FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

HOMOFOBIA: NÃO CABE AO CRISTÃO DISCRIMINAR



Além de não poder praticar nem dar seu aval à conduta sexual adulterina e à homossexual, o cristão precisa aprender a arte da convivência com aqueles que as praticam. Por ter se comprometido espontaneamente com Cristo ao se converter, o cristão é membro de uma comunidade cristã e responsável por seu comportamento e testemunho. Porém, ele não é retirado do mundo, da sociedade no meio da qual vive. Segundo Paulo, o cristão não deve ficar separado dos não-cristãos, que vivem a seu bel-prazer. Para viverem separados, os cristãos “teriam de sair deste mundo” (1Co 5.10, NTLH), atitude com a qual Jesus não concorda. Na oração sacerdotal do Cenáculo, Jesus é claro: “Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17.15, NTLH). Retirado do mundo, o cristão jamais seria “o sal da terra” e “a luz do mundo” (Mt 5.13-16).


Por uma questão de princípios, se o cristão não se retira da sociedade, ele tem de aprender a conviver com seus contemporâneos e vizinhos, sem se deixar influenciar ou enredar por eles. Convivência e conivência são coisas distintas: “convivência” é viver com outra pessoa; “conivência” é cumplicidade, colaboração, conluio.

Não cabe ao cristão discriminar, desprezar, odiar, maltratar, humilhar ou apedrejar o homossexual ou a lésbica, em uma sociedade em que há muitos outros desvios, como a injustiça, a avareza, o consumismo, a hipocrisia, a idolatria, o ódio, a vingança, a arrogância, a frivolidade e assim por diante. Cabe ao cristão conviver com todas essas pessoas, com temor e tremor, sem espírito de superioridade, reprovando todas essas coisas mais pela conduta do que pelas palavras.
O ensino de Paulo tem um valor imenso se o contexto for considerado. Não há concessão alguma ao desregramento sexual. No mesmo capítulo, o apóstolo é enfaticamente contrário à presença de certo indivíduo da comunidade cristã de Corinto que estava tendo relações com a mulher de seu pai (já morto ou não), provavelmente sua madrasta. Ele deveria ser temporariamente afastado dos privilégios da comunidade, até que sua natureza carnal fosse suplantada pela nova natureza (1Co 5.1-5). No capítulo seguinte, Paulo recorda que entre os membros fundadores da comunidade cristã havia ex-homossexuais ativos e ex-homossexuais passivos, bem como muitos outros ex-isto-e-aquilo (1Co 6.9-11).

Na comunidade, o critério seria um; na sociedade, seria outro. Não se pode exigir que o não-cristão se comporte como cristão, mas é lícito exigir que o cristão se comporte como cristão.

Elben M. Lenz César

SONHOS E UTOPYAS (IM) POSSÍVEIS


Morre mais um ano. Parecidíssimo com os demais, os meses desta década vieram marcados por tragédias que se misturaram com poucas alegrias. Rio de Janeiro e Haiti se misturaram às dores dos alagoanos. O sofrimento de tantos miseráveis clamou em alto e bom tom: a humanidade não pode esquecer-se de que o preço de um possível descontrole ambiental será altíssimo. O conflito iniciado pelo Ocidente, que tenta esvaziar a agenda fundamentalista muçulmana, parece não ter fim. Mais uma vez a história lembra que é mais fácil começar uma guerra que terminar.

Com a queda de alguns mitos da modernidade, o mundo padece de uma enxaqueca histórica. Não se acredita mais no progresso sem limite nem na agenda consumista do neoliberalismo. Sobrou uma ressaca, que imobiliza os ideais e as ações transformadoras da história; ressaca que alguns chamam de pós-modernidade. Se a alternativa da alienação não convém, parece que não há vigor para sonhar na reconstrução de outro mundo possível. Porém, sonhar é preciso. Nossos filhos e filhas não merecem herdar um mundo onde impera o desdém.

Trabalhemos pelo alvorecer de um novo dia em que os rios não poluam os oceanos; os peixes não morram asfixiados em águas podres; o raiar do sol seja menos abrasador, pois homens e mulheres conscientes restauraram as camadas estratosféricas porque adquiriram uma nova consciência ecológica. Aguardemos o dia em que novas leituras do Gênesis devolvam a humanidade à sacralidade do jardim e todos se comprometam a cuidar da criação, recompondo a natureza, que geme devido à insanidade do pecado.

Trabalhemos pelo despontar de um novo tempo em que se acabarão as fronteiras entre países, os muros étnicos e as cancelas rodoviárias; em que nos guichês de passaporte o pobre não seja impedido de procurar fugir de sistemas iníquos e o doente encontre o hospital que salvará a sua vida.

Trabalhemos pelo futuro quando espadas serão transformadas em arados. Procuremos ressignificar a esperança de que os bilhões de dólares gastos com armas e bombas sejam relocados em tratamento de esgoto, que aumenta a expectativa de vida de milhões de crianças. Repitamos: é possível acreditar que as fortunas desperdiçadas em cassinos sejam úteis em pesquisa pela erradicação da malária. Esforcemo-nos por esboçar outra realidade, em que se considera inadmissível uma bolsa custar mais que dois anos de salário de um operário.

Trabalhemos para que surjam muitas Madres Teresa de Calcutá em diversos continentes, todas empenhadas em acolher os moribundos. Sonhemos com mais profetas como Martin Luther King -- e que eles não sejam exceção rara. Concebamos que as penitenciárias políticas serão implodidas e que ninguém jamais seja preso por pensar diferente. Criemos um mundo em que os instrumentos de tortura se tornem peças macabras de museu e que não reste nenhuma ilha onde se maltrata outro ser humano em nome de ideologia, religião ou regime político.

Trabalhemos para que deixem de existir corregedorias, grampos telefônicos e espiões e que seja proibido bisbilhotar a privacidade das pessoas. Contribuamos para que o mundo se liberte das delações traiçoeiras contra o próximo. Convençamos os nossos filhos que é dever de todo homem e de toda mulher proteger o seu irmão. Esforcemo-nos para que os orfanatos não precisem manter as crianças por muito tempo porque as filas de adoção se multiplicaram; também, que os idosos nunca fiquem esquecidos em clínicas, à espera da morte.

Trabalhemos para que se multipliquem as orquestras e que os prefeitos construam coretos em todas as praças; e que as famílias se reúnam nos fins de semana para ouvir a apresentação vespertina de música. Não deveria ser considerado um delírio esperar que se projetem bons filmes em vilarejos e em cidades remotas. Oxalá bibliotecas ambulantes distribuam poesia para os tristes e boa literatura para os sonhadores; que escolas treinem bons malabaristas para a alegria das sextas-feiras e que mais trapezistas desafiem a gravidade nos picadeiros.

Trabalhemos para que os experimentos com células-tronco deem certo, e que muito em breve os tetraplégicos sejam curados e saltem como gazelas pela vida. Incentivemos quem trabalha no Projeto Genoma; e que eles terminem de mapear a estrutura da vida biológica para que se reduza o número de crianças com doenças genéticas.

Trabalhemos para que o turismo sexual seja banido e extinto entre os povos; que a pedofilia se torne um anacronismo; que se desarticulem os cartéis de droga -- o tóxico tem que parar de ceifar vidas, já que, um dia, pouquíssimas pessoas precisarão entorpecer a mente para tolerar a vida; os êxtases virão do encontro com a beleza, a bondade e a solidariedade.

Trabalhemos por um novo céu e uma nova terra. Todavia, reconheçamos que esse porvir não acontecerá enquanto a humanidade tolerar o pressuposto da sobrevivência do mais forte, ou da exclusão racial e da discriminação social. Optemos pelo legado de sabedoria que nossos pais nos deixaram, que nos convoca a construir a história. Incumbidos por Deus de promover o bem, represar o mal e disseminar a justiça, acreditemos que o futuro chegará de acordo com a semente que plantarmos no presente.

O futuro que ansiamos nascerá tanto de nossas mãos como de nossos ouvidos. Primeiro, ouçamos as verdades e os princípios eternos que Jesus nos ensinou. Depois, arregacemos as mangas. A vida espera por nós. Nossos filhos e netos não podem correr o risco de sermos negligentes ou apáticos. Qualquer hesitação pode redundar em desastre. Já é tarde!

Soli Deo Gloria.

• Ricardo Gondim é pastor da Assembleia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo.

NOSSA SUTIL HIPOCRISIA


Emil Brunner disse certa vez que, em sua caminhada histórica, a igreja oriunda da Reforma procura automaticamente o engessamento de uma crescente e perene institucionalização, matando o caráter orgânico, vivo e livre da igreja. Brunner identifica o início da institucionalização da igreja quando o apóstolo Paulo normatiza o sacramento da Ceia em 1 Coríntios 11. Discordo do teólogo, pois creio que a semente dessa institucionalização é bem anterior, e pode ser encontrada nos embates travados entre os fariseus e o Crucificado.


Nesses embates, os fariseus, que eram professores da Lei, e que deveriam, por dever de ofício, conhecer as Escrituras, as negam ao reclamarem contra a terrível falha de Jesus em curar num sábado. “Era só o que faltava!”, diziam eles. Em sua sutil hipocrisia, os fariseus da época de Jesus ficavam chateados com a falta de modos do Senhor, que comia sem lavar as mãos, mas não se importaram em corromper um processo jurídico contra ele, ao comprar testemunhas e permitir correr o julgamento no Sinédrio à noite, o que era ilegal à época.

Hoje em dia, a igreja dita evangélica cada vez mais se engessa em seu institucionalismo ensimesmado, se aproximando do sistema religioso farisaico, cada vez mais se distancia da pura fonte de conhecimento de Deus, ou teologia, que é Jesus, e cada vez mais vivencia uma hipocrisia de modo sutil.
Enchemos a boca ao afirmarmos que nossa salvação é pela graça, mas enchemos as pessoas de cargos, sobrecargos e obrigações, que devem ser desempenhados sem pestanejar, para provar que é “um dos nossos” e merecedor da salvação.

Nos alegramos, e até mesmo nos orgulhamos, de nossa herança reformada. Mas, se é verdade que muitos arminianos oram como calvinistas (“Se for da tua vontade, Senhor...”), também é verdade que muitos calvinistas vivem sua vida como perfeitos agnósticos. Afinal, Deus é distante, intangível, inalcançável, portanto vou viver minha vida do meu jeito, sem me importar com isso.

Prezamos a família. Há até ministérios voltados para ela, e grande volume de literatura especializada no tema. Mas o número de divórcios aumenta, a quantidade de maus-tratos contra crianças se torna assustadora (sem contar os casos de abuso sexual cometidos dentro de famílias evangélicas, por pais, tios, avós ou padrastos), cada vez mais desordens de ordem sexual se tornam presentes, sem que isso seja tratado com coragem, discrição e amor. E sem falar também que, de todas as famílias da igreja, a do pastor é a mais penalizada.

Há muitas camisetas e adesivos de carro que dizem “Jesus te ama”, “Deus é amor”, mas somos frios, distantes, individualistas e cruéis. Não conseguimos expressar esse amor ao homossexual, ao alcoólatra, ao mendigo. Ou ao crente da igreja com uma teologia diferente da nossa, ou mesmo ao católico.

Aliás, somos muito ciosos em relação à pureza da nossa devoção. Falamos contra a crescente mariolatria, como bem apontou Hans Küng, mas temos nossos ídolos, nossos pequenos deuses, nossos altares de adoração abjeta. Enquanto muitos católicos adoram uma figura bíblica que foi instrumento da ação de Deus na história, muitos de nós adoramos homens sem escrúpulo, sem caráter e com uma enorme voracidade por fama, poder e dinheiro. Talvez até mesmo por nos espelharmos neles.

Prezamos a transparência, reclamamos até mesmo disso em relação aos governos. Mas não sabemos o que fazer com aqueles que decidem abrir seus corações, expondo suas fraquezas e sua dependência de Deus. Em um tempo de cultivo de heróis gospel, não soa bem se mostrar frágil.

Prezamos o papel de líder, enquanto Jesus prezava a atitude de servo. Prezamos a vitória e a intrepidez, mas Jesus morreu como um bandido fora da cidade santa, abandonado por todos. Nos espelhamos na esperteza relatada em livros sobre liderança, mas Jesus nos incita à simplicidade infantil. Buscamos metodologias para a igreja crescer, mas nos esquecemos que quem enche a igreja é o Espírito, e qualquer outro crescimento produzido fora dele é puro inchaço.

Em tempos em que as técnicas ditam as normas (como bem disse Won Sul Lee), é anacrônico ser fiel a alguém que não se vê e que nem sempre responde como queremos. Mas somos chamados a este anacronismo, somos chamados para vivermos, como diz o antigo hino, para o Deus dos antigos, o Deus que nos limpa por dentro e nos remove a sutil hipocrisia dos fariseus modernos. O Deus que nos quer íntegros e transparentes. O Deus que nos quer santos.

Rodrigo De Lima Ferreira Casado, duas filhas, é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil desde 1997. Graduado em teologia e mestre em missões urbanas pela FTSA, é autor de "Princípios Esquecidos" (Editora AGBooks

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ORIENTAÇÃO COM FÉ


Leia: Provérbios 19. 1-29


Talvez nunca os psicólogos foram tão procurados como nos dias de hoje por pais que procuram uma orientação na educação de seus filhos. Os pais parecem estar perdidos diante de um mundo onde a autoridade parece não fazer sentido, e onde as crianças acabam por se transformar em verdadeiras tiranas de seus pais. Assim, sem limites de ação e sem referencial, as crianças podem crescer de forma inadequada, entregando-se às más companhias, às drogas e ao sexo desenfreado. Içami Tiba, autor de vários livros sobre a educação dos filhos, advoga o amor para com as crianças, mas sem perder a noção da autoridade paterna e materna.
É bom termos bons orientadores, no entanto, não devemos deixar de pedir a Deus, nosso grande orientador, para que nos ilumine e ilumine também os psicólogos e todos os educadores. Há muitas pessoas que, impressionados tão apenas com o aspecto horizontal da vida, abandonam por completo o aspecto vertical, a realidade da fé. Tudo isso, já há muitos séculos, foi-nos recomendado através da pena do sábio Salomão: "O insensato faz pouco caso da disciplina de seu pai, mas quem acolhe a repreensão revela prudência." (Provérbios 15.5) Filhos precisam de limites e a disciplina deve ser exercida com paciência, brandura e amor.

Pense:

A disciplina, o bom senso e a fé devem caminhar juntos na educação de nossos filhos.

Ore:

Pai amado, como Senhor de tudo, inclusive das Ciências, concede-nos psicólogos que temam o Teu santo nome e educadores que sejam, assim, instrumentos bons para o nosso bem! Por Jesus! Amém!

Cada Dia

TUDO PODE MUDAR


A previsão era de chuva para o fim de semana. Os institutos de meteorologia apontavam a formação de nuvens carregadas e anunciavam o risco de temporais. Ninguém esperava outra coisa, já que o forte calor era um sinal de que os profissionais do tempo estavam realmente certos. Diante dessa certeza, muitos adiaram planos, deixaram de viajar, desmarcaram compromissos e se prepararam para ficar dentro de casa mesmo.


Assim como a maioria, eu também aguardava a chuva. Mas, ao abrir a janela do meu quarto logo no sábado cedinho, percebi que havia algo errado. Apesar das nuvens, o sol prevalecia. Então, imaginei que aquela situação iria mudar ao longo da manhã e decidi permanecer onde estava. Quando percebi, já era tarde e sol continuava lá firme e forte no céu. Quem sabe vai chover à noite, pensei. E, novamente, a água não veio...

Fui dormir acreditando que o domingo iria amanhecer chuvoso, afinal era o que todo mundo dizia. No entanto, mais uma vez, o sol brilhou intensamente enquanto escrevia este texto, numa manhã que deveria ser de um dia nublado. “DEVERIA”.

Respeito o trabalho dos meteorologistas e nem é essa a questão. Aproveito esse exemplo para lembrar que nem tudo o que está previsto para acontecer, de fato acontece.

Por mais que todos os sinais apontem para dias de tempestade em sua vida e que todos a sua volta, incluindo você, acreditem nisso, saiba que tudo pode mudar.

Então, pra que sofrer antes? Por que se esconder dos raios e trovões, se o dia lá fora é de sol? Isolar-se com medo daquilo que ainda nem aconteceu é perder tempo e deixar de viver.

Mesmo quando tudo estiver escuro e o céu carregado, não olhe simplesmente para as assustadoras nuvens. É preciso enxergar além do que os nossos olhos podem ver. O VENTO é poderoso e capaz de soprar para longe tudo aquilo que te ameaça e oferece perigo. Aquele que não pode ser visto é surpreendente e contraria todas as previsões dos homens. Ele não apenas afasta a tempestade, mas deixa o céu limpo e claro para que a Luz brilhe novamente em você.

Paz e sucesso!!!

::Juliano Matos

LUGAR SECRETO


“O que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente


descansará”

Salmo 91:1

Toda criança já brincou de “pique-esconde”. Um grupo escolhe por sorteio quem vai ser o “pegador.” Este, então, fecha os olhos e começa a contar até dez, enquanto os outros se escondem. O primeiro a ser encontrado será o novo “pegador”. E a brincadeira continua.

A sensação de estar sendo procurado é muito emocionante. A criança fica quietinha, respira com cuidado, evitando fazer qualquer barulho ou movimento para não ser descoberta. E o mais gostoso é quando a gente tem um lugar secreto, que ninguém sabe onde é, e não pode nos achar ali. E é lá que a gente sempre se esconde.

No quintal dos nossos vizinhos, havia um enorme pé de abacate, com galhos grossos e baixos. Era lá o meu esconderijo, entre os galhos, junto ao tronco. Nós brincamos muitas vezes de “pique-esconde” ali, e eles nunca me acharam. Eu nunca lhes contei onde eu me escondia. Nas batalhas da vida, precisamos ter um esconderijo fi el, que, de fato, nos resguarda do mal e da tentação: o coração do próprio Senhor. Devemos sempre ir até ele, ouvir a sua doce e forte voz a nos ensinar através da sua Palavra. Temos de habitar ali; e não apenas procurá-lo nos momentos de perigo e tribulação.

Nossa morada é o coração do Pai.Quer lugar melhor e mais seguro?

Escondo-me em teus fortes braços.

Abrigo-me do temporal,

Do furor de todo o mal.

Encontro vitória total

Na luta do dia-a-dia,

Na escuridão da noite fria,

Na enfermidade, tribulação,

Posso entoar suave canção

Pois em ti escondo o meu coração.      Pai, nas tristezas da vida, nos momentos de dor, aflição, tragédia, angústia e perseguição, podemos descansar nosso coração em teu próprio coração. Amém.

A GLORIOSA EXPERIENCIA


ROMANOS 12.1-21


E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Rm 12.2.)
Quero te conhecer cada dia mais, meu Senhor,
Quero experimentar o teu poder em meu viver,
Quero poder contar os feitos teus,
Em minha vida aqui. E pensar nos céus.
E transbordar do amor, da comunhão,
E para ti cantar só por gratidão.
Quero me parecer com o meu Senhor,
E viver somente para o seu louvor.

Um irmão fora batizado com o Espírito Santo e provara de forma maravilhosa o poder de Deus. Sua experiência fora gloriosa e cheia de detalhes significativos. E a todos que vinham à sua casa, ele não deixava de contar a sua “gloriosa experiência”, conforme passou a chamá-la.

E, para não se esquecer de nenhum detalhe da “gloriosa experiência”, ele pediu que a filha a escrevesse em um caderno. E os anos foram passando. Certo dia, ele recebeu uma visita importante em casa, e que ainda não conhecia a sua história. Então, pediu à filha que trouxesse a sua “gloriosa experiência” para lê-la para o visitante. A mocinha foi buscar o caderno e voltou aflita, dizendo:

“Papai, veja o que aconteceu! O rato roeu a sua gloriosa experiência! Não dá mais para ler.”

Existem muitos irmãos que tiveram uma experiência gloriosa de conversão ou do batismo com o Espírito Santo. Mas pararam por aí; não buscaram mais de Deus. Têm apenas o passado para contar.

Todos os dias, as misericórdias do Senhor se renovam sobre nós. Devemos cultivar tal comunhão com o Senhor, para que nossa vida seja repleta de “gloriosas experiências diárias”.

PAI, HOJE QUERO TER UMA EXPERIÊNCIA GLORIOSA CONTIGO. ENCHE-ME DO TEU ESPÍRITO SANTO DE TAL FORMA QUE TODOS POSSAM VER QUE TU HABITAS EM MIM. QUE EU POSSA VIVER UMA VIDA DE AMOR, E O TEU BRILHO SEJA VISTO EM MEU ROSTO. AMÉM.

Por Ângela Valadão Cintra