FICAMOS ALEGRES COM SUA VISITA

ESPERAMOS, QUE COM A GRAÇA SANTIFICANTE DO ESPIRITO SANTO, E COM O DERRAMAR DE SEU AMOR, POSSAMOS ATRAVÉS DESTE HUMILDE CANAL SER VEÍCULO DA PALAVRA E DO AMOR DE DEUS, NÃO IMPORTA SE ES GREGO, ROMANO OU JUDEU A NOSSA PEDRA FUNDAMENTAL CHAMA-SE CRISTO JESUS E TODOS SOMOS TIJOLOS PARA EDIFICACÃO DESTA IGREJA QUE FAZ O SEU EXODO PARA O CÉU. PAZ E BEM

AGRADECIMENTO

AGRADECEMOS AOS NOSSOS IRMÃOS E LEITORES, POR MAIS ESTE OBJETIVO ATINGIDO, É A PALAVRA DE CRISTO SEMEADA EM MILHARES DE CORAÇÕES. PAZ E BEM

terça-feira, 17 de junho de 2008

CANÇÃO NOVA FORMAÇÃO



Formações

Não sei perder
A vida é uma constante de vitórias e de derrotas
A+A-
Quando criança praticava os mais variados tipos de esportes. Sempre gostei de disputar, competir, e claro, de vencer. Isso me trouxe um problema, pois detestava perder. Lembro-me de minha mãe dizendo, várias vezes, quando me via reclamando de uma derrota no jogo de bolinhas de gude, por meu time ter perdido no futebol ou por qualquer outra derrota: – “Menino, você precisa aprender a perder!” É verdade. Eu preciso aprender a perder!
A vida é uma constante de vitórias e de derrotas. Faz parte da dinâmica da nossa existência. E nesse movimento de alegrias e tristezas, de conquistas e de ruínas, em fevereiro de 2007, tive minha pior derrota: perdi meu pai.
Na morte do meu pai senti falta de não ter aprendido a perder. Nessa perda, a maior da minha vida, tive vontade de desistir de tudo, de me revoltar com Deus, de brigar e reclamar, como fazia quando perdia qualquer disputa na minha infância, mas uma situação interessante aconteceu. No momento do enterro tudo foi muito doloroso. Só quem já passou por essa situação sabe como é. Eu estava de braços cruzados e de repente uma mão se enfiou por debaixo do meu braço e segurou a minha mão.
Não olhei para ver de quem era aquela mão. Na verdade, nem sabia ao certo quem eram as pessoas daquela multidão que acompanhava o enterro. O que importava é que alguém me deu a mão, alguém segurava a minha mão no momento em que eu perdi, no momento da derrota. Assim que terminou o enterro aquela mão se soltou e a pessoa voltou-se para trás. Depois fui saber quem me dera o apoio, mas na hora nem pensei em procurar o dono daquela mão, pois sabia que aquela era a mão de Deus.
Ainda não aprendi a perder. Ainda sofro com as derrotas. Mas essa experiência tem me feito buscar nas derrotas a presença de Deus, que não me deixa só. A mão de Deus que me ampara. A presença de Deus que me faz crer que depois da morte vem a ressurreição. E a ressurreição é vida nova. Mudanças positivas acontecem. Novidades aparecem…
De lá para cá continuei perdendo, mas por meio dessas derrotas, tenho tentado permitir que Deus, com sua mão, não somente me ampare, como fez no dia do falecimento do meu pai, mas que também me conduza pelos caminhos que Ele tem para mim. Afinal: "Somos mais que vencedores, graças àquele que nos amou" (Rm 8,37).

Denis Duartedenisufv@yahoo.com.brDenis Duarte Pesquisador, professor, escritor é especialista em Bíblia e mestrando em Ciências da Religião na área de Literatura e Religião no Mundo Bíblico. Autor dos livros: Se creres, verás glória de Deus e a Experiência de ouvir e transmitir a voz de Deus Acesse: blog.cancaonova.com/denisduarte17/06/2008 - 07h00
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PALAVRAS DO MONSENHOR ( Canção Nova )


Mensagem do dia

Terça-Feira, 17 de junho 2008A quem você quer seguir?
Infelizmente, durante muito tempo não tínhamos visão. Hoje, porém, Jesus a está clareando, mostrando as coisas nitidamente para que possamos optar. E assim como o Espírito Santo foi enviado aos apóstolos, para que “enxergassem”, Ele está sendo enviado a nós. Veja se você continua com seus ressentimentos, suas mágoas, não perdoando e não falando com essa ou aquela pessoa; muitas vezes, nem mesmo com seus familiares... E veja também se está nutrindo sentimentos negativos em relação à Igreja, ao sacerdote ou a movimentos aos quais pertenceu, etc. Se isso estiver acontecendo você está cedendo lugar àquele que não perdoa, que prega o ódio e a divisão, o oposto do que Jesus Cristo nos ensinou. Portanto, está dando brecha ao maligno. E este é muito sutil e esperto, pois se não consegue entrar pelo adultério, roubo, ódio, vingança, ele o faz pelo ressentimento, pela mágoa, decepção. Mas o que ele quer é entrar, e para isso basta uma brecha...Ou você é decidido com o Senhor ou vai ser sempre um fraco que cede a tudo: ao ressentimento, à mágoa, aos pensamentos impuros, aos vícios, à fofoca... Sim, quem não tem coragem de acabar com coisas pequenas, aparentemente inofensivas, quem não é fiel e firme no mínimo, não o será nas coisas essenciais da vida. Decida-se! Seu irmão,Monsenhor Jonas Abib

17/06/2008 - A quem você quer seguir? 16/06/2008 - Guardai-me e defendei-me, Virgem Maria 13/06/2008 - Cheios do Espírito Santo 12/06/2008 - É hora de reassumir nossa vida cristã

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A pedra que buscamos - 16/06/2008 - 11:33
Wagner Pedro MenezesA sabedoria oriental possui muitas pérolas. E preciosas pedras. Uma pequena pedra é fonte de belas lições filosóficas. Basta observá-las com os olhos do coração. Conheci um jovem cujo passatempo preferido era colecionar pedras. Tinha-as das mais variadas formas, matizes e consistência. Algumas preciosas, mas a maioria não. Contudo, aos seus olhos, todas possuíam uma preciosidade mística, uma história, uma procedência. Ao longo dos anos, constituíram sua própria razão de viver, cada qual encerrando um mistério, um ato de conquista, uma lenda pessoal. Aquele estranho hobby encerrava quase um ideal de vida: colecionar, catalogar, juntar as pedras de seu caminho. Não compreendia aquela obstinação e aparente perda de tempo desse meu amigo. Mas filosofei: o que fazemos neste mundo é nada mais, nada menos um contínuo ato de juntar pedras, catar os cacos do caminho que trilhamos. Afinal, o que o homem foi buscar na Lua senão um punhado de pedras para satisfazer seu próprio ego? E agora, uma de suas engenhocas não vasculha o solo de Marte para catalogar suas pedras? Parece-nos que a Idade das Pedras não tem fim. Mas, segundo nossa vã sabedoria, que por anos buscou os mistérios e benefícios da pedra filosofal – e nunca a encontrou de fato – existiu na Índia um jovem ansioso por encontrar uma pedra que transformasse tudo em ouro. Saiu por aí. Catava todas as pedras que encontrava. Batia-as na fivela de seu cinto, na esperança de vê-lo reluzir, fazer-se ouro puro. Assim passou a vida. Já velho e cansado, procurou a sombra de frondosa árvore. Sua busca só lhe proporcionara decepções. Melhor descansar, desistir do sonho, cair na real. Foi quando, olhando para a fivela do cinto, percebeu o inconfundível brilho aurífero, que quase lhe cegava a vista. Sim, era ouro, ouro puro! Havia encontrado a pedra mágica. Mas quando, onde, em que circunstancias? Sua obstinação pelo bem que sempre perseguiu e seus quase mecânicos gestos para atingir seu ideal, fizeram-no descuidar-se por um momento. Cochilou. Tivera em mãos a oportunidade de mudar sua vida e não percebera. Esse é um dos mistérios do ideal que buscamos em vida. Às vezes gastamos toda nossa existência nesta busca. Às vezes o temos ao alcance, mas passamos despercebidos por ele. Ou o atiramos pelo caminho, sem nos dar conta de sua preciosidade, do milagre que ele pode operar – ou já operou – em nossas vidas. Lançamos fora nosso ideal. De uma forma ou de outra, agimos como os jovens dessa história. Colecionamos pedras em nossa existência. Tropeçamos nelas. Buscamos uma que nos seja preciosa, senão a filosofal – aquela que norteia nossas vidas – ao menos a pepita miraculosa que realiza nossos sonhos, nossas ambições. Mas as escrituras nos advertem: “Não te embrenhes num caminho de perdição e não tropeces nas pedras. Não te metas num caminho escabroso, para não pores diante de ti uma pedra de tropeço” (Ecle 32,25). A mensagem da fé cristã também busca o caminho das pedras. Jesus se dizia a pedra angular, aquela que os construtores rejeitaram. Os que conhecem a história da arquitetura greco-romana sabem avaliar o peso dessa afirmativa. Suas construções desconheciam os milagres do concreto armado e tinham como estruturas principais seus belos e portentosos arcos de pedra. Toda sustentação desses arcos só era possível se houvesse uma pedra angular, resistente e bem moldada. Uma cunha, que suportava e travava todo peso de qualquer edificação. Jesus se dizia tal pedra. Mas não parou por aí. Sobre outra pedra fundou sua Igreja. E nos colocou no seu átrio. Introduziu-nos neste mistério como rochas miraculosas, capazes de oferecer ao mundo, não riquezas, nem a mágica de transformar tudo em vil metal, mas em água-viva, fonte prodigiosa donde nasce a vida eterna. Rochedo donde brota água para o coração sedento do mundo, eis o que devemos buscar como ideal de fé.

wagner@meac.com.br

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Notícias: Nacionais
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Dom Orani - Sinais alegre nas comunidades - 16/06/2008 - 11:40
Existem alguns sinais no Documento de Aparecida, e que aos poucos foram sendo encadeados, que marcam um pouco aquela conversão pastoral que o texto sugere. Fala-se com coragem e ânimo que esta atitude deve impregnar todos na Igreja e que deve ajudar a superar estruturas ultrapassadas! Isso implica em escutar o que o Espírito Santo está dizendo e exige que as nossas comunidades sejam construídas de discípulos-missionários ao redor de Cristo, manifestando a unidade. Tudo feito com amor, devendo olhar as primeiras comunidades que souberam buscar novas formas. Isso exige que passemos de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária, mostrando a Igreja como uma casa acolhedora de quem vai ao encontro, proporcionando que o anúncio de Cristo chegue às pessoas modelando a comunidade e transformando a sociedade, principalmente pela setorização da paróquia para uma maior proximidade da sociedade, levando em conta o Ensino Social. Tudo isso não como estratégia para procurar êxitos pastorais, mas como prova da fidelidade na imitação do Mestre, sempre próximo, acessível, disponível a todos, desejoso de comunicar vida em cada região da terra. Esses sinais que a conversão pastoral exige não são apenas para a Paróquia, mas para todas as instituições da Igreja, lembra o documento! Esse vigor novo e a alegria de ser cristão, que me leva a anunciar o Reino, devem contagiar todos os cristãos católicos neste tempo de transformações culturais profundas. Não temos medo da grande cidade, pois, na verdade, na aurora da Igreja foi ela que proporcionou a difusão do cristianismo pelo mundo inteiro. O que é necessário é justamente essa coragem de deixar a facilidade de “pescar dentro do nosso aquário particular” e partir para o mar adentro, com todos os desafios que a novidade vem trazer. É difícil e supõe um sair do comodismo ou pelo menos daquilo que já é certo e constatado para começar a trilhar novos caminhos que nos façam ainda mais fiéis ao Mestre Jesus. Para que o nosso trabalho seja firme e corajoso, o mesmo Documento de Aparecida nos fala que teremos que reforçar a nossa experiência religiosa, oferecendo ao povo um encontro pessoal com Jesus Cristo profundo e intenso em que, partindo do anúncio querigmático, leve as pessoas à conversão pessoal e a uma mudança radical. Também é necessário proporcionar uma vivência comunitária onde sejamos acolhidos fraternalmente e que tenhamos uma sólida formação bíblico-doutrinal que, junto com a experiência religiosa e destacada convivência comunitária, nos leve ao compromisso missionário, indo ao encontro dos que se afastaram, manifestando o nosso intere pela sua situação. Esse sopro do Espírito Santo que transparece no Documento de Aparecida, além de resumir toda a experiência passada e anunciada nos documentos anteriores do magistério da América Latina e Caribe, volta o seu olhar para o futuro, vendo com clareza os desafios que ora ocorrem. Daí vem a necessidade de a Igreja ser casa-escola de comunhão, onde todos se sintam chamados para que, como sal da terra e luz do mundo, possa levá-los nesse caminhar. Essa conversão pastoral que nos faz alegres no Senhor e anunciadores de uma boa notícia e formando nossas comunidades acolhedoras supõe todo um trabalho de mudança de paradigmas, eixos não só paroquiais mas de todos os trabalhos na Igreja. Logo depois de ver a realidade, o Documento de Aparecida nos recorda da alegria em ser discípulos-missionários para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, e daí passa a falar do anúncio da Boa Nova para todas as realidades para depois refletir sobre a vocação à santidade. Esses passos corajosos que estamos dando na correspondência à missão continental, que para nós é o Projeto Belém em missão, supõe o nosso encontro pessoal com Cristo e a nossa maneira nova de evangelizar, testemunhando alegria e comunhão. Que o Senhor ilumine com o Seu Espírito a nossa vida e nossa mente para termos coragem de responder novamente, nestes mudados tempos, o anúncio alegre e feliz da salvação que veio para todos: que tenhamos vida, e vida plenamente!

Última Alteração: 11:40:00
Fonte: Dom Orani J. Tempesta - Arcebispo de Belém-PA Local:Belém (PA)
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Côn. Vidigal - A ação do Espírito Santo - 16/06/2008 - 11:46
Quando o homem vence o seu orgulho e depara Deus, experimenta uma surpresa inefável. A outra face de seu ser se ilumina. Passa a conviver com o Espírito divino e conclui que o verdadeiro amor existe. Que ele não é uma mera palavra, mas uma realização sublime. Pode então perceber o sabor dos frutos celestes e a existência humana ganha dantes inimagináveis. Dá-se a experiência pessoal de Deus. Jean Mourroux sobre esta assim discorre: “O problema da experiência cristã impõe-se porque é um problema essencial para o homem religioso”. O Cardeal Suenens incentiva a que se rompam categorias cerebrais e barreiras conceituais para se entrar em contato com o Ser Supremo. Huyghe mostra que “em nossos dias é mister que a fé seja personalizada, rezada, partilhada. É um acontecimento, um encontro”. De fato, a fé foi recebida, vivenciada, antes de ser compendiada, dissecada pelos grandes teólogos. Cada cristão tem dentro de si riquezas ilimitadas. Falta-lhe perscrutar os segredos do mistério que em si encerra. Não se trata de uma alienação, de uma fuga. Voltar-se para Deus é abrir, de par em par, as portas a tudo que Ele criou tão maravilhosamente. Descobri-lo, lá no íntimo do coração, é ter a possibilidade de depois vê-lo nos outros e nas Suas obras. É ter olhos e contemplar. Sentir Deus presente. Captar-lhe as mensagens. Não recear estar com Ele. Dialogar com a Sabedoria Eterna. É nisto que consiste a renovação carismática católica, que não tem nada de exótico, extravagante. Não é um desvio patológico ou uma exacerbação doentia do senso religioso. É a imersão na luz divina. Sintomático que este movimento tenha começado entre jovens universitários da Universidade de Duquesse, em Pitsburgh. O vazio de uma sociedade imbuída de materialismo despertou, em 1967, o anseio de moços idealistas que almejam algo mais elevado. A nostalgia de Deus detonou um processo, que, nas últimas décadas, vem inebriando as almas nas delícias da convivência com o hóspede divino. Trata-se de uma libertação das potencialidades latentes do Espírito que pode e quer levar cada fiel a se realizar plenamente como cristão e como membro ativo da comunidade humana. É uma conscientização sobre os valores ocultos, mas muito reais. É o reencontro da fé dinâmica, clarificadora. É o poder permanente do Senhor que se extravasa. O papa Paulo VI asseverou: “O sopro do Espírito veio despertar na Igreja energias adormecidas, suscitar carismas ocultos para definir este senso de vitalidade e de alegria que, em todas as épocas da história, define a juventude e a atualização da Igreja”. Os caminhos para se deparar com Deus e colher os frutos do Espírito Santo são estes: valorização da oração pessoal e comunitária; ação caritativa; amor filial à Igreja, mãe e mestra. O próximo é o próprio Cristo, que por outra, se faz contemporâneo das gerações cristãs através de sua Igreja que o torna visível dentro da História. Aparece deste modo, um novo tipo de crente que traduz sua fé em obras, dando-lhe dimensões formidáveis. Metamorfoseia-se não pelo temor, mas pelo amor, demonstrando aquela fascinante coerência que arrasta e faz sentir Deus presente num ser por Ele plenificado. Aliás o cristão é outro Cristo. Deste modo impulsionado pelo Espírito Santo coopera decisivamente com a Igreja para superar a crise religiosa hodierna. São fiéis, assim unidos a Deus, e não os novos teólogos, paradoxalmente marxistas, ou os falsos renovadores que instalam lutas de classes e zombam da hierarquia, que resolverão os problemas da conjuntura atual. É a renovação espiritual, de fato, que trará como conseqüência a libertação terrena e reorganizará a sociedade. Como mostra Semmelroth, “o espírito é a força de Deus, que capacita para realizar ações extraordinárias e cuja atuação assegura a proximidade de Deus e Sua intervenção no mundo dos homens”. Tal dinamismo divino, cada batizado possui. Dizia o Cardeal Suenens: “O Espírito está no coração da Igreja para conduzi-la em sua peregrinação escatológica, como outrora a coluna que precedia o povo de Israel durante o dia e se tornava nuvem luminosa durante a noite no deserto, continuidade e novidade, tradição e progresso”. Saiba o batizado, consciente de que é um pneumático, colher os frutos do Espírito Santo (Fl 5, 22 ss, na Vulgata) e novos tempos raiarão para o bem da humanidade tão sofrida de nossos dias, vítima que é da ausência de Deus. * Professor no Seminário de Mariana - MG

Última Alteração: 11:46:00
Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho Local:Mariana (MG)
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Para refletir - 16/06/2008 - 14:52
Caríssimos irmãos, há mais ou menos quatro meses, fui procurado por um casal jovem que estava vivendo uma situação muito difícil. Eles tinham recebido a notícia de que ela estava gestando uma criança “anencéfala”.
Diante de tal situação, sentia-me impotente, mas com a convicção de que o Senhor tinha colocado esse casal à minha frente para que eu pudesse ajudá-lo. Confesso que para mim não foi fácil, pois acredito que, no mundo em que nós vivemos, situações como essas são tratadas com muita frieza ou de forma mui simplista. Com efeito, esse caso não fugiu à regra... o médico tinha feito o diagnóstico e já tinha aconselhado o aborto, porque “o objeto que estava dentro dela não era um pessoa, pois não tinha cérebro e não viveria muito tempo”.
A realidade era complexa porque eu me perguntava: “o homem é só cérebro? Como um médico pode estar com a consciência tranqüila, aconselhando a tal monstruosidade?” Sentia que o casal tinha tomado a decisão de fazer o aborto porque estavam impressionados com a explicação e com as fotos mal tiradas que o médico lhes apresentou. Sentia-me impotente, mas com a certeza de que o homem é muito mais que cérebro, que pernas, que braços... o homem tem uma realidade que lhe transcende, que não morre, que é espiritual!
Depois de três horas de conversa e ajudados também por uma médica católica, o casal convenceu-se de que a gravidez deveria ir até o final para experimentar o poder da vida.
Uma das coisas que me impressionaram neste tempo foi ver o semblante da mãe: em todos os momentos transmitia felicidade, paz... E, em alguns momentos, o combate e o medo de como tudo aconteceria, mas sempre ajudados pelo sacramento da eucaristia e o acompanhamento da médica.
Chegou o dia do nascimento de um grande menino. Cheguei cedo ao hospital, pois tinha prometido aos pais batizar a criança assim que viesse ao mundo, porque já sabíamos que o Senhor nos concederia a criança por alguns minutos.
Estava um pouco apreensivo, pois nunca tinha vivido uma experiência tão forte assim. Minha surpresa foi novamente encontrar com a mãe da criança antes do parto e notar que ela acariciava sua barriga, transmitindo naquele momento amor pelo seu filho.
Lembro-me de ter falado para os pais, nesses quatro meses, que deveriam aproveitar o tempo que o Senhor tinha concedido a eles de estarem com a criança, pois para nós, cristãos, somos chamados a viver cada minuto da nossa vida com intensidade porque a nossa existência aqui é muito breve; fomos criados por Deus para estarmos com Ele.
No momento do parto, ao estar novamente com a mãe da criança, encontrei uma mulher muito jovem (mais ou menos 19 anos), de rosto sereno e semblante que transmitia paz. Neste momento, enchi-me de alegria, pois percebi a presença do Senhor que estava com ela, dando-lhe forças para que testemunhasse que nós acreditamos num Deus de vivos e não de mortos, e que, para ele, cada pessoa (seja como seja) é importante e tem um valor grandíssimo.
Quando nasceu o menino, não podia acreditar no que eu estava vendo! Não tinha nada a ver com o que o médico tinha falado para os pais. O bebê tinha o corpinho perfeito, respirava, movimentava os braços, as pernas... pude administrar o sacramento do Batismo e sentir amor por aquela criança que estava com os olhos abertos. No momento em que derramei água na sua cabeça para o Batismo, caíram algumas gotas no seu olho e ele sentiu-se incomodado. Estive todo o tempo de vida com o recém-nascido! O Senhor concedeu-lhe a graça de nascer e de ser amado pelos seus pais e de ser testemunha de Cristo, servo sofredor, que aceitou a vontade de seu Pai naquele hospital. Para as enfermeiras, para os médicos, para os seus pais e, principalmente, para mim, que via naquele neófito a imagem de Cristo!
Foram 36 minutos de vida, durante os quais pude falar, rezar e até mesmo pedir a intercessão no céu por mim, pelos seus pais e pela nossa Paróquia. E assim o Senhor lhe chamou: “Vinde, benditos de meu Pai” (Mt 25, 34). Cumpriu-se a promessa de Cristo: “Pai, aqueles que me deste quero que onde eu estou também eles estejam comigo para que contemplem minha glória...” (Jo 17,24)
Nunca mais esquecerei este momento tão precioso para mim, à minha vida e ao amadurecimento da minha fé.
Gostaria de que neste momento, estivessem tantos que são a favor do aborto e que me tentassem explicar como é possível defender tal atitude diante de uma pessoa indefesa, seguindo a lógica de que só os perfeitos podem viver. Acredito que tais pessoas nunca experimentaram o amor. A pessoa não é só perna, só braço, só cérebro...
Senhores médicos, senhores políticos e todos aqueles que tem a autoridade de fazer leis, pensem naquilo que vocês estão tentando legalizar, pois aquilo que vocês falam não condiz com a experiência que eu vivi... não nasceu nenhum monstro, mas um filho de Deus que foi amado por Ele, pelos seus pais e por mim.
1 de setembro de 2006


Última Alteração: 14:52:00
Fonte: Pe. Alessander Carregari Capalbo- Paróquia Santa Maria dos Pobres Local:Paranoá (DF)
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segunda-feira, 16 de junho de 2008

CANÇÃO NOVA FORMAÇÃO



Formações

Como viver a castidade no mundo erotizado
O namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos
A+A-
A lei de Deus afirma que o sexo só deve ser vivido no matrimônio; não há outro lugar para a vida sexual. "A mulher não pode dispor do seu corpo: ele pertence ao seu marido. E também o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa" (1 Cor 7,4). Note que São Paulo não fala em namorados e noivos, mas esposa e marido.
Paul Claudel, diplomata e escritor francês, disse: "A juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio". Estamos em um mundo erotizado até à exaustão, e tenho pena dos jovens por isso. Mas mesmo assim, Jesus continua a chamá-los, bravamente, a uma vida de castidade. Hoje isso é uma marca do verdadeiro jovem cristão.
O casal de namorados da Comunidade Canção Nova Danilo e Jennifer fala sobre a castidade no namoro

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Um jovem casto é um jovem forte, cheio de energias para sua vida profissional e moral. É na luta para manter a castidade que você se prepara para ser fiel à sua esposa amanhã. A grandeza de um homem não se mede pelo poder que possui de dominar os outros, mas pela capacidade de dominar a si mesmo. Gandhi dizia que: "A castidade não é uma cultura de estufa... A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária". E acrescenta: "A vida sem castidade parece-me vazia e animalesca". E também: "Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor, torna-se efeminado e vive cheio de medo" (Toschi Tomás, "Gandhi, mensagem para hoje", Editora Mundo três, SP, 1977, pg. 105ss).
Alguns querem se permitir um grau de intimidade "seguro", isto é, até que o "sinal vermelho seja aceso"; aí está um grave engano. Quase sempre o sinal vermelho é ultrapassado e, muitas vezes, acontece o que não deve. Quantas namoradas grávidas...
Para haver a castidade nos nossos atos é preciso que antes ela exista em nossos pensamentos e palavras. Jamais será casto aquele que permitir que os seus pensamentos, olhos, ouvidos, vagueiem pelo mundo do erotismo. O jovem e a jovem cristãos terão de lutar muito para não permitir que o relacionamento sexual os envolva e abafe o namoro. Jesus deu a receita da castidade: "Vigiai e orai" porque "a carne é fraca" (cf. Mt 26, 41).
O namoro não existe para que vocês conheçam os seus corpos... mas as suas almas. Um namoro puro só será possível com a graça de Deus, com a oração, a vida sacramental, a reza do Terço, com a vigilância e, sobretudo, quando os dois quiserem se preservar um para o outro. Será preciso, então, evitar todas as ocasiões que possam facilitar um relacionamento mais íntimo. O provérbio diz que "A ocasião faz o ladrão", e que "Quem brinca com o perigo nele perecerá". Se você sabe que, naquele lugar, naquele carro, naquela casa, etc., a tentação será maior do que suas forças, então, fuja desses locais. Essa é uma fuga justa e heróica.
É preciso lembrar às moças que o homem se excita principalmente pelos olhos. Então, cuidado com a roupa que você usa; com os decotes, com o comprimento das saias... Não ponha "pólvora" no sangue do seu namorado se você não quer vê-lo "explodir". O namoro não é o tempo de viver as carícias matrimoniais, pois elas são o prelúdio do ato sexual, o qual não deve ser realizado nessa fase. O que precisa haver entre os namorados é carinho, não as carícias íntimas. Muitas vezes os casais não se dão conta disso. Não provoque seu namorado.
Jovem cristão, você está diante de um belo e enorme desafio: viver a castidade no meio deste mundo "sexualizado" e erotizado ao extremo. Mas você sabe que quanto maior é a luta, mais valiosa é a vitória! Por isso eu lhe digo: se tivesse de dar uma medalha de ouro puro para um jovem que luta para ser casto ou para um general que ganhou uma grande batalha, eu a daria ao jovem.

Felipe Aquinofelipeaquino@cancaonova.comProf. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Conheça mais em www.cleofas.com.br 11/06/2008 - 00h00
Tags: namoro castidade Relacionamento