FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sábado, 7 de agosto de 2010

SER PAI

VIVER NA DEFENSIVA

O comportamento defensivo se externa quando a pessoa, através de suas desconfianças, percebe perigo no grupo, desgastando assim suas energias numa autodefesa - que pode ser inútil, se o perigo não for real e não passar de uma "encucação" da pessoa. Nesta óptica, dividimos as pessoas em dois tipos. De um lado, temos as pessoas naturais, seguras, que enfrentam os desafios e são mais sinceras. Sabem moldar-se às necessidades, porque acreditam em si próprias. Não que deixem de sentir as injustiças, mas vão caminhando em meio a elas, vão caindo e se levantando, aprendendo, amadurecendo e trocando idéias. E dessa forma que se realiza a troca afetiva.
De outro lado, há pessoas inseguras ou medrosas, que nunca estão no seu natural. Colocam-se sempre na defensiva, preocupadas consigo mesmas, num esforço desmedido em saber como estão sendo vistas pêlos outros, como devem fazer para serem identificadas de forma mais favorável: como vencer, impressionar, manter-se impune ou, então, como reduzir ou evitar um ataque por antecipação.
As pessoas soltas, menos preocupadas com o seu mundinho, mostram sempre o que são. Se agradam, ótimo. Se não agradam, não se desesperam. O que não as impede de se questionarem sobre possíveis falhas em seu comportamento. Elas têm capacidade de reconhecer o próprio erro e voltar atrás, pela consciência profunda de seus limites humanos.
Mas há o reverso da medalha. Determinadas pessoas são sempre "as tais". Como donas da verdade, não admitem nada que contrarie seu modo de pensar e ser. Querem que os outros ajam pela cabeça delas, ao mesmo tempo que usam a defesa para não serem atacadas. Só que a melhor atitude perante a vida é a sinceridade. Se alguém errou, por que não admitir o próprio erro? Se ninguém é perfeito, por que justificar-se o tempo todo ou abusar das justificativas para mostrar-se diferente do que na verdade é? Quem se justifica continuamente não tem fibra, responsabilidade, respeito pêlos outros. Desgasta de tal forma as desculpas, que ninguém mais acredita nelas.
O defensivo sempre pensa que os outros são bobos. Não quer dar o braço a torcer em determinadas circunstâncias, para não mostrar suas fraquezas. E, ao tentar enganar os outros, engana-se a si mesmo. Mas em pior situação está aquele que, além de colocar-se na defensiva, é agressivo. Externa, com esse procedimento, as frustrações, angústias e mágoas que carrega dentro de si. Esquece-se de que ninguém deve pagar pelo seu mau-humor. Essas pessoas costumam gritar primeiro para impressionar, tentando encobrir a falta de
regam em seu íntimo.
O esforço para ser verdadeiro sempre foi e é válido. Se todos parassem para refletir sobre a própria vida, descobririam as razões pelas quais andam tão agressivos, mau-humorados, chatos, fofoqueiros, "cutuquentos", tão do lado errado. É só parar para pensar, e essas pessoas descobrirão as falhas dentro de si. Um bom parâmetro é este: se dez pessoas estão contra mim, impossível que só eu esteja certo. No momento em que ocorre essa constatação, é hora de fazer auto-análise e ver as razões disso.
Inúmeras pessoas queixam-se de que tudo lhes sai errado na vida. Deve haver uma causa para esse azar todo. Há coisas que não dão certo mesmo. Mas algumas saem erradas por culpa da própria pessoa. De quem quer que seja a culpa pelo fracasso, é importante que a pessoa malsucedida naquele momento não desconte seus infortúnios em cima de quem convive com ela, usando parentes e amigos como bodes expiatórios. O que ela deve fazer é manter a serenidade, ter paciência e ir consertando os desvios de rota que aconteceram.
No mundo dos defensivos, existem dois tipos de pessoas: a melosa e a agressiva. As duas assumem atitudes errôneas. A melosa apela para a chantagem emocional, fazendo-se de vítima quando deseja esconder-se atrás de uma desculpa. Agindo assim, pensa que impressiona ou comove seu interlocutor. Ledo engano. Ninguém é tão bobo a ponto de acreditar todos os dias em desculpas esfarrapadas. Enganar algumas vezes é até possível. Mas sempre, não.
Os que se colocam na defensiva através da agressividade não querem se sentir expostos (e por isso criam uma barreira de medo que afasta as pessoas) ou desejam impressionar de alguma forma aqueles que deles se aproximam. Esses ficarão sozinhos na vida. No começo, acharão bom, mas depois concluirão que convivência não é isolamento.
Há outra forma de agredir: a daqueles que ficam sempre "em cima do muro", tentando levar vantagem e tirar partido dos dois lados. Esses são uns coitados. Têm um trabalho insano para se equilibrar entre duas posições e, no final, desagradam a todos e a si mesmos. Agradar a gregos e troianos é algo que ninguém nunca conseguiu.
Na vida há coisas boas e más, das quais gostamos ou não. Há sonhos frustrados, empenhos não gratificados. Essa é a condição do ser humano. Em meio a tantas vicissitudes e divergências, o que vale é a vontade, o querer. O modo de viver em sociedade deveria brotar dessa vontade de querer ser sempre sincero, legal, sem artifícios nem "armações". Seria bem mais fácil viver.

CRISE DE VALORES

Parece que o mundo está de pernas para o ar. A gente olha para os lados e vê que os bons não chegam a lugar nenhum. E enquanto isso, os espertos, os desonestos e os indolentes quase sempre arranjam um "jeitinho" de passar a perna nos outros e levar a melhor. O "jeitinho" brasileiro já virou até folclore, e as notícias de corrupção envolvendo políticos nem chegam a causar espanto.

É claro que nem todo mundo é desonesto, mas, diante do relaxamento dos padrões de honestidade, hoje em dia todos nós acabamos nos vendendo um pouco. As pessoas se defendem, dizendo que são honestas porque não matam nem roubam, mas fazem vista grossa para os pequenos deslizes. Se estão com pressa, estacionam o carro num local proibido ou formam fila dupla no meio da rua, atrapalhando o trânsito. A mesma coisa acontece com os atrasos -"vou chegar atrasado porque todo mundo chega" -, e assim por diante: "vou cobrar acima da inflação porque todo mundo cobra", "vou fazer um favor para ele, mas em troca quero uma vantagem para mim".
E assim, quase sem perceber, cada um de nós é um pouco culpado pelo fato de o mundo estar de pernas para o ar. Isso é o resultado dos pequenos (e dos grandes) exemplos que cada um vai dando. Pois o comportamento humano resulta do meio ambiente, que, ao transmitir exemplos e valores, confere uma visão de mundo para a pessoa. Além desse fator, existe uma predisposição genética, que constitui a índole da pessoa, mas é o meio ambiente que molda essa índole para o lado positivo ou negativo. Como exigir que nossas crianças introjetem os verdadeiros valores, se nós mesmos não damos o exemplo?
É certo que isso não depende só de nós. A inversão de valores toma conta de toda a sociedade e de suas instituições - começando na família e nas empresas e terminando no governo da cidade, do estado e do País. Trata-se de uma crise de valores. Até os mais velhos, formados sob uma moral rígida, estão se acomodando.
A falta de respeito é generalizada. Muitos jovens não respeitam os adultos. E muitos adultos abusam nos cargos de comando - na família, nas empresas, nas repartições. A mesma coisa acontece com as escolas, que hoje limitam-se a informar - e não mais a formar os jovens. A crise de valores decorrente das rápidas transformações do mundo moderno é um fenômeno mundial.
E os meios de comunicação que visam ao lucro e à satisfação imediata acabam se aproveitando. As novelas fazem apologia do sexo sem responsabilidade, que transforma as pessoas em objetos, numa espécie de liquidação de mercadorias baratas. Glorificando o egoísmo, elas também valorizam a vingança, a mentira e a truculência, justificando os fins pêlos meios.
Isso acontece na televisão, na publicidade, nas músicas, no rádio, no cinema, nos jornais, livros e revistas. Alguns técnicos da publicidade afirmam que o sexo, principalmente o permissivo, aumenta a impulsividade das pessoas, ampliando seus impulsos para
comprar supérfluos e tornando-os mais manipuláveis. Eis a razão de tanto barulho.
Mas é fácil verificar que esse mundo sem moral, em que os maus sempre triunfam, também não corresponde à realidade total da vida. Os bons sentimentos existem, assim como as boas ações. A maldade também sempre existiu, e é tão velha quanto o mundo. Hoje se fala na falência da família, por exemplo. Mas os próprios meios de comunicação que apregoam isso também noticiam os menores abandonados, apresentando-os como sofredores, que de fato são. Depreende-se daí que a família continua sendo imprescindível - embora só se fale de sua necessidade nos casos em que ela falta.
A mesma coisa acontece com o sexo. Todos sabem que ele só tem sentido verdadeiro como um encontro de duas pessoas na plenitude do amor. E amor é comunicação, é compromisso, é lealdade.
Num mundo dominado pela Ciência e pela tecnologia, o homem mergulhou muito no concreto e perdeu um pouco de sua vida espiritual, de sua fé. Mas ela continua existindo. E pode lhe dar forças para enfrentar essas transformações e torná-las positiva. É preciso que cada um procure os verdadeiros valores dentro de si. Todos sabemos o que é certo e o que é errado.
Mais do que nunca, é necessário fortalecer as sementes boas. Elas germinarão. Nós reclamamos dos erros dos outros, mas não consertamos os nossos. E é por aí que devemos começar. Vencendo o egoísmo, poderemos fazer coisas boas em benefício da coletividade. Elas acabarão recaindo sobre nós. Basta que respeitemos os nossos princípios, tenhamos firmeza em nossas crenças e demonstremos isso em nossos atos concretos. Essa deve ser a contribuição de cada um para um mundo melhor

PAI, PAIZÃO


Este homem que eu admiro tanto,

com todas as suas virtudes e também com seus limites.
Este homem com olhar de menino, sempre pronto e atento,
mostrando-me o caminho da vida, que está pela frente.
Este mestre contador de histórias
traz em seu coração tantas memórias,
espalha no meu caminhar muitas esperanças,
certezas e confiança.
Este homem alegre e brincalhão,
mas também, às vezes, silencioso e pensativo,
homem de fé e grande luta,
sensível e generoso.
O abraço aconchegante a me acolher, este homem,
meu pai, com quem aprendo a viver.
Pai, paizinho, paizão...
meu velho, meu grande amigão, conselheiro e leal amigo:
infinito é teu coração.
Obrigado, pai, por orientar o meu caminho,
feito de lutas e incertezas,
mas também de muitas esperanças e sonhos!
Que seu dia seja muito feliz!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

COMPLEXO DE CULPA

Quando se fala em complexo de culpa, todos se sentem mais ou menos atingidos. Mas há complexos e complexos. Uma pessoa pode se sentir culpada por haver prejudicado alguém ou se omitido em coisas sérias voluntariamente no passado, e esse sentimento lhe está pesando na consciência até hoje. Há dois aspectos a serem considerados: o do arrependimento, por ter procedido dessa forma, e o do não-arrependimento, mesmo depois de constatar que praticou o mal.

No primeiro caso, existe uma grande mágoa que impede a pessoa de viver feliz, pois a culpa machuca-lhe a alma. No segundo, ela não se arrependeu do que fez ou deixou de fazer, mas inconscientemente carrega a culpa que a fere, incomodando-a, mesmo que demonstre não se importar com isso. As vítimas do primeiro caso têm uma tristeza de fundo; já as do segundo, sentem medo de não evoluírem e de serem castigadas.
O complexo de culpa mais comum e que preocupa mais é aquele que a pessoa nutre em relação a si. Traduz-se numa mágoa profunda, depressão e sentido de vazio. Alguns impulsos, neuroses e complexos são ocasionados por situações não resolvidas quando aconteceram. Por exemplo: uma frustração não digerida pode acarretar mil problemas para uma pessoa. Por essa razão, tudo o que a está prejudicando psicologicamente precisa ser levado em conta, admitido. Deve buscar a causa do problema para ser tratada, a fim de posicionar-se de forma diferente perante a vida. Também não adianta só _ saber os motivos de um complexo. É preciso pôr mãos à obra, lutando contra ele e aceitando uma nova verdade; vendo que aquilo que a prejudicou não foi bom, mas aconteceu num determinado período da vida e nem por isso se repetirá indefinidamente.
As vezes, alguém carrega um complexo de culpa pela vida afora porque lá atrás, na infância, deixou de fazer uma lição, passou uma -vergonha em público, sentiu-se incapaz, não soube lutar e não engoliu aquela frustração. O que acontece no passado tem reflexos no presente: são neuroses não digeridas. Uma vez aceitas e trabalhadas, a pessoa deslancha.
O melhor caminho para alguém vencer a si próprio é procurar um bom profissional , com condições de fazê-lo chegar às causas dos obstáculos, até em nível de inconsciente. Há, porém, os que não têm possibilidades de apelar para um psicólogo, mas dispõem de uma boa dose de força de vontade. Para esses, o importante é analisar-se e dizer: "Sinto-me prejudicado por atitudes ou omissões do passado. Mas a partir de hoje não quero mais deixar-me influenciar por isso. Vou lutar contra esse sentimento, caminhar devagarinho em todas as direções, acreditando que vou realizar essa mudança em mim, pois tenho o direito de ser feliz e de usufruir da vida. Não é por causa de um erro cometido no passado que devo culpar-me para o resto da vida".
Quem vive se lamuriando refugia-se atrás de uma desculpa esfarrapada. Omitiu-se, mas pode realizar agora. Errou, mas pode consertar o erro. Demonstra covardia e fraqueza quem
vive fugindo de si mesmo. E hora de levantar a cabeça, dar a volta por cima e não errar mais. Mas é preciso muita coragem para tomar essa decisão, porque se desacomodar é muito mais difícil. Há outro detalhe.
A pessoa que nutre um sentimento de culpa é um tanto masoquista. Gosta de ser vista como vítima - para chamar a atenção. Mas é bom lembrar: aquele que se acomoda, continua cada vez mais no complexo, na neurose, no medo. Não adianta tapar o sol com a peneira. É necessário admitir a verdade e encontrar o caminho para a saída. Só os esforçados e fortes o conseguirão.
Está provado cientificamente que o ser humano é produto das cargas genética, espiritual e do meio ambiente. Seu modo de agir varia de acordo com sua essência e a do meio em que vive. Sente-se mais protegido, por exemplo, a pessoa que provém de uma família sadia, que se norteia por princípios sólidos. Mesmo atingido pêlos reflexos de uma sociedade doente, reúne condições de julgar entre o certo e o errado e optar pelo bem. Sabe se proteger e tem autocrítica. Não é porque o mundo está selvagem e os homens cada vez mais ambiciosos, sem escrúpulos e corruptos que a pessoa se deixará contaminar.Está faltando no mundo de hoje justamente o amor que vem de dentro, que brota da fé.
O cristão acredita que é filho de Deus e deve assemelhar-se a Jesus Cristo, seu irmão maior. Mas para atingir esse objetivo, precisa superar muitos obstáculos. Até Jesus os enfrentou. É claro que não conseguirá ser exatamente igual a ele, mas dentro de suas capacidades e limitações chegará a um grau que reproduza o melhor de si. Por isso, não adianta ficar olhando para o outro e invejando-o. É fundamental cada um olhar para dentro de si a fim de encontrar a melhor forma de realizar seu ideal e vencer as frustrações

MEDOS E FOBIAS

As pessoas normais costumam ter todas as emoções - angústia, raiva, alegria, tristeza - em escala maior ou menor, dependendo da idade, das circunstâncias, da educação, da carga espiritual. Esse fenômeno acontece também com o medo. Ele varia desde um medo pequeno ao medo desmedido, incontrolável, recebendo, quando atinge esse estágio de descontrole, o nome de fobia ou síndrome do pânico.

A sensação de medo diante de algo novo e desconhecido é normal e faz parte da vida. Há quem tenha medo de baratas, de viajar de avião, de andar de elevador e de metro, de ficar no escuro ou trancado em algum lugar, de multidão - e a ladainha continuaria interminável se fossem enumerados os tipos de medo existentes e a forma pela qual se manifestam.
O medo é uma reação normal, possível de ser enfrentada com menor ou maior facilidade. Há dias em que estamos cheios de coragem e até desafiadores. Em outros, com o emocional abalado por um problema qualquer, somos a fragilidade personificada diante do mínimo contratempo. Geralmente, é nesses momentos que o medo toma vulto, as angústias, frustrações, incertezas se apossam de nós - e todo o negativo interior existente vem à tona.
Vale aqui uma comparação. Há pessoas que têm medo de contrair doenças incuráveis. Num momento de maior fraqueza física ou emocional, esse medo se avoluma de tal forma que elas passam a sentir os sintomas da doença simplesmente porque estão com dor de cabeça. Mas, quando o físico e o psíquico estão bem, nada atrapalha a vida. Tudo é superado com a maior facilidade. O mesmo ocorre com o medo.
Ao se falar em fobia, é preciso distinguir os medos domináveis dos incontroláveis. Mas são tantos os ingredientes que compõem essa distinção, que só através do diálogo com os atingidos por tais males é possível conhecer sua história e a razão pela qual chegaram ao extremo de não se controlarem quando os maus sentimentos os assaltam. Assim é mais fácil traçar uma diretriz ou alternativa para desbloquear e desneurotizar suas atitudes, para ajudá-los a levar uma vida normal.
A fobia nada mais é que um medo exacerbado. Quando ele é concreto e sua causa conhecida, é possível vencê-lo através da conscientização. Mas se é um medo abstrato, descomunal, incontrolável, acarretando crises seguidas, é hora de se tomar providências. Quem se encaixa nessa definição deve procurar um especialista para se conhecer melhor, saber suas verdades e descobrir as causas desse pavor irracional, para não comprometer sua vida por causa dessas emoções. Chegar aos limites do medo é perigoso. Aliás, tudo é perigoso quando não sabemos as causas do que acontece conosco e não tentamos, de alguma forma, resolver o problema.
Seres humanos que somos, jamais conseguiremos superar todas as nossas limitações. E importante, no entanto, não se acomodar, mas procurar saber as razões que levam a adotar determinados comportamentos prejudiciais, para não se deixar dominar por eles. Só assim os mais medrosos perceberão que os medos manifestados das mais variadas formas não passam de justificativas para se eximirem de enfrentar sentimentos mais profundos ali misturados.
Há também os que se escondem atrás do medo, justificando com isso sua inércia e comodismo por faltar-lhes garra e coragem para enfrentar os desafios da vida. Alguns casos têm atenuantes: problemas físicos, psíquicos e emocionais. Mas grande número de pessoas não trabalha seu medo para não se desinstalar da posição conquistada. Sair do comodismo requer luta, e é bem mais fácil esconder-se atrás de uma justificativa do que desacomodar-se. Nesse caso, o perigo de um comportamento negativo fossilizar-se reside na falta de consciência, que permite a instalação co-modista de atitudes negativas diante da vida, tornando a pessoa escrava de suas próprias emoções.
Os que se interessam em melhorar usam a inteligência para informar-se através de leituras, conversas, programas de rádio e televisão, a fim de conhecer-se mais. Através desse expediente, conseguem vencer as limitações de forma bastante positiva. Para tomar qualquer iniciativa basta querer. Também no campo psíquico essa máxima tem valor.
Se o problema do medo que acomete uma pessoa for sério e profundo e se tornou uma neurose, é preciso a ajuda de um profissional competente para ela sair dessa situação. Mas a pessoa de boa vontade consegue vencer sozinha 70% dos seus problemas, quando pára, analisa e tenta encontrar soluções. Esconder-se atrás deles é uma forma de fechar as portas da superação

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SOLIDÃO

Ao longo de sua existência, cada ser humano precisa, às vezes, ficar só. Essa solidão é necessária para que a pessoa possa olhar-se, perceber-se, entender-se e estruturar-se, mesmo que estes sejam momentos difíceis e dolorosos.

No entanto este estar só não significa, de forma alguma, o verdadeiro sentimento de solidão, que se manifesta como uma situação muito mais sofrida e penosa, indicando que algum aspecto importante da vida não está sendo suprido satisfatoriamente, podendo trazer conseqüências drásticas para a saúde física e mental do indivíduo.
Esse estado de solidão traduz-se por um sentir-se estrangeiro no mundo, sem nenhuma identificação com ele e nenhum elo com as outras pessoas. Às vezes, isso causa uma depressão tão grande, que pode levar à loucura ou à morte, è deve-se entendê-lo não como uma situação física, mas como uma sensação psicológica.
Para exemplificar o que é essa sensação, pode-se imaginar a vida de uma pessoa qualquer. Suponha-se uma adolescente que é alegre, comunicativa e que nunca se sentiu sozinha, mesmo quando está a sós em seu quarto. Um dia, por exemplo, ela descobre que está grávida; não sabe o que fazer e não tem coragem de repartir seu problema com mais ninguém.
Mesmo cercada por seus pais, amigas e professores, ela se sente, pela primeira vez em sua vida, terrivelmente só. Seu segredo a separa das outras pessoas, e até o fato de contá-lo ou não para alguém depende de uma decisão unicamente sua. Ninguém poderá ajudá-la.
Certamente, esse tempo a sós é importante para que ela possa situar-se diante da nova situação. Se ela tiver confiança em si mesma e nas pessoas que a cercam, conseguirá abrir-se, repartindo seu problema e aliviando-se do peso que carrega sozinha. Se não encontrar essa confiança nem a compreensão dos outros, poderá se isolar mais, construindo uma barreira à sua volta, consolidando sua solidão.
Dentro dela poderá se formar um muro que a separará definitivamente das outras pessoas, modificando sua convivência com elas.
Por isso, o psicólogo clínico Olegário de Godói define a solidão como uma torre que a pessoa constrói em volta de si mesma. Só que, quando a torre fica pronta, a pessoa percebe que se esqueceu de fazer portas e janelas, vendo-se completamente isolada, incomunicável dentro dela.
UMA CONDIÇÃO DE TODO SER HUMANO
Toda pessoa é limitada por seu próprio corpo. Fisicamente, ela termina onde acaba sua pele e, durante toda sua vida, carrega a si mesma, mas não pode carregar ou conter nenhum outro. "Ontologicamente, por sua própria natureza física, o ser humano é solitário. Entra no mundo, faz sua trajetória por ele e também o deixa completamente sozinho.
Há certas situações que são vivenciadas apenas dentro de cada um, e, por maior que seja a união entre duas pessoas, há o limite do próprio corpo, que impede a interação total entre elas" — explica dr. Olegário.
Ao mesmo tempo, o ser humano é também essencialmente gregário, como qualquer outro animal. À natureza fez dele um ser social, presenteando-o, dessa forma, com o recurso que lhe permite superar a solidão. Cada indivíduo, portanto, tem necessidade de se relacionar com os outros, de fazer parte de um grupo, de sentir-se unido ao todo, repartindo-se com seus semelhantes, para não cair num isolamento nocivo e destrutivo.
O meio que possibilita satisfazer essa necessidade humana é a comunicação, que só ocorrerá de maneira plena e verdadeira quando estiver fundamentada no amor.
Quanto maior a capacidade, a liberdade e as oportunidades de comunicação — de repartir sentimentos, emoções e impressões pessoais —, menos solitária a pessoa se sentirá. "O homem supera sua solidão ontológica quando vive num ambiente favorável às relações, que o deixa à vontade para trocas e diálogos. Mas, quando vive num meio adverso, que tolhe sua capacidade de comunicação, sente clara e aterradoramente sua condição existencial solitária" — diz o psicólogo.
Eis, portanto, o segredo capaz de abrir as portas da torre habitada pêlos solitários. Porém a comunicação não constitui uma tarefa tão fácil e simples. Existem inúmeros fatores que impedem ou dificultam sua concretização, sustentando um exército de pessoas que vivem sozinhas e solitárias no mundo.
MEDO: A MAIOR BARREIRA
Muitos indivíduos fracassam na difícil e complicada missão, dada a todo ser humano, de sair de si mesmo em busca do outro. Inúmeros e diferentes motivos contribuem para que isso ocorra com freqüência.
De um lado, busca-se a interação com alguém, que sempre se apresenta como um outro mundo, estranho, indecifrável e misterioso, do qual teme-se a aproximação. De outro, grande parte das pessoas não aprendeu a expressar seus próprios sentimentos, seu "eu" verdadeiro, escondendo-se o tempo todo de si mesmas e dos outros.
Às vezes, é o receptor que interpreta erroneamente a mensagem recebida e, baseando-se em seus próprios códigos, cria barreiras à comunicação. Em outras ocasiões, o emissor é quem não consegue enviar mensagens límpidas e claras, revelar suas reais intenções e fazer-se entender.
As crianças e os jovens, por exemplo, são naturalmente muito espontâneos em seus contatos pessoais, não colocando obstáculos à comunicação. Mas essa espontaneidade vai sendo podada com o tempo; padrões de comportamento vão sendo impostos e barreiras vão sendo construídas. O medo de se expor demais, de não ser bem aceito e compreendido, e tantos outros medos cortam a autenticidade da comunicação e atrapalham os relacionamentos, isolando as pessoas umas das outras. Pode-se até dizer que são esses medos as principais causas da solidão.
"Quando alguém se comunica, comunica a si mesmo" — argumenta dr. Olegário.
"Comunicar-se, portanto, significa dar-se, revelar-se, o que constitui sempre um risco. Existe, então, muito medo de dar-se, ficando a comunicação num nível superficial, ilusório, que não tira ninguém da solidão."
Por isso, um indivíduo pode sentir-se solitário, mesmo que viva no meio de muitas pessoas. Quando não há profundidade nos relacionamentos e acolhimento entre as pessoas, a comunicação não as satisfaz. A proximidade física, por si só, não significa nada. É necessário construir pontes de diálogo, no qual cada um sente-se valorizado, compreendido, aceito e recebido sem interpretações distorcidas, falsas ou preconceituosas.
RETIRANDO UMA PEDRA...
A sensação de solidão não surge de uma hora para outra. Esta é uma torre construída com uma pedrinha colocada hoje, um tijolo amanhã, até que o indivíduo se percebe preso lá dentro.
Muitas vezes a torre foi construída pêlos outros ou por uma circunstância, e a pessoa foi jogada lá dentro sem querer. Por isso é necessário ficar atento, destruindo a primeira pedrinha que aparecer, pois a solidão, com certeza, trará danos profundos para a vida e a saúde.A socialização, fator importante para que cada um aprenda a conviver e a confiar nos outros, nem sempre ocorre de maneira adequada, contribuindo para que se formem pessoas arredias e solitárias.
Muitas proibições, falta de amor e compreensão dos pais favorecem a tendência ao isolamento. Uma doença prolongada, responsabilidades assumidas muito cedo ou superproteção também podem impedir o desenvolvimento normal da socialização.
Existem, também, alguns indivíduos que são naturalmente mais introvertidos, e qualquer condição adversa leva-os a retraírem-se ainda mais. Esses costumam criar um mundo à parte: vivem fantasias intensas, que acreditam ser reais; apegam-se a bichinhos de estimação; comunicam-se com livros, objetos ou visões, para se defenderem de sua dolorosa solidão.
No entanto, deve-se evitar tal isolamento, não permitindo que os medos ganhem espaço, buscando ajuda de alguém e abrindo portas para o encontro com outros. Todos os seres humanos precisam de companhia, e não se pode ficar a vida inteira escondendo-se. Por isso, é necessário um pouco de coragem para sair do esconderijo, mostrando-se aos outros.
"Se não encontramos receptividade em um determinado meio, sempre haverá uma outra platéia onde seremos bem aceitos" — propõe dr. Olegário —, "sempre haverá alguém disposto a nos ouvir, a compartilhar conosco alguns momentos e emoções verdadeiras, mas é preciso sair em sua busca."
"NÃO É BOM QUE O HOMEM ESTEJA SÓ"
Na verdade, sair sozinho de uma situação de solidão constitui uma tarefa quase impossível.
Mesmo depois de dar o primeiro passo, a pessoa solitária precisa da ajuda de uma outra, que se interesse por ela, que a trate com carinho e lhe inspire confiança. Sentindo essa mão amiga, consegue-se abandonar definitivamente a torre do isolamento. Por isso, os especialistas concordam que o amor é um fator essencial, pois só ele propicia a verdadeira comunicação, libertando as pessoas.
"Não é, de forma alguma, saudável viver solitário" — garante dr. Olegário, e recomenda: "Deve-se evitar a solidão como um câncer da alma, pois o homem não foi criado para estar só. Sua condição ontológica, que o confina dentro da própria pele, faz dele uma unidade isolada, como um grão de areia. Mas o grão de areia só se realiza plenamente quando é praia".
Finalmente, o psicólogo aconselha algumas atitudes, que podem ser tomadas por todos, como medidas preventivas contra a solidão. A primeira delas consiste em desenvolver os talentos, a inteligência e as habilidades, alargando o próprio mundo e adquirindo elementos que permitirão entrar em contato com outros mundos. Outra é participar de grupos — políticos, religiosos, esportivos ou culturais — que tenham a ver com a própria personalidade, criando oportunidades para encontros e convivências. Além disso, buscar dentro de si mesmo alegria e espontaneidade, que, com certeza, atrairão a amizade e companhia das outras pessoas.
Sem dúvida, esses comportamentos constituem antídotos eficazes e uma porta sempre aberta, impedindo o isolamento. Não se pode esquecer que todo ser humano foi criado para relacionar-se com seus semelhantes, com o mundo que o rodeia e com seu Deus.
A solidão indica que essa importante função humana não está sendo cumprida e que uma necessidade natural não está sendo satisfeita. Por isso ela é contrária à vida, que brota, se desenvolve, floresce e se renova com a comunicação, a partilha e o amor.