FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O HOMEM TRISTE


Você passou por mim com simpatia, mas quando viu meus olhos parados, indagou em silêncio por que vagueio pelas ruas.

Talvez por isso apressou o passo e, ainda que eu quisesse chamar, a palavra desfaleceu na boca.

É possível que você suponha que eu desisti do trabalho, no entanto, ainda hoje, bati de porta em porta, em vão...

Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar o pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade.

Outros, desconhecendo que vendi minha melhor roupa, para aliviar a esposa enferma, me despediram apressados, crendo que fosse eu um vagabundo sem profissão.

Não sei se você notou quando o guarda me arrancou da frente da vitrine, a gritar palavras duras, como se eu fosse um malfeitor vulgar.

Contudo, acredite, nem me passou pela mente a idéia de furto. Apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçar com fome, quando retorno à casa.

Talvez tenha observado as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando que eu fosse um bêbado, porque eu tremia, apoiado ao poste.

Afastaram-se todos com manifesto desprezo, mas não tive coragem de explicar que não tomo qualquer alimentação há três dias.

A você, todavia, que me olhou sem medo, ouso rogar apoio e cooperação.
Agradeço a dádiva que me ofereça, em nome do Cristo, que dizemos amar, e peço para que me restitua a esperança, a fim de que eu possa honrar com alegria o dom de viver.

Para isso, basta que se aproxime de mim sem asco, para que eu saiba, apesar de todo meu infortúnio, que ainda sou seu irmão.

Esta é a mensagem de um homem triste, quiçá como tantos que vemos perambulando pelas ruas.

É bem verdade que alguns são de fato pessoas que se comprazem na ociosidade.

Todavia, há os desafortunados que, apesar de trabalhar a vida toda, não puderam ajuntar moedas para o sustento próprio e da família e que, chegada a madureza, são condenados pela sociedade a viver como réprobos, embora sejam pessoas dignas.

É comum observarmos homens e mulheres puxando um carrinho de papéis e outros objetos recicláveis, para prover o próprio sustento.
São nossos irmãos de caminhada evolutiva que não têm coragem de viver da mendicância. Por isso trabalham com dignidade.

Muitos de nós, no entanto, nos enfadamos com essas criaturas que atrapalham o trânsito com seus carrinhos indesejáveis.

O que não nos damos conta é que, além do peso do carrinho, têm ainda que carregar sobre os ombros o peso da humilhação e do desprezo impostos por uma sociedade indiferente.

É verdade que todos nós estamos colhendo o que plantamos, e que aqueles que passam por essas situações precisam dessas experiências para crescerem espiritualmente.

Entretanto, são nossos irmãos, filhos do mesmo Pa Criador e merecedores sem dúvida, no mínimo, do nosso respeito.
Se não os podemos ajudar, que não os atrapalhemos jogando-lhes palavras amargas nem menosprezando-os, dificultando ainda mais a sua caminhada.
* * * muitas pessoas que hoje vivem na miséria já foram pessoas muito ricas em outras existências e vice-versa.

As Leis Divinas a todos nos reservam as lições que necessitamos para progredir.

E a lógica diz que aquele que é rico e esbanja sua fortuna em futilidades e em proveito próprio, precisa passar por necessidades materiais para aprender a valorizar os tesouros que Deus lhe empresta, a fim de que possa progredir.

PARA O MELHOR AMIGO, O MELHOR ESPAÇO


Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.

Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira-lata branco e preto que atendia pelo nome de Malhado.
Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou outro alimento qualquer.
Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras.
O mendigo era conhecido como um homem bom que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade.
Não tomava bebida alcoólica e estava sempre tranqüilo, mesmo quando não recebia comida alguma.
Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que precisava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos.
Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.
Tudo que ganhava, dava primeiro para o Malhado, que, paciente, comia e ficava esperando por mais um pouco.
Não tinham onde passar as noites. Onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão. Ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte.
Aquela figura era intrigante, pois levava uma vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.
Certo dia, um homem, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas, foi bater um papo com o velho mendigo.
Iniciou a conversa falando do Malhado, perguntou pela idade dele, mas Serapião não sabia.
Dizia não ter idéia, pois se encontraram certo dia, quando ambos perambulavam pelas ruas.
Nossa amizade começou com um pedaço de pão. - Disse o mendigo. Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço. Ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
Como vocês se ajudam? Perguntou.
Ele me vigia quando estou dormindo. Ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.
Continuando a conversa, o homem lhe fez uma nova pergunta: Serapião, você tem algum desejo de vida?
Sim, respondeu ele. Tenho vontade de comer um cachorro-quente, daqueles que têm na lanchonete da esquina.
Só isso? Indagou.
É, no momento, é só isso que eu desejo.
Pois bem, disse-lhe o homem, vou satisfazer agora esse grande desejo.
Saiu, comprou um cachorro-quente e o entregou ao velho.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e, em seguida, tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
O homem não entendeu aquele gesto, pois imaginava que a salsicha era o melhor pedaço.
Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha? Interrogou, intrigado.
Ele, com a boca cheia, respondeu: Para o melhor amigo, o melhor pedaço.
E continuou comendo, alegre e satisfeito.
O homem se despediu de Serapião, passou a mão na cabeça do cão e saiu pensando com seus botões: Aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar.
Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal. Jamais esquecerei a sabedoria deste mendigo.
E você, que parte tem reservado para os seus amigos?

O AMOR NUNCA SE PERDE



Ele era um adolescente que acabara de ser dispensado pela namorada. Durante três anos, eles tinham compartilhado amigos e lugares favoritos.

Agora, no último ano do segundo grau ele estava só. Ela conhecera, durante as férias, um outro garoto, pelo qual se apaixonara.
Mike se sentia como a última das criaturas na face da Terra. No treino de futebol, ele deixou escapar alguns passes e, pela primeira vez, sofreu várias faltas.

Mal acabou o treino, lhe disseram que deveria comparecer ao escritório do treinador.

E então, filho? Garota, família ou escola, qual dessas coisas está lhe incomodando?

Garota, foi a resposta de Mike. Como o senhor adivinhou?
Mike, sou treinador de futebol, desde antes de você nascer e, todas as vezes que vejo um craque jogar como um novato do time reserva, o motivo é um desses três.

Mike lhe falou que estava com muita raiva. Havia confiado na menina, dera a ela tudo o que tinha para dar e o que é que ganhou com isso?

Boa pergunta. Disse o treinador. O que foi que você ganhou com isso?

Tomou de várias folhas de papel e pediu a Mike que pensasse sobre o tempo que passou ao lado da moça. Que listasse todas as experiências boas e ruins que conseguisse lembrar. E saiu, dizendo que voltaria dentro de uma hora.

Mike começou a lembrar. Recordou do dia que a convidou para sair pela primeira vez e ela aceitou. Se não fosse pelo incentivo dela, ele jamais teria tentado uma vaga no time de futebol.

Pensou nas brigas que tiveram. Não lembrou todos os motivos pelos quais brigavam, mas lembrou-se de como se sentia feliz quando conseguiam conversar e resolver os problemas.

Foi assim que ele aprendeu a se comunicar e a buscar acordos.

Lembrou-se também de quando faziam as pazes. Era sempre a melhor parte.

Lembrou-se de todas as vezes que ela o fez sentir-se forte, necessário e especial.

Encheu o papel com a história dos dois, das férias, das viagens feitas com a família, bailes da escola e tranquilos piqueniques a dois.

E, na medida em que as folhas iam ficando escritas, ele se deu conta do quanto ela o ajudara a crescer e a se conhecer melhor.
Ele teria sido uma pessoa diferente sem ela.

Quando, uma hora mais tarde, o treinador retornou, Mike se fora. Deixou um bilhete sobre a mesa que dizia apenas:

Treinador, obrigado pela lição. Acho que é verdade quando dizem que é melhor amar e perder do que jamais ter amado. A gente se vê no treino.

O amor é sempre enriquecedor. Sua presença, por mais fugaz que seja, deixa vestígios positivos nas nossas vidas.

Como a flor beijada pelo sol desabrocha em festa de cores, a criatura que recebe amor se repleta de riqueza interior.

O amor engrandece a alma e clarifica a vida.

Autor:

 David J. Murcott, do livro Histórias para aquecer o coração dos adolescentes, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Kimberly Kirberger, ed. Sextante.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

NOTA DE FALECIMETO

BARBACENA PARTICIPA DE SUA DOR

Faleceu a mãe do Pe. Paulo Dionê Quintão Ambrosina Mendes Quintão - Dona Zita - 04/11/2010 - 16:49


Nascida aos 25 de julho de 1925, em Matipó-MG. Casou-se com Sebastião Quintão Filho e construiu sua família em Abre Campo-MG, onde viveu cercada pelo carinho dos familiares e enorme amizade de tantas pessoas. A todos soube cativar com sua doçura e encanto.

Uma vida cheia de dinamismo, alicerçada numa fé alimentada na prática de total confiança no Senhor, na qual educou seus nove filhos. Faleceu, aos 85 anos, no dia 2 de novembro de 2010. Um de seus filhos é um dos sacerdotes mais cultos, zelosos e piedosos do clero da Arquidiocese de Mariana, Pe. Paulo Dionê Quintão, Pároco da Paróquia de Santa Rita de Cássia em Viçosa (MG).

O sepultamento de Dona Zita - se deu no dia 3 de novembro em Abre Campo, tendo o Sr. Arcebispo de Mariana e Presidente da CNBB, D. Geraldo Lyrio Rocha presidido a Missa Exequial concelebrada por inúmeros sacerdotes. Estiveram presentes também diáconos, seminaristas e fiéis vindos de Viçosa, Barbacena, Ponte Nova e das paróquias vizinhas.

Na foto o Pe. Paulo Dionê Quintão e sua virtuosa mãe.

Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho

Local:Mariana (MG)



ENTRE A GRÁVIDA E O FETO

DIREITO   A    VIDA


Pe Zezinho scj


Entre os humanos, grávida é mãe que ainda não deu à luz e feto é filha ou filho que se desenvolve no ventre da mãe. Trata-se de concepção, gestação e geração. É o pequeno ser humano concebido, gestado e gerado; ou interrompido...

Quando uma sociedade discute a regulamentação ou a proibição do aborto, sem rodeios e eufemismos discute a vida ou a morte do feto, os pais como protagonistas, os médicos e o Estado como cúmplices ou auxiliares, os crentes ou os não crentes como conselheiros. Aí a raiz do magno conflito entre mãe e feto. Deve a mulher ir até o fim e dar à luz o feto traz no ventre? Não pode escolher? Pode-se eleger um candidato que é a favor da mãe e, pelo bem da mãe, em algumas circunstâncias admite provocar a morte do filho dela? Pode-se eleger alguém que, entre a mãe indefesa e em risco de vida e o feto sadio, mas também indefeso, escolheria o feto?

O debate vai longe porque, como não poderia ser diferente, mexe com o conceito de liberdade, pessoa, vida e morte. Alguém pede uma lei que favorece a mulher; alguém luta contra esta lei, porque abrirá espaço para a mortandade financiada de milhões de fetos indesejados. Aparecerem os amenizadores a dizer que se trata de apenas alguns casos. Rebatem os éticos que, em questão de vida e morte, não existe isto de “apenas alguns”!

Declarar-se contra o aborto e garantir que jamais assinará uma lei do congresso em favor da interrupção da gravidez é ir contra o segmento que não ver o feto como filho ou como pessoa em formação. E há muitos que assim pensam. Para eles o dono da vida é o casal. Deus, ou não existe ou não se mete nisso! Declarar-se a favor da mãe que não quer ou não pode ter o filho agora e por questão de saúde permitir que ela aborte seu filho com assistência do Estado é bater de frente contra milhões de crentes das mais diversas religiões que afirmam que o dono da vida é Deus: o casal é o guardião. O tema vida resvala para o conceito de criação e criador e acaba em debate crentes x ateus. Divide a sociedade e assume conotação ideológica e, por isso, política.

O aborto legalizado favorece alguém e prejudica alguém. Os que pensam que o feto ainda não é alguém tomam a defesa da mulher que o concebeu e quer interromper sua macha para a luz. Os que o consideram alguém em formação tomam sua defesa: está vivo e tem o direito de nascer.
Depois aparecem os adjetivos: retrógrado, fanático, ateu, materialista, conservador, direitista, progressista... Tudo por causa da mulher que não deseja hospedar aquela vida ou daquela vida que não pode ser descartada nem por ela nem por ordem do juiz.

No meio do debate virão as manipulações de cunho político e religioso e as ofensas. Há quem discuta o tema com maturidade e há os que descambam para os gritos, as altercações e atos de violência. O Brasil caminha nesta direção. Se o debate não for enfrentado de maneira serena fará mais vítimas do que faz agora. O aborto já existe. Regulamentá-lo é admitir que prossiga, mas de maneira mais higiênica. Condená-lo é manter a clandestinidade. Cabe aos crentes motivar os fiéis a não matar seus fetos e cabe aos não crentes admitir que ao tomar a defesa da mulher estão aceitando a morte de uma vida humana, por menor que seja o seu tamanho. Acontece que o tamanho da vítima ao invés de diminuir, às vezes agrava o crime, ainda que não se chame o crime de crime! Só que tem que é! Alguém morreu e alguém matou!


Fonte: CatolicaNet

Local:São Paulo (SP)



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS

FAÇA SEU CORAÇÃO RESSURGIR



A memória de todos os santos é digno objeto une de uma maneira especial a Igreja militante da terra à Igreja Triunfante do céu. Ao se recordar a felicidade dos que já se acham na Jerusalém celeste acende-se no coração dos fiéis o desejo intenso de seguir os seus passos. Reaviva esta festa o anseio de, um dia, todos que ainda se acham neste vale de lágrimas, obterem a mesma sorte. Disto resulta o pedido da proteção daqueles que já gozam da visão de Deus e que são, de fato, intercessores poderosíssimos na presença do Altíssimo. Os exemplos dos que adentraram as portas da eternidade feliz junto do Ser Supremo arrastam para o caminho da santidade. O fato de os considerarmos bem-aventurados suscita a aspiração de tal beatitude. Como grande, porém, é a fraqueza humana a proteção advinda dos que se acham perto do trono divino é penhor do triunfo final. Neste caso, no dia de todos os santos, cada fiel se lembra também de seus parentes e amigos que, embora não tenham sido canonizados e não estejam nos altares das igrejas, já se acham na Casa do Pai e recebem hoje idêntica honra com todos os grandes heróis canonizados. Eles pelo fato de desejarem junto de si os que tanto amaram neste mundo fazem com que alcancem graças abundantes para que estes entes queridos não percam o rumo do céu. Deste modo, festejar todos os santos ganha um sentido maravilhoso, além de lançar para longe a indolência na prática do bem, o tédio na luta diária contra o mal e o descuido em combater toda espécie de erro. Fortifica-se a fé, robustece-se a esperança e tonifica-se o amor a Deus e ao próximo. Eis porque a liturgia deste dia apresenta o texto das bem-aventuranças que ostentam as características do cidadão do Reino de Deus. Quem quiser estar por todo sempre na companhia dos santos há de subir estes degraus da vida espiritual. Em primeiro lugar a humildade: “Bem-aventurados os pobres em espírito”, ou seja, aqueles que reconhecem sua finitude, sua insignificância perante a majestade divina. Aí se está o fundamento da vida espiritual que permite, já na terra, a união com Deus que resiste aos soberbos. Perante, porém, as fraquezas humanas, “felizes os que choram, porque serão consolados”. As lágrimas interiores que jorram de um arrependimento sincero pelas faltas cometidas redimem e trazem, realmente, consolo, alegria, imperturbabilidade. Adite-se que venturosos são os mansos, dado que possuirão esta terra e a eternidade em decorrência. O manso não é nunca impiedoso e rude com os outros e irradia a paz, a segurança, o bem-estar. Cristo acrescenta que são afortunados os misericordiosos, uma vez que garantem para si a misericórdia divina. Donde serem ditosos os pacíficos, os quais serão chamados já neste mundo os verdadeiros filhos de Deus. A paz é o sinal da presença divina no interior de cada um e se irradia por toda parte. Para se adentrar no céu, contudo, é preciso ainda ter fome e sede de justiça e estes bem-aventurados serão saciados neste e no outro mundo. Trata-se do fogo vivo do amor divino que refulgia nos apóstolos, nos profetas, nos mártires e em milhares de outros santos. Fome e sede do amor sagrado que torna a alma forte nos trabalhos, nos sofrimentos, nas privações. Os santos que hoje festejamos estão lá no céu porque foram puros e Jesus foi claro: “Bem-aventurados os corações puros, porque eles é que verão a Deus”. Quem se encharcou neste mundo na imoralidade, no desregramento, na obscenidade não entrará no reino dos santos. Aí está o estímulo para que se pratiquem sempre o sexto e o nono mandamentos e não se aprove a miséria dos vícios que deslustram a grandeza de um cristão. Os que condenam veementemente o que é indecente e indigno de um batizado são perseguidos e injuriados, mas Cristo os proclama venturosos, porque enorme é sua alegria nos céus, onde grande será a recompensa. Deste modo, a solenidade de todos os santos é um convite vibrante a que se vivam as bem-aventuranças. É a lembrança de que a terra, o mundo terrestre, esta vida temporária são transitórios. Há uma vida eterna, uma felicidade e um júbilo que não terminarão jamais. Para lá chegar, porém, é preciso o desapego, o arrependimento sincero, a mansidão, a fome e a sede de justiça, a pureza de coração, a paz de espírito, a misericórdia e o triunfo sobre as perseguições humanas dos adeptos de satanás. Apenas assim se chegará um dia á cidade dos santos. * Professor no seminário de Mariana durante 40 anos.

Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho


Local:Mariana (MG)



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

AMAR É UMA ATITUDE ANTES DE SER SENTIMENTO

Paz seja contigo amado leitor. Nossa vida tem sentido, utilidade e alvo porque Jesus vive. Jesus morreu por nós. Os que o aceitam como Messias vivem, pois receberam dele a vida eterna. Os salvos por Jesus passam a viver para agradar a Jesus, que morreu e ressuscitou por nossa causa.


O cristão não vive mais para si, nem agradando-se a si mesmo.O cristão não pode ser avaliado pelo que o mundo pensa dele, nem por sua aparência exterior. O próprio Paulo considerava Jesus um ser humano igual a ele, antes da conversão. Quando nos tornamos cristãos, somos totalmente novos por dentro. É o novo nascimento. Não é a aparência externa que deve ser considerada. O novo nascimento é no espírito. Já não é mais a mesma coisa após ter-se aceitado Jesus como salvador, único e suficiente. Teve início uma nova vida em nós, aleluia!

2Co 5.15 "E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou."

Amar significa colocar-se no lugar do outro, compreender o seu fardo e ajudar a carregá-lo. Jesus nos amou ao se entregar na cruz, tomando o nosso lugar. Muitas vezes estamos fracos e precisamos de um Deus forte como auxílio. O nosso inimigo é muito mais forte do que nós e nos persegue de dia e de noite, incansavelmente. Além de fraco, o homem cansa e se fadiga. A prova de que uma pessoa é liberta do inferno e recebeu a vida eterna no céu é o amor demonstrado a outros cristãos. Amar é se colocar no lugar do outro. É compreender a fraqueza do outro, que o motivou a agir deste modo diante de uma situação. Cada um de nós tem fardos para carregar e amar significa carregar o fardo do irmão. Foi isto que Jesus fez por toda a raça humana. Carregou na cruz nosso fardo, doença, miséria e morte.
Quem não ama segue a morte eterna. Odiar um irmão em Cristo é assassinato no coração. O desejo de matar já prova que a pessoa não tem a vida eterna dentro de si. O amor verdadeiro é o de Cristo, que morreu no nosso lugar.

1 Jo 3.16 "Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos." 3.17. "Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?" 3.18 "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade."

Neste exemplo devemos sacrificar nossa vida pelos irmãos. O amor de Cristo pode ser provado quando eu tenho dinheiro suficiente para viver bem e ajudo a necessidade de um irmão. Se eu não ajudar, o amor de Deus não está em mim. O amor não pode ser só em palavras, mas demonstrado em ações, aleluia!

Em português temos uma só palavra para descrever amor. Em grego há várias palavras. Eros é o amor sexual. Storgé é o amor de afeto familiar. Philos é o amor fraternal, entre amigos, onde eu faço o bem e recebo o bem. O amor de Jesus é outro tipo de amor. Chama-se ágape. Não é um sentimento de gostar ou não da outra pessoa, mas um comportamento. A pessoa vai agir dentro de um padrão ágape, não importando se vai ou não receber retribuição. Este amor comportamental e não sentimental é o que Jesus espera dos cristãos.

Expressar um comportamento acaba por modificar os sentimentos. O comportamento do amor ágape é paciente, bondoso, humilde, respeitoso, abnegado, perdoador, honesto e compromissado. Neste comportamento podemos amar até os inimigos e os que nos perseguem. Vou ter um comportamento ágape, independente de como serei tratado e da resposta que tiver.

O cristão que ama tem comportamento honesto, confiável, cuidadoso, exemplar, comprometido, respeitoso e responsável. O cristão deve ser um bom ouvinte, gostar das pessoas, incentivá-las, sendo um entusiasta e sábio ao delegar responsabilidades. Amar é obedecer e obedecer é amar.

Devemos obedecer a Deus independentemente do nosso sentimento para com Deus. Sentimentos mudam, vão e vêm. O nosso coração é enganoso. O nosso amor será verdadeiro se o nosso comportamento for demonstrado dentro da obediência aos padrões bíblicos do amor ágape. Manter um comportamento amoroso vai acabar gerando bons e autênticos sentimentos. Jesus nos amou primeiro. Ele teve um comportamento ágape para com a raça humana, independente do desprezo que os homens lhe deram. Ele decidiu nos amar e se comportou como tal, colocando-se no nosso lugar, compreendendo a nossa natureza e seus fardos e nos ajudando a entrar no reino de Deus. Bendito o Nome de Jesus.
O comportamento pode ser aprendido e depende da nossa vontade, do nosso esforço e do nosso sacrifício.


Jesus perguntou a Pedro três vezes se ele o amava, a ponto de Pedro chorar. Jesus fez isto para Pedro entender que tipo de amor Ele estava falando. Era um amor ágape, profundo e sacrificial, que se doava, não esperando nada em troca. Jesus estava pedindo para Pedro apascentar suas ovelhas e isto só poderia ser feito com comportamento ágape.

Cezar A Z Lopes Corupá - SC