei com os meus irmãos", "Coisas que fiz quando estava maldisposto", "Murmurações contra as repreensões da mãe quando era pequeno", "Vídeos que vi"…

Os títulos não paravam de me surpreender. Em alguns ficheiros havia mais fichas do que eu esperaria, noutros menos. Estava atónito com o volume de informação sobre a minha vida que tinha acumulado. Seria possível que tivesse tido tempo para o que estava escrito nesses milhares de fichas? Mas, cada ficha confirmava esta realidade. Estavam escritas com a minha letra, cada uma tinha a minha assinatura. Quando vi o arquivo "Canções que escutei" fiquei atónito ao descobrir que tinha mais de três metros de profundidade e, mesmo assim, não vislumbrei o fim. Senti-me envergonhado não só pela qualidade da música, como pela quantidade de tempo que demonstrava que eu tinha perdido.

Quando cheguei ao arquivo "Pensamentos de luxúria" um calafrio percorreu-me o corpo. Só abri o caixote uns centímetros… Envergonhar-me-ia conhecer a sua dimensão. Tirei uma ficha ao acaso e chorei com o conteúdo. Senti-me agoniado ao constatar que esse momento, escondido na obscuridade, tinha ficado registado…

Não era preciso ver mais… Um instinto animal me assaltou. Um pensamento dominava a minha mente: ninguém pode ver estes ficheiros, jamais. Ninguém deve entrar nunca neste salão… Tenho que destruí-lo! Num frenesim insano arranquei uma caixa do arquivo, tinha que esvaziar e queimar o conteúdo. Mas descobri que não podia sequer despegar uma só ficha da caixa. Desesperei-me e tratei de puxar com todas as forças, só para descobrir que eram mais duras que o aço quando tentava arrancá-las. Vencido e completamente impotente, devolvi a caixa ao seu lugar. Apoiei a cabeça ao interminável arquivo, e comecei a soluçar.

Nisto, o título de uma pasta pareceu aliviar um pouco a minha aflição: "Pessoas com quem partilhei o Evangelho". O rótulo brilhava, ao abri-lo não cheguei a encontrar dez fichas. As lágrimas voltaram a correr dos meus olhos. Soluçava tão sem controlo que nem podia respirar. Caí de joelhos no chão chorando amargamente de vergonha. Uma nova ideia cruzou o meu pensamento: ninguém deverá entrar neste salão, preciso encontrar a chave e fechá-lo para sempre.

Foi então, enquanto limpava os olhos, que O vi. Oh não!, por favor, não!, Não!, Não!, Todos, menos Jesus! Impotente, vi como Jesus abria as pastas uma a uma e lia cada uma das minhas fichas. Não suportaria ver a Sua reacção. Nesse momento não queria encontrar-me debaixo do Seu olhar. Intuitivamente Jesus aproximou-Se dos piores arquivos. Porque tem de os ler todos?

Com tristeza nos Seus olhos, procurou o meu olhar e eu baixei a cabeça de vergonha, tapei o rosto com as mãos e comecei a soluçar de novo. Ele, aproximou-se, e pôs as Suas mãos nos meus ombros. Podia ter dito muitas coisas. Mas Ele não disse uma só palavra. Ali estava, ao meu lado, em silêncio.
Foi o dia em que Jesus guardou silêncio… e chorou comigo.

Voltou aos arquivadores e, de um lado do salão ao outro, começou a abri-los, um por um, e em cada ficha assinava o Seu nome por cima do meu! Não! gritei correndo para Ele. A única palavra que conseguia articular era apenas !não!, !não!, ! não! quando lhe arrebatei uma ficha da Sua mão. O Seu nome não tinha por que estar nessas fichas. Não eram culpas Suas, eram minhas! Mas ali estavam, assinadas com uma tinta vermelho vivo. O Seu Nome, escrito com o Seu próprio Sangue, cobriu o meu. Tomou a ficha da minha mão, olhou-me com um sorriso triste e continuou assinando as fichas. Não percebo como o fez tão rápido. No instante a seguir, vi-O fechar o último arquivo e vir para o meu lado. Olhou-me nos olhos com ternura e disse: Consumado está. Está terminado. Eu carreguei a tua vergonha e a tua culpa.

E saímos juntos do salão… Salão que ainda permanece aberto… Porque falta preencher mais fichas… Ainda não sei se foi um sonho, uma visão ou realidade… Mas tenho a certeza que a próxima vez que Jesus voltar a esse salão, encontrará mais fichas que O alegrem, menos tempo perdido e menos fichas fúteis e vergonhosas.