FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

sexta-feira, 11 de julho de 2008

O PROPÓSITO ETERNO DE DEUS


Duas perguntas têm desafiado a humanidade em toda a história de que se tem conhecimento. A primeira é: "De onde viemos?". Gênesis 1:1 apresenta claramente a resposta: "No princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gênesis 1:1). Nenhuma outra resposta é tão lógica, e certamente não tem tanta autoridade quanto essa. A resposta à segunda pergunta é muito mais difícil. "Por que estamos aqui?" Sem dúvida, a resposta se encontra na própria natureza de Deus, sobretudo no fato de que "Deus é amor" (1 João 4:8,16). O amor explica muitas coisas que não poderiam ser explicadas de outra forma, tanto nas questões humanas quanto nas operações de Deus. A Natureza do Amor. O amor precisa ter um objeto. E, quanto mais esse objeto parecer conosco, mais nós o amaremos. Um cachorro é um animal de estimação melhor que um peixinho, porque o cachorro se assemelha mais aos homens em suas reações. Nenhum cachorro ou outro animal, é claro, se compara ao ser humano. Adão fez um levantamento de todos os animais criados por Deus e os nomeou, "para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea" (Gênesis 2:20). Deus fez para ele uma mulher S ossos de seus ossos e carne de sua carne. Por fim, Adão teve uma ajudadora comparável a ele, um objeto perfeito de seu amor. Outro fato sobre o amor é que, à medida que cresce, ele deseja uma multiplicação de objetos. Adão também serve de exemplo para isso. O seu amor por Eva levou ao nascimento de Caim, de Abel, de Sete e de outros "filhos e filhas". A Natureza do Amor de Deus. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus . . . " (João 1:1). Ele era o objeto perfeito do amor de seu Pai, pois era perfeitamente comparável ao Pai. Seguindo o caráter do amor, no entanto, Deus queria muito mais filhos como Jesus. Então disse: "Façamos o homem à nossa imagem" (Gênesis 1:26). E o fizeram! Adão e Eva e toda a humanidade são o resultado do propósito amoroso de Deus. Romanos 8:29-30. Criado à imagem de Deus, o homem adquiriu o poder de escolha. Deus devia ter sabido que nem todo homem optaria por ser o que Deus esperava dele, mas ele teve o pré-conhecimento de que alguns teriam esse desejo; e "aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos" (Romanos 8:29). Esse texto confirma o propósito de Deus para a nossa existência. Ele queria mais filhos como o primeiro filho. Atos 17:26-27. "De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação; para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós." Uma das grandes maiores alegrias da paternidade é ver nosso filho pedir a nossa ajuda. Que pai não teve a satisfação de poder atender, com palavras de segurança e com um abraço tranqüilizador, a um filho que durante a noite lhe chamou com medo? Qual de nós nunca ficou emocionado de ouvir uma vozinha atrás de nós: "Estou seguindo as tuas pegadas"? Deus desejava filhos que procurassem por ele, que o amasse de todo o coração, alma e mente (Mateus 22:37). Ele queria que fossem seus seguidores como filhos amados (Efésios 5:1). Ele queria vê-los obedecendo-lhe sempre para o bem deles (Deuteronômio 6:24). Ele ansiava conceder-lhes "toda boa dádiva e todo dom perfeito" (Tiago 1:17). E foi por isso que ele nos formou! O Jardim do Éden. O Éden foi um paraíso enquanto Adão e Eva amavam e respeitavam a Deus. Era um paraíso, não tanto por causa da perfeição e da beleza física de Adão e de Eva, mas sim por causa da beleza da sua santidade. Não tanto por causa da falta de cardos e de abrolhos, mas mais por causa da falta de pecado. Não tanto por causa da presença da árvore da vida, mas mais por causa da "presença do Senhor Deus . . . por entre as árvores do jardim" (Gênesis 3:8). Na verdade, Deus habitava com o homem. Era o céu na terra. Satanás viu o plano de Deus e decidiu afastar as criaturas de seu Criador. Em conseqüência das tentativas de Satanás, a humanidade está longe do que Deus desejava, e o mundo está longe de ser um paraíso. Mas Deus não abandonou seu propósito. Ele predestinou os que o amavam para serem chamados, justificados, glorificados e "conformes à imagem de seu Filho" (Romanos 8:28-29). E, tendo predeterminado isso, isso tem que acontecer, custe o que custar. A Bíblia é a história da execução do plano de Deus apesar da oposição de Satanás. É a história do amor vencedor. Nenhuma decisão que possamos fazer é tão urgente como a decisão de amar aquele que nos amou primeiro e permitir que o seu propósito seja concretizado em nossa vida.

HAJA O QUE HOUVER


Na Romênia , um homem dizia sempre a seu filho:- Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado.Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase alisou as construções lá existentes nesta época. Estava nesta hora este homem em uma estrada. Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora estava na escola. Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé. Tomado de uma enorme tristeza. Ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa (não cumprida), "Haja o que houver, eu estarei sempre a seu lado". Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição. A voz de seu filho e sua promessa não cumprida, o dilaceravam.Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha. O portão (que não mais existia); corredor. Olhava as paredes, aquele rostinho confiante. Passava pela sala do 3º ano , virava o corredor e o olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto. Portão, corredor, virou a direita e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe. Olhava tudo desolado.E continuava a ouvir sua promessa: "Haja o que houver, eu sempre estarei com você". E ele não estava... Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:- Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.- Vá para casa.Ao que ele retrucava: - Você vai me ajudar? Mas ninguém o ajudava, pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida.Existiam outros locais com mais esperança. Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:- Você vai me ajudar?Mas eles também o abandonavam. Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa...- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo?Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios.Ele retrucava :- Você vai me ajudar?- Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. - Você vai me ajudar?Um a um todos se afastavam. Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos mas não se afastava dali. 5h / 10h / 12h / 22h / 24h / 30h .Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho ouviu:- Pai... estou aqui!Feliz fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:- Você esta bem?- Estou. Mas com sede, fome e muito medo.- Tem mais alguém com você?- Sim, da classe, 14 estão comigo estamos presos em um vão entre dois pilares. - Estamos todos bem.Apenas conseguia ouvir seus gritos de alegria.- Pai, eu falei a eles: Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. - Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora...- Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado.- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco .- Não! Deixe eles saírem primeiro... - Eu sei; que haja o que houver... - Você estará me esperando! (autor desconhecido)

SEMEAR PODEMOS


Diante de tantas injustiças, mortes desnecessárias, guerras intermináveis, violência, maldades e corrupção mostradas diariamente pelos meios de comunicação, nós que cremos nas promessas de Jesus Cristo, perguntamos: Afinal, quando se manifestará o Reino de Deus no meio de nós?
Os contemporâneos de Jesus, frente aos acontecimentos ruins daquela época, também O questionaram sobre isso: “Os fariseus perguntaram um dia a Jesus quando viria o Reino de Deus. Respondeu-lhes: O Reino de Deus não virá de um modo ostensivo. Nem se dirá: Ei-lo aqui ou ei-lo aí. Pois o Reino de Deus já está no meio de vós”. Lc 17, 20-21.
Ora, amigos e amigas, se o Reino já está no meio de nós, onde estará, para que, o encontrando, possamos instaurá-lo no mundo, erradicando os inúmeros males que nos afligem? Além disso, para nos ajudar nesta busca, podemos ainda perguntar: O que é, especificamente, o Reino de Deus?
Jesus, por diversas vezes, se referiu ao Reino, ao se dirigir publicamente aos sacerdotes, discípulos e a todo o povo de Deus. Para cada grupo fez referências específicas, relacionando o Reino com algo tangível.
Interessante é que ora Jesus se refere ao Reino dizendo-o ser de Deus e outras vezes afirmando-o ser dos céus, porém ambos têm o mesmo significado, como veremos nas leituras que selecionamos para nossa reflexão.
Diante de uma multidão atenta, sentada às margens do lago de Genesaré para ouvi-Lo, Ele assim falou do Reino, de cima de uma barca:
“O Reino dos céus é semelhante a um homem que tinha semeado boa semente em seu campo. Na hora, porém, em que os homens repousavam, veio o seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e partiu. O trigo cresceu e deu frutos, mas apareceu também o joio. Os servidores do pai de família vieram e disseram-lhe: Senhor, não semeaste bom trigo em teu campo? Donde vem, pois, o joio? Disse-lhes ele: Foi um inimigo que fez isto! Replicaram-lhe: Queres que vamos e o arranquemos? Não, disse ele; arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo. Deixai-os crescer juntos até a colheita. No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro”. Mt 13, 24-30.
O reino de Deus é uma boa semeadura, feita conscientemente para se multiplicar indefinidamente, gerando frutos que, por sua vez, alimentarão muitas pessoas e, ao mesmo tempo, fornecerão novas sementes para serem semeadas e produzirem mais frutos que alimentarão mais pessoas e produzirão mais sementes, assim, sucessivamente, num crescente contínuo!
Porém, apesar da boa vontade, boa intenção e consciência reta dos semeadores, o inimigo, sorrateiramente, aproveitando-se dos momentos de vacilo destes trabalhadores, espalha a má semente do joio entre a boa semeadura, na intenção de prejudicar a produtividade da colheita.
O Senhor da messe deixa que ambos cresçam no campo até que na hora da colheita possa separar corretamente o joio do trigo, dando o destino justo para cada um. Ora, isso acontecerá no Juízo Final! Porém, o que interessa é compreendermos esta parábola, para entendermos o que é o Reino dos céus.
Deus é o senhor, o campo é o mundo, os semeadores são Jesus e seus seguidores: todos aqueles que se comprometem a evangelizar o mundo com a boa semente simbolizando a Palavra de Deus, Seus mandamentos e todos os Seus ensinamentos. O joio é o mal e o inimigo é o demônio.
Mas, e o Reino propriamente dito, o que seria o Reino dos céus? Ora o reino, como dissemos, é uma boa semeadura, algo que não pode ser entendido como uma força única, mas sim como uma somatória de forças conscientes com objetivos claros, definidos e benignos, sempre tendo o mundo como o seu campo de ação e Jesus como o seu principal semeador.
O Reino de Deus não é apenas o homem, que na parábola faz o papel de semeador, nem simplesmente a semente, simbolizada pela Palavra de Deus semeada no mundo que, por sua vez é representado pelo campo. O reino de Deus é isso e muito mais: é uma sinergia que procuraremos entender.
Para aprofundarmos o entendimento sobre o Reino, vejamos outras referências que Jesus fez a ele. Assim reiterou Jesus, no discurso da barca: “O reino dos céus é comparado a um grão de mostarda que um homem toma e semeia em seu campo. É esta a menor de todas as sementes, mas, quando cresce, torna-se um arbusto maior que todas as hortaliças, de sorte que os pássaros vêm aninhar-se em seus ramos”. Mt 13, 31 -32.
Nesta segunda comparação, Jesus ressalta o poder e a força latente do reino de Deus que, apesar de sua aparente insignificância diante de outras forças ostensivamente maiores, ao crescer, produz uma estrutura tão forte e tão bem enraizada, que é capaz de acolher, proteger e sustentar todos aqueles que recorrem a ela nos momentos de calor, frio ou tempestade.
Podemos interpretar esta árvore como a Igreja que acolhe todos, indistintamente, nos momentos de angústia, dúvida, injustiças, perseguição, gratidão e outras razões que levam as pessoas a procurá-la. A Igreja nasceu, cresceu e se mantém em decorrência da semeadura do Reino no mundo.
“Disse-lhes, por fim, esta outra parábola: O reino dos céus é comparado ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha e faz fermentar toda a massa”. Mt 13, 33.
Nesta comparação Jesus revela a eficácia do Reino diante dos desafios do mundo. Para a compreendermos, nos lembremos que a medida padrão, no tempo de Jesus, era o efá que equivalia mais ou menos a 36 quilos. Logo, ao citar três medidas, Jesus se refere à cerca de cento e dez quilos de farinha! Sua lógica é a de que não precisamos da mesma quantia de fermento (mais de cem quilos) para levedar toda a massa - antes de transformá-la em pão para alimentar uma grande multidão - mas somente de uma pequena porção dele!
Assim é a eficácia do Reino de Deus: uma pequenina porção é suficiente para transformar uma grande multidão de pessoas! O reino de Deus guarda em si uma força latente tão poderosa como a da semente ou a do fermento e, quando entra em ação, surpreende por seu poder transformador!
Logo, podemos concluir que o Reino de Deus não é algo ostensivamente grande, que cause impacto aos que percebem sua presença; como Jesus afirmou no trecho bíblico que abrimos esta reflexão: O Reino de Deus não virá de um modo ostensivo, porque é discreto e, aparentemente, pequeno.
Porém, se o deixarmos agir, mesmo que discretamente - como o fermento na massa, ou a semente no interior da terra - ele transformará tudo aquilo que com ele interagir (como o fermento) e se constituirá em algo muito maior (como a semente). Assim se propaga o Reino de Deus no mundo: em pequenas, mas poderosas doses, cristianizando o mundo, lentamente...
Algumas pessoas confundem o Reino com o fim dos tempos, algo vindouro como o céu, onde os justos viverão. Sim, realmente a vida eterna a nós reservada é a plenitude do Reino dos céus, mas como disse Jesus, antes da consumação dos tempos ele já existe e está presente no meio de nós!
Certa vez visitando as aldeias de Cesaréia de Filipe, reunindo os seus discípulos e toda a multidão que O seguia, Jesus disse a eles: “Dos que aqui se acham, alguns há que não experimentarão a morte, enquanto não virem chegar o Reino de Deus com poder”. Mc 9,1.
Neste caso, ele se referia ao “fertilizante” do Reino, o Espírito Santo que seria derramado sobre a terra após Sua ressurreição e o Seu retorno ao céu. Força que impulsionaria, de maneira sobrenatural (acompanhada de dons extraordinários), a difusão da Boa Nova por toda a face da terra.
O evangelista Marcos, ao fim de seu Evangelho, conta-nos que antes de Sua ascensão ao céu, Jesus apareceu aos onze discípulos: “... censurou-lhes a incredulidade e a dureza de seus corações por não acreditarem nos que o tinham visto ressuscitado, e disse-lhes: Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Mc 16, 14-15.
São Lucas nos conta, no início dos Atos dos Apóstolos, o mesmo fato, complementando-o com maiores detalhes: “E comendo com eles (Jesus) ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem aí o cumprimento da promessa de Seu Pai, que ouviste, disse Ele, de minha boca; porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias (...) Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.” At 1, 4 -5.8.
O Reino de Deus chegaria realmente com poder após a vinda do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, como podemos verificar na narrativa de Lucas no mesmo livro dos Atos, no capítulo 2 (At 2,ss) que conta com detalhes este batismo e, em seguida, narra o discurso de Pedro a uma grande multidão.
Após Pedro ter falado, o Reino começaria a se expandir de maneira vertiginosa, pois assim nos conta o evangelista que, após a pregação de Pedro: “... Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número de adeptos.” At 2, 41.
Este fenômeno, iniciado há mais de dois mil anos, expandiu de forma incomensurável o Cristianismo até os nossos dias, mas o início do Reino ocorreu antes de Pentecostes e Jesus já o anunciava antes de Sua morte.
Certa vez, quando Jesus desceu a Cafarnaum, para ensinar o povo aos sábados na sinagoga, as pessoas, maravilhadas com os Seus ensinamentos e com o Seu poder contra espíritos malignos que os atormentavam e os deixavam enfermos, tentaram segurá-Lo para que não mais as deixasse:
“Mas, Ele disse-lhes: É necessário que eu anuncie a Boa Nova do reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão. E andava pregando nas sinagogas da Galiléia.” Lc 4,43 -44.
Em todos os lugares Jesus anunciava a presença do Reino, mas as pessoas não conseguiam percebê-lo. Foi preciso que Ele o manifestasse de maneira concreta e visível, curando coxos, cegos, paralíticos e leprosos que, de acordo com os “preceitos religiosos vigentes”, eram pessoas amaldiçoadas porque pagavam em seu próprio corpo os pecados de seus antepassados.
As leis religiosas do judaísmo consideravam que quem nascesse com algum defeito físico ou qualquer outra deficiência, estaria pagando na própria carne os pecados cometidos por seus ancestrais, por isso deveria ser desprezado e alijado do meio de todos. Também os que contraíssem a lepra, considerada o mal dos impuros, deveriam ser tratados da mesma maneira.
Para fazê-los compreender que seriam os enfermos, os inválidos, os deficientes e leprosos que mais precisavam de amor, carinho, afeto, cuidados e convivência com amigos e familiares, Jesus, com Seu poder, tirava deles esta “maldição” devolvendo-lhes a saúde. E, para que entendessem o sentido do Reino de Deus, dizia-lhes: “Os sãos não precisam de médico, mas os enfermos; não vim chamar os justos, mas sim os pecadores”. Mc 2, 17.
Quando Jesus preparou 72 discípulos, para ajudá-lo a difundir o Reino no meio do povo, deu-lhes a seguinte ordem, antes de partirem, dois a dois, para os lugares onde, em seguida, Ele iria visitar: “Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O reino de Deus está próximo”. Lc 10, 9.
Sabemos hoje que 70% das doenças que afligem a humanidade são psicossomáticas e que sua cura depende muito mais de nos ajustarmos afetiva e socialmente do que dos remédios. Da mesma forma, naquele tempo, as pessoas que eram afastadas do convívio social e familiar, desenvolviam muitas enfermidades psicossomáticas que agravavam ainda mais a sua saúde.
O amor, o respeito e o carinho demonstrado por Jesus e por seus discípulos a estas pessoas, enfermas e marginalizadas, lhes devolvia a dignidade, a saúde e a vida. Jesus, de diversas formas e maneiras, tentou nos mostrar a importância e a necessidade do Reino de Deus para todos nós, capaz até de curar as nossas enfermidades, físicas e psíquicas.
Certa vez, ao perceber o povo e os discípulos muito preocupados com o que iriam comer, beber ou vestir, depois de repreendê-los, Jesus concluiu dizendo-lhes: “Buscai antes o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. Não temais pequeno rebanho, porque foi do agrado de vosso Pai dar-vos o Reino.” Lc 12, 31-32.
O Reino de Deus deveria estar em primeiro plano em nossas vidas, antes mesmo de nossas preocupações com o que comer, o que beber ou o que vestir. Buscá-lo para nós deveria ser prioridade. Aos que deixam de procurá-lo, gastando o seu precioso tempo de vida amealhando bens e riquezas, Ele alertou: “Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus!” Lc 18, 24.
Afirmava isso não para condenar os ricos, mas para nos alertar que a busca desmedida por bens e pelo dinheiro e os excessivos cuidados materiais, não nos permitem encontrar o Reino de Deus! Dizia: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza”. Mt 6, 24.
Como exemplo, Ele nos apontava as crianças que, em sua pureza, ingenuidade e simplicidade e sem se prenderem às coisas materiais, eram muito mais disponíveis e mais acessíveis ao Reino de Deus que Ele propagava, dizendo-nos: “Em verdade em verdade vos declaro: quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha nele não entrará”. Lc 18, 17.
Diante disso, perguntamos novamente: afinal o que é o Reino de Deus? Ora, amigos e amigas, o reino somos nós mesmos, todos aqueles que, obedecendo a Deus e aos Seus mandamentos, procuram conduzir suas vidas de acordo com Sua vontade, expressa no mandamento maior ensinado por Jesus: “Amai-vos uns aos outros como também eu vos amo”. Jo 15, 12.
Nós somos o Reino de Deus! Nós só não conseguimos vê-lo porque o buscamos fora de nós! Ele está mais do que próximo de nós, ele está em nós e se manifesta ao mundo por nossos gestos de amor, carinho, perdão, caridade, boa vontade, solidariedade, compaixão, bondade, amizade, honestidade, compreensão, obediência, humildade, simplicidade, união, comunhão, etc.
O Reino, amigos e amigas, nada mais é do que o amor de Deus espalhado pelo mundo e que em Jesus estava em plenitude. Amor que só pode ser manifestado ao mundo por meio de nós, criaturas de Deus que vivemos nesse mundo. Esta foi uma das razões de Deus se encarnar, por meio de Seu Filho Jesus. Por meio d Ele, este Seu Amor poderia se manifestar plenamente!
Deus é espírito e precisa de um corpo para Se tornar visível. Ele precisa de nossas mãos, de nossos pés, de nossa boca, de nosso sorriso e demais partes do nosso corpo para se manifestar a cada filho ou filha que d Ele precisar. São nossos atos e gestos que expressam o amor de Deus ao mundo!
Era isso que Jesus tentava insistentemente nos ensinar com o Seu testemunho, Suas palavras e Seus ensinamentos. Por isso Ele insistia tanto para que O ouvíssemos e O imitássemos. O Reino está em cada um de nós como uma semente que recebemos, quando somos concebidos pelas células de nossos pais acrescidas de nossa alma que emana do amor de Deus.
Nossas almas são fertilizadas ao longo de nossas vidas pelo Espírito Santo de Deus para que possam produzir os bons frutos do Reino. Porém o maligno consegue, por causa de nossos cochilos, semear o joio em nós, gerando o pecado. Como não nos esforçamos para eliminar o pecado, ele viceja e sufoca o Reino em nós, por meio dos muitos males por ele gerados.
João Batista, o último dos profetas que precederam Jesus, convocado por Deus para: “preparar os caminhos do Senhor e endireitar as suas veredas” Is, 40,3; em sua pregação dizia: “Fazei penitência porque está próximo o Reino dos céus.” Mt 3, 2. Ele tinha ciência de que seu papel era o de preparar o caminho para Jesus. Por isso que nos conta o evangelho:
“Pessoas de toda Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a circunvizinhança do Jordão vinham a ele. Confessavam seus pecados e eram batizados por ele nas águas do Jordão.” Mt 3, 5 -6. João os batizava, mas já os advertia: “Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas aquele que virá depois de mim é mais poderoso do que eu e nem sou digno de carregar seus calçados. Ele vos batizará no Espírito Santo e em fogo. Tem na mão a pá, limpará sua eira e recolherá o trigo ao celeiro. As palhas (o joio), porém, as queimará num fogo inextinguível”. Mt 3, 11-12.
Jesus retomará esta advertência de João em dois momentos: um ao se despedir dos discípulos, conforme a narrativa de Lucas nos Atos dos Apóstolos: “Vós sereis batizados com o Espírito Santo nos próximos dias.”At 1,5. Outro na parábola do trigo e do joio, ao nos falar do Reino a confirmando: No tempo da colheita, direi aos ceifadores: arrancai primeiro o joio e atai-o em feixes para queimar. Recolhei depois o trigo no meu celeiro.” Mt 13,30. O joio é a raiz do pecado que gera todos os males do mundo.
Portanto amigos e amigas, se queremos erradicar o mal que se expande pelo mundo, que nos atormenta, nos intimida e nos faz sofrer, precisamos, antes, erradicar definitivamente o mal enraizado em nossos corações que se manifesta e se propaga pelo mundo por meio de nossos muitos pecados.
Para isso é necessário que busquemos nossa conversão, nos arrependendo de nossos pecados e os confessando, para combatermos o mal que viceja no mundo. O pecado nos cega e nos sufoca, abafando a semente do Reino em nós, como o joio na seara do trigo. O joio em nós semeado é o mal.
O joio do pecado precisa ser arrancado de nossos corações pela raiz, para que não volte a brotar e gerar seus frutos maus. Foi isso que Jesus tentou nos ensinar quando disse a Nicodemos: “Quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus.” Jo 3, 3. Ora, ver o Reino nada mais é do que “abrirmos os nossos olhos” para o percebermos presente no mundo!
Por isso precisamos “nascer de novo”, aliás, renascermos como Jesus reforçou a Nicodemos, que não entendeu “como” nasceria de novo: “Em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito, não poderá entrar no Reino de Deus. Necessário vos é nascer de novo.” Jo 3,5.7.
Renascemos da água quando no passado fomos batizados e renascemos do Espírito sempre que, arrependidos, nos convertermos a Deus, recebendo o Espírito Santo pelos sacramentos da reconciliação e da comunhão.
São Paulo, na carta ao Efésios, definiu claramente o que Jesus nos quis dizer com “nascer de novo”, ao se referir ao homem velho e ao homem novo dizendo: “Renunciai à vida passada, despojai-vos do homem velho, corrompido pelas concupiscências enganadoras. Renovai sem cessar o sentimento da vossa alma, e revesti-vos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade.” Ef 4, 22.
O homem novo não só conseguirá ver o Reino como também será o Reino no meio da humanidade tão sofrida por tantas injustiças e maldades praticadas por homens e mulheres que germinam, gestam e frutificam, em abundância, o joio semeado pelo maligno e concebido em tantos males.
Renasceremos sempre que percebermos os males por nós praticados - por meio de nossos muitos pecados – os reconhecendo, nos arrependendo e os confessando a um sacerdote. Quando me perguntam por que precisamos acusar os nossos pecados a um padre, respondo imediatamente: Ora para eliminarmos as trevas precisamos obrigatoriamente de uma fonte de luz.
Na confissão, o sacerdote, por sua ordenação, traz em si a luz de Cristo. Ao tirarmos os nossos pecados das trevas de nossa consciência os trazendo à luz, na presença de Jesus, na pessoa do sacerdote, nós o dissipamos, como as trevas são dissipadas naturalmente diante da luz.
Insisto: se quisermos erradicar definitivamente o mal da face da terra, precisamos antes erradicar o mal dos nossos corações. Assim como Deus precisa dos homens para manifestar Seu amor ao mundo, constituindo aquilo que Jesus chamou de Reino de Deus, o mal, para se disseminar pela face da terra precisa da aquiescência dos homens, pois não brota do nada.
No livro de Jó, a Sabedoria divina presente em Elifaz de Tema, um de seus três amigos que o visitaram para consolá-lo, depois de ouvir Jó desabafando, murmurando e amaldiçoando o dia de seu nascimento diz à ele: “.. o mal não sai do pó, e o sofrimento não brota da terra: é o homem quem causa o sofrimento, como as faíscam voam no ar.” Jó 5, 6 – 7.
Verdadeiramente, como fagulhas que saem do coração dos maus, o mal vai incendiando o mundo e se propagando rapidamente, como as labaredas que alimentadas pelo vento vão devorando as florestas, aniquilando toda forma de vida que encontrarem pela frente. Nós somos os propagadores do mal, da mesma forma que somos os propagadores do bem, constituindo assim o que Jesus chama de Reino de Deus ou Reino dos céus.

É A VIDA....


Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos e futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se você ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser Cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar…
Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

DEUS FALE.......COMIGO


Um homem sussurrou: Deus fale comigo.E um rouxinol começou a cantarMas o homem não ouviu.
Então o homem repetiu:Deus fale comigo!E um trovão ecoou nos céusMas o homem foi incapaz de ouvir.

O Homem olhou em volta e disse:Deus deixe-me vê-loE uma estrela brilhou no céuMas o homem não a notou.

O homem começou a gritar:Deus mostre-me um milagreE uma criança nasceuMas o homem não sentiu o pulsar da vida.

Então o homem começou a chorar e a se desesperar:Deus toque-me e deixe-me sentir que você está aqui comigo…E uma borboleta pousou suavementeEm seu ombroO homem espantou a borboleta com a mão e desiludidoContinuou o seu caminho triste, sozinho e com medo.

Até quando teremos que sofrer para compreendermos que Deusestá sempre onde está a vida ???

Até quando manteremos nossos olhos e nossos coraçõesfechados para o milagre da vida que se apresenta diante denós em todos os momentos ???E como tem “humanos” q maltrata a natureza e os animais!!!

[ antonio (meco) bombonato][Toca de Assis - Taubaté]
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AS RPOMESSAS DE DEUS AO HOMEM


Por um ato de amor Deus criou o homem à sua imagem e semelhança(Gn 1,26) para conhecê-LO, servi-LO e venerá-LO. Após a queda do homem pelo pecado da desobediência a Deus, por amor ao homem Deus fez um plano de salvação pelo qual promete-lhe paz e alegria na Terra e felicidade eterna no Reino dos Céus. "Deus cumpre suas promessas. Ele revelou-se a Israel como aquele que é rico em amor e fidelidade"(Ex 34,6). Nosso Deus "é verdadeiramente um Deus fiel, que guarda a sua aliança e a sua misericórdia para com aqueles que O amam e observam os seus mandamentos"(Dt 7,9). "Sim, Senhor Deus, tuas palavras são verdade"(2Sm 7,28). Eis, a seguir, algumas das promessas de Deus ao homem, expressas por seus canais: os profetas, o seu santíssimo Filho Jesus e seus apóstolos. As promessas nas alianças: depois da queda, Deus prometeu ao homem a salvação e ofereceu-lhe sua aliança(Gn 3,15; CIC 70); Aliança com Noé, depois do dilúvio: "Nenhuma criatura será mais destruída pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a Terra"(Gn 9,9-17); Aliança com Abraão: Deus fez Abraão pai de uma multidão de nações(Gn 17,5) e prometeu: "Em ti serão abençoadas todas as nações da Terra"(Gn 12,3); Aliança com os filhos de Jacó: "Meu espírito que sobre ti repousa, e minhas palavras que coloquei em tua boca não deixarão teus lábios nem os de teus filhos, nem os de seus descendentes(...), desde agora e para sempre"(Is 59,21; Rom 11,27); Aliança com Moisés: promessa de libertação e de posse da terra(Êx 3,8); Aliança com David: promessa de reino eterno e de numerosa descendência(2Sm 7,5-16); Deus promete não nos desamparar: "Não te deixarei nem te desampararei"(Deut 31,6); "Eu estarei contigo"(Ex 3,12); Deus promete ajudar na nossa conversão: "Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo: tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos"(Ez 36,26-27); "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouve a minha voz e abre a porta, cearei com ele e ele comigo"(Ap 3,20) Deus nos promete bonança e segurança: "Se seguirdes minhas leis e guardardes os meus preceitos e os praticardes eu vos darei as chuvas nos seus tempos(...) e habitareis em segurança a vossa terra(...). Andarei entre vós: serei o vosso Deus e vós sereis o meu povo"(Lv 26,3.12); Deus promete nos tratar com piedade: "Não executarei o ardor de minha ira(...) porque sou Deus e não homem"(Os 11,9); aos que O têm no coração Deus permite apreciar toda a sua beleza: "Farei passar diante de ti toda a minha beleza..." (Êx 33,18-19); Deus promete dar-nos o Espírito Santo: "Que o homem de boa vontade receba, gratuitamente, da água da vida"(Ap 22,17); Deus nos promete amor eterno: "Mesmo que as montanhas oscilassem e as colinas se abalassem, jamais meu amor te abandonará"(Is 54,10); Deus nos promete a salvação: "Ao vencedor darei de comer(do fruto) da árvore da vida que se acha no paraíso(...) e o maná escondido"(Ap 2,7.17); "Todo aquele que crê em Jesus terá a vida eterna e ressuscitará no último dia"(Jo 6,39-40); "Voltai-vos para mim e sereis salvos"(Is 45,22); "(...) Não mais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades"(Hb 10,16-17); "Não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Jesus Cristo"(Rom 8,1); "Deus amou tanto o mundo, que enviou o seu Filho único...não para condenar o mundo, mas para que o mundo se salve"(Jo 3,16-17); "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância"(Jo 10,10); "A promessa é para vocês e seus filhos e para todos os que estão longe, para todos quantos o Senhor, nosso Deus, chamar"(At 2,39) 10.Deus promete aliviar nossos sofrimentos: "Deus lhes enxugará todas as lágrimas de seus olhos"(Ap 21,4); "São numerosas as tribulações do justo mas de todas o livra o Senhor"(Sal 33,20); "Confia ao Senhor a tua sorte, espera nele e ele agirá"(Sal 36,5); "Põe a tua confiança no Senhor e segue os seus caminhos. Ele te exaltará e possuirás a Terra"(Sal 36,34); 11.Deus promete levantar-nos nas nossas quedas: "O Senhor torna firmes os passos do homem e aprova os seus caminhos. E ainda que caia, não ficará prostrado, porque o Senhor o sustenta pela mão"(Sal 36,23-24); 12.Deus promete nos presentear com o melhor presente: "Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam"(1Co 2,9); 13.Jesus nos promete o reino dos céus e todas as coisas, por acréscimo: "Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas"(Mt 6,31-33); 14.Jesus nos promete a vida eterna: "Eu sou o pão da vida"(Jo 6,35). "Quem come deste pão vive eternamente"(Jo 6,51); 15.Jesus promete alívio para nossas aflições :"Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei...e achareis o repouso para as vossas almas"(Mt 11, 28-30); 16.Jesus promete amar aos que O amam: "Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei, e manifestar-me-ei nele"(Jo 14,21); 17.Jesus promete viver em nós: "Se alguém me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada"(Jo 14,23); "Eu sou a videira, vós os ramos. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós"(Jo 15,4-5); 18.Jesus promete dar sentido a nossa vida: "Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida"(Jo 8,12); "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim"(Jo 14,6); 19.Jesus promete nos dar tudo que pedimos a ele: "Se permanecerdes em mim...pedireis tudo o que quiserdes e vos será feito"(Jo 15,7); 20.Jesus promete ser para nós um verdadeiro pai: "Serei para vós um pai e sereis para mim filhos e filhas"(2Co 6,18); 21.Jesus promete nunca nos abandonar: "Eis que estou convosco todos os dias até o fim dos tempos"(Mt 28,20); 22.Jesus promete voltar para nós: "Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós"(Jo 14,18). "...Hei de ver-vos outra vez e vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria"(Jo 16,22); 23.Jesus promete nos libertar da escravidão do pecado: "Em verdade vos digo, todo homem que se entrega ao pecado é seu escravo. Se permanecerdes na minha palavra, conhecereis a verdade e a verdade vos libertará"(Jo 8,32.34); 24.Jesus promete estar presente quando estamos unidos em oração: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, aí estarei eu no meio deles"(Mt 18,19-20); 25.Jesus promete enviar o Espírito Santo para ajudar na nossa aprendizagem: "Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força"(At 1,8); "O Espírito da Verdade ficará eternamente convosco...e vos ensinará todas as coisas"(Jo 14,16.26); 26.No juízo final, Jesus promete o céu aos bons e o inferno aos maus: "Direi aos bons: "vinde benditos de meu Pai, tomai posse do Reino..."(Mt 25,34) e aos maus direi: "Afastai-vos de mim, malditos, ide para o fogo eterno..."(Mt 25,41)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

SOMENTE DEUS PODE PERDOAR


Um aspecto da vida de Jesus de Nazaré que o torna diferente de qualquer outra pessoa é que Ele nunca fez qualquer coisa moralmente errada. Em trinta e três anos de vida, Ele nunca teve de pedir perdão, nem a Deus nem aos homens. Ele nunca precisou dizer: "Sinto muito por aquilo que fiz", nunca se desculpou, nunca se arrependeu de uma ação praticada. As únicas pessoas que se sentiram ofendidas pelos seus atos foram os líderes religiosos da época, que estavam fazendo a pior coisa que um ser humano pode fazer a outro - enganar as pessoas sobre os padrões de Deus para ganhar a salvação eterna. Quando eles se consideravam ofendidos por Jesus ou por suas ações, era porque Ele havia dito alguma coisa que violava seus ensinos religiosos - doutrinas que iam de encontro aos ensinos divinos revelados na Bíblia. Eram essas falsas doutrinas que estavam erradas, não Jesus. Entretanto, Jesus, que nunca teve de ser perdoado, perdoou mais pessoas do que qualquer outro que já viveu. Na verdade, Ele estabeleceu um modelo para o perdão pessoal que nunca foi igualado, muito embora em sua época prevalecesse a filosofia romana que ensinava que o "poder faz o direito" e os judeus defendessem o padrão "olho por olho e dente por dente". Naquele meio hostil Ele ensinou: "Amem seus inimigos, façam o bem àqueles que os odeiam... perdoem aqueles que pecam contra vocês" (Lucas 6.27-28, 37). Jesus não somente elevou o padrão de amar o próximo e perdoar os inimigos em todo o tempo, mas Ele próprio demonstrou perdão em sua vida pessoal. Ele perdoou os pecados de outros e ensinou seus seguidores a fazerem o mesmo. Quando se tratava de perdão, Jesus era mais do que um homem - Ele era Deus. E para demonstrar este fato, Ele não perdoou pecados apenas como um homem, Ele perdoou como Deus. E foi isto exatamente que lhe trouxe problemas. Quem Pode Perdoar Pecados Senão Deus? Jesus nunca hesitou em perdoar pecados. Foi isto, certamente, que o levou a entrar em conflito com os líderes religiosos de seu tempo. Eles sabiam que somente Deus Jeová podia perdoar pecados e rejeitaram totalmente a possibilidade de ele ser aquele mesmo Jeová em forma humana. Entretanto, os três escritores dos evangelhos sinópticos incluíram uma dramática história com o propósito de demonstrar que Jesus, como Deus, tinha o direito e a autoridade para perdoar pecados. Marcos narra a história resumidamente: Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. Muitos afluíram para ali tantos que nem mesmo junto aporta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o e irado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: "Filho, os teus pecados estão perdoados." Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seus corações: "Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus?"E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: "Porque arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? Qual é mais fácil, dizer ao paralítico: 'Estão perdoados os teus pecados', ou dizer: 'Levanta-te, toma o teu leito, e anda?' Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados" - disse ao paralítico: "Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa." (Mc 2.1-11) Jesus usou este dramático incidente para ensinar as pessoas de sua época que Ele tinha o poder de perdoar pecados. Nenhuma testemunha pode verificar o perdão de pecados, mas pode identificar a mão sobrenatural de Deus para curar um paralítico. Neste episódio Jesus associou ambas as virtudes. Este milagre é, pois, um eloqüente sinal da divindade de Jesus. As pessoas sabiam desde o início que Jesus tinha o poder de fazer milagres; até seus inimigos sabiam disso. O que Jesus queria que compreendessem é que Ele estava mais interessado no relacionamento espiritual deles com Deus, e ter os pecados perdoados era parte essencial da restauração desse relacionamento. Ele era, naturalmente, a chave, pois somente por meio dele eles podiam obter a remissão de seus pecados. Muitos que ouviram suas palavras creram nele e tiveram seus pecados perdoados, porém a maioria dos líderes religiosos fez dura oposição a Ele, atribuindo seu poder ao Diabo. Não obstante, mesmo contra sua vontade, eles tiveram de admitir que Jesus tinha um poder sobrenatural. O que eles rejeitavam era o fato de seu poder incluir a remoção do pecado, resultando em perdão. Muitas pessoas ainda tropeçam nesta verdade. Rejeitam Jesus porque não conseguem aceitar que Ele seja o único meio de se chegar a Deus e a única esperança de ter seus pecados perdoados. Tropeçam na "pedra de tropeço", exatamente como muitos o fizeram há dois mil anos. "Quem É Este Que Até Perdoa Pecados?" Algum tempo depois de curar o paralítico, Jesus demonstrou de forma também dramática sua autoridade de perdoar pecados. Lucas conta a história: Convidou-o um dos fariseus para que fosse jantar com ele, Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. E eis que uma mulher da cidade, pecadora, sabendo que ele estava à mesa na casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento;e, estando por detrás, aos seus pés, chorando, regava-os com suas lágrimas e os enxugava com os próprios cabelos; e beijava-lhe os pés e os ungia com o ungüento. Ao ver isto, o fariseu que o convidara disse consigo mesmo: "Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, porque é pecadora. "Dirigiu-se Jesus ao fariseu e lhe disse: "Simão, uma coisa tenho a dizer-te. "Ele respondeu: "Dize-a, Mestre." "Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro cinqüenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais?"Respondeu-lhe Simão: "Suponho que aquele a quem mais perdoou." Replicou-lhe Jesus: "Julgaste bem." E, voltando-separa a mulher, disse a Simão: "Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; esta, porém, regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo; ela, entretanto, desde que entrei não cessa de me beijar os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta com bálsamo ungiu os meus pés. Por isso te digo: Perdoados lhe são os setes muitos pecados, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama." Então disse à mulher: "Perdoados são os teus pecados." Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: "Quem é este que até perdoa pecados?>f Mas Jesus disse à mulher: 'A tua fé te salvou; vai-te em paz." (Lc 7:36-50) Esta história está repleta de ironia. O fariseu que tinha convidado Jesus à sua casa pensou que a conduta de Jesus provava que Ele não era profeta, pois como uma pessoa santa permitiria ser tocada por uma pessoa que ele sabia ser pecadora? Entretanto, Lucas esclarece que Jesus agiu desta forma precisamente porque conhecia a extensão dos pecados da mulher... tanto quanto seu coração arrependido. Enquanto o fariseu condenava Jesus por ter imaginado falsamente que o Salvador desconhecia o verdadeiro caráter da mulher, de fato ele mesmo se condenou porquanto ele é quem desconhecia seu próprio caráter ruim. Não sabemos se o fariseu chegou a perceber a ironia daquele episódio, mas sabemos que todos os presentes reconheceram o poder de Jesus de perdoar pecados. O Salvador não somente anunciou o perdão à mulher no versículo 47, mas reiterou essa concessão no versículo 48. Sua ação provocou a indignada pergunta: "Quem é este que até perdoa pecados?" Jesus ouviu a pergunta, mas não lhe deu atenção. Em vez disso, continuou a dirigir-se à mulher, assegurando-lhe tanto a salvação como a paz - estas também qualidades exclusivas de Deus. O ponto-chave a observar neste capítulo é que, embora os convidados questionassem o direito de Jesus perdoar pecados, eles nunca duvidaram do fato de Jesus ter feito tal afirmação. O Exemplo Maior do Poder de Perdoar de Jesus Embora os dois incidentes anteriores tenham mostrado claramente que Jesus atribuiu a si a autoridade de perdoar pecados, talvez a evidência mais forte disto é encontrada no calvário. Enquanto esteve pregado à cruz para resgatar pelo perdão toda a humanidade, Jesus por duas vezes teve oportunidade de perdoar pessoas específicas. Um caso em particular traz grande conforto àqueles que esperam até o último momento para fazer as pazes com Deus. A conversão com o ladrão crucificado ao lado de Jesus prova que nunca é tarde demais para receber o perdão, mesmo quando a chama da vida esteja se apagando. Aquele homem era um "malfeitor", um grande pecador que admitiu ser "ladrão e salteador". No início de sua execução ele e seu companheiro ladrão se juntaram à multidão hostil zombando e escarnecendo de Jesus (Mateus 27.44; Marcos 15.32). Entretanto, depois de contemplar Jesus por algum tempo, algo aconteceu no coração daquele homem. Embora seu companheiro ladrão continuasse a "blasfemar" (no grego, eblasphemei, uma palavra que normalmente significa a injúria contra Deus) contra Jesus, esse homem foi repreendido por seu parceiro e afirmou a inocência de Jesus. "Recebemos o castigo que os nossos atos merecem", disse ele, "mas este nenhum mal fez." Então dirigiu-se a Jesus: "Senhor, lembra-te de mim quando vieres no teu reino." E como Jesus respondeu? "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (Lc 23.43). A dupla natureza de Jesus é exemplificada neste ato. Ele era plenamente homem pelo fato de poder morrer por nossos pecados e era plenamente Deus porque podia perdoar aquele ladrão moribundo dos pecados que cometera. O segundo exemplo da prática do perdão oferecido por Jesus no Calvário não é menos impressionante. Ele fez o que ninguém teria feito ao sofrer uma morte injusta e dolorosa. Muitas pessoas imaginam a crucificação de nosso Senhor da maneira como ela é representada em alguns quadros famosos. A verdade é que Ele sofreu ferimentos até ficar praticamente irreconhecível. O profeta já dissera: "Como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua aparência mais do que a dos outros filhos dos homens" (Isaías 52.14). Os soldados romanos bateram nele, colocaram uma coroa de espinhos em sua cabeça e feriram seu rosto, deixando-o desfigurado. No entanto, apesar dessa trágica condição, mesmo escarnecido pelos líderes religiosos e pelos soldados que o haviam crucificado, Jesus orou: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23.34). Algum tempo antes, diante do sepulcro de Lázaro, Jesus tinha orado: "Pai, graças te dou porque me ouviste" (João 11.41), e Deus o ouviu novamente. Sem dúvida, sua oração no momento em que estava pendurado na cruz salvou as vidas daqueles que o crucificaram! Em vez de liquidar aquelas pessoas rebeldes que estavam assassinando seu único Filho, Deus Pai as perdoou. A oração de Jesus pode ter salvo muitas almas naquele dia. Estou inclinado a crer que muitos daqueles judeus e romanos que clamavam pela morte de Jesus, faziam parte daquela multidão que cinqüenta dias mais tarde, no Pentecoste, se arrependeram e foram perdoados de todos os seus pecados - incluindo o de ter crucificado Jesus! O milagre da salvação de alguns ou de todos aqueles que exigiram a morte de Jesus sobre a cruz é o ápice de todos os milagres. O fato de Deus Pai e seu Filho Jesus permitirem a salvação das próprias pessoas que causaram sua crucificação está além da compreensão humana. Eu creio nisso, mas admito que não consigo entender isso a não ser à luz da oração de Jesus: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem." Eles sabiam que estavam crucificando um homem bom, mas não sabiam que estavam crucificando o Filho de Deus - isto é, até depois de sua ressurreição e do sermão de Pedro no Pentecoste. Quantas dessas pessoas receberam o perdão dos pecados e a salvação pela fé em Jesus, nunca saberemos até o dia de nos encontrarmos com elas no céu. Uma coisa é certa: todas elas podem ter sido perdoadas! Nenhuma delas foi condenada por ter participado da crucificação do Messias - porque Jesus, em essência, orou para que "esse pecado não lhes fosse imputado... pois eles não sabiam o que estavam fazendo". Não tinham idéia de que estavam matando o Rei da Glória. Não sabiam o quanto eram afortunadas por viverem no apogeu da história, quando o Cordeiro sacrificial de Deus tinha vindo a este mundo. A oração de Jesus poupou-os das conseqüências de seu terrível pecado. Se elas não receberam a salvação no primeiro dia do Pentecoste, foi porque se recusaram a receber o perdão por outros pecados cometidos. O pecado mais terrível de todos os tempos foi certamente a morte deliberada do "Cordeiro de Deus". No entanto, aqueles que participaram deste crime infame estão sem culpa porque Jesus orou: "Pai, perdoa-lhes." Assim fazendo, Ele nos deixou o maior exemplo de perdão da história universal. Somente Deus pode perdoar dessa maneira! Além disso, Ele deixou-nos a certeza de que também nós podemos ser perdoados de nossos pecados. Seus Pecados Foram Perdoados? Jesus veio a este mundo para trazer a salvação para os pecados de toda a humanidade. Esse propósito se cumpriu em você? Seus pecados foram perdoados, apagados? Isso tudo depende de sua disposição de pedir a Ele que o perdoe. Se você ainda não fez isso (ou tem dúvidas se o fez), insisto que o faça antes de terminar a leitura deste livro. Uma vez que Ele pagou o eterno débito de seu pecado sobre a cruz, três coisas apenas restaram para você fazer: 1. Admitir que foi por você e por seus pecados que Jesus morreu. 2. Crer que Ele ressuscitou dentre os mortos. 3. Rogar-lhe que perdoe seus pecados e salve sua alma. Se você fizer estas três coisas, Jesus lhe assegura que você estará com Ele na eternidade, exatamente como o ladrão arrependido na cruz está agora com Ele. Mas, depois de passar por essas três coisas, você terá feito mais do que assegurar um lugar no céu. Isso o capacitará também a seguir o exemplo de Jesus de perdoar àqueles que o ofenderem ou lhe fizerem algum mal. Este é uma dos maiores milagres da salvação. Uma Nova Motivação Para Perdoar É extraordinário ver como as pessoas que experimentaram o perdão de Deus através de Jesus se sentem motivados a perdoar. Lembro-me de ter orado com um homem irascível, cheio de ódio e que se relacionava muito mal com toda sua família ou com qualquer um que se aproximasse dele. Após um longo período, tive o privilégio de transmitir-lhe o evangelho de Cristo, e um dia ele dobrou seus joelhos e recebeu Cristo em seu coração. Após alguns momentos sentindo a emoção da "paz com Deus", muito comum àqueles que param de lutar contra Ele, repentinamente o homem empertigou-se e disse: "Ó Deus, vou perdoar meu pai." Então ele me contou como, durante toda sua vida, fora rejeitado e maltratado por seu pai. Durante anos meu amigo tinha insistentemente odiado o pai... e como a maioria dos que nutrem esse sentimento, este mesmo ódio envenenou suas emoções e arruinou seus relacionamentos com aqueles que deveriam ser o objeto de seu afeto. Depois de assegurar-lhe que ele deveria efetivamente perdoar seu pai - não porque seu pai o merecesse, mas porque Jesus lhe ordenava - também lhe mostrei que Cristo, seu novo Mestre, o tornaria capaz de fazê-lo. Oramos juntos novamente e em seguida ele fez uma oração simples e sincera em que reconheceu que, após todos aqueles anos, seria difícil perdoar um homem que tinha pecado tão gravemente contra ele - mas ele humildemente pediu a ajuda de Deus para ser capaz de perdoar e esquecer o passado. Orei para que ele aprendesse a amar seu pai. A princípio ele estava relutante, mas foi para casa contar à esposa sobre sua nova fé. Ele telefonou no dia seguinte para dizer-me: "Tive ontem a melhor noite de sono depois de muitos anos", e acrescentou que tinha se desculpado com sua esposa por todas as mágoas que tinha lhe causado. Logo depois, ele me disse que iria visitar seu pai no próximo sábado para pedir-lhe perdão pela ira de muitos anos contra ele. Não foi fácil, mas ele prosseguiu em seu intento. Mais tarde ele me contou que, durante sua visita, seu pai chorou e nada pôde dizer. Decorridos seis meses, esse meu amigo levou seu pai a Cristo e hoje procuram desenvolver uma amizade. Toda sua família acha que este homem é um milagre ambulante. Como disse um de seus filhos adolescentes - "Meu pai está tão diferente que até o cachorro gosta dele agora!" Este é o poder do perdão em ação, diferente de qualquer outra experiência sobre a terra! Isto só é possível, entretanto, por meio de Jesus de Nazaré - o Cristo ressurreto. Jesus ainda está empenhado em perdoar pecados e em nos ajudar a perdoarmos os outros. Isto não é apenas espantoso - é divino. Exatamente o que Jesus é.