FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A FOME NO MUNDO NÃO É DE COMIDA......


Ouso dizer que o problema do mundo não é a fome, mas o enfastio. Não é a falta, mas o excesso. A fome é coisa primária o enfastio é fruto das futilidades.

Isto porque não comemos mais para satisfazer as necessidades do estômago, mas para amenizar o vazio da alma.

Não compramos mais para manter o ser, mas para tentar ser.

Não amamos mais para construir a comunidade, mas para adornar as individualidades.

Entretanto, continuamos com a alma vazia e o estômago com náuseas, por excesso de iguarias.

Por isso, não sentimos mais o gosto da comida, nem da vida, porque nossa fome deu lugar à compulsão. Não mastigamos, não degustamos, apenas engolimos a comida e a vida.

Engolimos inteiro e comemos quente para comermos mais. Comemos agora pensando no que comeremos depois. Comemos o nosso de olho no prato do outro.

Estamos enfastiados, mas não realizados, por isso precisamos comer mais – o pão de hoje e o de amanhã – pois a vida é agora!

Não há lugar para o jejum, para a partilha, para a gratidão, para o sonho.

Por isso ouso afirmar que o mundo não está com fome, mas enfastiado. Logo, não precisa de mais comida, precisa de um regime - regime do Ego. Portanto, não é de mais restaurantes que precisamos, mas de cozinhas comunitárias.

Pois, não venceremos a fome enquanto insistirmos no consumismo exagerado.

Nem tão pouco investindo, apenas, em mais programas sociais que escondem a verdadeira miséria tentando tapar um precipício com um rolha.

Pois a fome só poderá ser vencida quando aprendermos e ensinarmos que as pessoas valem mais do que as coisas.

Quando as forças políticas lutarem em favor dos outros e não em favor de seus estômagos insaciáveis.

Quando as pessoas tomarem consciência de que o mundo não é um jardim individual e descobrirem que o problema não está na fome, mas no tamanho excessivo do estômago de alguns e que só o diminuiremos dilatando o coração.

Assim, o problema da fome não é a escassez, mas o excesso do ter. Portanto, o mundo não padece de fome, mas do enfastio, logo, a solução está em dar e não em receber.

Pois a fome do mundo não é causada pela falta de comida, de bebida de luxúria e de bens, mas pela falta de vida com Deus: “Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida.” – João 6:55.

PÃO PARA UM SER HUMANO INSACIAVEL


João 6:35, 41-51

O ser humano é insaciável. E esta insaciabilidade tem muito haver com sua constante insatisfação. Esta insatisfação fica muito patente quando observamos o seu comportamento habitual. Por exemplo: Uma das insatisfações do ser humano diz respeito à sua aparência – Por isto mesmo as mulheres têm um confronto diário com espelho, para conferir se estão mais magras, com mais rugas, ou com mais cabelos brancos. Muitos homens se preocupam com os "pneuzinhos" que começam a aparecer depois de certa idade. O ser humano está sempre insatisfeito em seus relacionamentos amorosos - O homem quer ser o eterno conquistador, porque conquistar apenas uma mulher na vida não é o suficiente para satisfazer o seu ego. E a mulher, pode até satisfazer-se tendo o amor de apenas um homem, desde que ele dedique a ela toda a atenção do mundo- O que é impossível! O ser humano também está sempre insatisfeito com sua produtividade – Ele quer ser o melhor aluno de sua turma; ele quer a promoção em seu trabalho; ele quer ser o melhor! O ser humano está sempre insatisfeito com o que possui – Ele quer mais dinheiro, não importa o quanto tenha; ele quer mais poder para subjugar; ele quer mais conhecimento, não importa quantas graduações já tenha alcançado; ele quer ser como Deus: Conhecedor do bem e do mal.

Por isto mesmo, o ser humano não vive em paz. Foi a insatisfação que sempre fez com que os israelitas se revoltassem contra Moisés, Arão e contra o próprio Deus. Foi a insatisfação que lhes impediu a entrada na Terra Prometida e os fez andar errantes durante 40 anos pelo deserto, longe de uma terra que manava leite e mel. É a insatisfação que destrói casamentos e famílias. A insatisfação não só deforma o rosto, mas também estraga o ambiente no trabalho, na vizinhança ou na comunidade. A insatisfação faz uma sociedade ficar exaurida e um povo tornar-se corrompido. A Bíblia fala disso em Lamentações 3.39: "Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados." Em Judas 16 está escrito acerca dos insatisfeitos: "Os tais são murmuradores, são descontentes, andando segundo as suas paixões." A Bíblia Viva diz: "Esses homens são exploradores constantes, eternos insatisfeitos, fazendo todo o mal que lhes dá vontade..."

É por causa de suas insatisfações que o ser humano está constantemente faminto.

O texto lido apresenta-nos a cena em que Jesus se revela aos judeus como o pão da vida. Esta apresentação de Jesus provoca uma murmuração entre eles: “Não é este Jesus, o filho de José? Acaso, não lhe conhecemos o pai e a mãe? Como, pois, agora diz: Desci do céu? V.42. Estes judeus necessitavam do pão da vida, contudo, não conseguiram compreender a importância da mensagem da cruz, e continuaram famintos. Continuaram famintos pela sua insatisfação de buscar em Jesus apenas o alimento físico, que perece, como o maná do deserto. Mas não buscaram o alimento que poderia saciar a fome de suas almas. Queriam satisfazer apenas suas necessidades carnais, como a libertação política do império romano; mas não se preocupavam em satisfazer às suas crises espirituais. É portanto, para tentar combater esta FOME que corre o risco de habitar nosso coração que eu vos apresento:
UM PÃO PARA UM SER HUMANO INSACIÁVEL

V. 35: “Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome...”

Como este Pão sacia a fome do ser humano?

1. Este Pão só Sacia a que vem a Ele

• Como alguém pode vir a este pão da vida que é Jesus? No V.44, Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” Só virá a este pão, quem foi trazido pelo próprio Deus! Quem não foi convidado por Deus para vir se alimentar do Pão da Vida, não terá forças para vir a ele! Quando alguém sente o desejo de vir a Cristo, seja através de um culto; seja através de uma conversa com um cristão; seja através de um grupo familiar; esta pessoa, na verdade, já foi convencida pelo próprio Deus para receber do pão da vida! Desta forma, você que subiu à Casa de Deus, ou que já teve um encontro com Cristo, não veio pela sua própria vontade, mas sim, pelo convite irrecusável de Deus. Jesus também confirma esta verdade no V.45: Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim. No versículo 37 Jesus ainda declara: Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora. Jesus não pode desprezar àqueles que o Pai já trouxe até sua presença.

2. Este Pão só Sacia a quem Crê nEle
No v. 47, Jesus declara: “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna.” Para ser alimentado por este pão da vida também é preciso crer em seu poder de saciar o insaciável. É preciso lembra que o ato de crer na Escrituras, está intimamente ligado ao ato de obedecer. Dessa forma, quem crê, deve também obedecer. Vejamos alguns textos: João 14:12: Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. Romanos 10:16 e 21: Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação? Mas para Israel diz: Todo o dia estendi as minhas mãos a um povo rebelde e contradizente. Para sermos alimentados pelo pão da vida, precisamos crer em Jesus, e obedecer aos seus ensinos.

3. Este Pão só Sacia a quem dEle se Alimenta
• No v.51, Jesus ensina: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne”. Como podemos nos alimentar objetivamente deste pão vivo? Esta foi a pergunta dos judeus: V.52: Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer? Jesus responde imediatamente: Vv.53-58: Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim. 58 Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre. O comer da carne e o beber do sangue de Cristo traz uma muito séria responsabilidade, pois quem pratica este ato permanece em Cristo, e Cristo passa a habitar nele, e a vida deste já não o pertencerá. Paulo confirma esta verdade em Gálatas 2:20: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. A carne e o sangue são símbolos bíblicos para falar da vida. Portanto, comer da carne e beber do sangue de Cristo, significa viver sua plena humanidade; significa viver sua vida. Nós comemos da carne e bebemos do sangue de Cristo, quando amamos a todos, sem preconceito, sem acepção de pessoas. Nós comemos da carne e bebemos do sangue de Cristo, quando mesmo crucificados, temos a ousadia de declarar: “Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem”. Nós comemos da carne e bebemos do sangue de Cristo quando nos entregamos pelos necessitados. Nós comemos da carne e bebemos do sangue de Cristo quando enfrentamos às oposições levantadas contra o Reino de Deus. Nós comemos da carne e bebemos do sangue de Cristo, quando não buscamos riquezas, honra e poder; mas, nos sacrificamos na busca pela humildade. Nós comemos da carne e bebemos do sangue de Cristo, quando nos consagramos ao Senhor e vencemos as tentações de Satanás. Nós comemos da carne e bebemos do sangue de Cristo, quando obedecemos aos seus mandamentos!

SALMO 46


Ele faz cessar a guerra até os confins da terra; quebra o arco e corta a lança, queima os carros no fogo. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações, serei exaltado sobre a terra..."

1. A guerra

Por três motivos se pode entrar numa guerra:
a) Porque foi provocado: 2 Rs 14.8-11; Joás x Amazias
b) Por desobediência a Deus1 Cr 5.25,26;
c) Por temer ao senhor: 2 Cr 20.

Deus é absoluto; aqui fala de sua soberania, Onipotência.

2. Os ataques

Arco e lanças são armas que foram feitas para atacar de longe; o carro aproxima, para o ataque ser de perto, mais eficiente.

2.1 As características de um ataque:
a) Ele pode ser freqüente;
b) pode ser esporádico;
c) pode ser com veemência;
d) pode não ser com veemência;
e) pode demorar ou não.

2.2- O inimigo não só ataca de longe, mas, muitas vezes, de perto; porem Deus irá destruir a força do inimigo, ele não irá mais te afrontar.

3. Três são os motivos para se aquietar:
a) Serei exaltado entre as nações, diz Deus;
b) serei exaltado sobre a terra;
c) O Senhor dos exércitos está conosco.

Acima Deus nos diz que é um Deus grande poderoso; aquietar siguinifica que confiamos n’Ele, que temos certeza que com Ele estaremos seguros em meio às guerras que enfrentamos; um DEUS assim merece toda a nossa confiança, pois é o Deus excelso; adoremos a Ele. É o Deus infinito.

4. O Senhor dos exércitos

Esta expressão siguinifica que Ele é mais que vencedor, vence todas as batalhas, o Senhor da guerra;

“É o nosso refúgio” fala da segurança em meio ás intraquilidades e perigos da guerra. Fala também de restauração das forças para guerrear e vencer a batalha. Paz e bem

A RELIGIÃO A COCA-COLA E EU


Geralmente as pessoas têm uma religião e quando não tem se dizem ateu, ou seja, ainda sem tem uma religião o ateísmo, sendo assim as pessoas sempre acreditam em algo mesmo que seja não acreditar em nada, um grande amigo disse uma vez que: "A religião é tudo aquilo que fazemos sem entender o porquê", simplesmente fazemos aquilo e acreditamos nisso, gastamos nosso tempo nossas forças e tudo aquilo que temos com isso, só pra citar a religião desse amigo meu se trata do Corintians, isso mesmo o time de futebol, estranho? Mais estranho ainda é quando eu te falar que a minha religião é a Coca-Cola, gosto muito de Coca sou um Cocolatra assumido e não sei o porquê, simplesmente gosto, compro coisas com a marca da Coca, em casa tenho uma coleção das primeiras garrafas da Coca, e vai entender isso, mas quando eu vejo aquela garrafa suando de tão gelada com aquele liquido preto não consigo ficar sem salivar a boca. Quanto ao meu time de Futebol torço pro São Paulo e sei o porquê, é simples porque ele é o melhor time que tem (risos), e pode falar o que for pra mim que ele continua sendo... Pois é sou religioso mesmo.

Mas religião é isso não importa o que digam não sei muito bem o porquê, mas continuo crendo naquilo, Agora existe algo que é muito maior que tudo isso, que se trata de um relacionamento intimo e verdadeiro com Deus, sim o único e verdadeiro Deus, e seu filho Jesus o Cristo, que é o nosso unico e suficiente salvador, e o mais louco de tudo isso é que podemos conhecelo pessoalmente de verdade, e isso é realmente incrivel. Agora pensa comigo se eu posso conhecelo pessoalmente buscar Nele tudo aquilo que preciso pra ser bem sucedido em minha vida, vou ficicar eu perdendo tempo com religiosidade pra que?

O único problema é que muitas vezes somos levados a ser religiosos em nossas vidas com Deus, isso porque não sabemos ao certo quem somos de onde viemos ou para onde vamos, e se não sabemos muito ao certo isso quanto a nós o que dirá quanto a Deus, ou seja, não temos a nossa identidade estabelecida então somos levados a crer em qualquer coisa.

“Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente”. Efesios 4:14

Ou seja, temos então um problema de identidade religiosa, se ler alguns versículos a cima verá que está sendo falado ali sobre que Deus é e sobre o ele tem pra nós, mas como não temos consciência disso então preferimos acreditar em qualquer coisa que as pessoas nos dizem, e acreditamos fielmente naquilo sem muitas das vezes entender muito bem o porquê. Mas na verdade pra mim todos os tipo de religião não são bons, porque religiosidade mata. A única coisa que realmente transforma e nos liberta é a verdade, e a verdade é Jesus, que é vivo e o qual pode mudar a vida de qualquer um, como? Através de um relacionamento genuíno com ele, algo feito de experiências reais, um andar junto dia a dia conhecendo e prosseguindo em conhecer cada dia mais. E isso é real existe, e o mais incrível é que Deus quer se relacionar com agente, e o que ele pede em troca? Nada; simples assim ele só nos chama assim como estamos para conhecê-lo. Agora a pergunta é você quer ser um religioso, ou tentar não acreditar em nada? Será que essa é coisa mais inteligente a se fazer, ja que nenhuma religião é confiavel então não acredito em nada? Quer ser uma pessoa que não acredita em religião? Ou quer conhecer esse Deus vivo que pode mudar sua vida? E ter um relacionamento genuino com ele, entender de onde veio quem você é e pra onde você vai. E quem sabe assim enchergar sua vida com outros olhos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

OUTRO MOTIVO PARA CUIDAR DA NATUREZA


Deveriam os cristãos e as igrejas hoje em dia se preocupar e se envolver com questões ecológicas ou temos coisas mais importantes para tratar? Um dos chamados para nos preocuparmos e nos envolvermos partiu do americano Edward O. Wilson, talvez o mais famoso biólogo e ambientalista da atualidade. Em seu livro “A Criação: Como Salvar a Vida na Terra” (Companhia das Letras), ele conclama os cristãos a se unir aos ambientalistas a fim de lutar pela preservação da natureza. Na opinião de Wilson, os cientistas querem fazer isso porque admiram a natureza, que é o objeto de seus estudos, enquanto os cristãos deveriam fazê-lo por acreditarem que a natureza foi criada por Deus.

O motivo por trás da maioria dos defensores da natureza é antropocêntrico; falam em preservar porque a humanidade está sendo afetada ou em preservar para as gerações futuras, o que dá no mesmo.

Entretanto, nós cristãos deveríamos abraçar essa causa por outro motivo. As Escrituras nos ensinam que a natureza foi o primeiro meio utilizado por Deus para revelar-se aos homens: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm 1. 20).

Ao longo da história, muitos foram capazes de perceber algo mais por trás da natureza e expressar isso em forma de prosas e versos. Em 1854, o filósofo e naturalista americano Henry David Thoreau escreveu em um dos mais belos livros que já li, “Walden ou a Vida nos Bosques”: “O vento matutino sopra incessante, e contínuo é o poema da criação, mas poucos são os ouvidos para ouvi-los”.

O mesmo sentimento deve ter tomado conta do gaúcho Mário Quintana quando escreveu: “Se as coisas são inatingíveis... ora! Não há motivos para não querê-las... Que triste os caminhos se não fora a mágica presença das estrelas”.

O apóstolo Paulo vai mais além e fala daqueles que reconhecem o Criador por trás da criação, mas não querem lhe obedecer, e que tal atitude não é inteligente: “Porquanto, tendo conhecimento de Deus [por meio da revelação da natureza], não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1. 21- 22).

Pelo que conhecemos da história, o rei Davi era alguém que reconhecia o Criador por trás da natureza e também procurava lhe obedecer (sendo, portanto, inteligente). Ele, que quando jovem fora pastor de ovelhas e certamente passara muitas noites ao relento admirando o céu, compôs os seguintes versos: “Ó Senhor, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. [...] Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, [pergunto] que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites?” (Sl 8. 1, 3-4).

Em outra ocasião, ele recorre ao tema de forma ainda mais poética: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras; e deles não se ouve nenhum som. No entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor” (Sl 19. 1-6).

Assim, se você admira a natureza e, além disso, reconhece e procura obedecer ao Criador, lembre-se que cuidar dela também é um modo de obedecer e de contribuir com seu intento de revelar-se aos homens -- o que continua acontecendo até hoje.

A HISTÓRIA DA ORAÇÃO


Quando o ser humano começou a orar? Quem fez a primeira oração?

A última frase de Gênesis 4 registra que, logo após o nascimento de Enos, começou-se “a invocar o nome do Senhor” (Gn 4.26). Embora o verbo “invocar” pareça sinônimo de cultuar ou adorar, em outros textos ele é sinônimo de clamar ou orar. Numa de suas orações, Davi escreve: “Na minha angústia, “invoquei” o Senhor, “clamei” a meu Deus; ele, do seu templo, ouviu a minha voz” (2Sm 22.7). No Salmo 50, Deus diz: “Invoca-me no dia da angústia: eu te livrarei, e tu me glorificarás” (Sl 50.15). As mesmas palavras são proferidas pela boca do profeta Jeremias: “Invoca-me, e te responderei” (Jr 33.3).

A expressão “invocar o nome do Senhor” aparece seis vezes no primeiro livro da Bíblia. Abraão (12.8; 13.4; 21.33), sua escrava Agar (16.13) e seu filho Isaque (26.25) invocam o nome do Senhor. A esta altura da história humana tal ato já seria um exercício religioso habitual.

As outras orações de Gênesis não são meras invocações da presença de Deus, mas súplicas bem elaboradas e mais explícitas. A primeira é um modelo de oração intercessória. As outras são pedidos em favor da interferência da misericórdia e do poder de Deus para resolver situações difíceis (a oração do servo de Abraão), situações ligadas a problemas de saúde (a oração de Isaque) e situações de perigo (as orações de Jacó).

Abraão demora-se na presença de Deus e insiste o quanto pode em favor da não-destruição de Sodoma e Gomorra, em benefício de alguns poucos justos porventura ali residentes. E ele consegue o favor de Deus vez após vez: Deus não destruiria as cidades da campina caso houvesse ali cinquenta, 45, quarenta, trinta, vinte ou dez justos. Como não havia nem sequer dez, as cidades foram destruídas (Gn 18.22-33). O mesmo Abraão orou em favor da saúde de Abimeleque, sua mulher e servas (Gn 20.17).

O filho de Abraão e Agar, ao ser mandado embora junto com a mãe, não tendo mais água para beber, clamou e “Deus ouviu a voz do menino” (Gn 21.17).

O servo de Abraão não sabia como cumprir a delicada missão de conseguir uma esposa para o filho solteirão de seu senhor. Então apelou à oração e foi plenamente atendido. A primeira moça com a qual se encontrou na Mesopotâmia tornou-se esposa de Isaque. O servo fez questão de contar essa experiência de oração à família da jovem (Gn 24.10-50).

Como Rebeca não engravidava, “Isaque orou ao Senhor por sua mulher, porque ela era estéril”. Depois de completar bodas de porcelana, aos 60 anos, nasceram os gêmeos Esaú e Jacó (Gn 25.19-26).

Depois de casar-se com quatro mulheres, de se tornar pai de doze rapazes e de Diná, e de ficar muito rico, Jacó resolveu voltar para sua terra. Porém, logo soube que o irmão ainda alimentava vingança contra ele e vinha ao seu encalço com quatrocentos homens armados. Ao perceber que ele e sua família estavam em perigo, Jacó orou ao Senhor: “Livra-me das mãos de meu irmão Esaú, porque eu o temo, para que não venha ele matar-me e as mães com os filhos”. Foi uma oração perseverante e audaciosa, pois do lado de cá do Jaboque ele disse ao Senhor: “Não te deixarei ir se não me abençoares”. A emoção desarmou Esaú, os dois inimigos choraram um no ombro do outro e a guerra acabou (Gn 32.3-32).

O que mais se aprende com esta história de oração é a humildade com que elas foram feitas. Na intercessão por Sodoma, Abraão declarou: “Eis que me atrevo a falar ao Senhor, eu que sou pó e cinza” (Gn 18.27). Jacó também confessou o que de fato era ao começar sua oração com as seguintes palavras: “Sou indigno de todas as misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo” (Gn 32.10).

Bom seria se todas as nossas orações começassem com essa confissão de Jacó e a do publicano: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lc 18.13).

REVOLUÇÃO DE AMOR


Jesus Cristo foi um revolucionário – o maior e mais completo revolucionário que este mundo já conheceu. Não um revolucionário político, mas um revolucionário espiritual. E eu acredito que o Cristianismo é uma ‘revolução de amor’, uma revolução que o Espírito Santo deseja trazer em nossos corações e vidas à medida em que ele muda radicalmente o nosso modo de pensar e agir. Estou convencido de que não há nada mais importante do que isso no mundo inteiro.

Ao olharmos o estado da igreja ao redor do mundo e o estado dos cristãos hoje, é fácil ficar desanimado. Procuramos discipulado; procuramos aqueles que estão trabalhando juntos em unidade, em oração, em poder… e encontramos disputas e divisões, complacência e mediocridade.

Muitas pessoas estão perguntando: ‘Por que a igreja está em tal estado? Por que o Cristianismo hoje causa tão pouco impacto?’
Algumas pessoas pensam que de algum modo temos tido falta de algum ensino essencial ou experiência, e se tão somente pudêssemos redescobrir este segredo através de novas reuniões ou livros, libertação e restauração seriam novamente trazidas para a igreja.
Agora, me parece que não seria muito justo da parte de Deus guardar em segredo o ingrediente mais básico para a efetividade cristã. E, de fato, eu não acredito que este ingrediente seja nenhum segredo. Vejamos Gálatas 5.22-26:

Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.

O fruto do Espírito é amor. Mas o que a Bíblia quer dizer por amor? Em 1 João encontramos uma definição clara e simples: Deus é amor.
Em outras palavras, amor verdadeiro vem de Deus… não existe fora dele. Sabemos que Deus é Um. Sendo assim, não podemos pensar em Deus Pai sem pensar em amor; não podemos pensar no Senhor Jesus Cristo sem pensar em amor; não podemos pensar no Espírito Santo sem pensar em amor. Não há separação. Deus não envia amor. Ele não produz amor. Deus é amor.

Agora isso parece ser uma declaração bem simples, mas estou convencido de que somente uma percentagem extremamente pequena de cristãos tem realmente abraçado essa verdade.

Este é, eu creio, o ingrediente básico que está em grande falta no Cristianismo hoje, e a falta deste ingrediente é a fonte da maioria dos nossos problemas. É o câncer que está devorando a igreja, mas não é nenhum segredo. Na verdade, não tem nada de segredo nisso visto que está escrito em quase todas as páginas do Novo Testamento. E, no entanto, pelo fato de nossos corações serem tão frios e duros, e porque somos tão egoístas, não podemos ver (ou não acreditamos mesmo) que a mensagem básica do Novo Testamento é o amor!
Estou absolutamente convencido de que a maioria de nós perde essa mensagem tão óbvia e mais frequentemente repetida, mesmo quando estamos lançando grande ênfase sobre o que é uma interpretação ‘ortodoxa’ da Bíblia; sobre o que é “ensinamento bíblico.’
Bem, eu gostaria de perguntar: ‘O que é ensinamento bíblico?’ Temos grandes discussões sobre a Segunda Vinda, o significado da crucificação, sobre a Igreja, o Espírito Santo, e por ai vai. Mas e sobre amor e humildade e quebrantamento? Estes geralmente vão `a uma categoria separada, mas eu que dizer-lhe que se o seu ensinamento não inclui amor, humidade e quebrantamento, então seu ensinamento não é bíblico.

Há milhares, até mesmo milhões de pessoas que reivindicam ser ‘cristãos ortodoxos’ porque se agarram a certas doutrinas de acordo com a Bíblia. Eles estão conscientes de que não praticam muita humildade, mas não pensam que isso os torne menos ortodoxos. Eles estão conscientes de que não amam verdadeiramente outros cristãos (especialmente aqueles que são diferente deles), mas isso não os leva a pensar que seu ensinamento não seja bíblico.

Eles podem admitir que não sabem nada sobre servir os outros e considerar os outros melhores do que si mesmos e, no entanto, eles se consideram cristãos na Bíblia e cristãos ortodoxos.

Eles não poderiam estar mais errados! Isso não é Cristianismo, mas um falso Cristianismo – pensar que podemos ser ortodoxos sem ter humildade, pensar que podemos nos chamar de cristãos crentes na Bíblia ainda que nossas vidas não demonstrem amor ou outros frutos do Espírito. De fato, creio que este é o maior erro que já atingiu a igreja de Jesus Cristo!

Ensino não pode ser divorciado da vida prática. Não podemos ver Jesus Cristo como algum tipo de personalidade dividida, parcialmente doutrinária e parcialmente moral, tentando trazer duas esferas separadas de verdade em nossas mentes. Ele não está em uma ocasião tentando satisfazer nossa curiosidade intelectual nos ensinando coisas sobre Deus, e num exercício separado preenchendo nossa necessidade moral tentando nos tornar mais como o caráter de Deus. Você não pode ter um correto entendimento de Deus sem desejar viver de um modo que agrade a Deus.

‘Oh,’ alguém diz, ‘tem um bom crente evangélico… ele tem um entendimento muito bom da Bíblia. Ele não tem muito amor pelos outros e não é muito humilde, mas ele certamente entende a Bíblia.’ Eu digo a você, ele não entende a Bíblia se ele não ama outros cristãos. O que lemos em 1 João 4.8? ‘Quem não ama não conhece a Deus.’

Não existe nenhum ensino mais bíblico do que o amor, e sem o amor não há ensino bíblico. O amor é o alicerce de todos os outros ensinamentos bíblicos, e você não pode construir um edifício de verdades bíblicas sem esse alicerce.Paz e bem